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terça-feira, julho 19, 2011

FARRA NOS TRANSPORTES CONTINUA

A empreiteira do irmão do superintendente do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Mato Grosso fechou contratos de R$ 26 milhões com o órgão, nos últimos dois anos, para obras em rodovias federais que cortam o Estado.

Homem de confiança do diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, Nilton de Brito foi nomeado para a superintendência em 2010. Já havia ocupado outros cargos no órgão em Brasília.


Em entrevista ontem à Folha, o dono da Engeponte Construções, Milton de Brito, negou favorecimento e disse que pediu ao irmão que deixe a superintendência do Dnit. "Eu falei para ele: 'Pede demissão já. Vem trabalhar comigo'", afirmou.


O empresário Milton de Brito ainda informou ser sócio do irmão em outra empresa, a Construtora Tocantins, responsável por erguer cerca de 850 moradias pelo programa federal Minha Casa, Minha Vida.


Minutos depois, Milton se corrigiu, dizendo que Nilton, ao entrar no Dnit em 2008, repassou as cotas da Tocantins para a sua mulher.

CONTRATOS

Em 2009, o Dnit contratou a Engeponte por R$ 10 milhões para a construção de quatro pontes na rodovia BR-158. Nilton era coordenador-geral de desenvolvimento de projetos da direção-geral do órgão, em Brasília.


Por esse contrato, a empresa recebeu R$ 9 milhões entre 2010 e 2011.


No ano passado, quando Nilton já ocupava a superintendência do Dnit em Mato Grosso, a Engeponte montou consórcio com a Constil e assinou novo contrato de R$ 41 milhões com o órgão federal para a pavimentação de 48 quilômetros da rodovia BR-242, no norte de MT.


Pelas regras do consórcio, a Engeponte ficará com 40% do valor do contrato, ou cerca de R$ 16 milhões.


Os dois contratos foram assinados após licitação. À Folha o dono da Engeponte reconheceu que a empresa, que existe desde 2002, não manteve nenhum contrato com o Dnit antes de 2009.

RELACIONAMENTO

Quando Pagot atuou no governo de Mato Grosso, na gestão do padrinho político e atual senador Blairo Maggi (PR-MT), Nilton de Brito foi seu braço direito e ocupou o cargo de superintendente de obras da Secretaria de Infraestrutura.


Na semana passada, uma situação semelhante à dos irmãos Brito resultou na destituição do diretor-geral interino no órgão, José Henrique Coelho Sadok de Sá.
A Construtora Araújo, que pertence à mulher dele, fechou contratos de R$ 18 milhões para obras de rodovias em Roraima. Da Folha de São Paulo desta terça-feira

quinta-feira, julho 14, 2011

PAGOT DIZ QUE É "LEAL COMPANHEIRO" E QUE DILMA SABIA DE TUDO QUE ACONTECIA DO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES

Pagot pediu para ficar e disse que é 'companheiro leal'
O diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, afirmou ontem na Câmara ter "convicção absoluta" de que a presidente Dilma Rousseff "sabia de tudo" que acontecia no Ministério dos Transportes, inclusive de eventuais irregularidades.
O Planalto não quis comentar as declarações.

 
Segundo Pagot, até 2009, como chefe da Casa Civil, Dilma coordenou reuniões do PAC 1 (Programa de Aceleração do Crescimento) sobre rodovias, muitas sob suspeita de fraude. Depois, continuou a receber relatórios.

 
"Até outubro de 2009, tenho convicção absoluta que ela sabia de tudo o que estava acontecendo", disse.

 
Pagot afirmou que a primeira reunião sobre as rodovias do PAC 2 foi em 24 de junho, quando Dilma "tomou um susto" ao verificar aumento de preços nas obras.
A presidente teria dado prazo para a reavaliação dos contratos, mas decidiu demitir a cúpula dos Transportes antes da data marcada.

 
"Ela tomou um susto. (...) Falou que precisava mudar isso, fazer alterações e nos deu prazo até 15 de julho."

 
No dia 2, Dilma afastou Pagot e outros três dirigentes da pasta depois de a revista "Veja" noticiar a reunião.

 
Ontem, Pagot disse ainda que a ministra Miriam Belchior (Planejamento), secretária-executiva do PAC no governo Lula, acompanhou as obras do Dnit quando Dilma estava afastada.

 
Após o depoimento, Pagot foi questionado se Dilma, por acompanhar tudo até 2009, também saberia se houvesse irregularidades nas obras do Dnit. "É claro", respondeu.

 
Segundo o dirigente, quem faz a "gestão de um programa como este (...), colocando as obras para frente, quer saber quais são as irregularidades". "E o tempo todo as irregularidades vão sendo corrigidas", disse.

 
Em depoimento de oito horas de duração, o diretor do Dnit repetiu estar em férias e não afastado por ordem de Dilma, como informou a Presidência semana passada.

 
"O Planalto, se quisesse, deveria ter me demitido", afirmou ele, que fez apelo para ficar no cargo. "Sou um leal companheiro." Da Folha de São Paulo desta quinta-feira


*Foto de O Globo onde há mais informações sobre o escândalo do Ministério dos Transportes

MEU COMENTÁRIO: Tanto nesta matéria da Folha quanto aquela que está no site de O Globo, constituem apenas jornalismo declaratório, na verdade poderiam perfeitamente ser press-releases do próprio setor de imprensa do Palácio do Planalto. 
E notem, a reportagem da revista Veja que denunciou as irregularidades na pasta dos Transportes derrubou o Alfredo Nascimento do cargo de Ministro e Pagot tirou férias .
A grande imprensa agora limita-se apenas a reportar o que dizem os protagonistas de mais este escândalo, enquanto a Presidente da República fala através de interlocutores. Está até meio parecido com a época do regime militar, quando deputados e senadores da Arena é que falavam em nome do general que estava na Presidência.
Em alguns dos jornalões nota-se inclusive que os jornalistas também fazem o serviço para os interesses do governo ou então em proveito de certas correntes do PT.
Notem por exemplo que a Folha de São Paulo, que revelou em manchete que Palocci estava enriquecendo de forma surpreendente, fato que o derrubou do governo, depois recolheu-se. A informação foi aprofundada pela equipe de reportagem da revista Veja.  
Já estive até pensando em escrever um livrinho com o seguinte título: Manual de interpretação da grande imprensa.

terça-feira, julho 12, 2011

PAGOT, O HOMEM-BOMBA, ALIVIA PARA O LADO DO PT E OPOSIÇÃO QUER CPI PARA FAZER DEVASSA NO MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES

Em cinco horas de depoimento, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antonio Pagot, alegou inocência e evitou atribuir responsabilidades sobre o esquema de corrupção existente no Ministério dos Transportes e revelado por VEJA. A falta de respostas manteve os oposicionistas dispostos a abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.
Um dos autores do requerimento de convocação de Pagot, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) afirma que o diretor do Dnit deixará o cargo, mas a manutenção de outras autoridades do departamento manterá o esquema corrupto em operação. Ele acredita que a CPI é necessária para esclarecer os fatos revelados por VEJA. "Quem diz que a corrupção está no DNA do Dnit é o controlador-geral da União [Jorge Hage]. Se ele não conseguiu desvendar as coisas que acontecem lá dentro, é claro que a CPI tem plena justificativa", afirmou.
Faca no pescoço - Já o senador Blairo Maggi (PR-MT), padrinho político de Pagot, saiu satisfeito. E disse que o diretor do Dnit nunca cogitou acusar outros integrantes do governo: "Ele teve a oportunidade de colocar à imprensa, à sociedade e ao Senado como funciona o Dnit e como as coisas dentro do governo transitam. Esse era esse o único objetivo, diferente do que foi especulado", declarou. 
Maggi fez um pedido público à presidente Dilma Rousseff: se nada for provado contra Pagot durante as férias do diretor do Dnit, ele deve ser mantido no cargo. O senador nega estar ensaiando algum tipo de chantagem. "A presidente tem o domínio sobre todos os cargos. Ela coloca e retira quem ela quiser no momento em que ela quiser. Nenhum presidente deve trabalhar com a faca no pescoço. Eu jamais faria isso".
Temor - Pagot voltará ao Congresso na quarta-feira. Será ouvido na Câmara dos Deputados mesmo em férias, pedidas por ele assim que foi afastado. Segundo a Presidência, ele será demitido assim que suas férias terminarem. 

Desde a revelação das irregularidades envolvendo o Dnit, o diretor afastado tem se portado de maneira preocupante para o governo. Ele teria dito a representantes do PR que só "recebia ordens" quando estava à frente do cargo - e que petistas teriam determinado o superfaturamentos de obras sob responsabilidade do Ministério dos Transportes. Ele citou o nome do ex-ministro do Planejamento e atual ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, como um dos negociadores do esquema. 
As insinuações de Pagot assustaram os petistas, que admitem ter falhado no momento em que a presidente da Comissão de Serviços e Infraestrutura, Lucia Vânia (PSDB-GO), conseguiu marcar o depoimento dois dias antes do inicialmente previsto, na quinta-feira. A maior preocupação do PT é que as especulações de que Pagot será um “homem-bomba” se concretizem, a exemplo de Roberto Jefferson no caso do mensalão, em 2005. Os governistas tentaram adiar o depoimento, mas desistiram da estratégia. Do site da revista Veja

GOVERNO TENTA 'ESFRIAR' DEPOIMENTO DE PAGOT, O HOMEM-BOMBA DO PR

O governo montou estratégia para impedir que o depoimento do chefe afastado do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, seja explosivo.

A pedido do Planalto, aliados de Pagot e dirigentes do Ministério dos Transportes alertaram que ele será corresponsabilizado caso faça acusações hoje no Senado.
A Folha apurou que, além do PR, técnicos do governo o procuraram para pedir serenidade e avisar que qualquer arroubo será um tiro no pé. O senador Blairo Maggi (MT), que o indicou ao Dnit, também foi recrutado.

Para conter Pagot, líderes aliados admitiram até sua permanência no cargo.
Apesar do esforço, o Planalto teme que ele perca o controle sob pressão da oposição. Até porque o próprio PR manteve ontem o tom de ameaça. Descontente com a escolha do novo ministro dos Transportes, a sigla poderia incentivar Pagot a falar.

Blairo disse que Pagot tem "na cabeça" tudo o que acontecia no Dnit e que todas as elevações no valor de obras estão registradas.

Embora repetisse que o governo não tem o que temer, o senador deixou claro que Pagot dividirá responsabilidades pela execução de obras.

"Ninguém pode decidir sozinho. É uma questão de governo. Não adianta tirar a responsabilidade das pessoas ou fugir de responsabilidade. Tudo que foi feito em termos de obras, de incluir mais, está escrito em algum lugar."

Pagot negou ter sido pressionado por Blairo: "Ele perguntou se eu estava preparado para o depoimento, mas me deixou bem à vontade."

O senador disse que Pagot não citará nomes no depoimento, mas terá "a oportunidade de mostrar como as coisas funcionam".

"Não se trata de levantar dedo para um ou para outro. Não creio que seja isso, nem espero que seja isso". Da Folha de São Paulo desta terça-feira

segunda-feira, julho 11, 2011

BLAIRO DIZ QUE PAGOT PROVARÁ QUE TUDO QUE FEZ NO DNIT TEVE APROVAÇÃO DO GRUPO DO PAC E DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO.

No seu aguardado depoimento nesta terça-feira no Senado, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, pretende provar que, devido à burocracia, tudo o que fez foi com o conhecimento e a aprovação do grupo coordenador das obras do PAC e do Ministério do Planejamento. A informação é do próprio padrinho político de Pagot, senador Blairo Maggi, que rompeu o silêncio para dar uma entrevista exclusiva ao
- Não falo em nome do Pagot. Não sou porta-voz do Pagot. Mas o que eu sei é que não se trata de acusar nem defender ninguém, mas, simplesmente, de mostrar como funcionam as estruturas. Será um depoimento eminentemente técnico, não político - disse o senador Blairo Maggi (PR- MT).
Blairo e Pagot tiveram um encontro neste fim de semana, em Rondonópolis, reduto do senador. Blairo garante não ter sido pressionado pelo governo para minimizar o depoimento do diretor do Dnit:
- Seria uma atitude indigna, das duas partes. Se o governo tivesse me procurado, e eu, atendido.
Confinado na sua residência em Mato Grosso, Blairo diz não estar falando com praticamente ninguém e, muito menos, com a mídia. Mas fez uma exceção para dar esta entrevista ao jornal O Globo. Para ler a entrevista clique AQUI.


sexta-feira, julho 08, 2011

PAGOT AFIRMA QUE PT MANDA TANTO NO DNIT QUANTO PR. É BRIGA DE CACHORRO GRANDE!

Depois de perder o comando do Ministério dos Transportes sob acusações de corrupção, o PR manda ao governo seu recado: não quer pagar sozinho pelas denúncias que abalaram a pasta e já faz ameaças a petistas que estão na estrutura do órgão.

Afastado após ser envolvido nas acusações que derrubaram o ex-ministro Alfredo Nascimento, o diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot, deu prévia ontem de como será seu primeiro depoimento sobre o caso, terça-feira, no Congresso.


"O Dnit é um colegiado. O Hideraldo manda tanto quanto o Pagot", disse, em referência ao petista Hideraldo Caron, diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, e listando, em seguida, todo o colegiado do órgão.


Caron, filiado ao PT do Rio Grande do Sul desde 1985, é apontado por políticos como uma espécie de "espião" de Dilma Rousseff no Dnit.
Segundo Pagot, ele era responsável por 90% das obras, já que cuidava da diretoria de Infraestrutura do órgão.


"No Dnit só se aprova por unanimidade. É claro que cada um é responsável por sua área. A responsabilidade pelas obras é do Hideraldo. Como ele é diretor de Infraestrutura Rodoviária, é óbvio que tem um volume maior concentrado", disse Pagot, ressalvando que "não é Hideraldo que toma as decisões".


A pedido do senador Blairo Maggi (PR-MT), seu padrinho político, Pagot dará explicações públicas na Câmara e no Senado.


Ele foi escalado para defender publicamente o PR. Só depois, a sigla pretende encaminhar ao Planalto seus indicados para o ministério.
Além de compartilhar a responsabilidade com o colegiado, Pagot afirma que só executa obras.


"Cumprimos. Não inventamos orçamento. O Dnit não faz política pública, é um executor de obras e prestador de serviços em algumas áreas. É fácil ficar acusando quando não se sabe como as coisas funcionam."


Para integrantes do PR, o recado de Pagot tinha também outro destinatário: o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT), hoje nas Comunicações.
Segundo senadores do PR, Pagot deve afirmar, em depoimento, que cumpria ordens e citar de onde partiam.


Incomodados, comandantes do PR disseram ainda que a atual ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, mulher de Paulo Bernardo, era quem acompanhava a execução das obras no Paraná.


Em nota, Paulo Bernardo disse que "obras previstas no Orçamento Geral da União passam pelo Planejamento sem que isso implique qualquer envolvimento do titular na execução dos projetos".

DEFESA

Hoje à frente do Ministério dos Transportes, o secretário-executivo da pasta, Paulo Sérgio Passos, não será poupado dos ataques do partido.
Segundo interlocutores do ex-ministro Nascimento, Passos estava à frente do ministério nos seis meses finais de 2010, sendo corresponsável pela elevação dos valores de contratos recentes.


Reunido ontem com líderes do PR, Nascimento se queixou de Passos por não o ter defendido quando Dilma fez críticas ao ministério.


Os petistas não temem só a reação do PR, mas de toda a base à demissão do ex-ministro, apenas cinco dias após o surgimento do escândalo.


Para o PT, um sinal foi emitido pelo PMDB do Senado, que incluiu na pauta de semana que vem um pedido de convocação de Expedito Veloso (PT), ex-diretor do Banco do Brasil envolvido no escândalo dos aloprados. Da Folha de S. Paulo desta sexta-feira