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terça-feira, dezembro 07, 2010

FAMOSOS 'DESCOLADOS' TENTAM LIVRAR FUNDADOR DO WIKILEAKS DA CADEIA. SEM SUCESSO.



Uma socialite, um cineasta e um veterano jornalista se apresentaram como testemunhas nesta terça-feira (7) em um tribunal londrino numa frustrada tentativa de impedir que Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, permaneça preso enquanto aguarda o processo de extradição para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais.

Assange fez sua primeira aparição pública desde a divulgação de mais de 250 mil comunicações diplomáticas sigilosas dos EUA na semana passada. Foi no banco dos réus da Primeira Vara do tribunal de Westminster, bem perto do Parlamento britânico e do rio Tâmisa.

Vestindo paletó azul-marinho e camisa branca com colarinho aberto, Assange deu um meio sorriso e acenou duas vezes para jornalistas na tribuna antes de se sentar, ao lado de dois guardas, e por trás de altos painéis de vidro reforçado.

O australiano assistiu impassivelmente enquanto seus advogados convocavam várias testemunhas destacadas, e cada uma ofereceu US$ 31,6 mil para convencer o tribunal a permitir que ele aguarde o processo em liberdade.
O cineasta Ken Loach, conhecido por filmes engajados como 'Ventos da Liberdade,' disse admirar Assange. 'O trabalho que ele tem feito é um serviço público,' afirmou ele perante o tribunal lotado. 'Temos direito de conhecer as tratativas daqueles que nos governam.'

O premiado jornalista australiano John Pilger disse ter Assange 'em altíssima conta,' e afirmou que as acusações de violência sexual contra duas mulheres na Suécia são infundadas.

'Essas acusações contra ele na Suécia são absurdas e foram julgadas absurdas por um promotor sueco de alto escalão,' disse Pilger. 'Seria uma farsa se Assange for levado para dentro desse tipo de sistema sueco.'

A socialite britânica Jemima Khan, ex-mulher do político e ex-jogador de críquete paquistanês Imran Khan, se disse preparada para oferecer 'qualquer quantia necessária' para a fiança.

Apesar da enorme atenção mundial sobre Assange e o WikiLeaks, o juiz Howard Riddle lembrou ao tribunal que a audiência não tem nada a ver com o site criado por ele, que é especializado no vazamento de documentos sigilosos. Ele qualificou de 'extremamente sérias' as acusações de violência sexual imputadas a Assange, de 39 anos.

A advogada de acusação Gemma Lindfield, representando o governo sueco, disse que Assange é acusado de cometer quatro agressões sexuais contra duas mulheres em agosto em Estocolmo. Em ambos os casos, ele é acusado de ter feito sexo sem preservativos, à revelia das mulheres, que foram identificadas apenas como 'Srta. A' e 'Srta. W.' Do portal G1

JULIAN ASSANGE, FUNDADOR DO WIKILEAKS, SE ENTREGA E É PRESO EM LONDRES

O misterioso e excêntrico Assange está preso em Londres
O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, foi preso nesta terça-feira, 7, informou a polícia metropolitana de Londres. A detenção foi realizada com base em uma ordem de prisão emitida na Suécia, onde o australiano é acusado de estupro.

Um representante legal de Assange havia dito na segunda-feira que ele e seu cliente estavam em negociações para que ele se apresentasse à polícia britânica. O australiano se entregou acompanhado de Mark Stephens e Jennifer Robinson, seus advogados britânicos. Sua rendição foi feita sem alarde para evitar a aglomeração de repórteres na delegacia. Seu paradeiro não havia sido divulgado anteriormente.

Um vídeo de Assange será divulgado ainda nesta terça, embora não haja detalhes sobre seu conteúdo. Segundo o comunicado da Polícia Metropolitana, Assange deve comparecer ao tribunal de magistrados de Westminster ainda nesta terça-feira. Há fotógrafos e jornalistas posicionados perto do local.

Em um artigo publicado no jornal The Australian antes de sua prisão, Assange critica a forma como os EUA têm lidado com os vazamentos. No texto, ele diz que os americanos julgam os documentos de formas contraditórias, alegando que eles colocam vidas em perigo, mas que ao mesmo tempo eles não são significativos.

O australiano, de 39 anos, cujo site recentemente causou constrangimento aos EUA por divulgar mais de 250 mil documentos diplomáticos sigilosos, nega as acusações de crime sexual. Os crimes pelos quais ele é acusado teriam sido cometidos em agosto deste ano, em Estocolmo e Enkoping, 80 quilômetros a noroeste da capital sueca.

Promotores suecos abriram, suspenderam, e depois reabriram a investigação sobre as alegações. O crime de que ele está sendo acusado é o menos grave de três categorias de estupro. A pena máxima prevista é de quatro anos na prisão.

Se um juiz aprovar, sua extradição será autorizada e não irá violar seus direitos. Então, o juiz ordenará a extradição do fundador do WikiLeaks, apesar de ele ainda poder recorrer contra a decisão em instâncias mais elevadas. 

O advogado sueco de Assange disse que seu cliente lutaria contra a extradição e que acredita que as potências estrangeiras estão influenciando a Suécia. Do portal do Estadão

MEU COMENTÁRIO: Agora é esperar para ver quais as entidades de direitos humanos que sairão em defesa do chefe do WikiLeaks. É de estranhar que estas informação que do início da manha desta terça-feira não seja destaque nos portais dos jornalões.

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