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terça-feira, fevereiro 14, 2012

ESCRITOR PORTUGUÊS DETONA PROFESSOR SAFATLE

O escritor português João Pereira Coutinho, colunista da Folha de S. Paulo escreveu um artigo arrasador que fez picadinho de Vladimir Safatle, professor de filosofia da USP (vejam só). É que Safatle não concordou com uma afirmação de Coutinho relacionada ao conflito árabe-israelense e o fustigou. Foi o mesmo que mexer num vespeiro. Coutinho produziu então o artigo intitulado "Resposta a Vladimir Safatle" que está no site da Folha, mas que reproduzo na íntegra após este prólogo, até para que fique registrado aqui no blog.
O professor Safatle, que faz parte da bandalha comunista, deve saber que eu não admito, como todos os leitores aqui do blog já perceberam, que ninguém ouse assacar contra Israel e o povo judeu. Todas as pessoas inteligentes sabem que não há condições de negociar com terroristas. E os árabes ou palestinos ou o raio que os parta, são todos terroristas fanáticos que desejam varrer Israel do mapa.
E o Safatle deve saber também que Israel reagirá à altura a toda e qualquer ameaça. Calcula-se que Israel tenha no mínimo mais de 200 ogivas nucleares e fará um excelente uso desse poderoso arsenal bélico. Ou alguém imagina a possibilidade de um novo pogrom?
O artigo de Pereira Coutinho está na medida certa. Não deixou pedra sobre pedra. Leiam:
Nada tenho contra a ignorância. Na melhor tradição socrática, sei que a ignorância é a base de qualquer conhecimento válido.
Coisa diferente é a ignorância atrevida; ou a má-fé intelectual de quem falsifica os factos para construir uma narrativa "apropriada".
Vladimir Safatle é um caso: dias atrás, escrevi nesta Folha que o seu texto sobre o conflito israelense-palestino revelava desconhecimento sobre aspectos básicos do problema, que qualquer um dos meus alunos aprende no 1º ano de faculdade.
Lendo a resposta de Safatle à minha resposta, vejo que me enganei --e devo um pedido de desculpa aos leitores.
Safatle não revela apenas desconhecimento; revela desconhecimento, desonestidade e um desagradável traço de grosseria.
Sobre a grosseria, digo apenas isto: no meu texto, em nenhum momento teço considerações pessoais sobre Safatle. Não há uma linha sobre a sua ascendência cultural; e nunca me passaria pela cabeça atribuir-lhe qualquer maleita psiquiátrica.
Que Safatle tenha evocado a minha condição de português para, alegadamente, eu não entender certas palavras (no fundo, um velho clichê racista) e levantado suspeitas sobre as minhas "alucinações negativas", eis uma postura que define a criatura.
Em condições normais, não haveria resposta ao texto de Safatle. Mas, por respeito aos leitores da Folha, gostaria de esclarecer alguns pontos sobre a "polêmica".
Em primeiro lugar, Safatle afirma que um "muro" é um muro e que eu, de forma demente, teria transformado o Muro (com maiúscula) em "barreira de segurança". Para que não restem dúvidas, mantenho o que disse: a parte em cimento da "barreira de segurança" da Cisjordânia constitui apenas 5% da totalidade dessa barreira (que, na verdade, é mais uma cerca que outra coisa).
Isto não é um pormenor; é uma forma de tratar as palavras (e a realidade) com um mínimo de decência. Bem sei que é mais dramático afirmar que Israel construiu um Muro ("o Muro da vergonha", "um novo Muro de Berlim" etc. etc.) para separar os israelenses dos palestinos. Lamento: Israel apenas construiu esse Muro quilométrico na retórica de Vladimir Safatle.
Uma vez estabelecidos os factos, convém lidar com as implicações: a "barreira de segurança" vai além das fronteiras pré-1967 e anexa território alocado aos palestinos? Verdade.
Mas não é a "barreira de segurança" (ou os assentamentos na Cisjordânia, já agora) que impede uma solução para o conflito e a existência de um estado palestino que inclua a totalidade de Gaza e a (quase) totalidade da Cisjordânia (já lá iremos).
Israel retirou de Gaza em 2005 e, para o efeito, evacuou povoações inteiras (Netzarim, Morag, Dugit etc.). Aliás, a evacuação não se limitou a Gaza; incluiu também outras povoações na Cisjordânia, como Ganim ou Homesh.
Nenhuma novidade. O mesmo já sucedera depois dos acordos de Camp David (em 1979) quando a paz com o Egito levou Israel a desmantelar a totalidade dos assentamentos no Sinai.
Dito de outra forma: nem os assentamentos, nem a "barreira de segurança", ambos removíveis por definição, são os verdadeiros obstáculos da paz.
E quando, mais acima, escrevi sobre a possibilidade de um estado palestino que inclua a totalidade de Gaza e a (quase) totalidade da Cisjordânia, nem esse "quase" é um obstáculo real: o
Plano Clinton já previa que os 94%-96% da Cisjordânia palestina seriam completados por 6%-4% de território israelense anexado a Gaza. Mas nem isso levou Arafat a aceitar um acordo histórico para os palestinos.
E Arafat não aceitou o acordo porque exigiu o regresso dos 4 milhões de refugiados palestinos (tradução: o regresso dos filhos dos filhos dos filhos dos refugiados originais) a Israel, e não ao novo estado palestino, como seria lógico.
Com imensa bondade, Safatle concorda que esse regresso em massa seria um suicídio demográfico e cultural para Israel. Mas depois pergunta por que motivo não se tenta encontrar uma solução de compromisso que passe pela "absorção de uma parte e a compensação financeira dos demais".
Se Safatle tivesse lido alguma coisa a respeito, ele saberia que "absorção de uma parte" e "compensação financeira dos demais" foi precisamente o que foi proposto por Ehud Barak em Camp David.
Para sermos precisos, Barak propôs absorver uma parte dos refugiados palestinos ao abrigo de um programa de reunificação familiar; e propôs também compensações no valor de 30 bilhões de dólares. Arafat recusou na mesma.
Por último, Safatle horroriza-se com a minha frase: "a existência de um Estado autônomo e respeitoso das fronteiras de 1967 tem sido sucessivamente proposto pelas lideranças israelenses desde 1967".
Não entendo o horror. Se esquecermos que, antes da Guerra dos Seis Dias, foram sempre os árabes a recusar a existência de um estado palestino junto a um estado israelense (1917, 1937, 1948), o que dizer depois da Guerra?
Depois da Guerra, ainda em 1967, quando Israel estava disposto a trocar a terra conquistada por paz, reconhecimento e negociação, a resposta árabe ficou célebre na Cúpula de Cartum, que a história registou para a posteridade como a "Cúpula dos Três Nãos": não à paz com Israel; não ao reconhecimento de Israel; e não à negociação com Israel.
Apesar de tudo, um estado palestino respeitoso das fronteiras de 1967 (embora, como referi, implicando "trocas de terra" em que Israel cederia parcelas do seu território para compensar perdas na Cisjordânia) voltou a ser oferecido em 2000, em Camp David; e retomado por Ehud Olmert, em 2008. A resposta árabe foi sempre a mesma: não, não e não.
É pena. Os palestinos, que Safatle me acusa de ignorar em tom melodramático, mereciam melhor destino.
Mereciam, por exemplo, que as lideranças palestinas não tivessem desperdiçado as várias oportunidades de alcançarem um estado palestino independente depois de 1967.
E mereciam que, antes de 1967, quando Gaza e a Cisjordânia estavam sob domínio egípcio e jordano, respectivamente, os "irmãos árabes" tivessem integrado os refugiados palestinos nas suas sociedades.
Exatamente como Israel integrou os milhares de refugiados judeus que, durante a Guerra da Independência de 1948, partiram ou foram expulsos dos países árabes da região.
Discutir o conflito israelense-palestino, ao contrário do que pensa Vladimir Safatle, é um pouco mais complexo do que soltar umas interjeições adolescentes ("um muro é um muro!", "há situações inaceitáveis sob quaisquer circunstâncias!" etc.) que talvez impressionem alguns alunos pós-púberes.
Infelizmente, senhor professor Safatle, não me impressionam a mim.

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quinta-feira, setembro 08, 2011

DEMOCRACIA PULSA NO CORAÇÃO DOS JOVENS E DEIXA CONTRARIADOS MUITOS JORNALISTAS...

O destaque dado ao protesto pelo diário global espanhol El País
Se alguém quiser saber se a Marcha Contra a Corrupção teve sucesso, basta ler a Folha de São Paulo desta quinta-feira, justamente pelo fato de que o jornalão enveredou pela ironia e arranjou alguém que acusasse os manifestantes de direitistas numa de suas matérias sobre o evento. Tirante o editorial a respeito do evento, que está razoavelmente correto o bastante para destoar da reportagem, o conjunto da obra é um desastre. Como sempre, a escumalha esquerdista que domina a redação desse jornal de espinha mole tentou, enfim, minimizar a marcha que foi um sucesso, como comprova o vídeo e as fotos que estão postados mais abaixo.
A reportagem da Folha foi incapaz de aludir a um fato que ficou escancarado: as entidades como CUT e UNE, completamente aparelhadas pelo PT, silenciaram ante a corrupção comprovando que são cúmplices desse governo ladravaz.
Mas, enquanto a Folha qualifica a manifestação, diga-se de passagem civilizada e democrática, como uma manifestação "quase virtual", um dos maiores diários globais, o El País da Espanha, deu destaque ao evento em seu site, conforme o facsímile acima.
A verdade é que a Marcha Contra a Corrupção virou notícia internacional.
Na véspera, a reportagem da Folha já havia se esforçado para tentar esfriar a manifestação conforme se verifica na edição desta quarta-feira.

Como seus jornalistas pretensamente isentos e imparciais, mas sempre pendendo para a esquerdopatia, não têm coragem de dizer como eu digo diariamente aqui no blog o que acho que deve ser dito de acordo com os fatos, dedicou-se a ouvir um desses oráculos acadêmicos que vaticinou que seria muito difícil mobilizar as pessoas para uma coisa generalizada. Vejam só, a corrupção acabou se tornando uma coisa generalizada e que não teria, por isso, o poder de galvanizar as massas.
Esses sujeitos que se dizem jornalistas devem sim emitir suas opiniões. É eticamente muito mais aceitável que emitam as suas opiniões, mesmo que elas sejam a favor do lulopetismo, da corrupção da roubalheira. É muito mais honesto jornalisticamente que assim procedam do que escrever laudatórias pretendendo uma objetividade que não é verdadeira, haja vista que a mistificação fica escancarada.
E tem mais. Nesse ambiente político dominado pelo PT e suas conspirações permanentes contra a as instituições democráticas e, sobretudo, contra a liberdade de Imprensa, torna-se um dever dos jornalistas denunciar essas iniqüidades e, ao mesmo tempo, valorizar a luta pela manutenção do Estado de Direito Democrático.

Não tenham dúvida, no entanto, que esse ato de protesto foi apenas o começo. E já deu para mostrar que o PT e seus sequazes não são os donos das ruas e das praças e não detêm a hegemonia dos movimentos da sociedade civil. 
Por ter sido ação espontânea de pessoas desligadas de agremiações políticas, de sindicatos e ONGs que vivem de caraminguás oficiais, a manifestação contra a corrupção surpreendeu a Nação.
Jornalismo que briga com os fatos e não diz a verdade não é jornalismo.

Exaltemos, pois, o fato de que a democracia continua pulsando no coração dos jovens brasileiros.

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quarta-feira, julho 20, 2011

RANGEL, O CAPACHO DE CHÁVEZ, QUE SE DIZ JORNALISTA, DEFENDE LIMITAÇÃO À INFORMAÇÃO SOBRE CÂNCER DO CAUDILHO

Rangel, capacho de Chávez
Vice-presidente por cinco anos e um interlocutor frequente de Hugo Chávez, o jornalista José Vicente Rangel, 82, afirma que, no caso do câncer do presidente venezuelano, o melhor "é limitar a informação". Quando se houve da boca desse dito jornalista que se deve 'limitar a informação' da doença do caudilho, compreende-se o fato de que tenha sido ex-vice-presidente e ex-ministro do ditador Hugo Chávez.
 

Esse puxa-saco de Chávez, minimiza nesta entrevista os chamados à "unidade" feitos pelo caudilho a seu partido e aos militares antes de partir para Havana, no fim de semana. Rangel parece que tem sido escalado por Chávez para sair por aí oferecendo-se para dar entrevistas no sentido de ajudar a contornar a situação caótica da política venezuelana turbinada pelo câncer do ditador. Tanto é que dia desses Rangel também concedeu uma entrevista para a revista colombiana Semana

Agora foi a vez da Folha de São Paulo que possui jornalista sentando praça na Venezuela mas que parece concordar com a tirania chavista ao abrir espaço para esse sabujo do lulismo que diz ser jornalista. É válido ouvi-lo, mas merece uma análise que situe o leitor no contexto, ou seja, no fato de que Chávez já destruiu a democracia na Venezuela.
Tive que aduzir este comentário antes de trancrever essa entrevista para mostrar mais uma vez como a Folha de São Paulo é condescendente como a imundice bolivariana. 
De toda sorte, a entrevista provavelmente é do interesse de centenas de leitores venezuelanos que acessam diariamente o blog, como aconteceu nesta terça-feira, quando seguramente dos mais de dois mil acessos, cerca de mil procederam da Venezuela. Isto mostra que embora seja um país muito menor do que o Brasil em população, seus cidadãos estão muito ligados nas redes sociais, acompanham a política sistematicamente e o jornalismo lá praticado é muito mais autêntico que o brasileiro. 
Esse serviçal de Chávez ouvido pela Folha afirma que não existe nenhum risco de instabilidade democrática, quando se sabe que as instituições democráticas já estão liquidadas e Chávez mantém prisioneiros políticos, como o líder oposicionista Alejandro Peña Esclusa que sofre de câncer de próstatae teve seu tratamento interrompido, correndo risco de vida a permanecer mofando nas masmorras dca polícia política de Chávez. Leiam:
Folha - Chávez pediu fim do "sectarismo", do "caudilhismo" dentro do PSUV. Que disputas há?
José Vicente Rangel -
Chávez assinalou que existe esse perigo potencial e que é obrigação dos dirigentes do PSUV e do governo, nestas circunstâncias em que ele está em tratamento fora do país, ter consciência de que são expressões que jogam contra o processo e que é preciso controlar. É um perigo latente em todas as organizações. De esquerda, direita, de centro.

Chávez falava de aspectos latentes? E disputas entre tendências, racha nos Estados?

Sim, sim... mas, repito, são situações inerentes à vida democrática. Isso acontece aqui na Venezuela, em qualquer nação. Na Venezuela, esse tipo de situação foi resolvido com um custo muito baixo, porque não significaram rupturas orgânicas no movimento, e sim dissidências muito pessoais e localizadas.

Chávez se foi sem data de retorno. O governo deu informação "veraz e oportuna" sobre a doença?

Seria temerário dar data de retorno. E se ele não puder voltar na data fixada, por alguma razão? O presidente buscará voltar o mais rápido possível. Foi feito e se disse o que se tinha de fazer e dizer [sobre a doença]. Da mesma forma que uma pessoa pode ter uma melhora, de repente, pode ter uma recaída. O melhor é limitar a informação. Numa situação como a venezuelana, tão polarizada, qualquer coisa que se diga é objeto de debate.

Fora Chávez, há alguém capaz de unir as diferentes alas do chavismo? E se ele não puder ser candidato em 2012?

Neste momento não há. No hipotético caso que sugere, estou certo de que surgirá. Há lideranças, mas não alternativas, porque a liderança de Chávez não está em crise.

O presidente pediu "unidade" aos militares. Isso não alimenta a ideia de que não há unidade?

Claro que alimenta. Estamos num país polarizado e com jornalistas desconfiados. Mas que chefe de Estado não invoca a unidade? Não há o menor risco de instabilidade democrática. Da Folha de São Paulo desta quarta-feira


FOLHA DE SP FAZ O JOGO SÓRDIDO DO PT

O Fernando Rodrigues escreve um artigo na Folha de São Paulo desdta quarta-feira que reproduzo após este prólogo fazendo uma análise pertinente naquilo que concerne ao inchaço da máquina pública. O artigo está perfeito se não fosse a frase de fechamento do derradeiro parágrafo  quando afirma que "a presidente tem meios para frear o inchaço da máquina pública, mas não demonstra apetite pelo tema".
É aí que o jornalismo é implacavelmente pisoteado para alinhar-se a uma estratégia política do PT porquando elide os fatos consagrando a ideologia. 
Explico: o PT continua sendo tratado pela grande imprensa nacional - com raríssimas exceções - como um partido democrático e isto não corresponde à verdade. O objetivo do PT desde sua criação é o de ser um partido revolucionário. Se utilizou dos mecanismos da democracia representativa para chegar ao poder. Lá chegando deu início a uma nova etapa contemplando a eterna permanência no poder, arrogando-se como portador da verdade absoluta e, por isso, qualquer contestação que lhe seja feita é qualificada de reacionária, de discurso udenista, direitista e afirmativas correlatas vazadas em conceitos que poderiam ser tipificados como expressões do marxismo vulgar.
Não coloco em causa o direito de Fernando Rodrigues ser militante do PT. O que não concordo é que esse tipo de firmativa seja feita como um fato. Ora, quem não sabe que Dilma Rousseff é fruto de uma criação do marketing político do PT e que foi eleita num dos pleitos mais escandalosos da história da República quando Lula pintou o bordou utilizando desabusadamente da máquina estatal e do dinheiro público para empurrar goela abaixo dos brasileiros uma mulher que nunca foi eleita para nada.
Dizer que Dilma não tem apetite para a frear o inchaço da máquina pública petista é portanto piada pura. Todas as ações da Dilma e do PT são calculadas, obedecem a um método e não são praticadas de improviso. Aliás, essa mulher só chegou à presidência justamente pelo inchaço de todas as áreas da administração pública que hoje estão completamente partidarizadas, aparelhadas. O PT transformou a administração direta e as estatais em aparelhos do partido. E assim continuará a ocorrer enquanto não for desalojado do poder e proscrito.
É por essas e outras que a Folha de São Paulo tornou-se um jornal que na verdade é uma extensão do PT e perdeu toda a credibilidade. E acreditem, nem mesmo aquela matéria que denunciou o surpreendente enriquecimento de Palocci pode ser considerada verdadeira na acepção limpa do jornalismo. Tanto é que a Folha deu aquela manchete e se recolheu. A revista Veja, na verdade, é que aprofundou o tema fazendo Palocci tombar pela segunda vez.
A Folha criou um falso verniz de imparcialidade. Tanto é que os leitores bem informados e atentos já abandonaram a leitura desse jornal cuja redação está completamente dominada por áulicos e penas alugadas do PT. Acompanho a Folha diariamente por dever de ofício, profissionalmente, para mostrar aos leitores do blog a deletéria ação desse jornal que na verdade é um diário oficial do PT e de toda a idiotia esquerdista  e politicamente correta. Tanto é que tratam o PT, como já disse, na forma de um partido democrático, como se vê neste artigo de Fernando Rodrigues, intitulado "Marcha da insensatez". Leiam:
Duas notícias mostram o Brasil na contramão das boas práticas gerenciais. Dilma Rousseff pretende mesmo criar a 39ª cadeira de ministro. No Congresso, em breve, chegarão mais 16 deputados federais e 6 senadores por causa da divisão do Estado do Pará.

Não há consenso entre gurus corporativos sobre o número ideal de diretores em uma grande empresa ou governo. Mas prevalece o senso comum: muitos cargos de chefia provocam o colapso gerencial de qualquer organismo.


Com a criação da pasta da Micro e Pequena Empresa, a 39ª, Dilma terá de fazer suas reuniões ministeriais durante vários dias seguidos se quiser dialogar com todos os seus principais assessores.


Na hipótese de cada um dos 39 ministros dar seu recado inicial à presidente em meros 5 minutos, a reunião ministerial gastará 3 horas e 15 minutos. Esse tempo será cumprido no caso de ninguém estourar sua fala e Dilma se contentar só em ouvir e não interromper o interlocutor nem fazer questionamentos.


No Congresso, a situação ainda é mais dramática. A Constituição estabelece um piso (8) e um teto (70) para o número de deputados federais de cada Estado. O crescimento do eleitorado e a criação de novas unidades da Federação produzirão, num futuro próximo, uma Câmara com 600 ou mais vagas.


Hoje já é quase inviável praticar política de alto nível com os atuais 513 deputados representando os 191 milhões de brasileiros. Só como comparação, nos EUA (307 milhões de habitantes) a Câmara dos Representantes tem apenas 435 deputados com direito a voto.


Em Brasília, esses argumentos são ignorados. Está em curso uma marcha da insensatez. Logo chegam o 39º ministro e mais congressistas. Embora nem tudo seja obra de Dilma Rousseff, esse será um legado de sua passagem pelo poder. A presidente tem meios para frear o inchaço da máquina pública, mas não demonstra apetite pelo tema. Da Folha de São Paulo desta quarta-feira 


terça-feira, fevereiro 08, 2011

FOLHA DE S. PAULO PUBLICA ARTIGO QUE DEFENDE ISLAMISMO E FALA EM 'POGRON' ANTI-ISLÂMICO. INFAME E VERGONHOSO!

Por incrível que pareça o jornalista Clóvis Rossi, velho de guerra da imprensa brasileira, resolveu comparar fanáticos islâmicos com os judeus. O título do artigo de Rossi que está no site da Folha não pode ser mais infame e estúpido: 'Islã não pode ser o judeu do século XXI'. Transcrevo após este prólogo. Refere-se à crise do Egito e, por trás de sua pretensa isenção, destila o mais rasteiro antissemitismo, já que o islamismo não pode ser considerado uma religião pois é uma seita fanática e assassina que usa o terror para impor seu poder. A crise egípcia poderá transformar o Egito numa República islâmica do tipo iraniano caso a tal Irmandade Islâmica, vergonhossamente abençoada por Rossi, logre seus objetivos.
Ora, todos sabem que o islamismo é intolerante e objetiva islamizar o Ocidente. Vejam por exemplo o post abaixo sobre a violência dos islâmicos na Indonésia que estão atacando a minoria cristã e depredando igrejas e imagens sacras. Os islâmicos reiteram de forma permanente que desejam destruir Israel e matar todo os judeus, justamente esse  povo que, por ironia da realidade, mantêm o único Estado democrático do Oriente Médio.

Daqui do blog envio o meu mais profundo repúdio e nojo ao artigo de Clóvis Rossi e à direção da Folha de São Paulo por consentir que uma terrível e ignominiosa mentira seja veiculada como sendo verdade ao mesmo tempo em que contribui para confundir a opinião pública. Se fosse um desses jornalistas cevados nos cursos de comunicação que sofrem a lavagem cerebral esquerdista politicamente correta seria compreensível, mas é um dos decanos da imprensa brasileira e integrante do Conselho Editorial de um dos maiores jornais brasileiros a proferir esse turbilhão de idiotices. É lamentáve. Leiam:

O maior erro que o Ocidente poderia cometer, em função das revoltas no mundo árabe/muçulmano, é transformar o islamismo no século 21 nos judeus do século 20, vítimas de um processo de aniquilação que é uma das grandes manchas da história da humanidade.
Cada vez há mais análises dizendo que "essa gente" não tem direito a querer a democracia porque basta que a tenham para que votem, por exemplo, no Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), que controla hoje a faixa de Gaza.
Na superfície dos fatos, é até verdade: o Hamas de fato ganhou as eleições, não na primeira mas na segunda oportunidade que tiveram para disputá-las em Gaza. Mas qualquer análise honesta teria que fazer a pergunta seguinte: por quê o Hamas ganhou?
Por quê todos os habitantes de Gaza são terroristas em potencial? Se o fossem de fato, Israel provavelmente já teria sofrido dores muito mais profundas.
O Hamas ganhou porque oferece serviços sociais e um mínimo de horizonte a uma população confinada a um gueto.
É o que oferece também a Irmandade Muçulmana no Egito, o mais antigo movimento islâmico do planeta.
Cobrem, ambos, carências (ou inexistência) dos Estados, inclusive o de Israel, que se recusa a permitir que os palestinos tenham um país minimamente viável.
Além disso, há vozes, no Ocidente, que lamentam que "uma das mais mal-relatadas histórias do século 20 é a enorme penetração das melhores ideias políticas do Ocidente --democracia e liberdade individual-- na consciência muçulmana".
Autor da frase, em artigo para o "NY Times", Reuel Marc Gerecht, pesquisador-sênio da Fundação para a Defesa das Democracias e ex-especialista nas missões clandestinas da CIA no Oriente Médio.
Mais: "Homens e mulheres de fé, que celebram (ainda que nem sempre sigam rigorosamente) a Sharia [lei islâmica] abraçam crescentemente a subversiva ideia de que só é legítima a liderança política eleita".
Parece muito mais sensato dar uma chance, que a revolta egípcia oferece, a uma confluência de civilizações do que promover um "pogrom" anti-islâmico que tornaria a ideia reacionária de "choque de civilizações" uma profecia que se auto-cumpre.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

EREMILDO, O IDIOTA, RETORNOU E JÁ COMEÇOU A FAZER A CAMPANHA PRESIDENCIAL DE OBAMA NA FOLHA DE SÃO PAULO. RIDÍCULO.

Os esquerdistas de shoppings centers, como o Eremildo, o Idiota, quando dão para escrever em jornal é um desastre. Normalmente manipulam os fatos. Neste caso é lamentável utilizam, como fez Eremildo na Folha de S. Paulo desta quarta-feira, o cruel assassinato em massa cometido por um psicopata no Arizona para tentar salvar a reeleição de Hussein Obama.

E a coisa está apenas começando.

Depois os jornais se queixam da internet. Ora, quem vai comprar jornais que não refletem os fatos reais e seus colunistas continuam acreditar em 'outro mundo possível' balizado pelo deletério pensamento politicamente correto? 

Mas Eremildo e seus irmãos de fé da imprensa brasileira adoram os confortos capitalísticos e, sobretudo, a liberdade fundada nos valores da civilização ocidental. Liberdade esta que lhes permite brigar com os fatos e inclusive escrever asneiras.

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sexta-feira, dezembro 24, 2010

MORRE EX-GOVERNADOR ORESTES QUÉRCIA

Quércia lutava desde 1997 contra câncer
O ex-governador paulista e presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia (foto), que morreu na manhã desta sexta, 24, às 7h40, no Hospital Sírio-Libanês, será velado no hall principal do Palácio dos Bandeirantes, às 14h, informa nota oficial do governo paulista.

A cerimônia será aberta ao público até às 18 horas, depois deste horário, será restrita a familiares e amigos do peemedebista. O enterro ocorrerá amanhã, por volta das 9 horas, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo.

A assessoria do ex-governador disse também que, desde sua última internação no hospital no final do mês passado, ele vinha se mantendo consciente e, nesta quinta, seu estado de saúde piorou.

Ainda não há informações oficiais sobre o que motivou o agravamento de sua situação e nem a causa da morte.

A mulher do peemedebista, Alaíde Quércia, e seus quatro filhos seguem no hospital Sírio-libanês para definir os detalhes do enterro.

Uma das primeiras a chegar ao hospital, após a confirmação da morte de Quércia, foi a vice-prefeita de São Paulo, Alda Marco Antonio (PMDB), uma de suas principais aliadas. Ela lamentou a perda do amigo. 'Foi um grande amigo, um ser humano de excepcionais qualidades', disse emocionada. 'Ele deixa uma lacuna no coração de todos que o conheceram, é uma lacuna que não tem como ser preenchida', resumiu.

Há seis dias, Orestes Quércia deu entrada no Hospital Sírio-Libanês para dar continuidade ao tratamento. Ele realizou uma nova sessão de quimioterapia e permanecia internado. No dia 19 de dezembro, o ex-governador foi para a UTI.

Para tratar da doença, o ex-governador desistiu de disputar uma cadeira para o Senado, chegando a aparecer em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Com a renúncia, Quércia declarou apoio o candidato eleito pelo PSDB, Aloysio Nunes Ferreira. 

Quércia sofria com a doença desde 1997. Na época, ele decidiu realizar um tratamento de radioterapia, descartando a cirurgia para retirada do tumor. Do portal do Estadão

DESDE CRIANÇA, UM LUTADOR 
Descendente de imigrantes italianos, Quércia nasceu em 18 de agosto de 1938, em Pedregulho, no interior de São Paulo. Filho de Otávio e Isaura, pequenos comerciantes em Igaçaba, começou a trabalhar cedo, aos sete anos de idade, como atendente no armazém da família. Depois foi fazer arreios na selaria do pai. Improvisou uma oficina para recuperar e revender bicicletas quebradas, início de sua trajetória empresarial. Trabalhou como escriturário, locutor de rádio e repórter de jornal, juntando economias para iniciar seus próprios negócios. Fundou a firma Irmãos Quércia para exploração de dois armazéns em Campinas e, em seguida, se lançou no ramo de imóveis, que se tornaria sua principal atividade.

Escolheu cursar direito na Faculdade de Direito da Universidade Católica de Campinas. Na faculdade coordenou o jornal do centro acadêmico. Trabalhou como locutor entre 1959 e 1963 nas rádios Cultura e Brasil, além de trabalhar no Jornal de Campinas e na sucursal do jornal Última Hora.

Começou na política em 1963, quando foi eleito vereador em Campinas pelo Partido Libertador. Filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) após o Ato Institucional nº 2. Pelo MDB, em 1966, foi eleito deputado estadual. Voltou para Campinas em 1969 para assumir a prefeitura da cidade.

Nas décadas de 70 e 80, Quércia tornou-se um dos políticos mais influentes no estado conquistando apoio de políticos do interior. Em novembro de 1974, venceu a disputa ao Senado. Em setembro de 1979, apresentou proposta de emenda constitucional convocando uma assembleia nacional constituinte. Em Campinas, no mesmo ano, fundou o Jornal Hoje, publicação posteriormente incorporada ao Diário do Povo.

Já no PMDB, em 1982, foi eleito vice-governador na chapa de André Franco Montoro. Em novembro de 1986, derrotou Paulo Maluf na disputa pelo governo do Estado.

Após a série de vitórias nas urnas que teve seu ápice no governo do Estado, o peemedebista não venceu nenhuma outra eleição. Concorreu à Presidência da República em 1994, mas ficou em quarto lugar. Em 1998, tentou voltar ao governo de São Paulo, mas recebeu apenas 4,3% dos votos válidos.

No governo paulista, Quércia investiu na reforma de estradas, construiu o Memorial da América Latina e criou a Secretaria do Menor, investiu no saneamento básico, inaugurou linhas de metrô, mas endividou o Estado e saiu do governo sob acusação de ter quebrado o Banespa (Banco do Estado de São Paulo). O político também atuou como empresário nos ramos imobiliário e de comunicação, além de investir no setor agropecuário. Após deixar o cargo de governador, Quércia foi presidente nacional do PMDB entre 1991 e 1993.

Em 2010, chegou a lançar candidatura ao Senado. Enquanto o seu partido articulou uma aliança para a eleição de Dilma Rousseff, Quércia e o PMDB paulista ratificaram o apoio já estabelecido ao PSDB, que lançou José Serra como candidato. Em setembro, o peemedebista anunciou, por meio de carta, a desistência da candidatura. O motivo da desistência foi o diagnóstico do retorno de um tumor de próstata que havia sido tratado há mais de 10 anos.
Do portal do Diário Catarinense

domingo, setembro 26, 2010

O RATO QUE RUGE (OU A FOLHA DE S. PAULO RESOLVEU SAIR DA TOCA)

O Estadão velho de guerra lavrou um tento histórico com o editorial em que anunciou na sua edição deste sábado a seu apoio a José Serra e, ao mesmo tempo, a sua repulsa pela deletéria agressão do governo de Lula e seus sequazes contra a democracia e a liberdade de imprensa.

E, por isso, neste domingo a Folha de São Paulo, locus por excelência da idiotia politicamente correta expressada por sua linha editorial mambembe, estampa em sua primeira página um editorial e por meio dele tenta ganhar o terreno irremediavelmente perdido para o seu principal concorrente, o jornal O Estado de São Paulo.

O editorial da Folha perto escritura do Estadão é fraquinho. Aliás, os textos da Folha se caracterizam pelo primarismo jornalístico. E o dito é tão fraquinho, ondulante e mal escrito que precisou ser colocado na primeira página para lhe conferir um ar de grandiosidade que não tem.

A Folha de São Paulo parou nos anos 70. Seus articulistas jovens e velhos são todos velhos porque nasceram velhos. Há quem nasça velho pela obtusidade cerebral, que é algo incurável. A inteligência sempre foi rarefeita e por isso criei uma frase que repito sempre: "A humanidade é generosa na produção da estupidez e extretamente parcimoniosa na geração da genialidade".

A Folha de São Paulo é o jornal que acolhe dentre seus articulistas o líder do MST, a falange de bate-paus do comunismo botocudo do PT. E o faz para se dizer imparcial, quando na verdade a imparcialidade caberia neste caso se o debate central da política brasileira não passasse pela afronta à lei e à ordem patrocinada por Lula e seus sequazes. O que deseja o PT e seus movimentos sociais é alterar a Constituição, fazer tábula rasa da democracia parlamentar em troca de um 'democratismo' de maioria manipulada pelo partido. Tal qual ocorre nas republiquetas comunistas bananeiras.

Trata-se portanto de uma imparcialidade cretina que coloca em pé de igualdade aqueles cidadãos comprometidos com a democracia e a liberdade de imprensa com aqueles que desejam destruí-la. Ora, se a Folha de São Paulo defende a liberdade de imprensa, como diz no seu editorial que vocês lerão abaixo, não pode acolher como articulistas do jornal os coveiros da democracia.

Se Lula e o PT avançam de forma desabusada contra as instituições democráticas isto se deve principalmente à leniência dos veículos de comunicação que ao longo desses quase oito anos de lulismo colaboraram decisivamente para nutrir o ego do presidente dito operário e se ocuparam, todos eles, sem distinção, de malhar José Serra e o Democratas sem qualquer razão objetiva que justificasse. Em contrapartida veicularam à farta os releases do famigerado terrorista do DIP palaciano.

Todos os veículos de comunicação, com destaque para as televisões, são os principais responsáveis pelo que se vive atualmente no Brasil e pela forma debochada e atrevida com que se comporta Lula.

Apesar de tudo isso, o editorial do Estadão foi muito mais objetivo e por isso mesmo resplandeceu lá no seu cantinho, a valente coluna de opinião Notas &  Informações. Destacou-se pelo seu conteúdo, pela qualidade do texto impecável, denso e bem escrito.

E para concluir este prólogo, considero que o editorial do Estadão serviu para sacudir a poeira e os paranhos que envolvem o jornalismo brasileiro. Oxalá que continue assim.

Seja como for é saudável que a Folha passe a se preocupar com o que pode vir por aí. E além de editorial que publica neste domingo em sua primeira página, sua direção deveria acionar o temível e detestável passaralho e colocar no olho da rua a vagabundagem comunista e incompente que agride os leitores diariamente com suas louvaminhas ao Lula e seus sequazes, qundo não escamoteiam deliberadamente a informação essencial no sentido de beneficiar o governo do PT.

É hora de resistir em defesa da democracia e da liberdade. Esses idiotas que povoam as redações podem servir, no máximo, para os serviços gerais da empresa, como moto-boys e estafetas em geral. E olhe lá! 

Eis o editorial da Folha na íntegra, cujo título é "Todo poder tem limite":

Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem,em especial, os acertos do atual chefe do Estado.

Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes.A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.

Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas.O direito de inquirir,duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.

Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.

Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras. Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.

Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.

Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.

Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.

Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.

Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar. 

Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas - e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.

segunda-feira, setembro 06, 2010

QUÉRCIA DEVE DESISTIR E APOIAR TUCANO ALOYSIO NUNES PARA SENADO. QUÉRCIA TRATA RECIDIVA DE TUMOR PROSTÁTICO. TUMA INTERNADO.

O ex-governador Orestes Quércia (PMDB) deve anunciar nesta segunda-feira, 6, a desistência da candidatura ao Senado por São Paulo. A decisão foi tomada depois de o peemedebista constatar a volta de um câncer na próstata, que havia sido tratado há mais de uma década. A renúncia será discutida hoje em reunião no Hospital Sírio-Libanês, onde Quércia está internado.

Com a retirada do nome de Quércia, a chapa Unidos por São Paulo (PSDB/PMDB/DEM/PPS/PSC/PHS/PMN) fica com apenas um candidato a senador, o tucano Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário chefe da Casa Civil do governo José Serra.

Aloysio deve herdar o tempo de Quércia na TV. Mas pode ter de substituir seu suplente, Sidney Beraldo (PSDB), por Airton Sandoval (PMDB).

A saída do ex-governador da corrida pelo Senado vem num momento em que a disputa está mais acirrada. Pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo sobre as intenções de voto em São Paulo, realizada entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro, mostra Netinho de Paula (PC do B) empatado tecnicamente com Quércia, com respectivamente 26% e 23% das intenções de voto.

De acordo com a pesquisa, Marta Suplicy (PT) segue na liderança com 36% . O senador Romeu Tuma (PTB) tem 13% e Aloysio, 12% – Tuma também está internado no Sírio-Libanês desde 1.º de setembro, para tratamento de uma afonia. Ele aproveitou a internação para antecipar a realização de uma bateria de exames que estava pré-agendada.

Quércia deu entrada no Sírio-Libanês na última terça-feira. A equipe médica que o acompanha, coordenada pelos professores Raul Cutait, João Toniolo, Fernando Maluf e Álvaro Sarkis, diagnosticou "a recidiva de um tumor de próstata".

Boletim divulgado pelo hospital no mesmo dia da internação de Quércia informava que o tratamento já havia sido iniciado. "O paciente está clinicamente bem, disposto, alimenta-se normalmente e deverá receber alta hospitalar nos próximos dias."

Domingo, ele recebeu as visitas dos ex-governadores Geraldo Alckmin e José Serra, respectivamente candidatos ao governo do Estado e à Presidência.

Depois de uma conversa com familiares, Quércia ligou para seus auxiliares mais próximos e antigos companheiros de PMDB. Convidou-os para a reunião. Com dificuldades para caminhar, ele avalia que deve mesmo renunciar.

Um interlocutor do ex-governador disse que a desistência de Quércia "é uma tendência". 

Deverão participar do encontro o vice presidente estadual do partido, Jorge Caruso, o prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri, e o candidato Aloysio Nunes. Do site do Estadão 


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quinta-feira, setembro 02, 2010

LIVRE DE EREMILDO, O IDIOTA, A FOLHA DE SÃO PAULO PUBLICA UM EDITORIAL CUJO TEOR, NO MÍNIMO, DEVERIA BALIZAR SUA LINHA JORNALÍSTICA TODOS OS DIAS

A redação da Folha de São Paulo quando fica livre do Eremildo, o idiota, consegue produzir alguns textos conseqüentes, como é o caso deste editorial intitulado 'Descalabro' que está em sua edição desta quinta-feira, que segue após este prólogo. Isto não quer dizer que amanhã o Eremildo, o idiota, não apareça novamente na redação incorporado em alguns de seus articulistas e repórteres.

Todavia, este editorial reflete o mínimo que um jornal como a Folha tem o dever de assinalar ante esse turbilhão de iniqüidades que torna eleição um escandalosamente viciada pelo uso desabusado da máquina pública e pela bandidagem do PT que repete impunemente seus crimes eleitorais que extrpolaram o decoro mínimo que se exige de uma agremiação partidária. Leiam: 

A empresária Veronica Serra, filha do candidato tucano à Presidência da República, José Serra, também teve seu sigilo fiscal violado por funcionários da Receita. O caso se soma a outros, noticiados recentemente, no que já se configura como mais um escândalo nacional. O novo capítulo reforça a percepção de que as ações criminosas no âmbito do órgão federal têm motivações políticas.

É bom recapitular a sucessão dos fatos para que se tenha noção mais clara do banditismo em curso: em junho, esta Folha revelou que Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, teve seu sigilo fiscal violado no ano passado. Dados do Imposto de Renda do dirigente tucano integravam um dossiê confeccionado pelo grupo de inteligência da campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT), que negou participação no episódio.

Há uma semana, descobriu-se que outros três nomes ligados ao PSDB também haviam sido vítimas de idêntico abuso, na mesma agência da Receita, localizada em Mauá, na região do ABC paulista, berço do PT e reduto histórico do sindicalismo atrelado ao partido.

Tudo leva a supor que a violência perpetrada contra a filha de Serra faça parte de uma mesma articulação delinquente a serviço da candidatura petista.

No que se refere a Veronica Serra, há algumas diferenças de procedimento em relação às demais violações. O acesso aos dados fiscais ocorreu na delegacia da Receita de Santo André, também no ABC, mediante uma procuração fajuta. A filha de Serra não tinha firma reconhecida no cartório, a assinatura que consta no documento não é a sua, e o carimbo utilizado é falso. Além disso, o titular da procuração utilizava cinco CPFs e ostenta vasto histórico de cheques sem fundo -um perfil típico do estelionatário.

Sabe-se já da existência de um esquema criminoso de compra e venda de dados sigilosos envolvendo a agência de Mauá. Ali teriam acontecido pelo menos 320 acessos sem amparo legal.

Estarrecedor, o descalabro está sendo usado como cortina de fumaça pelo governo para tentar despolitizar o escândalo. Se há crime comum, há também crime político-eleitoral, cuja intenção é intimidar e chantagear adversários do grupo hoje no poder.

Não bastassem as evidências (há petistas entre as vítimas?), é preciso registrar que o atual governo tem caudaloso histórico de aparelhamento do Estado -do mensalão à quebra de sigilo do caseiro, dos aloprados de 2006 aos delinquentes de agora.

Instalou-se no país um ambiente intolerável de impunidade e desfaçatez. Espera-se que a Polícia Federal e o Ministério Público ainda reúnam condições de desmascarar a farsa de uma investigação propensa a apontar a responsabilidade de barnabés e ocultar as motivações políticas que, conforme todos os indícios, estão por trás do caso.

segunda-feira, agosto 02, 2010

PM DESENCADEIA FORTE REPRESSÃO AOS BANDOLEIROS EM SP E INVESTIGA ATENTADO CONTRA O COMANDANTE DA ROTA

A Polícia Militar informou que está investigando os ataques ao comandante da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), tenente-coronel Paulo Telhada, e ao batalhão da corporação, ocorridos neste final de semana, e que concentra todos os esforços para prender os responsáveis.

"A PM esclarece que de forma conjunta as demais Instituições e órgãos de segurança pública prosseguem com as investigações para o completo esclarecimento dos disparos efetuados", afirmou, em nota divulgada neste domingo.

De acordo com a PM, os criminosos serão punidos com rigor. "As investigações estão em andamento para a prisão dos responsáveis e todos os esforços estão direcionados para que sejam localizados e punidos com rigor na forma da lei".

Na madrugada deste domingo, um homem foi morto a tiros por policiais da Rota após atirar contra o batalhão da corporação, na Luz (centro). Segundo informações da polícia, dois homens que estavam em um veículo preto atiraram contra o quartel assim que o carro que trafegava pela avenida Tiradentes, entrou na rua João Teodoro, esquina onde fica o batalhão.

Um deles teria saído do veículo e continuou a atirar contra os policiais do batalhão que haviam ido até o local verificar a origem dos tiros. Os policiais revidaram e atingiram um criminoso, que morreu no hospital. Outro suspeito, que dirigia o carro, fugiu.

O comandante da Rota também sofreu um atentado na manhã de ontem quando saía de sua casa. Um carro cinza com dois homens parou em frente ao seu veículo e disparou cerca de dez tiros. O oficial se escondeu agachado no carro e não foi atingido. Ninguém foi preso até a manhã deste domingo.

Ainda na madrugada deste domingo, dez veículos foram incendiados em sete bairros da zona leste de São Paulo. Segundo o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada para combater as chamas entre a 0h e as 3h40. Os casos foram registrados em nos bairros Vila Carrão, Itaquera, Jardim Helena, Arthur Alvim, Cidade AE Carvalho, Lajeado e Vila Aimoré.

Apesar dos ataques ocorreram em menos de 24 horas, o governador não vê ligação entre os casos. Alberto Goldman (PSDB) descarta que as ações sejam coordenadas por uma facção criminosa. Ele afirmou que o Estado está preparado para possíveis ataques e que não acredita que se repitam os ataques de 2006.

2006: ÉPOCA DA CAMPANHA ELEITORAL

Na primeira onda de atentados do PCC (Primeiro Comando da Capital) aconteceu entre os dias 12 e 19 de maio, com 373 ataques que mataram 43 pessoas. Na ocasião, os principais alvos foram policiais e agentes penitenciários. Depois disso, o PCC promoveu outras duas séries, em julho e agosto. Do portal Folha.com

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segunda-feira, julho 26, 2010

COM O CÉREBRO ABDUZIDO POR EREMILDO, O IDIOTA, COLUNISTA DA FOLHA DIZ QUE LULA FAZ GOVERNO DE 'COMUNHÃO NACIONAL'

Como afirmei em post mais abaixo, Eremildo, o idiota, além de ter incorporado e dominado o cérebro de seu criador segue de forma solerte, porém pertinaz, avançando sobre os colunistas da Folha de São Paulo. Um dos mais recentes articulistas que sucumbiram ante o poder de Eremildo é o Fernando Barros e Silva, cujo cérebro abduzido e transformado por esse andróide estúpido, começou a ver fantasmas ao meio-dia.

Tanto é que descobriu uma "nova ordem" (cáspite!) liderada por uma nova classe média em ascensão no Brasil em decorrência da competência governamental do PT e, por isso, detestada por uma "direita cínica e raivosa"
que teve suas "pretensões de exclusivismo azedadas" pelos emergentes botocudos e que é chefiada por Índio da Costa, qualificado como "folclórico". Como se vê, Eremildo, esse andróide cretino, acabou se transformando numa peça importante da máquina petralha de moer reputações e propalar idiotices e mentiras sem qualquer cerimônia.

Quando Eremildo incorpora num jornalista o texto do infeliz hospedeiro do idiota resulta numa coisa muito estranha, algo como o samba do jornalista doido. Tanto é que no caso em tela (êpa!), Fernando Barros e Silva, guiado pela idiotia de Eremildo, tascou uma frase lapidar: "Lula, afinal, faz um governo de comunhão nacional".

Pô, Fernando. Quando você tiver dificuldade em escrever algum artigo e sentir a nefasta presença de Eremildo, me dá um toque que eu lhe ajudo.

Transcrevo para que vocês leiam e tirem as suas próprias conclusões. Comentários abertos para um debate elevado...hehehe...


Há no Brasil uma direita escandalosa e disposta a se escandalizar com tudo. Sua representação é mais midiática do que propriamente política. E o lulismo tem a ver com uma coisa e outra.

Ao mesmo tempo em que o êxito do governo (e, em particular, de Lula) inibiu a emergência de uma opção de direita puro-sangue à sua sucessão, também desinibiu, pela mesma razão, o ressentimento ou às vezes o ódio de setores que se julgam ameaçados pela nova ordem.

A base social dessa direita, para quem o mundo virou de ponta-cabeça, não são exatamente os detentores da riqueza extrema, que vão muito bem e talvez daqui a pouco tenham saudade. Nem, é claro, a massa pobre, que já esteve em situação pior e sentirá a falta de Lula.

A direita estridente, cínica ou raivosa, fala a (e por) setores de uma certa alta classe média, que teve seus sonhos ou pretensões de exclusivismo azedados pela emergência da "nova classe média".

Em termos políticos, a figura um tanto folclórica de Indio da Costa é um sintoma do que restou à direita, imobilizada diante de um presidente que parece ter apresentado o país a si mesmo. Lula, afinal, faz um governo de comunhão nacional.

Se a direita grita sua impotência, a esquerda nunca pareceu tão satisfeita. O lulismo anestesiou a intelligentsia, cooptando boa parte dela (HUMMM...). Inverteram-se os papéis clássicos: temos hoje uma direita apocalíptica e uma esquerda integrada.
Nesse ambiente, o campo de discussão crítica ficou estreito e está contaminado pelo sectarismo de uma polarização algo artificial.

Direita e esquerda ganham lastro na vida real quando vêm acompanhadas do prefixo "centro". Centro-direita, centro-esquerda -é por aí, distante das extremidades, que a política entre nós caminha (ou patina). Discute-se a "ampliação" do Bolsa Família, a "revisão" da política cambial etc. As brigas intelectuais, por isso, podem soar ridículas. Como se, sem perceber, todos ali fossem só "radicais de centro".
Da Folha de S. Paulo desta segunda-feira

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domingo, julho 25, 2010

EREMILDO, O IDIOTA, VOLTOU A REINAR NA FOLHA

O Eremildo, o Idiota, voltou a incorporar no seu criador. Tanto é que Eremildo, o notório serviçal do lulismo, resolveu desancar a oposição. Pior. Tenta trivializar a principal questão levantada nesta campanha eleitoral presidencial, que é a acusação do deputado Índio da Costa que afirmou que o PT tem ligações com as FARC, o bando narco-terrorista. Até o fechamento desta edição do blog, o PT ainda não havia feito em nenhuma oportunidade e nem mesmo na nota que divulgou à imprensa, à guisa de resposta ao deputado Índio, que repudia o grupo terrorista.

Como não dá para desmentir Índio da Costa e José Serra, Eremildo partiu para a tentativa de ridicularizar os dois políticos oposicionistas.

É claro que ninguém leva a sério o Eremildo, o idiota. Em todo caso quando esse ser estúpido e cretino resolve escrever sobre política sinaliza que as coisas não andam nada bem para o terreiro petista. Então vale tudo. Até mesmo fazer vistas grossas para aquilo que é o maior flagelo do Brasil: a ação do terrorismo urbano por conta do narco-tráfico alimentado a partir da vizinhança bolivariana.

Eremildo, nesta edição de domingo da Folha, está reinando absoluto e invadiu outros espaços e colunas.

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quinta-feira, julho 22, 2010

FOLHA DE SP PATINA NO POLITICAMENTE CORRETO, RELATIVIZA TUDO E DEFENDE LIBERDADE PARA QUEM DESEJA DESTRUÍ-LA

Em várias oportunidade tenho afirmado aqui que o pensamento politicamente correto é o maior flagelo do século XXI. E o é pelo fato de que está embasado numa relativização cultural completamente estúpida, já que tolera a a invasão do mundo Ocidental pelos seus detratores, por aqueles que negam a democracia e a liberdade. Refiro-me ao avanço do islamismo a religião muçulmana que reúne fanáticos primitivos e que jamais tolerariam que costumes e crenças ocidentais fossem praticados nos seus Estados teocráticos.

No entanto, imigram para os países ocidentais, cujos costumes e religiões não aceitam e tentam impor seus valores. Ora, o mínimo que os ocidentais têm de fazer é repudiar e fechar as fronteiras para o ingresso desse deletério fanatismo que prega a destruição de Israel, a perseguição ao povo judeu e só traz intranquilidade social e atos de terrorismo.

Ocorre que por incrível que isso possa parecer, todos os partidos políticos ditos de esquerda e ecológicos adotaram o politicamente correto como norte de suas ações e dão as mãos aos destruidores do Ocidente. A razão para essa loucura decorre do fato de que o esquerdismo é anti-americano e antissemita e só encontra quem professe essa insana estupidez no meio muçulmano. Tanto é verdade que os países muçulmanos foram os maiores coiteiros dos nazistas no pós-guerra principalmente pelo fato de encontrarem no nazismo a coincidência com o seu pensamento anti-americano e antissemita.

Resultado: unem-se hoje nesse bestial conjunto de crenças espúrias o pensamento politicamente correto, a ideologia esquerdista e o islamismo que, por incrível que pareça faz renascer o nazismo em pleno século XXI.

Formulo esta análise depois de ler um editorial que está na Folha de São Paulo de hoje pelo fato que em vez de deplorar o avanço do islamismo e defender firmemente os principais valores do mundo ocidental tenta relativizar tudo, ainda que num jogo falso de palavras procure conferir ao escrito um ar de imparcialidade. Trata-se de uma burrice histriônica, de uma estupidez bárbara de rendição à impiedosa destruição do mundo Ocidental, já que invoca a liberdade para aqueles que desejam destruí-la.

Eis o texto do editorial ao qual me refiro e que está na Folha de São Paulo desta quinta-feira com o título: Diálogo de surdos. O título por si só diz tudo:

A pressão sobre o governo de Teerã para reverter a condenação à morte por apedrejamento da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani pelo crime de adultério é emblemática das diferenças entre o Ocidente e o mundo islâmico.

De um lado, evocam-se os direitos humanos contra a barbárie religiosa. Do outro, afirma-se que não é dado aos homens questionar as leis estabelecidas por Deus. Resulta um diálogo de surdos.

A incompreensão mútua converte-se numa profecia autorrealizável, na qual cada lado procura defender-se preventivamente das supostas más influências do outro, promovendo regras no mínimo discutíveis.

O Afeganistão dos Taleban, por exemplo, além de implodir estátuas de Buda, proíbe música, computadores, TVs e, sabe-se lá por que, pipas e o jogo de xadrez.

Ainda que mascaradas sob um verniz civilizacional, países europeus vêm aprovando leis que banem o uso de símbolos islâmicos em espaços públicos. Parecem esquecer-se de que a Declaração Universal dos Direitos do Homem inclui o direito a ter uma religião -e portanto de demonstrá-la através dos cultos e ícones próprios.

Tal situação levou o ideólogo conservador norte-americano Samuel Huntington a forjar o termo "choque de civilizações" para referir-se à tensão entre os dois mundos. A análise de Huntington peca por reduzir uma cadeia complexa de elementos políticos, históricos, econômicos e sociais aos aspectos mais visíveis da cultura -notadamente a religião- e conferir-lhe o caráter de destino.
Daí não decorre, porém, que fatores etnográficos não tenham um importante papel nas desavenças.

Consideradas apenas as prescrições religiosas, o islã é até mais tolerante para com adúlteros do que a Bíblia judaico-cristã. Enquanto o Alcorão determina uma pena de cem chibatadas, o Deuteronômio estabelece a morte por lapidação. Na verdade é o "Hadith", a narrativa dos atos do profeta, que, com o Alcorão, constitui a base da "sharia", a lei islâmica, que autoriza, segundo algumas interpretações, o apedrejamento.

A diferença entre as visões preponderantes no Ocidente e no islã está, portanto, muito mais na forma de posicionar-se em relação à religião do que no conteúdo dos livros canônicos

Enquanto a Europa e as Américas assistiram, ao longo dos últimos três ou quatro séculos, a uma progressiva laicização das instituições e mesmo da vida, boa parte do mundo muçulmano permaneceu fiel a seus textos sagrados.
A grande maioria dos ocidentais não chegou ao ponto de negar a existência de Deus -e dificilmente chegará-, mas relegou o sagrado a uma espécie de limbo.

Um europeu típico lê pouco a Bíblia e, felizmente, nem cogita de implementar as passagens que mandam apedrejar adúlteros.

É desse discernimento iluminista que o islã se ressente. Lá, com uma frequência perturbadora, Estado e religião se confundem -a Constituição do Irã o define como uma República teocrática- e tomam-se ao pé da letra as passagens do livro sagrado que designam os "infiéis" como gente de segunda categoria.


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