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quinta-feira, outubro 20, 2011

ESCÂNDALO: PM AFIRMA TER ENTREGUE À PF DOCUMENTOS QUE COMPROVAM CORRUPÇÃO NO MINISTÉRIO DO ESPORTE

Após mais de oito horas de depoimento à Polícia Federal, o policial militar João Dias Ferreira, delator de um suposto esquema de corrupção no Ministério do Esporte, afirmou na noite de quarta-feira ter entregue documentos que comprovam suas acusações, além de transcrições de áudios que, segundo ele, servirão como provas.

Ferreira prometeu entregar na segunda-feira à PF gravações que fez, inclusive de uma reunião com membros do Ministério do Esporte. Segundo ele, a polícia poderá fazer perícia nas gravações. "Entreguei degravações e documentos. O áudio está em São Paulo e chega na Polícia Federal na segunda-feira."

Ferreira disse ainda que indicou 15 testemunhas para serem ouvidas pela PF, entre dirigentes de outras ONGs que fizeram contratos com o ministério e funcionários da pasta.

Entre as provas que Ferreira disse ter entregue, estão ofícios e documentos internos do ministério que provariam fraudes da pasta para encobrir irregularidades.

Os advogados de Ferreira ganharam na Justiça o direito de ter acesso a provas colhidas durante a Operação Shaolin, realizadas no ano passado pela Polícia Civil do DF para investigar convênios suspeitos entre duas ONGs ligadas ao policial e o Ministério do Esporte por meio do programa Segundo Tempo.
Os envolvidos são suspeitos de praticarem os crimes de estelionato e falsificação de documento, entre outros. Ferreira chegou a ser preso durante a operação. Do portal Folha.com

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quinta-feira, novembro 18, 2010

DIRETORIA DO PANAMERICANO OCULTAVA PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA EM DOCUMENTO ENVIADO À CVM

As discrepâncias entre os números divulgados pelo banco Panamericano em suas demonstrações financeiras e a realidade estão presentes em uma quantidade cada vez maior de documentos. Além das inconsistências contábeis amplamente divulgadas, a diretoria maquiava também sua real participação acionária no banco. Na última versão do formulário de referência protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e auditado pela Deloitte, a diretoria possuiria 189.928 papeis da companhia – em 31 de agosto de 2010.

Nessa mesma data, outro documento protocolado na autarquia - que atesta os papeis negociados e detidos pelos controladores, conselho de administração, diretoria e conselho fiscal - demonstrava uma participação da diretoria de 491.028 ações preferenciais – uma diferença de 160% na quantidade de papeis em posse da direção estatutária do banco. Tal diferença, na cotação da época para o papel BPNM4 (8,08 reais), representa cerca de 2,4 milhões de reais em posse da diretoria.
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