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quarta-feira, dezembro 22, 2010

FLORIANÓPOLIS: FUNCIONÁRIA DA FUNAI É ASSASSINADA COM CINCO FACADAS.

O assassinato de uma funcionária da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Florianópolis dificultou a busca de uma solução para o impasse com índios em um camping no Parque do Rio Vermelho. Mitia Heusi Silveira foi morta com pelo menos três facadas no peito e duas no abdômen, segundo a Polícia Militar, que encontrou o corpo da vítima na casa dela, por volta das 21h de terça-feira.

O principal suspeito, o marido, está preso em Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Ele foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) depois de se envolver num acidente, quando trafegava de moto na BR-101, no fim da tarde. O homem teria confessado o crime na Delegacia de Polícia de Sombrio e disse que a mulher pretendia terminar o relacionamento.

Além dos familiares, a morte de Mitia abalou os funcionários da Funai na Grande Florianópolis. A bióloga trabalhava no órgão na região.

De acordo com a assessoria de imprensa da Funai, em Brasília, o fato retardou a solução para o impasse com os índios na reserva em Florianópolis. Segundo o presidente da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Murilo Flores, houve dificuldade na comunicação com os funcionários da Funai na Capital para resolver o problema. 

Os funcionários da Funai disseram que o coordenador do órgão na Grande Florianópolis, João Alberto Ferrareze, estaria abalado com a morte da bióloga. O Diário Catarinense o procurou para falar sobre o a situação dos índios, mas ele não atendeu às ligações. Segundo divulgou a assessoria de imprensa da Funai, Ferrareze estaria em busca de um acordo para resolver o problema.

A assessoria informou também que uma reunião entre o órgão e a Fatma deve ocorrer nesta quarta-feira à tarde e adiantou que os índios teriam direito a permanecer no local devido à autorização do Ministério Público Federal. A confusão ocorreu, no entanto, porque o grupo deveria informar sobre a permanência no parque à coordenação da Fatma, o que, segundo Murilo Flores, não ocorreu. Do portal do Diário Catarinense

segunda-feira, julho 26, 2010

ÍNDIOS DE ARAQUE INVADEM OBRA DE USINA

Pintados para a guerra e armados de flechas e tacapes, índios de onze etnias invadiram neste domingo, 25, o canteiro de construção da usina hidrelétrica de Dardanelos, no Mato Grosso, e tomaram cerca de cem operários como reféns.

Eles querem receber uma compensação financeira de R$ 10 milhões pela inundação de áreas indígenas e a interrupção dos projetos de expansão da produção energética por meio de pequenas centrais (PCHs) previstas ao longo do rio Juruena, que corta as reservas.

Por determinação do Ministério da Justiça, uma comissão, integrada por representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Polícia Federal se deslocará nesta segunda-feira para Aripuanã, norte do Mato Grosso, a cerca de mil quilômetros de Cuiabá, onde fica a sede da hidrelétrica invadida, para negociar a libertação dos reféns e a solução do impasse. Os controladores do empreendimento também entrarão com pedido de reintegração de posse.

A tomada da hidrelétrica foi feita pela manhã por cerca de 300 guerreiros, liderados por caciques das etnias Arara e Cinta Larga, conhecidas pela valentia.

Os cintas largas procedem da mesma região de Rondônia, a Reserva Roosevelt onde, em 2004, foram massacrados 29 garimpeiros num garimpo de diamantes. Os primeiros relatos da invasão são imprecisos, mas não há registro de mortos ou de confronto entre índios e operários, que receberam os invasores sem resistência. Eles foram levados para um barracão na construção.

Maior hidrelétrica de Mato Grosso, Dardanelos vai integrar ao Sistema Nacional 36 cidades atendidas por termelétricas na região. A usina é uma das duas que tiveram construção autorizadas último no leilão de energia nova promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Do site do Estadão

MEU COMENTÁRIO: Milhares de brasileiros não podem adquirir nem uma mísera quitinete de subúrbio. Mas os remanescentes dos índios e que já estão completamente integrados à vida da civilização, pois utilizam telefone celular, televisão e até automóvel, passaram à condição de cidadãos acima de qualquer suspeita e possuidores de todos os direitos inclusive de pisotear a lei e praticar o esbulho possessório.

Argumentam alguns antropólogos que sob a terra a ser coberta pelas águas estaríam sítios arqueológicos de valor inestimável para os supostos aborígenes. E aí eu pergunto: para que serve mesmo um eventual amontoado de ossadas de qualquer cemitério ou objetos do tempo da pedra lascada? O que é mais importante, a energia elétrica ou sítios arqueológicos?

É só a luz dar uma piscada e todos se levantam em pé de guerra. Então, vamos parar com hipocrisia politicamente correta.

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