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quarta-feira, dezembro 21, 2011

OPOSIÇÃO LENIENTE E SABUJA PRATICAMENTE FICOU INERTE NO SENADO PERMITINDO APROVAÇÃO DA DRU, CHEQUE EM BRACO DE R$ 62,4 BILHÕES PARA PETRALHAS GASTAREM!

O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, em uma breve votação, a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) até 31 de dezembro de 2015. A proposta libera 20% dos recursos arrecadados com impostos e outras contribuições para o governo gastar como quiser – um verdadeiro cheque em branco à disposição da presidente Dilma Rousseff. Em 2012, o valor dos recursos será de 62,4 bilhões de reais. Foram 51 votos favoráveis, 13 contrários e uma abstenção. O texto agora só depende de promulgação.
O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), criticou a aprovação da proposta. “A DRU significa desorganização orçamentária, são 62 bilhões para o governo gastar aleatoriamente, sem prioridades definidas”, afirmou.
Em contrapartida, o líder do PT, senador Humberto Costa (PE), disse que a medida é necessária diante da crise econômica na Europa. “Para enfrentar a crise que se avizinha é preciso que o governo tenha instrumentos para isso”, afirmou.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fez coro com o petista: “É um instrumento importante para a politica fiscal e orçamentaria do governo."
As ministras de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, visitaram o Senado nesta terça-feira a fim de pressionar os parlamentares a votarem o texto. Do site da revista Veja

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terça-feira, maio 24, 2011

ESCÂNDALO PALOCCI: PSDB IGNORA SEU ELEITORADO E GRANDE IMPRENSA JÁ TRATA ATÉ PSOL COMO PARTIDO DE OPOSIÇÃO.

Acabo de ler no site do Estado uma notícia afirmando que a Oposição desistiu de convocar Palocci para prestar contas do inusitado faturamento de sua empresa de consultoria. O título da matéria não pode ser mais ardiloso em favor do Palocci, já que quem retirou o requerimento intimando Palocci foi nada menos do sua própria autora, a senadora Marinor Brito, do PSOL. 
Ora, o PSOL é linha auxiliar do PT. Nunca foi oposição. Os gatos pingados que restam da oposição estão no PSDB e no DEM e até mesmo entre o PMDB, como é o caso do Senador Jarbas Vasconcelos, o único que subiu à tribuna do Senado para concitar Palocci à renúncia.
Esta notícia da retirada do requerimento só serve para mostrar que a tucanada continua trepada no muro numa espécie de apoio branco ao Palocci, o que é uma vergonha!
Portanto o que estou colocando aqui é o que a grande imprensa escamoteia a informação verdadeira, ou seja, os fatos, a ponto de tratar o PSOL como oposição.
Por sua vez, o PSDB vira solenemente as costas para os 44 milhões de eleitores que votaram em José Serra na última eleição presidencial.
É algo tragicamente nojento.

sábado, maio 21, 2011

JORNALISMO VENAL CAPACHO DO PT VEICULA COMO VERDADE TEORIAS CONSPIRATÓRIAS PARA SALVAR PALOCCI E OPOSIÇÃO SE ACOVARDA!

Tem razão o Reinaldo Azevedo. O Franklin Martins já entrou em campo orientando a tropa de choque do PT dentro das redações dos veículos de comunicação a veicular teorias conspiratórias para tentar salvar Palocci. Quem visitar os sites dos jornalões encontrará matéria forjada dentro do Palácio do Planalto que atribui à Oposição - parece piada mas não é - a tentativa de desestabilizar o governo da Dilma. Esta matéria já está em todos os portais da grande imprensa brasileira e não será surpresa se for a manchete dos jornais deste domingo!
O pior de tudo isso é que a oposição além de não ter nada a ver com a denúncia da supreendente 'consultoria' de Palocci, constitui um bando de trouxas. Tanto é que logo que a coisa veio a público o José Serra parece que tentou se auto-blindar com medo da patrulha e deu declarações quase defendendo o Palocci. No Congresso não foi diferente com parlamentares da Oposição tentando se desculpar - ninguém quer crucificar Palocci avisaram - antes de cumprir a sua missão Constitucional de promover investigação sobre uma denúncia gravíssima. Algo assim como pedir licença para o PT para fazer oposição! 
O Brasil sempre foi e será o lixo ocidental. Um arremedo de Nação onde prevalece o oportunismo mais rasteiro e vulgar.

sexta-feira, abril 01, 2011

OPOSIÇÃO FRACOTE E ADESISTA IMPÕE AO BRASIL PROCESSO DE 'MEXICANIZAÇÃO'

Esta matéria que está na Folha de São Paulo desta sexta-feira dá uma idéia de como os tucanos fazem política. Quem deve estar se divertindo é a turma do PT que inclusive está conseguindo enterrar o processo do mensalão.
Com o desmantelamento da Oposição aquela tese de que o Brasil caminha para um tipo de 'mexicanização' começa a fazer sentido. Leiam:

O PSDB vai usar os comerciais a que tem direito em maio para bater na tecla de que, quando governou o país, foi responsável pelo fim da inflação e para mostrar preocupação com sinais de "descontrole" nos preços.

A forma de abordar o assunto e a definição de outros temas a serem usados como bandeiras pelo partido serão definidos depois de ampla pesquisa que a cúpula tucana vai realizar em abril.
 

Os temas serão debatidos na reunião de amanhã entre o presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra, e os oito governadores do partido, em Belo Horizonte.
 
Guerra participará da primeira parte do encontro dos governadores, que tratarão, ainda, de uma pauta de reivindicações dos Estados para o governo federal.


Anfitrião da reunião, o governador de Minas, Antonio Anastasia, evita associar o governo Dilma Rousseff o risco de volta da carestia. 

"A preocupação com a inflação é permanente no PSDB e em qualquer pessoa em sã consciência", disse ele ontem, antes do velório do vice-presidente José Alencar.
 
No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na quarta-feira, o Banco Central reduziu de 4,5% para 4% a previsão do crescimento da economia do país neste ano. A instituição afirmou que poderá alcançar em 2012 a meta de inflação de 4,5%.

 
A estimativa do BC para o IPCA, principal índice de preços, neste ano subiu de 5% para 5,6% -dentro do teto para a meta de 6,5%.

 
Para Anastasia, o governo Dilma tomou medidas para conter a alta de preços. O tucano acha que, por ora, a situação é de "sinal amarelo, não vermelho". "É mais um alerta", afirmou.

 
Martelar o fato de ter sido o partido que domou a inflação, no entanto, é visto pela direção do partido como uma maneira de o PSDB definir um discurso.

 
"Vou apresentar a pesquisa aos governadores, ouvir suas opiniões e organizar a comunicação do partido, que está muito errática", disse Sérgio Guerra.

POLÍTICA INTERNA

Na reunião de sábado, os tucanos também vão discutir a recondução de Sérgio Guerra ao comando do partido. O ex-presidenciável José Serra se opõe, mas a proposta tem o apoio do senador Aécio Neves -que também estará presente ao encontro.

 
Setores do partido capitaneados pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tentam costurar o consenso. 


Conforme informou ontem o "Painel", uma das ideias em debate é, além da criação de um conselho político, fazer um rodízio na presidência do partido. Da Folha de São Paulo desta sexta-feira

sexta-feira, março 04, 2011

GOVERNO DILMA NÃO TEM VIDA PRÓPRIA

O que salva os jornalões de vez em quando não são os artigos e análises produzidas pelos seus jornalistas que se transformaram em pelotões avançados do lulopetismo, mas aqueles da lavra de alguns colaboradores. É o caso deste artigo do professor Marco Antonio Villa que está na Folha de São Paulo desta sexta-feira e que transcrevo após este prólogo. O título deste post é o original do artigo. Villa é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP) e se inclui entre as poucas vozes da academia que não resvala para a deletéria prática de tecer louvaminhas ao PT e seus sequazes e que não usa a cátedra para incutir no cérebro dos jovens a idiotia esquerdista.
Neste artigo o professor Marco Antonio Villa resume de forma brilhante o alvorecer opaco do terceiro reinado petista. Além disso dá uma boa aula de jornalismo político para a maioria da brigada petista que infesta as redações da grande imprensa brasileira, salvas as honrosas exceções. O jornalismo brasileiro está tão ruim, mas tão ruim que quando surge um escrito consistente que se apóia nos fatos e não nos delírios ideológicos e oportunistas, acaba sendo destaque e bombando nas redes sociais da internet.  Leiam:

O Brasil é um país fantástico. Os julgamentos políticos duram algumas semanas, se tanto.

Em dezembro, o PMDB era visto como um anteparo diante do autoritarismo do novo governo do PT.


Dois meses depois, o mesmo partido virou o símbolo maior da corrupção. O mesmo se aplica à presidente Dilma Rousseff. Era considerada uma mera marionete de Lula. Cumpria a missão de segurar por quatro anos o lugar que deveria ser novamente de Lula.


Contudo, nas últimas semanas, foi incensada por políticos e jornalistas. O "poste" ganhou vida. Passou a representar a responsabilidade administrativa, a seriedade no trato da coisa pública e até um certo devotamento à cultura, pois seria uma apreciadora de cinema, de música e de literatura.


Numa hábil manobra, o governo conseguiu minar a oposição sem necessitar dos quinta-colunas, que durante anos fizeram de tudo para desestimular o debate político, usando velhíssimos argumentos regionalistas.


Bastou a presidente fazer alguns acenos -como reafirmar (e é preciso?) a defesa da liberdade de imprensa- para que uma verdadeira onda fosse criada realçando as diferenças entre ela e seu antecessor.


Numa curiosa dialética, seriam opostos mesmo fazendo parte do mesmo partido e tendo as mesmas ideias. A insistência para insuflar a criatura contra seu criador é patética. A oposição está jogando fora 44 milhões de votos ao procurar se aproximar da presidente.


É sabida a falta de combatividade de amplos setores oposicionistas, mas o que está acontecendo nas últimas semanas é mais um desastre anunciado. Dilma continuará fiel a Lula e a oposição vai ficar desmoralizada.


Lula e Dilma são apenas faces de uma mesma moeda. Representam os mesmos interesses partidários e empresariais. No máximo podem ter (e têm) estilos distintos.


Seria inimaginável Lula dar uma longa explicação com o auxílio de um "power point". E no mínimo estranho Dilma passear em um palco relatando casos pitorescos da sua vida. A manobra governamental visa somente dar fôlego a Dilma.


Evitar que tenha de se confrontar com a oposição neste momento de recolhimento de Lula. Nada pior para ela do que fazer um discurso de improviso justificando algum erro do governo. Ou responder a perguntas incômodas de jornalistas.


Iria meter os pés pelas mãos, como ocorreu durante a campanha presidencial. Mas não: foi tratada como uma chefe de Estado exemplar. Isso apesar do apagão, do agravamento da superlotação dos aeroportos, da inoperância diante dos efeitos dos desastres naturais, da inflação, do corte fabuloso de R$ 50 bilhões (revelando enorme incompetência na elaboração do Orçamento) e de um ministério pífio, cinzento, sem cara, fraco e incapaz.


O governo Dilma não tem vida própria. É uma extensão do anterior, mero continuísmo. Não se deu conta de que a manutenção da mesma política econômica e social não será suficiente para enfrentar os desafios desta década.


Não é crível imaginar que seja possível simplesmente viver do prestígio do presidente anterior.


Popularidade tem prazo de validade. E não é transferível para todo um governo, diferentemente de uma campanha eleitoral.


A sorte de Dilma é que a oposição não gosta do batente. Deixa para o dia seguinte a oposição que tem de ser feita hoje. Troca os 44 milhões de votos por um simples prato de lentilhas. Tem medo do poder, do enfrentamento, é adesista. Quando dá sinal de vida, confunde contundência com deselegância. Dessa forma, Dilma encontra um fértil campo para a colheita política.