Como afirmei em post mais abaixo, Eremildo, o idiota, além de ter incorporado e dominado o cérebro de seu criador segue de forma solerte, porém pertinaz, avançando sobre os colunistas da Folha de São Paulo. Um dos mais recentes articulistas que sucumbiram ante o poder de Eremildo é o Fernando Barros e Silva, cujo cérebro abduzido e transformado por esse andróide estúpido, começou a ver fantasmas ao meio-dia.Tanto é que descobriu uma "nova ordem" (cáspite!) liderada por uma nova classe média em ascensão no Brasil em decorrência da competência governamental do PT e, por isso, detestada por uma "direita cínica e raivosa" que teve suas "pretensões de exclusivismo azedadas" pelos emergentes botocudos e que é chefiada por Índio da Costa, qualificado como "folclórico". Como se vê, Eremildo, esse andróide cretino, acabou se transformando numa peça importante da máquina petralha de moer reputações e propalar idiotices e mentiras sem qualquer cerimônia.
Quando Eremildo incorpora num jornalista o texto do infeliz hospedeiro do idiota resulta numa coisa muito estranha, algo como o samba do jornalista doido. Tanto é que no caso em tela (êpa!), Fernando Barros e Silva, guiado pela idiotia de Eremildo, tascou uma frase lapidar: "Lula, afinal, faz um governo de comunhão nacional".
Pô, Fernando. Quando você tiver dificuldade em escrever algum artigo e sentir a nefasta presença de Eremildo, me dá um toque que eu lhe ajudo.
Transcrevo para que vocês leiam e tirem as suas próprias conclusões. Comentários abertos para um debate elevado...hehehe...
Há no Brasil uma direita escandalosa e disposta a se escandalizar com tudo. Sua representação é mais midiática do que propriamente política. E o lulismo tem a ver com uma coisa e outra.
Ao mesmo tempo em que o êxito do governo (e, em particular, de Lula) inibiu a emergência de uma opção de direita puro-sangue à sua sucessão, também desinibiu, pela mesma razão, o ressentimento ou às vezes o ódio de setores que se julgam ameaçados pela nova ordem.
A base social dessa direita, para quem o mundo virou de ponta-cabeça, não são exatamente os detentores da riqueza extrema, que vão muito bem e talvez daqui a pouco tenham saudade. Nem, é claro, a massa pobre, que já esteve em situação pior e sentirá a falta de Lula.
A direita estridente, cínica ou raivosa, fala a (e por) setores de uma certa alta classe média, que teve seus sonhos ou pretensões de exclusivismo azedados pela emergência da "nova classe média".
Em termos políticos, a figura um tanto folclórica de Indio da Costa é um sintoma do que restou à direita, imobilizada diante de um presidente que parece ter apresentado o país a si mesmo. Lula, afinal, faz um governo de comunhão nacional.
Se a direita grita sua impotência, a esquerda nunca pareceu tão satisfeita. O lulismo anestesiou a intelligentsia, cooptando boa parte dela (HUMMM...). Inverteram-se os papéis clássicos: temos hoje uma direita apocalíptica e uma esquerda integrada. Nesse ambiente, o campo de discussão crítica ficou estreito e está contaminado pelo sectarismo de uma polarização algo artificial.
Direita e esquerda ganham lastro na vida real quando vêm acompanhadas do prefixo "centro". Centro-direita, centro-esquerda -é por aí, distante das extremidades, que a política entre nós caminha (ou patina). Discute-se a "ampliação" do Bolsa Família, a "revisão" da política cambial etc. As brigas intelectuais, por isso, podem soar ridículas. Como se, sem perceber, todos ali fossem só "radicais de centro". Da Folha de S. Paulo desta segunda-feira
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