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quarta-feira, dezembro 22, 2010

ÍNDIOS GAÚCHOS PERMANECERÃO EM PARQUE PERTENCENTE AO DO ESTADO DE SC. GOVERNO ESTADUAL NÃO DECIDE MAIS NADA.

Os 60 índios kaingangs de Iraí, no Rio Grande do Sul, que ocuparam o camping dos escoteiros no Parque Estadual do Rio Vermelho, em Florianópolis, às 10h de quinta-feira serão transferidos para outra área da unidade de conservação. Após uma reunião na tarde desta quarta-feira, a Fundação do Meio Ambiente (Fatma) resolveu não retirá-los do espaço administrado pelo Estado. O grupo ficará acampado no Parque até 15 de março, enquanto comercializa seu artesanato na cidade.

O grupo chegou na cidade nesta terça-feira, um mês após combinar com o Ministério Público Federal e a Secretaria de Assistência Social da prefeitura sua estada na área. Mas a Fundação do Meio Ambiente (Fatma), responsável pelo local, não tinha sido consultada.

Devido à falha de comunicação entre as entidades, a Fatma negou a entrada dos índios na terça-feira. Mesmo assim, o grupo se direcionou para o parque. Uma reunião foi realizada nesta quarta-feira, às 14h, para decidir onde ficariam os Kaingangs, que vieram vender artesanato na Ilha. Ficou decidido retirá-los do camping dos escoteiros, que é utilizado para atividades educativas, e encaminhá-los nesta quinta-feira para outra área de acampamento no parque a cinco quilômetros de onde estão.

O presidente da Fatma, Murilo Flores, informou que também ficou decidido que os Kaingangs serão acompanhados por um técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai), que fará visitas semanais para verificar se estão cumprindo o termo de compromisso, que determina as regras de uso do camping. Eles vão utilizar 10% da área e o restante será comercializado para acampamento de turistas.

– Fizemos uma reunião e ficou evidente a falha das entidades em não ter nos comunicado. Os índios vieram certos de que já estava resolvida a colocação deles no camping. Entendemos que não poderíamos penalizá-los por um erro público – diz Flores. Do portal do Diário Catarinense

MEU COMENTÁRIO: Essa questão envolvendo a ocupação de área pertencente ao Estado de Santa Catarina acordada, segundo consta nesta matéria do Diário Catarinense, entre os índios, o Ministério Público Federal e a Secretaria de Assistência Social da Prefeitura não deixa de ser um coisa muito estranha.
As matéria veiculadas pelo Diário Catarinense sobre essa estranha ocupação parecem press-releases da Funai, ou do MPF ou da Prefeitura de Florianópolis.

O quer sobressai do fato é que o Ministério Público Federal e a Secretaria de Assistência Social da prefeitura da Capital decidem em nome do Governo do Estado de Santa Catarina. 

É impressionante a fraqueza do jornalismo da RBS, o maior grupo de comunicação do Brasil depois da Rede Globo.

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FLORIANÓPOLIS: FUNCIONÁRIA DA FUNAI É ASSASSINADA COM CINCO FACADAS.

O assassinato de uma funcionária da Fundação Nacional do Índio (Funai) em Florianópolis dificultou a busca de uma solução para o impasse com índios em um camping no Parque do Rio Vermelho. Mitia Heusi Silveira foi morta com pelo menos três facadas no peito e duas no abdômen, segundo a Polícia Militar, que encontrou o corpo da vítima na casa dela, por volta das 21h de terça-feira.

O principal suspeito, o marido, está preso em Sombrio, no Sul de Santa Catarina. Ele foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) depois de se envolver num acidente, quando trafegava de moto na BR-101, no fim da tarde. O homem teria confessado o crime na Delegacia de Polícia de Sombrio e disse que a mulher pretendia terminar o relacionamento.

Além dos familiares, a morte de Mitia abalou os funcionários da Funai na Grande Florianópolis. A bióloga trabalhava no órgão na região.

De acordo com a assessoria de imprensa da Funai, em Brasília, o fato retardou a solução para o impasse com os índios na reserva em Florianópolis. Segundo o presidente da Fundação do Meio Ambiente (Fatma), Murilo Flores, houve dificuldade na comunicação com os funcionários da Funai na Capital para resolver o problema. 

Os funcionários da Funai disseram que o coordenador do órgão na Grande Florianópolis, João Alberto Ferrareze, estaria abalado com a morte da bióloga. O Diário Catarinense o procurou para falar sobre o a situação dos índios, mas ele não atendeu às ligações. Segundo divulgou a assessoria de imprensa da Funai, Ferrareze estaria em busca de um acordo para resolver o problema.

A assessoria informou também que uma reunião entre o órgão e a Fatma deve ocorrer nesta quarta-feira à tarde e adiantou que os índios teriam direito a permanecer no local devido à autorização do Ministério Público Federal. A confusão ocorreu, no entanto, porque o grupo deveria informar sobre a permanência no parque à coordenação da Fatma, o que, segundo Murilo Flores, não ocorreu. Do portal do Diário Catarinense

ÍNDIOS GAÚCHOS OCUPAM PARQUE ESTADUAL DO RIO VERMELHO EM PRAIA DE FLORIANÓPOLIS

Um grupo de 60 indígenas kaingangs de Iraí, no Rio Grande do Sul, ocupou o Parque Estadual do Rio Vermelho, no Norte da Ilha, em Florianópolis, na noite desta terça-feira. Eles teriam vindo à cidade para vender artesanato durante o verão. A Fundação do Meio Ambiente (Fatma), responsável pela área, alega que não autorizou a entrada dos indígenas no local.

De acordo com Augusto Ope da Silva, do Conselho de Articulação Indígena, o grupo reuniu-se no dia 8 de novembro com o Ministério Público (MP) Federal, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e com a Coordenadoria de Políticas Públicas para a Promoção de Igualdade Racial de Florianópolis para conseguir uma área no Parque até março.

Silva diz que os indígenas receberam um documento da procuradora Ana Lúcia Hartmann, do MP, autorizando a ida do grupo para o local, mas antes eles precisariam falar com a coordenadoria da unidade de conservação, na Fatma. 

Por volta do meio-dia desta terça-feira, os 60 indígenas chegaram de ônibus a Florianópolis e foram ao MP. Como a instituição está em recesso, o grupo se dirigiu à Coordenadoria de Políticas Públicas para a Promoção de Igualdade Racial do município, de onde entrou em contato com a Fatma. O órgão estadual teria se recusado a atender os indígenas, que resolveram então ocupar o Parque.

O presidente da Fatma, Murilo Flores, confirma o recebimento do telefonema. Ele alega que o órgão não foi comunicado com antecedência sobre a vinda dos indígenas e que se recusou a receber o grupo porque o camping, que fica a 20 quilômetros do Centro de Florianópolis, deve ser reaberto ao público pagante na próxima quinta-feira. 

Flores adianta que deve entrar na Justiça nesta quarta-feira para pedir a retirada dos indígenas do local. Uma reunião entre Fatma, Funai, Coordenadoria de Políticas Públicas para a Promoção de Igualdade Racial de Florianópolis e Ministério Público deve ser agendada também nesta quarta-feira para resolver o impasse. Do portal do Diário Catarinense


Foto de Hermínio Nunes, do Diário Catarinense

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