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domingo, fevereiro 26, 2012

60 DIRIGENTES ABANDONAM O PARTIDO DE CHÁVEZ DENUNCIANDO PERSEGUIÇÕES E CORRUPÇÃO

Chavistas anunciaram deserção no Estado de Táchira
Cansados de ser  perseguidos, ameaçados e decepcionados pelo fato de que não levaram em conta suas denúncias de corrupção, 60 dirigentes do chavismo anunciaram em entrevista coletiva à Imprensa, sua retirada das fileiras do partido oficial do governo de Hugo Chávez, para incorporar-se à Frente pela Defesa de Táchira e seus instituições, segundo afirmaram Eggles Méndez Cortés e Sara Villamizar, ambos dirigentes de base do PSUV, o partido chavista, no município de Fernáncez Feo, Estado de Táchira.
A notícia está no site do jornal regional La Nación, da cidade de San Cristóbal, Táchira, com data deste domingo.
A informação também está sendo veiculada pelo Twitter em postagens pressentindo que o chavismo começou a desmoronar. Para ler a reportagem completa clique AQUI - en español

quarta-feira, julho 20, 2011

RANGEL, O CAPACHO DE CHÁVEZ, QUE SE DIZ JORNALISTA, DEFENDE LIMITAÇÃO À INFORMAÇÃO SOBRE CÂNCER DO CAUDILHO

Rangel, capacho de Chávez
Vice-presidente por cinco anos e um interlocutor frequente de Hugo Chávez, o jornalista José Vicente Rangel, 82, afirma que, no caso do câncer do presidente venezuelano, o melhor "é limitar a informação". Quando se houve da boca desse dito jornalista que se deve 'limitar a informação' da doença do caudilho, compreende-se o fato de que tenha sido ex-vice-presidente e ex-ministro do ditador Hugo Chávez.
 

Esse puxa-saco de Chávez, minimiza nesta entrevista os chamados à "unidade" feitos pelo caudilho a seu partido e aos militares antes de partir para Havana, no fim de semana. Rangel parece que tem sido escalado por Chávez para sair por aí oferecendo-se para dar entrevistas no sentido de ajudar a contornar a situação caótica da política venezuelana turbinada pelo câncer do ditador. Tanto é que dia desses Rangel também concedeu uma entrevista para a revista colombiana Semana

Agora foi a vez da Folha de São Paulo que possui jornalista sentando praça na Venezuela mas que parece concordar com a tirania chavista ao abrir espaço para esse sabujo do lulismo que diz ser jornalista. É válido ouvi-lo, mas merece uma análise que situe o leitor no contexto, ou seja, no fato de que Chávez já destruiu a democracia na Venezuela.
Tive que aduzir este comentário antes de trancrever essa entrevista para mostrar mais uma vez como a Folha de São Paulo é condescendente como a imundice bolivariana. 
De toda sorte, a entrevista provavelmente é do interesse de centenas de leitores venezuelanos que acessam diariamente o blog, como aconteceu nesta terça-feira, quando seguramente dos mais de dois mil acessos, cerca de mil procederam da Venezuela. Isto mostra que embora seja um país muito menor do que o Brasil em população, seus cidadãos estão muito ligados nas redes sociais, acompanham a política sistematicamente e o jornalismo lá praticado é muito mais autêntico que o brasileiro. 
Esse serviçal de Chávez ouvido pela Folha afirma que não existe nenhum risco de instabilidade democrática, quando se sabe que as instituições democráticas já estão liquidadas e Chávez mantém prisioneiros políticos, como o líder oposicionista Alejandro Peña Esclusa que sofre de câncer de próstatae teve seu tratamento interrompido, correndo risco de vida a permanecer mofando nas masmorras dca polícia política de Chávez. Leiam:
Folha - Chávez pediu fim do "sectarismo", do "caudilhismo" dentro do PSUV. Que disputas há?
José Vicente Rangel -
Chávez assinalou que existe esse perigo potencial e que é obrigação dos dirigentes do PSUV e do governo, nestas circunstâncias em que ele está em tratamento fora do país, ter consciência de que são expressões que jogam contra o processo e que é preciso controlar. É um perigo latente em todas as organizações. De esquerda, direita, de centro.

Chávez falava de aspectos latentes? E disputas entre tendências, racha nos Estados?

Sim, sim... mas, repito, são situações inerentes à vida democrática. Isso acontece aqui na Venezuela, em qualquer nação. Na Venezuela, esse tipo de situação foi resolvido com um custo muito baixo, porque não significaram rupturas orgânicas no movimento, e sim dissidências muito pessoais e localizadas.

Chávez se foi sem data de retorno. O governo deu informação "veraz e oportuna" sobre a doença?

Seria temerário dar data de retorno. E se ele não puder voltar na data fixada, por alguma razão? O presidente buscará voltar o mais rápido possível. Foi feito e se disse o que se tinha de fazer e dizer [sobre a doença]. Da mesma forma que uma pessoa pode ter uma melhora, de repente, pode ter uma recaída. O melhor é limitar a informação. Numa situação como a venezuelana, tão polarizada, qualquer coisa que se diga é objeto de debate.

Fora Chávez, há alguém capaz de unir as diferentes alas do chavismo? E se ele não puder ser candidato em 2012?

Neste momento não há. No hipotético caso que sugere, estou certo de que surgirá. Há lideranças, mas não alternativas, porque a liderança de Chávez não está em crise.

O presidente pediu "unidade" aos militares. Isso não alimenta a ideia de que não há unidade?

Claro que alimenta. Estamos num país polarizado e com jornalistas desconfiados. Mas que chefe de Estado não invoca a unidade? Não há o menor risco de instabilidade democrática. Da Folha de São Paulo desta quarta-feira


segunda-feira, junho 06, 2011

PODER DE CHÁVEZ ESTÁ COM OS DIAS CONTADOS

 Malaver prevê queda do ditador
Depois de participar de uma tentativa de golpe de estado frustrada, em 1992, o coronel Hugo Chávez chegou ao comando da Venezuela pelo voto popular em 1999 e de lá não saiu mais. Com um modo populista e espalhafatoso de governar, ele investiu fortemente também nas relações diplomáticas com o intuito de levar seus ideais comunistas a toda a América Latina. Olhou tanto para fora que se esqueceu de cuidar do próprio povo – e fracassou nas duas tentativas. A observação é do jornalista e analista político venezuelano Manuel Malaver, para quem o poder de Chávez está com os dias contados.
Malaver concedeu uma entrevista exclusiva ao portal da revista Veja. Transcrevo. Não deixem de ler!
Durante seus doze anos de mandato, Hugo Chávez não só causou instabilidade em seu país como afetou direta ou indiretamente países vizinhos. Meteu-se nas eleições do Peru e do Chile e no conflito interno da Bolívia, além de ter se aliado às Farc, tão combatida pelo governo colombiano. O senhor acredita que ele chegou perto de impregnar a América Latina com sua ideologia ou de fato é uma figura cada vez mais ilhada na região?  
Não, ele teve influência em quatro países – Cuba, Nicarágua, Equador e Bolívia - de uma forma muito diferenciada em cada um. Já a Argentina e o Brasil de Lula não foram seus aliados, mas países que aumentaram suas exportações para uma Venezuela que não produzia nada, exceto petróleo.
A presidente Dilma Rousseff já se colocou de uma forma diferente da do ex-presidente Lula em diversas questões, como em relação ao Irã. Espera-se que ela faça o mesmo em relação a Chávez, já que as atitudes dele são contrárias à defesa dos direitos humanos, à liberdade de imprensa e à democracia, questões defendidas no Brasil? Dilma está se distanciando de Chávez e seus aliados, porque seus interesses são em exportação da agroindústria brasileira, não na venda de matérias-primas. Nesse sentido, ela viu que seu grande aliado comercial são os Estados Unidos, que compra produtos manufaturados e não matérias-primas, e a China, que compra matérias-primas, mas compete com os produtos do agronegócio brasileiro.
Qual a intenção de Chávez ao fazer uma série de visitas aos países vizinhos, como o Brasil, a Argentina e o Equador? Ele está tratando de se oxigenar, pois todas as suas apostas políticas internacionais fracassaram: Honduras, Cuba – que se abre ao capitalismo -, as ditaduras do Oriente Médio, a impossibilidade de ressuscitar o comunismo marxista e o impor ao continente e a recuperação da América Latina da crise global não pelo socialismo radical, mas pela economia de mercado.
Quais foram os efeitos das provas recentes que vincularam Hugo Chávez às Farc e de que forma essa notícia pode afetar seu poder? Há muitas provas da cumplicidade de Chávez com as Farc e com a subversão do continente e os e-mails encontrados nos computadores de Raúl Reyes não são as mais importantes. Na Venezuela há municípios na fronteira em que os guerrilheiros das Farc é que são o governo, comandam todos os órgãos da cidade e realizam até julgamentos internos.
Em 2006, alguns analistas diziam que o governo de Hugo Chávez não duraria mais que dois ou três anos. No entanto, já se passaram cinco anos e ele continua lá – doze anos no total. Por que, ainda com a desordem em que se encontra a Venezuela, ele continua no comando? A resposta está nos altos preços do petróleo, que saltaram de 20 dólares por barril em 2004 para um pico de 128 dólares, em 2008. No total, a Venezuela recebeu um bilhão de dólares entre 2004 e 2008, o maior rendimento obtido pelo país em toda a sua história. Esse valor foi todo gasto em uma agressiva política populista, clientelista e demagógica que transferiu muitos desses recursos de maneira direta para os setores mais pobres da população. Os recursos foram utilizados, basicamente, para a compra de artigos elaborados que vinham em sua maioria dos Estados Unidos, como celulares, televisões, etc. A outra parte foi gasta financiando as dívidas das economias socialistas aliadas da região (Cuba, Nicarágua, Equador, Bolívia) e com uma compra gigantesca de armas da Rússia, do Irã e da China, que já alcançam os 30 bilhões de dólares. Ou seja, os problemas do país não foram resolvidos: déficit habitacional de três milhões de casas, colapso no setor elétrico e a insegurança pessoal que faz 20.000 vítimas por ano.

A Venezuela possui uma grande riqueza petrolífera e poderia, portanto, estar em uma situação de vantagem em relação aos países latinos, mas passa por crises econômicas drásticas e o empobrecimento da população. Onde está o erro? Há grandes reservas de petróleo pesado, mas no subsolo, porque a empresa petrolífera estatal, a PDVSA, passou de uma produção de 3,3 milhões de barris diários para 2,2 milhões produzidos agora. E 80% desse petróleo é exportado para os Estados Unidos - nosso único produto de exportação é vendido para nosso principal inimigo, segundo Chávez. Importamos comida, roupas, produtos manufaturados, matérias-primas e até gás e eletricidade da Colômbia. Somos um produtor e exportador líquido de petróleo.
Que diferenças o senhor vê entre a Venezuela antes e depois de Hugo Chávez? A diferença é o caos administrativo que se revela em um colossal desperdício de recursos por meio da ineficiência e a corrupção. Também há a sensação de que a vida não vale nada e a exclusão – pois a vida dos adversários de Chávez é uma e a de quem o apoia é outra.
A chegada de Chávez ao poder começou com um forte clamor popular sustentado por muitos anos pelas medidas populistas do presidente. Aos poucos a população começou a reagir, ou se abstendo de votar nele ou ainda dizendo não a seus desmandos. Por que os venezuelanos parecem estar acordando de uma apatia profunda? O sistema populista e socialista com uma presença avassaladora do estado em toda a estrutura econômica é ineficiente por si mesmo. As pessoas percebem como estão empobrecidas e que a promessa de um país que superaria suas grandes desigualdades e injustiça social está cada vez mais longe de ser cumprida.
Com a quase vitória da oposição em 2010, Chávez entrou realmente em decadência? Há espaço para que seus opositores cresçam e o derrotem? Chávez está em decadência e pode ser derrotado, sim. Porém tudo depende de outro fator: a oposição. Ela terá que fazer uma excelente campanha eleitoral para um excelente candidato, que leve as pessoas a votarem [na Venezuela o voto não é obrigatório] e não deixar que haja fraudes.
Por quanto tempo o senhor acha que Hugo Chávez ainda fica no poder? No máximo dois anos e alguns meses.
O que tem que acontecer para que ele seja derrotado? A unidade da oposição em torno de um candidato único.