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segunda-feira, outubro 24, 2011

ARTIGO: Vassoura, detergente e água sanitária.

Edital de licitação número 06/2011
Objetos: vassoura, detergente e água sanitária
Prazo: imediato
Local da entrega: Palácio do Planalto
Funcionário encarregado: Dilma Rousseff

 
Por Nilson Borges Filho

 
Foram 90 anos de comunismo, que agora são jogados para a vala rasa da bandalheira oficial que se instalou no Ministério do Esporte, evolvendo o titular da pasta e auxiliares do primeiro escalão. A gravação que a revista Veja desta semana reproduz – depois de passar pela a análise de peritos – sobre encontros de João Dias com a cúpula do ministério, para encobrir falcatruas de uma das ONGs do denunciante, é de uma gravidade sem tamanho. 


O Procurador Geral da República, um profissional discreto e de poucas falas, reagiu de forma enfática sobre as irregularidades que vieram a público e solicitou abertura de processo no STF contra o ministro Orlando Silva. No embalo, o MPF requereu, ainda, que o processo que corre no STJ sobre indícios de corrupção do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, fosse enviado ao Supremo para instrução e julgamento naquela Corte. 

A cada dia surgem mais e mais falcatruas envolvendo o Ministério do Esporte, inclusive atingindo a própria mulher de Orlando Silva. A presidente Dilma gostaria de ver pelas costas o grupo de Orlando Silva, mas está enfrentando pressões do presidente no paralelo, Luiz Inácio Lula da Silva, e ameaças do PCdoB que promete jogar no ventilador toda a sujeira da administração de Agnelo Queiroz no Esporte e ONGs dirigidas por petistas, também envolvidos em arrombamentos aos cofres públicos. 

As denúncias estão atingindo em cheio às pretensões de diversos candidatos do PC do B a prefeituras importantes, como, por exemplo, Porto Alegre. Não restam dúvidas, por mais que os comunistas tentem negar, de que havia um propinoduto no Ministério do Esporte, abastecendo campanhas eleitorais e o bolso de alguns apaniguados. 

Neste final de semana surge mais uma denúncia sobre propina para liberação de verba do programa Segundo Tempo, só que desta feita o autor da denúncia é um pastor evangélico, que se negou a pagar o valor exigido e sofreu retaliações do ministério. Durante a próxima semana, novas denúncias vão pipocar nos jornais da grande imprensa e o estrago será de terra arrasada para o governo. 

A Polícia Federal vai levar a apuração das denúncias adiante, independentemente de quem sejam os envolvidos. O ministro Orlando Silva é um morto-vivo politicamente, um fantasma que ronda pelos corredores do Ministério do Esporte, onde ninguém mais acredita no que fala e diz. Enfraquecido politicamente e ferido moralmente, Orlando Silva conta com a ajuda do tempo para permanecer por mais alguns dias à frente da sua pasta. 

Fontes próximas da presidente Dilma Rousseff admitem que a demissão do ministro já está decidida. Resta definir quando se dará o expurgo e a forma que será levada a público. Pegou mal a defesa do  ministro, tentando desqualificar o acusador que, sabe-se de antemão, que não serve de prova para inocentá-lo. A sujeira que corre pelo ralo do Ministério do Esporte pode até inviabilizar a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de Futebol. 

A  faxina que teve início com Palocci e alcançou outros ministros deve manter seu curso, sob pena de a  presidente receber os respingos das malfeitorias. Vassoura, detergente e um lixeiro de grande porte é do que precisa a presidente Dilma para acabar com mais uma crise no seu governo, sob pena de conivência com as irregularidades.

(*) Nilson Borges Filho é doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog.

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sábado, outubro 15, 2011

MILITANTE DO PCdoB DENUNCIA QUE PARTE DO DINHEIRO DO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DOS ESPORTES FOI PARA PAGAR DESPESA DA CAMPANHA DE LULA

No ano passado, a polícia de Brasília prendeu cinco pessoas acusadas de desviar dinheiro de um programa criado pelo governo federal para incentivar crianças carentes a praticar atividades esportivas. O grupo era acusado de receber recursos do Ministério do Esporte através de organizações não governamentais (ONGs) e embolsar parte do dinheiro. Chamava atenção o fato de um dos principais envolvidos ser militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ex-candidato a deputado e amigo de pessoas influentes e muito próximas a Orlando Silva, o ministro do Esporte. Parecia um acontecimento isolado, uma coincidência. Desde então, casos semelhantes pipocaram em vários estados, quase sempre tendo figuras do PCdoB como protagonistas das irregularidades. Agora, surgem evidências mais sólidas daquilo que os investigadores sempre desconfiaram: funcionava dentro do Ministério do Esporte uma estrutura organizada pelo partido para desviar dinheiro público usando ONGs amigas como fachada. E o mais surpreendente: o ministro Orlando Silva é apontado como mentor e beneficiário do esquema.
Em entrevista a VEJA, o policial militar João Dias Ferreira, um dos militantes presos no ano passado, revela detalhes de como funciona a engrenagem que, calcula-se, pode ter desviado mais de 40 milhões de reais nos últimos oito anos. Dinheiro de impostos dos brasileiros que deveria ser usado para comprar material esportivo e alimentar crianças carentes, mas que acabou no bolso de alguns figurões e no caixa eleitoral do PCdoB. O relato do policial impressiona pela maneira rudimentar como o esquema funcionava. As ONGs, segundo ele, só recebiam os recursos mediante o pagamento de uma taxa previamente negociada que podia chegar a 20% do valor dos convênios. O partido indicava desde os fornecedores até pessoas encarregadas de arrumar notas fiscais frias para justificar despesas fictícias. O militar conta que Orlando Silva chegou a receber, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério do Esporte, remessas de dinheiro vivo provenientes da quadrilha: “Por um dos operadores do esquema, eu soube na ocasião que o ministro recebia o dinheiro na garagem” . João Dias dá o nome da pessoa que fez a entrega. Parte desse dinheiro foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006. Leia MAIS

MEU COMENTÁRIO: Por enquanto os sites dos jornalões, impiedosamente furados mais uma vez pela revista Veja, ignoram esta grave denúncia.


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