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quarta-feira, fevereiro 09, 2011

ESCÂNDALO PANAMERICANO: SÍLVIO SANTOS DEVE CERCA DE R$ 1 BILHÃO EM TRIBUTOS

A venda do PanAmericano não deve sair de graça para Silvio Santos, como queria o apresentador. A operação de salvamento do banco vai gerar uma conta de cerca de R$ 1 bilhão em tributos federais para Silvio, segundo cálculos de técnicos escalados pelos maiores banqueiros do país para cuidar da venda.
 
A área de fiscalização da Receita Federal tem o mesmo entendimento, segundo a Folha apurou.

 
A origem da obrigação fiscal está na diferença entre o valor injetado pelo Fundo Garantidor de Créditos no PanAmericano e o preço de venda do banco. O FGC emprestou R$ 3,8 bilhões à holding do Grupo Silvio Santos para cobrir o buraco da instituição financeira.

 
Silvio, por sua vez, vendeu o controle do banco para o BTG Pactual por R$ 450 milhões. Na transação, ficou acertado que essa quantia vai para o FGC e que o apresentador fica livre integralmente da dívida com o fundo. Logo, ele quitou R$ 3,8 bilhões com R$ 450 milhões.

 
Quem arcou com a diferença de R$ 3,35 bilhões foi o fundo. A instituição foi criada em 1995 com recursos dos depositantes para cobrir rombos de instituições financeiras falidas e impedir estragos no sistema financeiro.

 
Na concepção fiscal, o prejuízo do FGC pode ser entendido como um ganho do Grupo Silvio Santos. Assim, tem de ser tributado.

 
De acordo com auditores ouvidos pela Folha, esse ganho seria enquadrado no artigo 392 do regulamento do IR sob a forma de subvenção. Nesse caso, seria computado como lucro operacional, sobre o qual são aplicados Imposto de Renda (25%) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (9%). Isto é, 34% sobre R$ 3,35 bilhões, o que dá cerca de R$ 1,14 bilhão. Da Folha de S. Paulo desta quarta-feira - Leia MAIS


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sexta-feira, janeiro 28, 2011

ROMBO NO PANAMERICANO PODE CHEGAR A R$ 4 BI!

O rombo do banco PanAmericano é de aproximadamente R$ 4 bilhões, R$ 1,5 bilhão superior aos R$ 2,5 bilhões estimados pelo Banco Central e pelo Fundo Garantidor de Créditos em novembro do ano passado, segundo a Folha apurou com técnicos que finalizam o balanço.
O balanço de 2010 será entregue na próxima segunda-feira na CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
O novo valor é resultado de fraudes contábeis feitas pela antiga diretoria. Os executivos vendiam carteiras de crédito para outros bancos, mas mantinham os valores na contabilidade para disfarçar os resultados negativos.
Auditores, economistas e advogados estão chocados com a bagunça que imperava na administração do banco.
Os rumores sobre o aumento do rombo derrubaram ontem em 9,27% a cotação das ações preferenciais do banco de Silvio Santos. De 31 de dezembro até ontem, haviam subido 19,75%.
Em 15 de novembro do ano passado, a Folha revelou que o buraco do PanAmericano poderia ser maior do que os R$ 2,5 bilhões.
O rombo foi coberto por empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos, entidade privada que recebe recursos dos correntistas, a Silvio.
Ontem, "O Estado de S. Paulo" informou que o rombo maior deve exigir um novo empréstimo do fundo.
O fundo só cobrirá o rombo a maior descoberto se não houver outra saída.
O que se negocia é uma engenharia financeira pela qual Silvio Santos ganharia um novo sócio. Quatro bancos demonstram interesse no PanAmericano por conta da clientela que ele tem nas classes C e D: Bradesco, Santander, Safra e BCG Pactual.
O fundo não quer colocar mais dinheiro no PanAmericano, mas pode dar garantias a um eventual novo sócio.
Três possibilidades de ajuda já foram discutidas: 1) o fundo pode se responsabilizar pelo contingenciamento, ou seja, ficaria responsável pela reserva que o BC obriga as instituições a fazer quando têm inadimplência;
2) a entidade pode dar fiança ao novo sócio para as carteiras de crédito do PanAmericano;
3) pode fazer algum acordo com a Caixa, pelo qual a sócia do PanAmericano entraria com novos recursos.
OUTRO LADO
O Grupo Silvio Santos não comenta o aumento do rombo. Mas executivos disseram à Folha que o Fundo Garantidor pressiona o empresário para que ele venda o PanAmericano por um preço menor para um dos grandes bancos brasileiros.
O PanAmericano não quis se pronunciar. O fundo diz que vai esperar o balanço para fazer comentários. Do portal da Folha.com

quinta-feira, janeiro 27, 2011

PANAMERICANO: ROMBO SUPERA R$ 2,5 BILHÕES

A nova administração do Panamericano descobriu que o rombo na instituição controlada pelo Grupo Silvio Santos é maior do que os R$ 2,5 bilhões estimados inicialmente pelo Banco Central (BC) no ano passado. Por isso, o banco precisará de uma nova injeção de dinheiro.
Uma das alternativas em estudo é um novo empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que já cobriu o buraco inicial. Ainda que não entre com todos os recursos necessários, o FGC deve oferecer ao menos um pedaço do novo aporte.
O FGC é uma entidade privada, mantida pelos bancos desde 1995, que tem como principal função proteger parte dos depósitos dos clientes dos bancos.
Procurado, o Panamericano preferiu não se pronunciar. O diretor executivo do FGC, Antonio Carlos Bueno, disse que desconhecia as informações.
Em setembro, o BC descobriu uma fraude contábil no Panamericano, então estimada em R$ 2,5 bilhões. O escândalo veio a público no início de novembro, quando toda a antiga diretoria foi demitida. Para receber o dinheiro do FGC, o empresário Silvio Santos entregou como garantia seu patrimônio pessoal.
A maior parte dos executivos que compõem a nova direção foi indicada pela Caixa Econômica Federal, que comprou 49% do capital votante do Panamericano no fim de 2009. Até ontem à noite, estava definido que o banco estatal não vai colocar dinheiro novo na instituição. 
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A solução para cobrir o novo rombo está sendo negociada pela nova direção do Panamericano, pelo FGC, pelo empresário Silvio Santos, pela Caixa Econômica Federal, e é acompanhada de perto pelo BC.
O tamanho exato do rombo e a saída para cobri-lo devem ser oficialmente apresentados na próxima segunda-feira, dia previsto para a divulgação do balanço do terceiro trimestre e dos meses de outubro e novembro de 2010. A divulgação desses resultados foi adiada duas vezes.
Nas últimas semanas, as ações do Panamericano valorizaram-se fortemente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em meio a especulações de que grandes instituições estariam travando uma disputa para comprá-lo. Do início do ano até ontem, o ganho acumulado das ações preferenciais (PN) beirava os 20%.
O Estado apurou que cinco bancos demonstraram interesse na participação que Silvio Santos possui no Panamericano desde que a fraude contábil veio a público. Nenhum deles, no entanto, fez proposta firme, justamente porque o balanço com o rombo definitivo ainda não foi divulgado.
Atraso
O objetivo inicial da nova administração era apresentar o balanço até meados de dezembro. Mas a complexidade do trabalho de reconstrução dos números, somada à demissão dos principais responsáveis pela contabilidade do banco, atrasou sucessivamente a divulgação.
Cerca de cem pessoas trabalham incessantemente nos números. Todas deram expediente até mesmo durante as festas de fim de ano. Folgaram apenas nos dias 31 de dezembro e 1.º de janeiro. Uma das principais dificuldades foi lidar com os sistemas de informática, que foram burlados para permitir a fraude.
Além da Deloitte, que audita as contas do Panamericano, o balanço está sendo checado pela PricewaterhouseCoopers (contratada pela Caixa) e por técnicos do Banco Central. Do portal do Estadão

segunda-feira, dezembro 06, 2010

BOLINHA DE PAPEL: SÍLVIO SANTOS DIZ QUE NÃO VENDE SBT NEM PANAMERICANO E VAI PASSEAR NOS ESTADOS UNIDOS COM A FAMÍLIA

Sílvio Santos passa por detector de metais no Palácio do Planalto
Do jornalista Ricardo Feltrin, do site UOL do grupo Folha de S. Paulo:

Cansado dos rumores de que grupos nacionais e estrangeiros estão tentando comprar o SBT, Silvio Santos mandou um recado pouco antes de embarcar para a Flórida, na semana passada: não vai vender nem o SBT e nem o banco PanAmericano. O recado foi transmitido a esta coluna por um interlocutor do empresário, que pede para não ser identificado.

A ordem que Silvio deu à nova cúpula executiva do Grupo SS é clara: nenhum ativo ou patrimônio do grupo deverá ser colocado à venda. O objetivo é organizar integralmente todas as empresas do grupo, mas proteger especificamente os dois ativos mais valiosos: a emissora e o banco.

O recado joga água fria nas pretensões do grupos português Ongoing, que na semana passada teve uma primeira reunião com a direção do SBT para uma proposta de aquisição de parte da emissora (a legislação prevê no máximo 30% de participação de capital estrangeiro). O grupo Ongoing entrou na mídia brasileira em 2009, com o diário ‘Brasil Econômico‘. Em abril último comprou a empresa que publica os jornais ‘O Dia‘, ‘Meia Hora‘ e ‘Marca‘.

O Ministério Público Federal de São Paulo investiga o grupo de mídia português, suspeito de ter usado artifício para driblar a Constituição brasileira. Pela lei, nenhum grupo estrangeiro pode ter controle total de jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão no país.

Outras instituições, como igrejas evangélicas, também tentaram convencer o SBT a pelo menos negociar a venda de horários de sua madrugada. Segundo a emissora, houve de fato algumas propostas mas nenhuma interessou sob nenhum aspecto.

No caso do banco PanAmericano, as investigações do BC e da PF já estão na reta final para identificar os autores do golpe que causou um prejuízo de cerca de R$ 2,5 bilhões ao Grupop SS. 

Silvio Santos embarcou para os EUA no final de semana passada. No próximo domingo, festeja 80 anos ao lado da mulher, Íris, e das filhas. Ele só deve retornar ao Brasil em março. Texto e foto do portal UOL

MEU COMENTÁRIO: Pelo que foi noticiado na época em que o Panamericano quebrou todo o patrimônico do grupo empresarial de Sílvio Santos talvez não seja o suficiente para cobrir o rombo de R$ 2,5 bilhões.

A pergunta que não quer calar: de onde surgiram então os R$ 2,5 bilhões que foram roubados e quando o destino dessa fabulosa fortuna?

E notem: Sílvio Santos é um empresário falido, mas isso não impede que viaje com a família para os Estados Unidos, onde fará a sua festa comemorativa de seus 80 anos de idade. Permanecerá no exterior só dois meses, né?

Já imaginaram se isso estivesse acontecendo durante o governo de FHC? Os bate-paus do PT, da CUT e do MST estaríam em pé-de-guerra.

Lembram da bolinha de papel? 

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sexta-feira, dezembro 03, 2010

REDE MEXICANA COMPRARÁ BAÚ DO SILVIO SANTOS

A rede mexicana Elektra, do empresário Ricardo Salinas, está em negociações avançadas com o Grupo Silvio Santos para a compra das Lojas do Baú Crediário. A rede com 125 lojas espalhadas entre o Paraná e São Paulo está avaliada, segundo o Estado apurou, em cerca de R$ 150 milhões, sem incluir a marca Lojas do Baú.

A cifra obtida com a venda é pequena diante do rombo de R$ 2,5 bilhões acumulado pelo Grupo depois que veio à tona, no mês passado, a fraude do Banco Panamericano, também do empresário Silvio Santos. Mas se os mexicanos baterem o martelo, a rede varejista será o primeiro ativo, de uma lista que inclui o banco Panamericano, a marca de cosméticos Jequiti e até a emissora de TV (SBT), que será vendido para reforçar o caixa do Grupo, que passa por dificuldades. 

De acordo com fontes do mercado, os entendimentos entre as duas companhias está na fase de avaliação dos números. A assessoria da Elektra confirma que os executivos das duas empresas estão em conversação há cerca de 15 dias e estão hoje na fase de avaliar os dados da rede que tem perfil semelhante para efetuar a compra. Do portal do Estadão 

MEU COMENTÁRIO: Pelo que se vê os ditos ativos do do grupo do Sílvio Santos viram merrecas face ao rombo de R$ 2,5 bilhões do banco Panamericano. A pergunta que não quer calar: como pode surgir um rombo financeira que estava muito além do patrimônio do próprio banco e, de repente, de todas as empresas do grupo? De onde surgiiram esses R$ 2,5 bilhões e para onde foram? 

Convenhamos. Tudo isso é uma coisa muito estranha.

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quinta-feira, novembro 18, 2010

DIRETORIA DO PANAMERICANO OCULTAVA PARTICIPAÇÃO ACIONÁRIA EM DOCUMENTO ENVIADO À CVM

As discrepâncias entre os números divulgados pelo banco Panamericano em suas demonstrações financeiras e a realidade estão presentes em uma quantidade cada vez maior de documentos. Além das inconsistências contábeis amplamente divulgadas, a diretoria maquiava também sua real participação acionária no banco. Na última versão do formulário de referência protocolado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e auditado pela Deloitte, a diretoria possuiria 189.928 papeis da companhia – em 31 de agosto de 2010.

Nessa mesma data, outro documento protocolado na autarquia - que atesta os papeis negociados e detidos pelos controladores, conselho de administração, diretoria e conselho fiscal - demonstrava uma participação da diretoria de 491.028 ações preferenciais – uma diferença de 160% na quantidade de papeis em posse da direção estatutária do banco. Tal diferença, na cotação da época para o papel BPNM4 (8,08 reais), representa cerca de 2,4 milhões de reais em posse da diretoria.
Leia mais no portal da revista Veja

terça-feira, novembro 16, 2010

BMG, BANCO QUE ESTEVE ENVOLVIDO NO MENSALÃO, NEGOCIA PARA COMPRAR O PANAMERICANO.

Segundo informa o Estadão, o banco BMG tem grandes chances de conseguir comprar o Panamericano. E inteiro. Para tanto, as conversas entre Silvio Santos, CEF, BC e FGC vão ter que evoluir, convergir e receber OK de todas partes envolvidas.

REFRESCANDO A MEMÓRIA: Para quem não se lembra, o BMG foi o banco que esteve envolvido no famigerado mensalão que só não derrubou o PT do poder porque o Brasil é uma república bananeira.

No dia 18 de dezembro de 2006,  esta notícia era veiculada pelo site Terra. Leiam:

O Ministério Público Federal (MPF) em Belo Horizonte apresentou nesta segunda-feira denuncia contra vários envolvidos com o chamado esquema do "mensalão" por crimes contra o sistema financeiro. Entre eles os diretores do banco BMG, Ricardo Annes Guimarães, João Batista de Abreu, Márcio Alaôr de Araújo e Flávio Pentagna Guimarães; os ex-dirigentes do PT, José Genoíno e Delúbio Soares; o empresário Marcos Valério e sua mulher, Renilda Maria Santiago; além de Ramon Hollerbach, Cristiano de Mello Paz e Rogério Lanza Tolentino, ex-sócios de Valério nas agências DNA e SMp&B.

Segundo a denúncia, o BMG teria concedido empréstimos fraudulentos ao Partido dos Trabalhadores e ao grupo de empresas pertencentes a Marcos Valério de Souza durante o período de tempo em que vigorou o esquema.

De acordo com os procuradores, a liberação de recursos milionários pelo BMG ao PT e às empresas de Valério deu-se de maneira irregular, seja porque a situação econômico-financeira dos tomadores era incompatível com o valor, seja porque as garantias dadas eram insuficientes. Tampouco foram observadas, nos contratos de financiamentos, as normas impostas pelo Banco Central ou, até, as próprias normas internas do banco.

A gestão fraudulenta caracteriza-se pela celebração de contratos simulados com empresas que não tinham condições de quitar os empréstimos. No caso, além do perdão de altos montantes quando da rolagem das dívidas, e da ausência do registro contábil dos empréstimos, a simulação ficou evidente no fato de que o ajuizamento das ações de cobrança só ocorreram após junho de 2005, quando surgiram as denúncias do "mensalão".

O BMG, diz a denúncia, se beneficiou de inúmeras vantagens em virtude de sua participação no esquema, o que garantiu ao banco, segundo os procuradores, lucros bilionários na concessão de empréstimos consignados de servidores públicos, pensionistas e aposentados do INSS, a partir do ano de 2003.

A denúncia apresentada hoje, perante a 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, é um desdobramento das investigações realizadas pelo Ministério Público Federal no inquérito do "mensalão", que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o Ministério Público Federal, todo as provas do processo passaram por perícia no Banco Central, Tribunal de Contas da União, Setor de Criminalística da Polícia Federal e dos auditores da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Os denunciados foram acusados do crime previsto no artigo 4º da Lei 7.492/86, com penas que variam de 3 a 12 anos de prisão. Eles são acusados também do crime de falsidade ideológica, com penas que variam entre um e três anos. Do portal Terra

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PANAMERICANO, EMPRESAS FANTASMAS E A SOMBRA DO PT. UMA COISA MUITO MISTERIOSA.

Ex-diretores do banco PanAmericano "compraram" empresas fantasmas logo após a conclusão do negócio com a Caixa Econômica Federal, no final de 2009.
A compra de empresas de participação com capital de R$ 100, feita por dois ex-diretores, como revelou a Folha no sábado, ocorreu entre 1 e 8 dias após a Caixa anunciar, no dia 1º de dezembro, a compra de 35,54% do banco, por R$ 739,3 milhões.

 
Um dia depois o então diretor jurídico Luiz Augusto Teixeira de Carvalho Bruno e uma sócia, Joyce de Paula, adquiriam a Antillas Empreendimentos, registrada na Junta Comercial de São Paulo com capital de R$ 100. 


Elinton Bobrik, diretor de novos negócios, assumiu o controle da Razak Empreendimentos em 9 de dezembro.
 
Ambas foram criadas para atuar como holding de instituições não financeiras, uma forma de controlar as operações de diversas empresas.
Por meio de uma série de participações cruzadas, fica quase impossível identificar os donos de uma holding.
Essas empresas também facilitam a lavagem de dinheiro por meio de empresas em paraísos fiscais.
As duas empresas -Antillas e Razak- foram criadas pelos sócios Ivan dos Santos Freire e Valdison Amorim dos Santos em São Paulo.
Juntos, os sócios criaram cerca de 50 empresas de R$ 100 nos últimos três anos.
Policiais federais, contadores e advogados especialistas em direito administrativo e tributário afirmaram à Folha que esse tipo de negócio é incomum e pode indicar a empresa fraudulenta.

 
O que chama a atenção, segundo consultores ouvidos pela Folha, são as estratégias e a quantidade de empresas em comum entre parte dos executivos afastados.

 
Rafael Palladino, ex-superintendente, aparece como sócio em 20 empresas.

OUTRO LADO

A Folha não localizou até o fechamento desta edição os ex-diretores do PanAmericano -Bobrik e Carvalho Bruno- para comentar o caso.

 
Santos, ex-estudante de direito envolvido no suposto esquema de abertura de empresas fantasmas, afirmou à Folha que trabalha com assessoria empresarial e que algumas das empresas são criadas a pedido de clientes.

 
Ele trabalhou como estagiário de um escritório de advocacia que defende o Diretório Estadual do PT em São Paulo e diversos políticos da cúpula do partido. Da Folha de São Paulo


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segunda-feira, novembro 15, 2010

ROMBO NO BANCO DO SÍLVIO SANTOS PODE SER MAIOR

O rombo no Banco PanAmericano e na empresa de cartão de crédito do grupo Silvio Santos pode ser maior do que os R$ 2,5 bilhões informados até agora.

A cifra é resultado da soma de um buraco de R$ 2,1 bilhões em operações de crédito do banco e de R$ 400 milhões na área de cartões.

Mas a informação de que há um rombo dessa magnitude nas operações de cartão de crédito foi passada ao Banco Central pelos próprios dirigentes da holding do apresentador, segundo a Folha apurou.

Como R$ 400 milhões é uma estimativa dos dirigentes do grupo de quanto seria necessário para cobrir "potenciais problemas" com cartões e não foi determinado por fiscalização ou auditoria externa, há risco de que seja impreciso.

O que significa que o rombo total pode ser maior que os R$ 2,5 bilhões reportados, segundo a Folha apurou.

De acordo com auditores do BC, as informações declaradas pelo grupo em relação ao rombo na empresa de cartões de crédito ainda não foram conferidas.

Uma autoridade envolvida na fiscalização do PanAmericano disse à Folha que o tamanho exato do rombo só vai ficar claro à medida que avance o trabalho de escrutínio nas contas da empresa de cartões do grupo -e do próprio banco- tocado até agora principalmente pela nova diretoria.

A suspeita maior é de que os problemas na empresa de cartão de crédito sejam de natureza parecida com o que ocorria nas operações de empréstimo do banco: valores a ser recebidos de clientes no futuro eram inflados nos balanços, aumentando artificialmente o resultado. 

FALTA DE FISCALIZAÇÃO
Os dirigentes do grupo de Silvio Santos se manifestaram a respeito da existência de um rombo na área de cartões apenas depois que o BC havia detectado a fraude.


O BC não fiscaliza a área de cartão de crédito, o que facilita desvios. A falta de fiscalização também dificulta a apuração de problemas.

Especialistas em direito bancário, como o advogado Jairo Saddi, coordenador do curso de direito do Insper, defendem há anos a inclusão do setor de cartões de crédito como atividade financeira, o que implicaria na fiscalização do Banco Central.

A autoridade monetária, no entanto, resiste à ideia.

As primeiras irregularidades encontradas pelo BC no PanAmericano foram operações de venda de uma mesma carteira de crédito para duas instituições diferentes.

Vender para outro banco o direito de receber as prestações de empréstimos concedidos é prática comum.

Bancos de porte médio como o PanAmericano fazem isso para levantar dinheiro rapidamente a fim de conceder novos empréstimos. 

PREJUÍZO DISFARÇADO
Segundo a Folha apurou, não há dúvida entre autoridades envolvidas no caso de que as irregularidades no PanAmericano foram resultado de fraude e não de erro.


Há indícios de que executivos do banco armaram essas operações fraudulentas para cobrir o resultado deficitário do banco, transformando prejuízo em lucro.

Os problemas financeiros do PanAmericano foram resultado da combinação de dois fatores: custos altos e inadimplência elevada.

Sem base significativa de correntistas, o banco pagava caro para captar recursos no mercado. Além disso passou a ter problemas de inadimplência (o foco do banco são crédito consignado e financiamento de veículos). 

O banco tinha de lidar ainda com outros custos altos -também amargados pelos demais bancos, especialmente os de médio porte- como o pagamento de comissões para os "pastinhas". 

É como são chamados os trabalhadores autônomos que captam clientes para os bancos, batendo de porta em porta, visitando empresas e repartições públicas. Da Folha de S. Paulo desta segunda-feira

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domingo, novembro 14, 2010

EMPRESÁRIO FATURAVA R$ 120 MILHÕES POR ANO DE RENDIMENTO NO BANCO DE SÍLVIO SANTOS

O Banco Central encontrou o primeiro indício concreto de desvio de dinheiro no PanAmericano.

Um único cliente pessoa física recebia mais de R$ 120 milhões de rendimento por ano numa aplicação na instituição, a taxas muito superiores às de mercado.

Técnicos do BC suspeitam que os juros do investimento eram inflados artificialmente para camuflar a saída dos recursos. Não se sabe ainda se o cliente está envolvido no suposto esquema.

O titular da aplicação é o empresário Adalberto Salgado, de Juiz de Fora (MG). Ele mantinha R$ 400 milhões num CDB (Certificado de Depósito Bancário) do PanAmericano, que o remunerava a mais de 30% ao ano.

O BC já havia identificado problemas na contabilidade, mas não tinha indícios de desvio de dinheiro.

O CDB é um instrumento usado pelos bancos para captar recursos. O investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros baseados no CDI -taxa cobrada nas transações entre instituições financeiras. O CDI segue a taxa básica da economia (Selic), hoje em 10,75% ao ano.

Em sua aplicação, o empresário obteve 20% ao ano de retorno mais o total do CDI -cerca de 30,75%. O prazo da aplicação é de cinco anos.

Bancos menores e de médio porte, como o PanAmericano, costumam pagar taxas superiores ao CDI dependendo do valor investido e do prazo. Ainda assim, segundo executivos do mercado, uma taxa polpuda chegaria a, no máximo, em torno de 105% do CDI (cerca 11,3% ao ano). 

INTERVENÇÃO
Na semana passada, a Caixa Econômica Federal e o BC realizaram uma espécie de "intervenção branca" no PanAmericano, após a identificação do rombo. No final de 2009, a CEF comprou 35,54% do capital da instituição, por R$ 739,2 milhões.

A descoberta de uma aplicação tão extravagante só após a intervenção é um indício de que a fiscalização do BC cometeu falhas graves no caso do PanAmericano.

Segundo dois especialistas ouvidos pela Folha, sob a condição de que seus nomes não fossem citados, a fiscalização deveria ter notado o CDB, no mínimo, pelo risco que o pagamento de juros tão altos significaria ao banco.

Pela lei de lavagem de dinheiro, o PanAmericano deveria ter comunicado o BC pelo fato de uma pessoa física ter feito uma aplicação que só faz sentido para grandes corporações, dados os valores envolvidos. Nesse caso, as duas formas de fiscalização fracassaram.

Durante a intervenção, o BC identificou uma série de irregularidades nas contas do banco, como carteiras de crédito já vendidas para outras instituições, mas ainda contabilizadas no balanço.

Os técnicos do BC, contudo, ainda não sabem dizer se os erros ocorreram por incompetência ou má-fé.

A Polícia Federal instaurou inquérito policial para apurar eventual prática de crimes contra o Sistema Financeiro. Segundo a PF, serão investigados crimes como gestão fraudulenta, prestação e inserção de informações falsas nos balanços.

O Ministério Público Federal também apura o caso. Da Folha de S. Paulo deste domingo

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sexta-feira, novembro 12, 2010

FRAUDE DO PANAMERICANO: AS PERGUNTAS QUE CONTINUAM SEM RESPOSTA. MUITO MISTÉRIO.

A fraude bilionária no Banco Panamericano, do Grupo Silvio Santos, levanta inúmeras dúvidas. Já se sabe que o banco inflava seus balanços há quatro anos, porque continuava contabilizando carteiras de créditos que haviam sido vendidas a outros bancos como parte de seu patrimônio.

Mas ainda não se sabe por que irregularidades tão grandes só foram descobertas há seis semanas pelo Banco Central e passaram pelo crivo de tantas instituições especializadas em descobrir inconsistências contábeis no ano passado, quando a Caixa Econômica Federal comprou 49% do capital votante do Panamericano, assumindo 35,54% do capital total. A história ainda está muito mal contada.

Como essas fraudes passaram pelo crivo de quatro auditorias diferentes e do Banco Central na época em que Caixa fez a decisão de investimento no banco, já que aconteciam há pelo menos quatro anos?

Os dados internos do Panamericano eram auditados pela Deloitte. A KPMG, o Banco Fator e a BDO analisaram as contas do banco durante a operação de venda de participação para a Caixa. Nenhuma delas identificou as inconsistências contábeis. A operação de compra iniciada em 2009 só foi concretizada em julho deste ano após a aprovação do Banco Central.

Houve desvio de dinheiro? Se sim, quem se beneficiou dessas fraudes?


Ainda não se comprovou se as fraudes visavam desviar dinheiro da instituição financeira para outros fins.


Sílvio Santos conversou com Lula sobre o caso?

O apresentador se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 22 de setembro no Palácio do Planalto, com o objetivo de pedir uma doação de Lula ao Teleton, programa de televisão que arrecada dinheiro de empresas e pessoas físicas para a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Há especulações de que tenham conversado sobre a liberação de recursos do Fundo Garantidor de Crédito para cobrir o rombo no banco Panamericano. Lula nega.

Por que as irregularidades foram reveladas apenas depois das eleições se o Banco Central já as havia detectado desde agosto?


Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira, o diretor de fiscalização do Banco Central, Alvir Hoffmann, e o procurador-geral, Isaac Ferreira, esclareceram que a atuação do BC ocorreu há seis semanas, assim que as irregularidades foram detectadas - com base no balanço do segundo semestre de 2010 divulgado pelo banco Panamericano no início de agosto. Mas a história só ficou conhecida pelo público nesta última terça-feira.

 
De quem é a responsabilidade de cruzar dados entre bancos?
O Banco Central descobriu as irregularidades fazendo uma “auditoria circular” no sistema financeiro, que consiste em cruzar dados de compra e venda de carteiras de todos os bancos. Essa fiscalização, segundo o BC, não é rotineira. A instituição diz que era obrigação da auditoria do Panamericano, a Deloitte, comunicar-se com os bancos que compraram as carteiras para averiguar a consistência dos dados, um procedimento denominado “circularização”. No entanto, especialistas dizem que executar essa operação regularmente é responsabilidade do Banco Central. Do portal da revista Veja 

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quarta-feira, novembro 10, 2010

FRAUDE DO PANAMERICANO FOI DESCOBERTA HÁ MAIS DE UM MÊS PELO BC. PORTANTO NO INÍCIO DA CAMPANHA ELEITORAL DO 2° TURNO

A fraude de R$ 2,5 bilhões sofrida pelo Banco Panamericano foi encontrada há pouco mais de cinco semanas por técnicos do Banco Central. O problema foi detectado quando eram analisadas operações de crédito vendidas pela financeira do Grupo Silvio Santos aos grandes bancos de varejo.

Na análise feita pelo BC, foi constatado que essas instituições haviam adquirido operações do Panamericano em número menor que o declarado pela financeira do empresário Silvio Santos. É como se o comprador declarasse a aquisição de 10 carteiras, mas o vendedor registrava a venda de 50 operações.

Ao se deparar com a diferença de números, técnicos do BC passaram a avaliar carteira por carteira para encontrar a causa do problema. Foi um trabalho de mais de um mês. "Chegamos à conclusão de que o Panamericano havia vendido operações e não havia dado baixa no balanço. Por isso, o volume declarado era muito maior que o efetivo", diz fonte que acompanhou o processo. O erro se repetiu em várias carteiras especialmente de crédito consignado e financiamento de veículos.

Diante do problema, os administradores do Panamericano foram convocados para prestar esclarecimentos ao BC. De pronto, os gestores da financeira admitiram o problema. "Eles reconheceram que mantinham no balanço um ativo que já havia sido vendido", afirma a mesma fonte. Ao reconhecer a falha, o controlador do Panamericano, o empresário e apresentador de TV, Silvio Santos, tomou a frente das negociações para recuperar a saúde financeira da instituição financeira.

A venda de carteiras é um negócio comum entre bancos de pequeno e grande porte. No segmento de crédito, as instituições são separadas em dois grandes grupos. No primeiro, chamado de "originador", ficam as casas de menor porte - como o Panamericano - que têm pessoal de vendas pulverizado e abrangência capaz de gerar grande volume de empréstimos e financiamentos. 

Uma vez realizada a operação, a instituição menor vende a operação aos grandes bancos, que passam a administrar a carteira. Esse grupo é chamado de "gestor" ou "administrador". A operação é lucrativa porque o banco pequeno que vende recebe parte do valor total antecipadamente e pode reinvestir o dinheiro em novas operações de crédito. Para o grande, a compra é vantajosa porque ele ganha a rentabilidade dos empréstimos e tem custo administrativo muito menor que a despesa para se oferecer o mesmo crédito em suas próprias agências. Do portal do Estadão

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Sponholz: Lula, o protetor dos pobres e oprimidos

AÇÕES DO PANAMERICANO CAEM MAIS DE 34%

Após a notícia de ontem à noite do aporte no banco, o início dos negócios com as ações do Panamericano foi adiado em mais de uma hora na Bolsa. O leilão é um período em que a Bolsa apenas aceita o registro de ofertas de compra e venda dos papéis, mas não efetiva o negócio. Ele ocorre apenas para formar o preço de abertura da ação. Durante o leilão, a ação chegou a cair 40%, segundo a assessoria de imprensa.

Entre os maiores vendedores da ação no pregão de hoje, aparecem o BES Securities, a Interflot e o Credit Suisse, segundo dados do AE Broadcast.

Após a notícia, a agência de classificação de risco Moody's colocou em revisão para possível rebaixamento todas as classificações de risco (ratings) do banco. A Moody's atribui a decisão ao rápido declínio de valor de mercado do banco nos últimos dias e ao anúncio de ontem de injeção de R$ 2,5 bilhões. 

Bancos médios
As ações dos bancos médios também operam em forte queda. No horário, BicBanco recuava 5,36%, liderando as baixas do mercado, seguido pelo ABC (-3,04%), Daycoval (-4,03%), Sofisa (-4,23%) e Cruzeiro do Sul (-2,44%). Também operam em queda Pine (-3,75%) e Paraná Banco (-5,19%).
Nesta manhã, o Banco Central divulgou comunicado em que aprova a indicação de novos diretores para o Banco Panamericano. A troca da diretoria faz parte da solução encontrada pelo Grupo Silvio Santos, controlador da instituição, em conjunto com o sócio minoritário Caixa Econômica Federal e o próprio BC. De acordo com o comunicado foram aprovados os nomes de Celso Antunes da Costa, Celso Zanin, Raphael Rezende Neto, Mario Ferreira Neto, José Alfredo Lattaro, José Henrique Marques da Cruz, Eliel Teixeira de Almeida e Ivan Dumont Silva.

As ações do Banco Panamericano saíram às 12h13 de leilão já em forte queda e lideram a lista de maiores baixas do mercado. Às 13h11, o papel recuava 34,42%, cotado a R$ 4,44, ante queda de 0,92% do Ibovespa. A baixa das ações ocorre após o banco ter informado que receberá um aporte de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Do portal do Estadão

BANCOS DE MÉDIO PORTE DESABAM NA BOVESPA APÓS COBERTURA DO GOVERNO AO ROMBO DO PANAMERICANO

As ações de bancos de médio porte como Sofisa, BicBanco e Pine caíam entre 2,8% e 5,4% na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta quarta-feira, após o anúncio de um aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco PanAmericano por "inconsistências contábeis". 

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de quem o Grupo Silvio Santos, controlador do PanAmericano, obteve crédito para injetar no banco, está reunido nesta manhã em São Paulo para esclarecer o empréstimo. Do portal Terra

terça-feira, novembro 09, 2010

PARA SALVAR BANCO FRAUDULENTO DO SÍLVIO SANTOS TEM DINHEIRO, MAS PARA A SAÚDE NÃO TEM E ACENAM COM CPMF! É VERGONHOSO

O Grupo Silvio Santos anunciou na noite desta terça-feira, 9, um aporte de R$ 2,5 bilhões no Banco Panamericano, do qual é o principal acionista, com recursos emprestados pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O objetivo foi cobrir um rombo de R$ 2,5 bilhões descoberto cerca de um mês atrás pelo Banco Central, segundo o Estado apurou.


Segundo pessoas que acompanham o processo, o rombo é resultado de ativos e créditos fictícios registrados por diretores do Panamericano supostamente para inflar os resultados da instituição.


A operação de empréstimo junto ao FGC foi fechada no último fim de semana, depois que os técnicos do BC conseguiram dimensionar o tamanho do rombo. A fraude passou despercebida pelos controles internos do Panamericano, seus auditores independentes e até pelo pente fino da Caixa Econômica Federal, que no ano passado comprou 49% do capital do Panamericano.  Pagou, na ocasião, quase R$ 750 milhões pela participação.


O FGC foi criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País. O crédito para o Panamericano equivale a cerca de 10% do patrimônio do FGC, que somava R$ 25,8 bilhões no fim de setembro.


No fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o próprio Panamericano fala em "inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade".


No texto, o banco também informou a troca de toda a diretoria executiva. O diretor superintendente passa a ser Celso Antunes da Costa, ex-diretor de Integração do Banco Nossa Caixa.


Os R$ 2,5 bilhões que estão sendo aportados superam o atual patrimônio líquido da instituição, de R$ 1,6 bilhão. O banco é o 21º do ranking nacional, com ativos de R$ 11,9 bilhões ao fim de junho.


Um analista explicou que, caso o aporte não fosse feito, o Panamericano ficaria fora das regras do BC e teria de sofrer uma intervenção. O BC, segundo apurou a reportagem, não cogitou fazer a intervenção. Buscou uma solução de mercado. 


Inédito. A solução que foi encontrada - empréstimo de longo prazo junto ao FGC - é inédita no País. Um especialista explicou que o banco provavelmente não encontrou no mercado um interessado (nem mesmo a Caixa) justamente por causa do rombo recém-descoberto. Ele observou, no entanto, que o FGC tem como função principal proteger o dinheiro dos depositantes.


Só que o Panamericano, especializado na concessão de empréstimos ao consumo, não tem uma base ampla de depositantes.


Nesta terça, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações do Panamericano apuraram fortes perdas, em meio aos rumores que atingiam a instituição. Os papéis preferenciais (PN) caíram 6,75%. No acumulado do ano, as perdas chegam a 35%. Do portal do Estadão

MEU COMENTÁRIO: Foi só me ausentar da minha base por algumas horas e já surgiu um novo escândalo. 

E  ficam algumas perguntas no ar: onde foram parar os R$ 2,5 bilhões? Para quê a Caixa comprou parte desse banco podre? QUEM SÃO OS RESPONSÁVEIS POR ESSA OPERAÇÃO QUE LESA OS COFRES PÚBLICOS?

E A BANDALHA DO PT AINDA TEM A CORAGEM DE PROPOR A CPMF ARGUMENTANDO QUE NÃO HÁ RECURSOS PARA A ÁREA DA SAÚDE, MAS NO ENTANTO ESTÁ SOBRANDO PARA SALVAR O BANCO PODRE DO SÍLVIO SANTOS.

ESTAMOS SENDO GOVERNADOS POR UM BANDO DE LADRAVAZES, IRRESPONSÁVES, LOUCOS, INCOMPETENTES.

EM ALGUNS DIAS VÁRIOS ESCÂNDALOS: ENEM, BANCO PANAMERICANO E IREGULARIDADES NAS OBRAS DO PAC.

NOTEM: NO CASO DESSE BANCO O GOVERNO ABAFOU DEIXANDO VIR À TONA APENAS APÓS AS ELEIÇÕES.