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sexta-feira, novembro 11, 2011

VEM AÍ REPORTAGEM-BOMBA NA REVISTA VEJA

O Augusto Nunes em sua coluna está avisando. E não costuma falhar. O título do post: "Lupi também vai saber por que os farsantes acham que é sábado o mais cruel dos dias". Vem chumbo grosso. Leiam:
Há uma semana, VEJA provou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ignora os limites impostos pelo Código Penal, por valores morais e por normas éticas. De lá para cá, pendurado no sexto andor da procissão dos corruptos do primeiro escalão a caminho do despejo, o farsante que controla o PDT cuidou de mostrar que ignora também os limites da sensatez, do decoro e do ridículo.  A presidente Dilma Rousseff pode escolher as más companhias que quiser. Mas não tem o direito de manter no cargo um delinquente.

Até agora, ela faz de conta que nem notou o que ocorre no quintal da própria casa. “Que crise?”, fingiu espantar-se a chefe de governo desmoralizada pelas bravatas e, depois, pelos derramamentos de uma nulidade inverossímil. Para justificar a omissão da supergerente de araque, que tenta  arrastar o cadáver insepulto do falastrão até a “reforma ministerial” de janeiro, o caixa-preta Gilberto Carvalho vem insistindo na lengalenga: “Não existe nada que envolva pessoalmente o Lupi”.

Existe, saberão em poucas horas os leitores de VEJA, confrontados com a reportagem que coloca em frangalhos a fantasia mambembe. Carlos Lupi enfiou-se no pântano até o pescoço. Como os colegas de bandalheiras, outro ministro está prestes a constatar que, para quem tem culpa no cartório, é mesmo sábado o mais cruel dos dias.

terça-feira, agosto 02, 2011

OS RATOS DA ERA LULA

Com elegante acidez, pois é dono de um dos melhores textos da imprensa brasieira, Augusto Nunes faz um diagnóstico da era Lula, chegando à conclusão, pela evidência dos fatos, que juntar R$ 1 milhão é apenas troco ligeiro para rapinagem que se instalou no Brasil sob o signo do PT e que agora já invade até mesmo uma seara outrora indevassável: as Forças Armadas. Transcrevo um excerto da matéria com link para leitura completa. A coluna de Augusto Nunes é leitura obrigatória para quem busca informação livre de adereços petralhas. Leiam:
Na edição da semana passada, VEJA divulgou os espantosos resultados da maior auditoria feita pelo Tribunal de Contas da União no sistema de compras do governo federal. Depois de esquadrinhar 142.000 contratos celebrados na Era Lula, envolvendo gastos superiores a R$ 100 bilhões, o TCU encontrou mais de 80 mil irregularidades. As somas surrupiadas ultrapassam R$ 10 bilhões. Tudo é superlativo no Brasil Maravilha registrado no cartório. Sobretudo a ladroagem institucionalizada, adverte o conjunto de informações perturbadoras divulgadas neste fim de semana.
As obras em andamento sob a supervisão do Dnit, segundo o Estadão, sofreram acréscimos de preços que chegam a R$ 2,2 bilhões. Demitido pelas patifarias que andou cometendo no Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Oscar Jucá, irmão do líder do governo no Senado, garantiu a VEJA que os casos de corrupção na sigla envolvem o ministro da Agricultura, Wagner Rossi. A revista IstoÉ revelou que em 2010, em troca de doações ao PP, três grandes empreiteiras embolsaram R$ 2,7 bilhões liberados ilegalmente pelo Ministério das Cidades.
A Folha conferiu tonalidades ainda mais escuras ao aluvião de más notícias com a descoberta de que a Procuradoria-Geral da Justiça Militar investiga a participação de generais do Exército em convênios fraudulentos celebrados com o Departamento de Infraestrutura de Transportes. O Dnit, de novo, agora ameaçando arrastar para o pântano oficiais de alta patente. Decididamente, as coisas foram longe demais.
Cadê a indignação dos brasileiros que pagam todas as contas e bancam todos os prejuízos?, perguntou na semana passada a Carta ao Leitor. “Só a mobilização forte e permanente da sociedade”, alertou o editorial de VEJA, “obrigará a Justiça e os políticos a tomar medidas sumárias para limpar a administração pública dos ladrões, colocá-los na cadeia ─ sim, na cadeia ─ e fazê-los devolver as quantias roubadas ao Erário”. A entrada do Exército no noticiário político-policial era o sinal vermelho que faltava. Ou o Brasil reencontra a capacidade de indignar-se ─ e reage imediatamente ─ ou nunca passará de um arremedo de nação. Clique AQUI para ler o texto completo

segunda-feira, julho 25, 2011

ROBERTO ROMANO: SEGREDO E BANDALHEIRA.

Brilhante o artigo do filósofo, escritor e professor da Unicamp, Roberto Romano, publicado no jornal O Estado de São Paulo. O competente escrito eviscera este trágico e vergonhoso momento vivido pela Nação brasileira, marcado por uma profusão de escandalosa e incessante corrupção. Transcrevo os parágrafos iniciais com link para a leitura completa. O título do post é é o original do artigo. Leiam:
O Brasil é o país da corrupção e do segredo, lados da vida nacional que impedem qualquer confiança nas instituições. Os operadores do Estado, sobretudo com o "privilégio de foro", desobedecem às regras basilares da fé pública. O roubo dos recursos coletivos é respondido, entre nós, com perseguição à imprensa, compra de movimentos sociais, sigilo no financiamento de obras. Sem consciência histórica, os nossos políticos e partidos retomam séculos de tirania. A prudência mínima aconselha ligar a censura (o caso do jornal O Estado de S. Paulo é prova) e o segredo que encobre as piores ilicitudes cometidas à sombra do poder. Como disse alguém, "o dia pertence à opinião pública. Nele, os segredos são espancados e os governantes não podem usar o beleguim que realiza o serviço sujo "sob ordem superior". A noite aninha o segredo, covarde razão de Estado".
Os séculos 19 e 20 reuniram censura e hábitos políticos corrompidos, a começar pelo Império de Napoleão I, que espalhou o terror e a guerra com base nas imunidades do Poder Executivo. O fascismo, o nazismo e o stalinismo exibiram o exato contrário da transparência e do respeito à cidadania. Hannah Arendt afirma que a vida totalitária significa a reunião de "sociedades secretas estabelecidas publicamente". Hitler assumiu, para a sua quadrilha, os princípios das sociedades secretas. Ele promulgou algumas regras simples em 1939:
Ninguém, sem necessidade de ser informado, deve receber informação;
ninguém deve saber mais do que o necessário;
e ninguém deve saber algo anteriormente ao necessário.

Segundo Norberto Bobbio, não lido no Congresso Nacional e nos demais palácios de Brasília, "o governo democrático (...) desenvolve a sua própria atividade sob os olhos de todos porque todos os cidadãos devem formar uma opinião livre sobre as decisões tomadas em seu nome. De outro modo, qual razão os levaria periodicamente às urnas e em quais bases poderiam expressar o seu voto de consentimento ou recusa? (...) O poder oculto não transforma a democracia, perverte-a. Não a golpeia com maior ou menor gravidade em um de seus órgãos essenciais, mas a assassina" (O Poder Mascarado). Leia o artigo completo clicando AQUI

sábado, setembro 25, 2010

FOLHA REVELA NOVAS BANDALHEIRAS NA CASA CIVIL: CONTAS BANCÁRIAS NO EXTERIOR PARA RECEBER PROPINAS

O esquema de favorecimento a empresas privadas que causou a demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, contava com duas contas bancárias no exterior para receber o dinheiro arrecadado com contratos de intermediação de negócios com o governo federal. As contas estão em nome de empresas em Hong Kong, região administrativa especial da China. Segundo empresários de Campinas (SP), elas foram indicadas para o depósito de R$ 5 milhões para cobrir dívidas de campanha eleitoral.

A EDRB do Brasil diz que deveria pagar o valor para ter liberado um financiamento no BNDES. Como a Folha revelou no último dia 16, a Capital, consultoria de lobby dos filhos de Erenice, intermediou o contrato. O consultor Rubnei Quícoli, parceiro da EDRB num projeto de usina solar no Nordeste, e um dos dois donos da EDRB, Aldo Wagner, disseram à Folha que foram recebidos por Erenice em audiência na sede da Presidência da República para discutir o projeto --Erenice alegou que não foi à reunião, registrada na agenda oficial da Casa Civil.

A denúncia levou à queda da ministra no mesmo dia em que foi divulgada pela Folha. De acordo com os papeis, a Capital pediu R$ 240 mil em seis parcelas mais 5% sobre o total a ser liberado pelo banco. A EDRB pretendia obter R$ 9 bilhões do BNDES, em três parcelas.

A EDRB não fez os pagamentos, pedidos pela primeira vez em dezembro. Entre janeiro e fevereiro, o consultor enviou e-mails em tom ameaçador para a Capital e alertou a Casa Civil sobre a cobrança indevida. As conversas entre os dois lados, contudo, continuaram. Entre fevereiro e março, segundo o consultor, o ex-diretor dos Correios Marco Antônio Oliveira levantou a necessidade do pagamento de um bônus extra de R$ 5 milhões, que seriam usados para cobrir 'uma dívida' ligada à campanha da presidenciável Dilma Rousseff. O PT negou e ameaçou interpelar Quícoli.

Marco Antonio é tio de um dos sócios da Capital, Vinícius Castro, servidor da Casa Civil que também foi demitido neste mês. Num primeiro momento, como a Folha revelou em 16 de setembro, os lobistas da Capital sugeriram a Quícoli que o depósito dos R$ 5 milhões fosse feito na conta de outra consultoria de Brasília (a Synergy), no Banco do Brasil. Não houve acordo. O que não se sabia é que, em maio, as conversas foram retomadas. Quícoli disse que lhe foi sugerida uma segunda possibilidade: depósitos em duas contas registradas na agência do banco HSBC em Hong Kong.

A Folha apurou que as contas existem e que houve reuniões para discutir a remessa do dinheiro, embora ainda não esteja confirmado o uso eleitoral desse dinheiro. Do portal Folha.com 

MEU COMENTÁRIO: A Folha ...hehehe...quer o que mesmo? Apurar se o dinheiro está sendo usado na campanha eleitoral? Vocês estão brincando...hehehe...

Com um jornalismo pusilânime e metido a imparcial como esse da Folha simplesmente dá nojo. Asco!

Quer dizer, se o dinheiro não foi usado na campanha tudo bem? Ora, o que interessa saber é que estamos perante mais uma denúncia gravíssima envolvendo o Palácio do Planalto e a Casa  Civil, o Ministério que é a ante-sala do gabinente do Presidente da República.

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quinta-feira, setembro 16, 2010

ARTIGO: A bandalheira no andar de cima

Por Nilson Borges Filho (*)

Por mais que queiram resguardar a imagem da candidata Dilma Rousseff , por conta dos escândalos promovidos pela Chefe da Casa Civil, está mais do que na hora de Lula assumir o papel de presidente da República e “extirpar” do seu entorno uma bando de vigaristas, que se utiliza da proximidade com o poder para extorquir empresários com interesses públicos. Ou Lula mostra que ainda existe um pouco de decência no seu governo, ou acaba se enquadrando como cúmplice de malfeitores travestidos de lobistas e quadrilheiros posando de gente de família.

Transferir as graves denúncias para a “imprensa golpista” ou para as “elites”, ou ainda, sofismar de que a bandalheira que circula no andar acima do seu gabinete é “exploração eleitoral”, prova a que ponto chegou o lulismo para se manter no poder. Lula pode até afirmar – internamente, é claro -  que pouco conhecia Erenice Guerra e que o cargo que a ela foi concedido se deu por indicação de Dilma Rousseff. O mesmo não pode ser dito pela candidata petista, que desde à época do Ministério de Minas e Energia, Dilma e Erenice são a mesma pessoa.

Lula pode até se achar no direito de mentir “eu não sabia”, mas Dilma jamais poderá negar que conhecia as movimentações da família Guerra governo a dentro. Quando explodiu o “mensalão” e se sentiu acuado, Lula exigiu que o PT pedisse, publicamente, desculpas ao povo brasileiro. Mais tarde, quando recuperou o prestígio junto aos eleitores, esqueceu o que disse e passou a defender o “mensalão” como obra de golpistas que desejavam lhe tomar o cargo.

Como ainda existe vida inteligente neste País, o discurso boquirroto do presidente serviu apenas para pautar a fala de comediantes de televisão. A crise moral que está atingindo o País, neste exato momento, com a quebra de sigilos fiscais abastecendo dossiês e com gente próxima ao presidente da República, se agachando ao nível do esgoto, para descolar uma grana em troca de favores governamentais, não tem precedentes na nossa história.

Os 6% ou 5%, dependendo de quem será extorquido, que abastecem o caixa de familiares e amigos do peito da Chefe da Casa Civil, são valores que agregam o conhecido “custo Brasil”. Mesmo que a candidata petista se eleja, o passivo político que levará para a cadeira presidencial, sob suspeição de uma parcela significativa da sociedade, que sabe que existem muitas mais coisas por trás dos escândalos que pautam o noticiário, fará de Dilma Rousseff uma presidente fraca,  que ficará nas mãos de políticos que em nada engradecem o País.

Dilma, está plenamente constatado, não passa de uma fraude eleitoral vendida a conta-gotas pelo seu Chefe. Lula teria tudo para deixar o governo como um magistrado, como presidente de todos os brasileiros, mas a ganância pela coisa pública, que extrapola os mínimos princípios de civilidade democrática, fará com que seja lembrado como aquele que deixou um fardo para as gerações futuras. Nossos filhos não merecem isso. O Brasil não precisa desses tipos. Não há necessidade de Lula estar se lambuzando desse jeito. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direito e articulista colaborador deste blog