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sábado, abril 04, 2009

VICTOR HUGO CÁRDENAS: "O ÍNDIO SOU EU"

Decidi transcrever para vocês na íntegra a entrevista do principal líder da oposição boliviana, o índio Aimará Victor Hugo Cárdenas, que recentemente teve a sua casa invadida pelos bate-paus de Evo Morales, e sua família açoitada pelos botocudos.

E não se iludam. Se o Brasil não quiser ser a Bolívia ou a Venezuela amanhã, o PT tem de ser varrido do poder, já que pratica idêntica política que se baseia na idiotice do politicamente correto, no racismo contra os brancos e não-índios, no incentivo à luta de classes e numa anarquia planejada e manipulada cuja finalidade é perpetuar no poder uma bandalha comunista.

NÃO DEIXEM DE LER ESTA ENTREVISTA QUE ESTÁ NA VEJA QUE FOI ÀS BANCAS NESTE SÁBADO. SÓ A LEITURA DESTE POST E DA COLUNA DO DIOGO MAINARDI ABAIXO VALE A VISITA A ESTE BLOG. TENHAM TODOS UM EXCELENTE FINAL DE SEMANA.

O líder da oposição boliviana diz que o presidente Evo Morales é um indígena de fachada e que seu governo incentiva um racismo às avessas, contra os não índios

Duda Teixeira

artins Alipaz/EFE

"Sou aimará, respeito minhas tradições, mas não posso permitir açoitamentos em praça pública"
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Exclusivo on-line
• Os problemas da Constituição boliviana

Vice-presidente da Bolívia no primeiro governo de Gonzalo Sánchez de Lozada, nos anos 90, o professor universitário Víctor Hugo Cárdenas desempenhou papel decisivo na introdução da educação bilíngue nas escolas, que passaram a ensinar tanto o espanhol quanto as línguas indígenas.

Aimará nascido em um vilarejo à beira do Lago Titicaca, Cárdenas foi um dos porta-vozes da campanha pela rejeição do projeto de Constituição do presidente Evo Morales. Hoje ele está entre os nomes da oposição com melhores chances para as eleições presidenciais de dezembro.

O texto constitucional, que acabou aprovado em referendo em janeiro, dá a 36 etnias indígenas autonomia judiciária para julgar e punir segundo as leis tribais. Cárdenas foi um dos primeiros a sofrer a arbitrariedade dos caciques.

No início de março, sua casa no Lago Titicaca foi saqueada por indígenas partidários de Morales. Sua mulher, seus filhos e outros parentes foram golpeados com paus e chicotes. Aos 57 anos, de La Paz, Cárdenas deu a seguinte entrevista a VEJA.

Por que o senhor, um aimará, teve a casa invadida e familiares espancados por um grupo de índios?
Essa ação não foi perpetrada por pessoas de minha comunidade aimará, mas por ativistas do partido do presidente Evo Morales, o Movimento para o Socialismo (MAS). Os principais instigadores da invasão da minha casa são quatro integrantes desse partido, assessorados por um ex-membro da Assembleia Constituinte da região de Oruro, que fica a 200 quilômetros daqui. Só um deles é de minha comunidade.

Por que eles tomaram essa atitude violenta?
Por trás da agressão está a mão negra do governo. Foi um ato de vingança, uma represália política para tentar calar minha voz. Nos últimos meses, participei de uma intensa mobilização contra a nova Constituição ao lado de profissionais liberais, estudantes e advogados. Visitei todos os estados bolivianos, dei entrevistas para a televisão e jornais. Apesar de não termos sido vitoriosos no referendo, diminuímos bastante o apoio ao governo. Então, eles planejaram essa retaliação.

"Morales é apenas uma inteligente criação do marketing político. Com muita artimanha, converteram um dirigente cocaleiro em um indígena. Proeza semelhante seria transformar o metalúrgico Lula em um jogador de futebol"

Pessoas que invadiram sua casa e atacaram sua família alegaram que estavam em área indígena e agiam segundo a nova Constituição...
Nenhuma reunião de camponeses ou de indígenas pode tomar decisões que não respeitem os direitos fundamentais dos cidadãos bolivianos. No meu caso, essa "justiça comunitária" foi usada como pretexto para atacar minha família. A nova Constituição fragmentou a Justiça comum com a criação de 36 sistemas judiciais indígenas, nos quais não haverá direito de apelação. Mas esses tribunais não podem funcionar ainda, pois é necessário que sejam promulgadas leis para regulamentá-los. Apesar disso, algumas pessoas atuam como se eles já estivessem em vigor.

O senhor pode ser considerado a primeira vítima da nova Constituição boliviana?
A primeira vítima foi a democracia, pois essa nova Carta criou uma dupla cidadania, em que uns têm mais direitos que outros. O MAS inaugurou um racismo ao revés, em que os indígenas leais ao partido ou moradores de área rural têm mais direitos que os outros. Com isso, eles ganham privilégios e são usados como massa de manobra. Pessoas que não são indígenas passaram a ser odiadas porque são consideradas perversas por natureza. A Constituição fala a todo momento de "nações e povos indígenas originários camponeses". São os índios que vivem no campo e somam 30% da população do país. Os outros 70% que estão nas cidades e são majoritariamente indígenas foram totalmente ignorados. Para o MAS, não há indígenas na cidade. Há uma razão para isso. Os índios rurais são menos informados e podem ser facilmente manipulados.

Como foi o ataque a sua esposa e a seus filhos?
Minha mulher, minha filha de 16 anos, meu filho de 24 e minha cunhada foram apedrejados e golpeados com paus e chicotes. No dia da tragédia, pela manhã, meu sobrinho de 24 anos foi reconhecido na rua, atacado com paus e chicoteado em praça pública. Fizeram isso com ele apenas porque era meu parente. Depois do ataque, minha família esteve hospitalizada por dez dias para tratar contusões e hematomas. Meu filho ficou muito machucado e está com uma hemorragia interna na região do olho esquerdo. Mas o pior dano é o psicológico. Minha filha é menor de idade, uma adolescente. Ela ainda tem dificuldade para dormir. De vez em quando, chora sozinha. Eu estava dando aulas em La Paz e não fui ferido.

A justiça indígena de que fala a Constituição inclui a adoção de castigos corporais, como o uso de chicotes?
As punições com chicotes ainda acontecem em várias comunidades indígenas na Bolívia, o que é lamentável. Por mais que seja indígena, essa prática não respeita os direitos humanos. Sou aimará, respeito minhas tradições, mas não posso permitir açoitamentos em praça pública.

As reuniões para decidir sobre a invasão de sua casa foram previamente anunciadas nos jornais. O que fez a polícia?
As autoridades não deram importância às denúncias e não atenderam minhas chamadas telefônicas horas antes da tragédia. Assim, a polícia não pôde agir a tempo. Naquele sábado, dia 7, o estado boliviano decidiu desproteger minha família. Nos dias seguintes, o governo nos encheu de insultos e declarações cúmplices com a violência desses assaltantes. O vice-presidente Álvaro García Linera afirmou que eu deveria me perguntar o que fiz de errado para merecer tal injustiça. O presidente Evo Morales disse que sou culpado pelo ocorrido por ter mudado meu sobrenome indígena.

Como assim?
Esse governo tenta desqualificar minhas credenciais indígenas, enquanto sustenta que Evo Morales é um índio. Nenhuma das coisas faz sentido. Nos anos 40, meu pai precisou trocar o sobrenome aimará, que era Choquehuanca, para Cárdenas porque queria estudar topografia. Naquela época, o racismo era muito forte e nenhum indígena podia cursar a educação superior. Nunca neguei minha identidade étnica. Em 1992, quando fiz campanha para a Vice-Presidência, falei desse fato publicamente. O curioso é que, assim como meu pai, que precisou mudar de sobrenome no passado, hoje eu também sou vítima de discriminação. Mas, desta vez, os racistas são os índios.

"Ao defender a folha de coca e eliminar mecanismos de controle, Morales dá espaço para que os narcotraficantes possam atuar com liberdade. São eles que se beneficiam quando o país mergulha no caos"

Evo Morales também é um aimará com nome espanhol, não é?
Apesar de ter pais indígenas, Morales nunca aprendeu sua língua materna, não viveu na comunidade nem pratica seus valores. Não vive no mundo aimará. Também é solteiro, o que para um indígena significa ser uma pessoa pela metade. Morales é apenas uma inteligente criação do marketing político, que foi muito bem aceita no exterior. Com muita artimanha, conseguiram converter um dirigente cocaleiro em um indígena. Proeza semelhante seria transformar o metalúrgico Lula em um jogador de futebol. Essa façanha midiática acabou por usurpar a onda de um crescente movimento indígena autêntico. Morales só adotou o discurso étnico na sua última campanha eleitoral. Graças a ele, temos dois indigenismos hoje na Bolívia. Um que usa os indígenas como força de choque contra opositores e outro que propõe uma democracia intercultural com menor desigualdade e sem injustiças.

Como é a vida em sua comunidade indígena?
Estamos a cerca de 90 quilômetros de La Paz, nas margens do Lago Titicaca. É uma região turística, onde vivem cerca de 100 famílias. A terra não é boa para a agricultura ou para o gado. Então, muitos foram viver nas cidades. Tornaram-se taxistas, comerciantes, carpinteiros ou professores, como eu. Nos fins de semana ou nos dias de festa, muitos retornam para encontrar parentes e celebrar as tradições. Falo aimará, aprendi um pouco de quíchua e estou estudando guarani.

O senhor diria que o espírito democrático, o respeito e a tolerância são característicos da comunidade aimará?
Posso dizer claramente que esses valores são cultivados pela minha comunidade. Mas os indivíduos podem se comportar de diferentes maneiras. Na Bolívia, o MAS criou a imagem de que os indígenas são pequenos anjos. Uma espécie de reserva moral e ética da humanidade. É uma visão etnocentrista, segundo a qual a cultura aimará é superior às outras. Isso é falso. Essa ideia desmoronou, com os múltiplos casos de corrupção e assassinatos que estremeceram o país. Muitos indígenas que entraram no governo se apropriaram inescrupulosamente dos recursos públicos. Um deles é Santos Ramírez, ex-presidente da companhia Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB). Foi preso quando se descobriu que ele estava para receber uma mala com 450 000 dólares. Ramírez era professor rural, fundador do MAS, e braço direito de Morales. É impossível que o presidente não soubesse de suas operações ilícitas. Qualquer instituição pública hoje está impregnada de corrupção.

É necessário defender o cultivo da folha de coca para usos tradicionais e medicinais, como faz Evo Morales no exterior?
Defendo o uso tradicional da folha de coca, em tratamentos medicinais e no chá. Para tais fins são necessários apenas 12 000 hectares de terra. Não mais. É o que está na lei. Esse governo quer ampliar a superfície de plantação de coca para 30 000 hectares. Isso não faria sentido porque o mercado tradicional está muito bem abastecido e não cresce tanto. O que provavelmente se quer é ampliar o cultivo para a produção de cocaína. São folhas diferentes. A que vai para o narcotráfico é maior e mais grossa. Não serve para o uso tradicional. É esse tipo que se encontra em 95% das terras do Chapare, região cocaleira de Morales. Ao defender a folha de coca e eliminar mecanismos de controle, o presidente dá espaço para que os narcotraficantes possam atuar com liberdade. São eles que se beneficiam quando o país mergulha no caos.

O Departamento de Estado americano parabenizou o povo boliviano pelo referendo que aprovou a nova Constituição. Lula afirmou que foi ato decisivo para refundar a democracia no país. O que o senhor acha desse apoio externo à Constituição?
Não conheço essas declarações. Do meu ponto de vista, o referendo não reuniu as mínimas condições de um evento democrático. Os artigos que a compõem mal foram discutidos. Quando a Constituição foi aprovada, primeiramente em um recinto militar fora de Sucre, apenas o índice foi lido. Na votação detalhada que ocorreu em Oruro, também não se discutiu artigo por artigo. Pesquisas de opinião mostraram que sete em cada dez bolivianos desconhecem o conteúdo do texto.

O regime democrático pode sobreviver a governantes como Evo Morales, Hugo Chávez e Rafael Correa?
Isso depende da decisão de nossos povos. Na Bolívia, iniciamos um movimento cidadão para salvar o país do autoritarismo centralizador e socialista que está sendo aplicado por um grupo de oportunistas. A situação está ficando insustentável. O governo de Morales agravou a divisão social, regional, cultural e ideológica do país. A pobreza piora porque se construiu uma blindagem da economia contra qualquer investimento nacional ou estrangeiro. Sem capital não se pode produzir riqueza para solucionar o desemprego, a fome, a baixa qualidade da educação ou a precariedade dos hospitais. Morales assumiu dizendo que não haveria um único morto por motivos políticos em seu governo. Quase cinquenta pessoas já morreram por questões políticas desde então. É muito difícil que um cenário assim se prolongue. Há um ditado popular que diz que "não há governo que dure 100 anos nem povo que o aguente"

DIOGO MAINARDI: A Operação Royalties

A íntegra da coluna do Diogo Mainardi, da Veja que foi às bancas neste sábado. Não deixe de ler!

Victor Martins está sendo investigado pela Polícia Federal. Num relatório interno, sigiloso, ele é tratado como suspeito de comandar um esquema de desvio de 1,3 bilhão de reais da Petrobras.

Quem é Victor Martins? Já tratei dele alguns anos atrás. Talvez alguém ainda se lembre. Ele é diretor da Agência Nacional do Petróleo (ANP). É também irmão do ministro da Propaganda de Lula, Franklin Martins.

Vamos lá. Ponto por ponto. Em meados de 2007, a PF prendeu treze pessoas na Operação Águas Profundas. Elas eram acusadas de fraudar e superfaturar contratos com a Petrobras.

Durante as investigações, os agentes da polícia fazendária do Rio de Janeiro descobriram outro esquema fraudulento, envolvendo empresas de consultoria, prefeituras e a ANP. Segundo a denúncia, tratava-se de um esquema de desvio de dinheiro de royalties do petróleo. A PF abriu uma nova investigação, batizada de Operação Royalties.

Nos primeiros meses de 2008, o delegado responsável pela Operação Royalties preparou um relatório sobre o resultado de suas investigações. O que tenho na minha frente, no computador, é justamente isto: a cópia integral desse relatório.

De acordo com os dados recolhidos pelos agentes da PF, Victor Martins, apesar de ser diretor da ANP, continuaria a se ocupar dos interesses da Análise Consultoria e Desenvolvimento, empresa da qual ele seria sócio com sua mulher, Josenia Bourguignon Seabra.

Victor Martins se valeria de seu cargo para direcionar os pareceres da ANP sobre a concessão de royalties do petróleo, favorecendo as prefeituras que aceitassem contratar os préstimos de sua empresa de consultoria.

Num episódio descrito pela PF – e reproduzo o trecho mais escandaloso do relatório –, Victor Martins "estaria ajeitando uma cobrança de royalties da Petrobras, no valor de R$ 1 300 000 000,00 (um bilhão e trezentos milhões de reais), através da Análise Consultoria, e teria uma comissão de R$ 260 000 000,00 (duzentos e sessenta milhões de reais), a título de honorários".

O relatório da PF, com todos os detalhes sobre o esquema e o nome dos supostos cúmplices de Victor Martins na ANP, foi apresentado a Luiz Fernando Corrêa, diretor-geral da PF. O que aconteceu depois disso? Primeiro: a Operação Royalties, que estava a um passo de ser deflagrada, com as primeiras prisões, foi posta de molho.

Segundo: o delegado que dirigia as investigações foi transferido. Terceiro: o chefe da polícia fazendária do Rio de Janeiro foi trocado. Quarto: o superintendente da PF carioca, Valdinho Jacinto Caetano, foi promovido ao cargo de corregedor-geral, em Brasília.

É bom lembrar: Victor Martins só está sendo investigado pela PF. Ninguém o acusou judicialmente. Ninguém o condenou. Mas os parlamentares do PSDB e do DEM passaram a semana fazendo de conta que instituiriam uma CPI da Petrobras.

O motivo: segundo eles, a PF abafaria as denúncias contra petistas e membros do governo, como na Operação Castelo de Areia. Se é assim, a Operação Royalties parece confirmar essa tese. CPI da Petrobras. Já.

sexta-feira, abril 03, 2009

MORRE MÁRCIO MOREIRA ALVES AOS 72 ANOS

O ex-deputado federal Márcio Moreira Alves, famoso por proferir discurso que serviu de justificativa para o Ato Institucional Número 5 (AI-5) em 13 de dezembro de 1968, morreu nesta sexta-feira, 3, aos 72 anos, depois de cinco meses internado no Hospital Samaritano, no Rio, devido a um acidente vascular cerebral.

Um dos primeiros cassados pela nova medida de força dos militares em 68 - acusavam-no de ofensas às Forças Armadas e tiveram negado pedido de autorização para processá-lo, o que foi usado como pretexto para o "golpe dentro do golpe" -, Marcito, como era conhecido pelos amigos, deixou o País clandestinamente e só voltou após a anistia de 1979.

Afastara-se da militância política desde os anos 80 do século passado, depois de não conseguir voltar à Câmara dos Deputados em 1982, e, há alguns anos, com problemas de saúde, deixara a atividade jornalística.


Márcio foi uma das estrelas da oposição à etapa inicial do regime militar, mais branda. Eleito em 1966 pelo MDB, quando era jornalista do jornal Correio da Manhã, depois de denunciar a ocorrência de torturas contra oposicionistas, destacou-se pela eloquência e combatividade na Câmara. (Leia MAIS)

MEU COMENTÁRIO: Tive a oportunidade de conhecer ligeiramente Márcio Moreira Alves já no início dos anos 90, se não me engano, quando era articulista de O Globo. Já nem me lembro do que falamos, mas obviamente referia-se à política.

Nessa época, em que ia muito a Brasília e Rio de Janeiro por motivo profissionais, Márcio já não era o incendiário de outrora e tendia mais ao centro do espectro político.

Não sei o que ele diria sobre o que ocorre da política do Brasil atualmente, já que estava afastado por doença das lides jornalísticas.

Contudo, os meus pêsames aos seus familiares.

GAÚCHO INTERPELA LULA NO STF POR RACISMO

O Supremo Tribunal Federal recebeu, nesta quinta-feira (2), pedido de Interpelação Judicial (Pet 4553) contra o Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva pela declaração feita à imprensa de que a atual crise econômica mundial é “fomentada por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise pareciam que sabiam tudo, e que agora demonstra não saber nada (sic)”. A afirmação foi feita durante a recente visita do primeiro-ministro inglês, Gordon Brown.

O autor da ação, Clóvis Victorio Mezzomo, alega ter se sentido pessoalmente ofendido pela declaração e pede que o Presidente seja “notificado a apresentar suas explicações para a alegação de que a causa da crise mundial repousa em razões genéticas, ou seja, uma raça ou etnia portadora de genes recessivos é culpada pela crise internacional, mais especificamente a ‘gente branca, de olhos azuis’”.

Clóvis Mezzomo explica que é brasileiro de ascendência italiana, com pele de tez extremamente alva e olhos verdes. Diz ainda que nasceu em Caxias do Sul (RS), foi criado em Estância Velha, também em terras gaúchas, e trabalhou desde a infância cercado por homens e mulheres de “pele branca e olhos azuis”, os quais, “juntamente com europeus ibéricos, negros e índios muito fizeram pela prosperidade e progresso da região”.

De acordo com a ação, o Presidente Lula, ao afirmar, categórica e publicamente, que o homem caucasiano engendrou e foi o culpado pelo atual estado de coisas, imputou a uma etnia a responsabilidade integral pela crise internacional, em uma postura intoleravelmente racista.

Segundo o autor, o ordenamento jurídico reprime com veemência a prática de racismo, a iniciar pelo preâmbulo da Constituição Federal. São citados ainda o artigo 5º, pelo qual “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza” e o inciso XLII, para o qual “a prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível”.

Outros dispositivos que compõem a alegação do direito violado são o artigo 140 do Código Penal – “injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro”; o Regimento Interno do Senado Federal, segundo o qual ao senador é vedado fazer pronunciamentos de preconceito de raça; a Lei 7.716, de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor; e o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal. (Do site do STF)

MEU COMENTÁRIO: acredito que Lula não é racista mas ofendeu uma etnia de forma desabusada e utilizou a afirmativa para açular a luta de classes. Mas como bem observou o Reinaldão, surge uma oportunidade para o Lula pedir desculpas publicamente pela sua declaração.

O ajuizamento no Supremo dessa interpelação contra o Presidente da República, tem um viés pedagógico e poderá - notem, disse que "poderá" - fazer com que Lula pare de comportar-se como um monarca absolutista. Este estaria não só acima da lei, mas seria a própria lei e encarnaria poderes divinos. O emblema do absolutismo se encerra na frase atribuída a Luiz XIV: "o Estado sou eu".

Já por ocasião da visita de Bush ao Brasil, Lula valeu-se da metáfora do ponto G, esboçando aquele sorriso jocoso que desconcertou o líder americano e foi motivo de pilhéria e risos contidos da platéia.

Por outro lado, a interpelação faz lembrar a Lula que a sua condição de Presidente da República, exige o decoro pertinente ao cargo.

Portanto, menos Lula, menos.

MPF ECOCHATO QUER PARAR OBRAS DA PONTE

O Ministério Público Federal (MPF) em Santa Catarina propôs Ação Civil Pública pedindo o imediato embargo das obras de recuperação da Ponte Hercílio Luz. O MPF solicita a interrupção até que o empreendimento seja licenciado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), mediante a exigência de elaboração do Estudo e do Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

A ação foi proposta pelo procurador da República Eduardo Barragan contra o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra), responsáveis pela apresentação do EIA/Rima.Para o MPF, o Ibama deve ser condenado a adotar todas as medidas para não permitir a continuidade das obras sem a apresentação dos estudos.

Além disso, deverá assumir a responsabilidade pelo licenciamento ambiental das próximas etapas do empreendimento. Na ação, o MPF alega que os estudos de impacto ambiental somente poderão ser analisados por uma equipe composta por cientistas sociais, que ficarão responsáveis pela avaliação dos impactos no meio social.

Para o procurador, os serviços de reabilitação e manutenção da ponte vão exigir a remoção provisória ou mesmo definitiva das pessoas que moram debaixo e no entorno da ponte. Muitos deles dependem da pesca artesanal realizada na área. (Leia MAIS)

MEU COMENTÁRIO: O direito achado na rua que continua sendo ministrado nas faculdades de Direito pelos militantes do ecochatismo já deve ter contaminado uma geração de bacharéis em direito.

É o que está se vendo nessa ação que postula a paralisação das obras de restauração da Ponte Hercílio Luz que foi construída em 1924. É aquela ponte que todos vêem nos cartões postais de Florianópolis.
Santa Catarina teve de esperar por um governador como o Luiz Henrique para socorrer esse monumento que é um emblema de Florianópolis.
A ponte estava caindo aos pedaços e Luiz Henrique partiu para um projeto arrojado que restaura a ponte não só como parte da paisagem que liga a Ilha de Santa Catarina ao continente, mas que ajudará no escoamento do trânsito intenso que inferniza principalmente a vida das pessoas que moram na parte continental de Florianópolis e que têm de se deslocar para a parte insular.

Há alguns anos o falecido empresário Realdo Guglielmi queria construir um hotel cinco estrelas de altíssimo nível na Ponta do Coral, que fica na av. Beira Mar. Foi o bastante para os ecochatos ocuparem a área e, com a ajuda dos jornalismo amestrado e idiota, abortaram o projeto.
Em troca, o local virou uma verdadeira favela. Mas não vi nenhuma ação do Ministério Público Federal e nem Estadual no sentido de impedir a favelização daquela área, bem como o movimento ecochato jamais protestou contra a edificação daquele cortiço à beira mar.
Igualmente, os morros de Florianópolis estão coalhados de favelas, com ocupações irregulares por barracos, onde impera o tráfico de drogas, um reduto dos botocudos. Ninguém dá um pio sobre isso. Ninguém exige o tal EIA/Rima, dos botocudos que emporcalham Florianópolis, além de torná-la uma cidade perigosíssima e violenta.
A obra que o governador Luiz Henrique está realizando é acalentada há anos pelos florianopolitanos, não só pela manutenção do cartão postal da cidade, mas sobretudo pelo que representará em mais uma alternativa de escoamento do trânsito de veículos.
Não se trata de obra nova, mas sim a restauração daquilo que está ali há quase um século.
Falta agora a propositura de uma ação interditando o aterro da Baía Sul, tendo em vista a salvação das cocorocas.
A foto é de Hermínio Nunes, do jornal Diário Catarinense.

UMA BOA CACETADA NO JORNALISMO CAPACHO

Enquanto o jornalismo sabujo se agacha, chama na primeira página, como fez o Estadão, dando como verdade uma forçada de barra na tradução do que disse Obama a Lula em Londres, a colunista da Folha, Bárbara Gancia, foi ao ponto. É das poucas que ousa dizer a verdade, quando a maioria dos jornalistas se transformou num bando de puxa-sacos asquerosos.

Vejam o que ela diz sobre a frase que ontem estava em todos os sites dos jornalões o dia inteiro e hoje é destaque nos veículos impressos:

Sinto desapontar tanto ao nobre leitor quanto aos idiotas latino-americanos que ficaram empolgadíssimos com a troca de gentilezas entre Barack Obama e Lula, na cúpula do G 20, em Londres.

Mas a expressão usada por Obama ao se referir a Lula, "That's my man", não tem nada a ver com a tradução que foi empregada por meio mundo e seu vizinho.

"That"s my man" não quer dizer "Esse é o cara". Está mais para: "Esse é o meu camarada" ou "Esse é o meu chapinha".

O vídeo mostra ainda Obama dizendo que Lula é "o político mais popular do mundo", o que fez os barbudos dos sindicatos e das universidades tapuias praticamente rolarem pelo chão em orgasmos múltiplos.

Mas, vem cá: se Obama estivesse falando sério, será que ele iria emendar dizendo que é por causa dos "good looks", da bela aparência, que Lula é considerado o político mais popular do planeta?

I don't think so. A troca de gentilezas entre os dois presidentes certamente foi das mais simpáticas. Mas, no frigir dos ovos, não significa absolutamente nada no que diz respeito às relações entre os EUA e o Brasil. O resto é torcida da turma do Fla-Flu ideológico... (Na Folha de São Paulo desta sexta-feira)

PALESTINO MATA CRIANÇA JUDIA COM MACHADO

Um palestino armado com um machado invadiu ontem o assentamento israelense de Bat Ayin, oeste da Cisjordânia, e atacou duas crianças, matando um garoto de 13 anos e ferindo outro de 7 anos, antes de fugir.

O crime, qualificado de "ato bárbaro e sem sentido contra inocentes" pelo porta-voz do governo, Mark Regev, chocou Israel.

Tevês israelenses exibiram imagens do menino morto, Shlomo Nativ, que tinha cabelos enrolados na altura da orelha e usava kipá, o solidéu judaico, conforme mandam as tradições ortodoxas.

Momentos após a divulgação do ataque, o premiê Binyamin "Bibi" Netanyahu ordenou pessoalmente uma "caçada" ao agressor pelas vilas palestinas vizinhas.

O ataque é um teste para o novo premiê - empossado na terça-feira -, que prometeu adotar uma posição agressiva em relação aos militantes palestinos e se mostrou cético quanto às negociações de paz. (Leia MAIS)

MEU COMENTÁRIO: e Hussein Obama ainda fala em dialogar com os árabes assassinos.

E notem a sabujice da imprensa internacional que ressalta o fato como uma provocação ao novo premiê israelense. Trata-se de um crime bárbaro. A criança foi morta a machadadas. Agora imaginem se fosse o contrário, ou seja, um judeu matando a porradas uma criança palestina. O mundo viria abaixo e o fato seria manchete dos jornalões. Como a vítima é uma criança judia, apenas uma notinha de rodapé e olhe lá.

Notem ainda que o noticiário diário sobre Israel havia praticamente desaparecido enquanto se processava a composição do novo gabinete.

Vocês verão a partir de agora uma profusão de notícias relacionadas a Israel daqui para frente, todas elas orientadas pelo politicamente correto que abençoa os árabes fanáticos e assassinos.

Bibi tem de mandar fogo nos botocudos. Tem de eliminar os terroristas completamente não deixando nenhum vestígio dessa raça vagabunda e assassina.

Israel tem de utilizar um armamento letal. Não há escolha. Ou defendemos a civilização ocidental ou sucumbiremos ao terror fanático dos árabes malucos.

Enquanto Obama envia vídeo com proposta de diálogo aos
criminosos de Teerã, o islamismo responde com machadadas sobre a cabeça de uma criança inocente.

Bando de covardes, assassinos botocudos malditos. FOGO NELES! FOGO NOS BOTOCUDOS! DESTRUIÇÃO TOTAL!

QUEM CALA DÁ CONSENTIMENTO À AÇÃO DELETÉRIA DESSES TERRORISTAS VAGABUNDOS E SEUS APOIADORES DA GRANDE IMPRENSA INTERNACIONAL.

BOA PARTE DOS JORNALISTSAS, QUASE A MAIORIA, É CONIVENTE COM A BARBÁRIE, É CÚMPLICE DO TERRORISMO. ISTO É UM FATO VERGONHOSO.

GASTAREI ATÉ A ÚLTIMA LETRA PARA DENUNCIAR ESSA CORJA DE JORNALISTAS VAGABUNDOS E IDIOTAS QUE SE CALA, OMITE E DISTORCE A INFORMAÇÃO EM FAVOR DO TERRORISMO.

VEJA A REPORTAGEM EM VÍDEO DO JORNAL HAARETZ CLICANDO AQUI

"CAVIAR DE CAFÉ"? SIM, É ISTO MESMO.

FALANDO DE CAFÉ E DE COISAS SOFISTICADAS E DE BOM GOSTO

Cada vez que eu visito o blog Coffee Traveler/links, do expert em cafés especiais Ensei Neto, custo a sair de lá, pois quero ler todos os posts. Ensei é um dos mais famosos consultores em cafés especiais do Brasil.

Quem acompanha há muito tempo o meu blog sabe que também sou um cultor dos cafés de qualidade. São Paulo é o santuário das cafeterias de alto nível. Aqui em Florianópolis dificilmente se toma um café de qualidade. A manezada não conhece os segredos dessa extraordinária bebida. Nem sabe qual é o gosto do café, pois ingere normalmente lixo, um beberagem escura e de gosto indefinível.


Praticamente não existe baristas com formação e treinamento específico aqui em Santa Catarina. Vigora o amadorismo e a improvisação. Os donos das cafeterias mantêm a prática botocuda de usar o pior café para obter o maior lucro. Contam com a complacência dos consumidores que tomam qualquer água suja sob o rótulo de café.

Cerca de 99,9% dos brasileiros não entendem de café, embora o Brasil seja o maior produtor e exportador de café do mundo. Aqui no Brasil se produz cafés de altíssima qualidade em fazendas modernas, super organizadas e que adotam as mais modernas técnicas para atender ao exigentes paladares dos grandes centros consumidores, que são as metrópoles do primeiro mundo. Sorry, periferia botocuda.

Visitar o blog do Ensei Neto é ter uma aula completa sobre cafés especiais. Não esse lixo que nos empurram nos quiosque dos shoppings e até mesmo naqueles lugares que tem nome de Café. Se é um café, tem de oferecer o que há de melhor.


Bom, mas estamos num país botocudo que continua exportando apenas commodities, mandando para fora in natura os nossos melhores cafés. Os italianos que não produzem um grão de café em razão da adversidade climática são os bambas na torra e na formulação do blend. E também foram eles que inventaram o café espresso e a máquina para processá-lo.

Chamou a minha atenção um post do blog do Ensei, intitulado “Alginatos & Café”.


Explica Ensei: "Dentre os aditivos para a indústria de alimentos, os espessantes e gelificantes sempre ocuparam um espaço muito especial.


Os espessantes são empregados para tornar um alimento mais “espesso” ou mais consistente através de um brutal aumento da viscosidade. Um bom exemplo é o que você tem nos molhos para salada (Salad Dressings) e catchups, bem como nos iogurtes para beber.

Os gelificantes, como o nome já denuncia, criam os “géis”, que são estruturas mais estáveis, isto é, não fluidas. Lembre-se da gelatina como um bom exemplo, cuja textura é firme sem ser dura.

Várias são as fontes dessas substâncias que vão de raízes a nozes, das algas a até o famoso tutano de boi.

Ensei ilustra o post com a foto de Ana Luisa, sua filha, segurando uma Alga Vermelha, de onde se extrai a Carragena, um espessante/gelificante de amplo uso. E assinala que o Chile é o maior produtor deste tipo de alga, bem como da Alga Marron, de onde se extrai o Ácido Algínico.

Quem é atento aos rótulos dos produtos industrializados (leio todos detidamente) por certo já encontrou dentre os ingredientes a “goma carragena”.

No post a que me refiro, Ensei nos dá a notícia de uma descoberta envolvendo o café e assim se expressa:

“Dentre os baristas brasileiros, particularmente considero o carioca Léo Moço como um dos mais talentosos e técnicos, estando em plena ascenção na sua prodigiosa carreira.

Quando comento sobre baristas, procuro destacar aqueles que mantêm uma busca constante de conhecimento, aperfeiçoamento técnico e inspiração, pois a formação profissional nunca termina, sempre se refina. Afinal, ser um bom barista vai muito além de apenas servir um belo café.

Léo vem fazendo experimentos com alginatos para criar o "caviar de café", como apresentou recentemente em Araguari, MG, durante o Encontro de Cafeicultura Irrigada.

Obviamente, toda técnica possui muita ciência por detrás e Léo tem a preocupação de descobrir os porquês de como cada coisa funciona”.

O vídeo acima mostra como o famoso barista Leo Moço prepara o "caviar de café". Não deixem de ver o vídeo.

E aproveito para cumprimentar o meu amigo Ensei Neto que, além de expert em cafés especiais, também é músico como eu e gosta de jazz, mandando ver no piano. Nada se combina tanto com jazz do que um espresso extraído com grãos de boa cepa.


Quero ver se qualquer dia me encontro com ele no piano e eu na guitarra para uma jam session regada com os melhores cafés. Vai preparando aí, Ensei. Quero degustar o que há de melhor.

Abriremos com Seven Steps to Heaven. Faremos imediatamente um intervalo, convocaremos o Leo Moço para tirar com categoria dois espressos curtos e tigrados, crema densa, daquela que não abre nem mesmo quando mergulhamos a colherinha...hehehe...

Sou meio bronco. Gosto de adoçar com Aspartame ou Sucralose de qualidade. Um sache apenas. Detesto o Ciclamato, que é de 1937 e a Sacarina Sódica que foi descoberta em 1879 e deixa resíduo amargo. É um lixo, além de conter o deletério sódio, que não está presente no Aspartame e no Sucralose, este último é o que há de mais avançado em adoçante e é derivado da cana-de-açúcar.


Pô, Ensei, quero ver se articulamos logo esse encontro. Talvez terá que ser no Rio de Janeiro, onde está o Leo Moço e num local que tenha um piano afinadíssimo, de preferência um Steinway. Levo a guitarra e um violão de boa estirpe.

Até!

"COMPANHEIRO, NA MINHA POUPANÇA NÃO!"

O governo fez bem em desistir, pelo menos por enquanto, de mexer na remuneração das cadernetas de poupança. Mas se em 2010 — ano eleitoral — não houver outra alternativa além de reduzir a correção da poupança, o presidente Lula terá de conviver com os adesivos que o DEM já bolou. São dois: “Lula, tira a mão da minha poupança”, e “Companheiro, na minha poupança não!”

É a forma que os democratas acreditam ter encontrado para tentar retomar um assunto de apelo popular, como a campanha “Xô, CPMF!” contra o imposto do cheque, que terminou derrubado.

Se a alteração da poupança não vier, restará à oposição fazer o contraponto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e esperar o fim do ano para comparar as gestões dos governadores José Serra e de Aécio Neves com a de Lula, que teve anunciado há dois dias seu primeiro déficit em 12 anos de administração pública. Ou seja, se continuar assim, novos cortes virão. (Da assessoria do DEM)