TRANSLATE/TRADUTOR

Mostrando postagens com marcador ANTONIO PALOCCI. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANTONIO PALOCCI. Mostrar todas as postagens

domingo, agosto 28, 2011

MÁFIA DO LIXO: BURATTI, EX-SECRETÁRIO DE PALOCCI EM RIBEIRÃO PRETO, SE MUDA PARA A ITÁLIA.

Ex-secretário de Governo de Antonio Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto (1993-96), Rogério Buratti se mudou para a Itália.

O advogado, que mantinha um escritório em Belo Horizonte, fixou residência na Europa há menos de um mês. Parentes não souberam informar, porém, a data de partida nem o nome da cidade.

Buratti foi um dos pivôs da máfia do lixo de Ribeirão. Em 2005, acusou Palocci de ter recebido de uma empreiteira uma propina mensal de R$ 50 mil quando ainda era prefeito.

O dinheiro, disse, serviu para financiar o PT. Em 2007, Buratti recuou das acusações. Em 2009, o STF arquivou a denúncia. No ano passado, a 4ª Vara Criminal de Ribeirão livrou outros nove acusados de ligação com o caso. A Folha não conseguiu localizar Buratti. Da Folha de S. Paulo deste domingo

CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER

domingo, junho 12, 2011

PROCESSO DO MOLHO DE TOMATE QUE ENVOLVE PALOCCI VOLTA A ANDAR APÓS TRÊS ANOS PRATICAMENTE PARADO

Um dos processos polêmicos que em 2002 desgastaram a imagem do ex-prefeito de Ribeirão Preto Antonio Palocci (PT), recém-demitido da chefia da Casa Civil, volta a andar após três anos praticamente parado.
O caso do molho de tomate com ervilha para cestas básicas da Prefeitura de Ribeirão --uma licitação suspeita de irregularidades-- avançou esta semana no Judiciário local e foi remetido para manifestação do Ministério Público, autor da denúncia.
Os envolvidos negam a irregularidade. Em entrevistas anteriores à Folha, Palocci negou ter havido direcionamento da licitação --ele admitiu, porém, nunca ter visto em supermercado molho de tomate com ervilha.
Inocentado da parte criminal pelo STF (Superior Tribunal Federal), em 2003, quando era ministro da Fazenda, Palocci ainda tem de responder ao processo civil, de 200.
Na última quinta-feira, dia 9, os 45 volumes que compõem a ação civil por improbidade administrativa retornaram à Promotoria porque a Justiça conseguiu juntar as contestações das duas empresas citadas no processo.
De acordo com informação do 2º Cartório da Fazenda Pública de Ribeirão, faltava incluir nos autos os dados da Gesa Comércio e Representações de Alimentos, o que só aconteceu recentemente devido a dificuldades para notificar a empresa.
Ao lado da Gesa, a Sustentare Produtos Alimentícios forneceu produtos para a cesta básica de Palocci e também foi citada no processo.
Agora, todas as contestações apresentadas serão analisadas pelo Ministério Público, que pode optar por acrescentar mais provas à denúncia ou apenas devolver o processo ao juiz para que seja, enfim, julgado em primeira instância.
O promotor da Cidadania Sebastião Sérgio da Silveira foi um dos que assinaram a ação de 2007. Ele disse que não teve tempo de analisar todo o conteúdo e deve fazê-lo nos próximos dias. "Esse é um caso muito complexo e também antigo. Será preciso revê-lo com cuidado", disso o promotor à Folha, nesta sexta. Leia MAIS

quarta-feira, junho 08, 2011

AÉCIO NEVES DE MALAS PRONTAS PARA EMBARCAR NO PT?

Para encerrar as postagens desta madrugada. Arre!
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), principal nome da oposição no Congresso, disse que a saída de Antonio Palocci da Casa Civil estanca a crise política no governo, mas alertou que o Planalto precisa arrumar a articulação com o Congresso. Para o tucano, a oposição terá de reavaliar estratégias.

— Vamos discutir qual o caminho que vamos tomar em relação à convocação do ministro na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Mas, obviamente, com esse fato, será preciso rever nossa posição e nossa estratégia — disse.

O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, no entanto, foi em direção contrária a Aécio.

— A demissão não pode ser usada como pretexto para que as perguntas fiquem sem respostas: quem eram os clientes, que serviço ele prestou e quanto recebeu — questionou Duarte Nogueira (SP).

Na mesma linha foi o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR):

— Palocci sai do governo pela porta dos fundos sem dar explicação convincente à sociedade sobre os escândalos envolvendo seus negócios milionários.

Para ele, a queda do ministro não encerra o caso.

— Ao contrário, agora o Ministério Público terá mais facilidade para investigar a fortuna do Palocci, já que ele perdeu o foro privilegiado. Do portal da RBS/Diário Catarinense

terça-feira, junho 07, 2011

A LUTA CONTINUA! AINDA FALTA O EPÍLOGO DA HISTÓRIA DE PALOCCI. (OU COMO É DOCE O PATRIMONIALISMO).

A previsível queda de Antonio Palocci do alto de seu poder na Casa Civil não encerra o caso. Se comprovado que utilizou de suas prerrogativas para exercer o deletério e criminoso tráfico de influência terá de ser punido de acordo com a lei.
Mas não é apenas Palocci que está embrulhado nesta história. Os contratantes de sua 'consultoria' precisam ser revelados porquanto são cúmplices, caso se comprovem as suspeitas que pesam sobre o ex-todo poderoso que Lula designava como o Pelé do PT.
Cabe no entanto uma rápida digressão para mostrar que o escândalo Palocci é a ponta do iceberg sob o qual ronca uma máquina infernal que se apossou do Estado brasileiro.
O contubérnio de empresários com cabeças coroadas de todos os governos é fato mais do que sabido. Os empresários brasileiros não são capitalistas em decorrência de sua atávica aversão ao risco, justamente esse componente do capitalismo que é fundamental para que o sistema funcione. Dada à doutrinação dos marxistas que dominam os meios de comunicação, afirmar que o capitalismo necessita de honestidade para funcionar e que a iniciativa privada significa operar no mercado sem a participação dos cofres públicos pode parecer no mínimo estranho. 
Os marxistas de todos os matizes tentam fazer crer que o capitalismo é desonesto e explorador, embora esteja provado sem qualquer dúvida que é o único sistema econômico que continua promovendo o desenvolvimento e melhor qualidade de vida para os seres humanos.
Mas no Brasil o verdadeiro capitalismo nunca existiu de fato. Os homens de negócio, os empresários, nunca imaginaram que a atividade capitalista implica o risco. Todos sem distinção não desgrudam das tetas estatais das mais variadas formas. As empresas quando capegam, por incompetência e/ou ladroagem de seus gestores acabam sempre de chapéu na mão em busca de socorro estatal. Esta nefasta realidade econômica é conhecida por 'patrimonialismo'. Ao contrário do capitalismo que exige a separação absoluta das esferas pública e privada, o patrimonialismo estabelece uma (con)fusão entre elas.
Com a ascensão do PT ao poder o sistema 'patrimonialista' que já existia foi turbinado. Isto porque o PT na sua origem está fundado sobre o ideal de criar uma sociedade socialista com a expropriação da propriedade privada. Nesse sistema tudo passa ao domínio do Estado, como existia nos países comunistas da finada URSS.
Ocorre que o PT chegou ao poder depois que o comunismo fracassou no mundo inteiro. O império da URSS caiu de podre. Restaram apenas republiquetas bananeiras como a Cuba e a Coréia do Norte. A China resolveu abrir a sua economia antes que a fome se abatesse sobre a sua numerosa população, algo em torno de cerca de 1,4 bilhão de habitantes.
Uma vez no poder o PT, mesmo assim, aos pouco foi edulcorando a sua proposta de socialismo e agigantou o Estado brasileiro ao mesmo tempo em que o aparelhou totalmente, partidarizou todas as instâncias da administração pública, estatais e fundos de pensão dessas empresas.
Transformou o BNDES numa agência fornecedora de créditos a juros diminutos para os empresários, desde que esses se tornassem espécies de sócios do PT na empreitada de ganhar dinheiro fácil e sem o risco inerente à atividade empresarial.
O sonho petista de socializar o Brasil foi então transformado numa espécie de capitalismo de Estado. A docilidade do empresariado em relação ao PT não é de graça e nem por simpatia. É que o PT acabou montando um sistema econômico que sempre foi sonhado pelos empresários brasileiros, conhecidos caçadores de caraminguás estatais.
Sob o efeito dos bons ventos da economia mundial que durou quase uma década, coincidindo com a chegada do PT ao poder, o resultado desse embuste petista permitiu um crescimento econômico sem que nesse interregno o Estado brasileiro fizesse um só investimento arrojado. Nenhuma usina de energia elétrica foi construída, nenhuma grande obra rodoviária, nada foi feito na área das telecomunicações e a produção científica e tecnológica foi zero. As universidades brasileiras foram transformadas no locus por excelência de doutrinação marxista.
O caso Palocci está portanto intrinsecamente ligado a essa fantástica máquina de domínio do Estado, representada pela 'socialização' do dinheiro público entre petistas, seus áulicos e seus principais apoiadores, os empresários, que sustentam as campanhas eleitorais do PT. 
Tanto é que esse médico-sanitarista de Ribeirão Preto, já envolvido em inquérito sobre a conhecida máfia do lixo quando prefeito, transformou-se no csar da economia do PT. Chegou ao Ministério da Fazenda sendo de lá apeado depois que quebrou o sigilo de um humilde caseiro para se livrar de uma acusação que lhe pesava por freqüentar as 'mansão dos prazeres' onde havia muita diversão e a articulação de negócios escusos, segundo foi veiculado à farta pela imprensa na época.  
Daí para frente, Palocci virou um 'mega-consultor' e passou a prestar 'serviços' para empresários até que surgiu a notícia sobre a sua meteórica transformação em milionário, fato que levantou as suspeitas sobre tráfico de influência e que acaba de derrubá-lo do mais importante Ministério do Governo, a Casa Civil.
Palocci invoca a confidencialidade para não revelar quem eram seus clientes.
É justamente aí que as investigações devem começar. Afinal quem são esses eficientes empresários que contratam um médico-sanitarista militante do esquerdismo para opinar sobre investimentos no Brasil e no exterior? ou para orientar grandes empresas, se é que isto é verdadeiro?
Pelo comportamento tipicamente 'patrimonialista' do empresariado botocudo faz todo o sentido que tenham contratado a empresa do Palocci. Se os negócios de sua empresa, como sustenta Palocci, são normais e dentro da lei, não haveria nenhum incômodo que o portfólio de sua clientela viesse a público. O velho adágio continua firme e forte: quem não deve não teme!
Concluo fazendo meu um brado de ordem tão caro aos petistas: A luta continua companheiros! 
E acreditem, estamos apenas tateando para achar o fio dessa meada. E o novelo é gigantesco e felpudo!

Esta é uma história à qual falta o epílogo.

ANTONIO PALOCCI PEDIU DEMISSÃO

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, pediu demissão do cargo nesta terça-feira. O pedido foi apresentado à presidente Dilma Rousseff. Ocupante do posto mais importante da Esplanada dos Ministérios, o petista ficou em situação insustentável após as revelações de seu incrível salto patrimonial em poucos anos. O dinheiro vinha de trabalhos de consultoria feitos por Palocci enquanto era deputado federal. 
A queda de Palocci começou a se desenhar quando veio à tona que o ministro da Casa Civil teve um um aumento de patrimônio de 25 vezes em quatro anos. O dinheiro vinha de trabalhos de consultoria feitos entre 2006 e 2010. Na época, ele era deputado, mas também sócio da empresa de consultoria Projeto. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo revelou que, em 2010, o ministro comprou um apartamento de 500 metros quadrados nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, por 6,6 milhões de reais, e, no ano anterior, uma sala comercial na mesma região por 882.000 reais.
A evolução patrimonial não bate com os rendimentos de um deputado e revela que a consultoria era altamente rentável, o que levantou a suspeita de que Palocci aproveitava-se do trânsito no governo federal como ex-ministro da Fazenda para fazer tráfico de influencia.

A situação tornou-se insustentável quando reportagem da VEJA desta semana revelou que o apartamento onde mora a família de Palocci, em São Paulo, é alugado de uma empresa de fachada. O imóvel, de 640 metros, está avaliado em 4 milhões de reais. Os dois sócios da empresa proprietária do apartamento são Filipe dos Santos, de 17 anos, e Dayvini Nunes, de 23 anos, um representante comercial que ganha salário de 700 reais. 


Dayvini admitiu em entrevista a VEJA ser laranja. “São coisas que envolvem pessoas com quem não tenho como brigar, como o Palocci, entendeu? Eu não tenho como bater de frente com essas pessoas. Sou laranja.”


Silêncio
- Em pouco mais de vinte dias, enquanto a crise ganhava contornos mais graves, Palocci e o Palácio do Planalto adotaram a estratégia do silêncio. Dilma Rousseff manteve-se longe de eventos públicos e só fez comentários sobre o caso depois de uma intervenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ele foi a Brasília e reuniu-se com a bancada de senadores para tratar do caso. Dois dias depois, em 27 de maio, Dilma saiu a público para pedir que a questão não fosse politizada. “Quero assegurar a vocês que o ministro Palocci está dando todas as explicações para os órgãos de controle”, disse em entrevista espontânea aos jornalistas, procedimento incomum para a presidente. Do portal da revista Veja

PALOCCI ESTÁ FORA DO GOVERNO!

A senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) foi convidada nesta terça-feira para substituir Antonio Palocci na Casa Civil. O ministro vai perdir demissão hoje, conforme anteciparam Vera Magalhães e Julio Wiziack.

O martelo só será batido em caráter definitivo após o atual titular da pasta formalizar sua demissão, o que deve ocorrer em uma hora, segundo a Folha apurou com interlocutores da presidente.
Por enquanto, disseram fontes da Folha, essa é a única mudança no Palácio do Planalto. O ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) continua no cargo. Do portal da Folha de S. Paulo

ESPECIAL: Lula manda no governo que deveria ser de Dilma

Por Nilson Borges Filho (*)
Há duas semanas que Luiz Inácio Lula da Silve assumiu, de fato, o seu terceiro mandato como presidente da República. A ingerência do ex-presidente no governo, que deveria ser de Dilma Rousseff, está constrangendo aliados e companheiros petistas.

Quem  mais sofre com o voluntarismo de Lula é a própria presidente. Como sua candidatura saiu única e exclusivamente da vontade do ex-presidente – o PT recebeu goela abaixo essa indicação – Dilma não tem cacife político para  enfrentar Lula.

Desde o surgimento na imprensa das trapalhadas do chefe da Casa Civil que Dilma não tem mais o controle da articulação política de seu governo, seja  com  aliados, seja com as diversas correntes do PT. Palocci, que agia como o principal operador político de Dilma, respira por aparelho e somente aguarda o melhor momento para ser descartado da equipe ministerial. E caberá a Lula definir quando e como Palocci deverá deixar a Casa Civil, uma vez que a presidente terceirizou a solução da crise, entregando o incômodo da demissão do ministro, para quem de fato manda no seu governo.

Lula, nos dois últimos dias, não larga do telefone, ora pedindo apoio explícito da direção do PT a Palocci, ora negociando com a base parlamentar uma recomposição ministerial.

Curiosamente, o ministro que corre mais riscos de pedir o boné não é o chefe da Casa Civil da presidência, mas Luiz Sérgio, que ocupa uma cadeira no gabinete de Dilma e não sabe o que fazer com ela. Colocado no governo  para compor com o PT do Rio e agradar José Dirceu, o deputado Luiz Sérgio é uma das figuras mais insignificantes do atual ministério. Não fosse o portentoso bigode que  carrega, Luiz Sérgio passaria até despercebido pelos garçons do Palácio do Planalto.

A ideia de Lula é sacrificar Luiz Sérgio – convocando um outro prócere da base aliada como articulador político – e manter Antônio Palocci na Casa Civil, na função de conselheiro de Dilma. Lula acredita que o esvaziamento político de Palocci e a perda de visibilidade como operador do governo, permitem que Palocci saia do fogo cruzado imposto pela mídia, que acontece desde a descoberta do seu prodigioso enriquecimento.

O ex-presidente não faz segredo entre seus próximos que Dilma não tem condições de governar sem a presença por perto de alguém como Palocci, cuja experiência política e administrativa  é reconhecida  até pelos adversários. Lula vai além, ao afirmar que Palocci é o único membro do gabinete de Dilma que consegue acalmar o mercado pela racionalidade com que trata da economia.

Com base em tudo que acima foi dito, não restam dúvidas que a presidente Dilma Rousseff não concentra poderes suficientes para decidir sobre coisas importantes do seu governo; e que Lula faz de tudo para parecer que é ele quem manda.

Lula gosta de se exibir ao dizer que demitiu Palocci do governo porque o presidente era ele. Já Dilma não é Lula, portanto a manutenção de Palocci ao lado da presidente reflete, em última análise, a sobrevivência do atual governo.

Ocorre, que a mídia e algumas instituições não vão dar sossego ao chefe da Casa Civil, enquanto não ficar  provado  de que forma Palocci conseguiu arrecadar 20 milhões de reais em consultoria. A estratégia de Lula em segurar Palocci no governo tem a sua lógica, mas falta combinar com o adversário. 

(*) Nilson Borges Filho é doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog.

OPOSIÇÃO ENTRA COM MAIS SEIS REPRESENTAÇÕES PARA APURAR ESCÂNDALO DO ENRIQUECIMENTO SUSPEITO DE PALOCCI

A oposição anunciou a apresentação de seis novas representações sobre o caso Palocci junto ao Ministério Público Federal em São Paulo e no Distrito Federal e junto à Procuradoria Geral da República (PGR). A iniciativa foi tomada pelos líderes oposicionistas diante da decisão do procurador-geral da República de arquivar pedidos de investigação sobre o enriquecimento do ministro-chefe da Casa Civil.
Reunidos na liderança do PSDB do Senado no final da manhã desta terça, senadores e deputados da oposição decidiram ampliar a ofensiva para fazer com que a evolução patrimonial de Palocci seja investigada. Segundo o líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA), a oposição vai dividir a estratégia de investigação sobre os negócios de Palocci entre São Paulo e Brasília.
Ao Ministério Público Federal de São Paulo e ao Ministério Público estadual paulista, os líderes da oposição vão solicitar, em quatro representações, a investigação da denúncia de que o apartamento alugado pelo ministro estaria em nome de um laranja. A oposição também vai pedir que os procuradores do MPF investiguem as declarações de Palocci na entrevista concedida à TV Globo, quando admitiu ter recebido R$ 10 milhões no final de 2010, relativos a contratos praticados entre 2006 e 2010 pela empresa de consultoria, Projeto. Para a oposição, Palocci pode ter incorrido em crime fiscal.
Já ao procurador-geral da República, os parlamentares do DEM, do PSDB e do PPS vão solicitar cópia da documentação enviada por Palocci para esclarecer seu enriquecimento. “Como parte na representação que foi arquivada, a oposição tem o direito de receber cópia dos documentos e das explicações que foram prestadas pelo ministro ao procurador”, argumento o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).
Além de pedir a liberação dos documentos a Gurgel, os oposicionistas também vão solicitar em representação que o procurador-geral remeta ao Ministério Público Federal do Distrito Federal as informações que recebeu de Palocci, uma vez que o MPF de Brasília já está investigando a evolução patrimonial do ministro. Do portal G1 da Rede Globo - Leia MAIS


ARQUIVAMENTO DE REPRESENTAÇÕES CONTRA PALOCCI É SENHA PARA IMPUNIDADE, DIZ OAB

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, afirmou hoje (07) que recebeu com frustração e decepção a notícia da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, de arquivar as representações contra o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, apresentadas por parlamentares em solicitação à apuração do crime de tráfico de influência e possível prática de improbidade administrativa.
"Ninguém vinha atribuindo culpa a quem quer que seja. O que a sociedade esperava era a investigação da situação que envolvia o ministro Palocci por parte do Estado brasileiro, aí representado por quem pode fazê-lo, que é o Ministério Público Federal", afirmou Ophir Cavalcante. Ainda segundo o presidente nacional da OAB, com a decisão, a leitura que se transmite à sociedade é, lamentavelmente, "a de que se conferiu uma senha para a impunidade neste país".
O sentimento maior é o de frustração e decepção, explica Ophir Cavalcante, porque se negou o direito da sociedade brasileira, de ver realizada a investigação acerca dos bens de um dos homens públicos mais importantes da República. "Essa decisão da PGR, de optar pelo arquivamento, pode servir para que o ministro definitivamente deixe o cargo. Se faltava uma motivação maior além das de ordem política e moral, que já existiam, esta, de ordem jurídica, justifica a sua saída do cargo neste momento", finalizou. Do site da OAB Nacional

DONO DO APARTAMENTO ALUGADO A PALOCCI É FILIADO AO PT DE MAUÁ, NO ABC PAULISTA.

O advogado Gesmo Siqueira dos Santos, proprietário do apartamento alugado pelo ministro Antonio Palocci, é filiado ao PT de Mauá, no ABC paulista, há 23 anos, segundo informou nesta segunda-feira ao GLOBO o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Por e-mail, o TRE informou que "sua situação é regular no PT com data de filiação de 16 de abril de 1988".
- O ministro reafirma que não conhece Gesmo Siqueira dos Santos. Nunca esteve com ele, nunca o viu no PT ou em qualquer outro lugar. O ministro não pode ser responsável pelos atos de Gesmo - disse Thomaz Traumann, assessor especial de Palocci, ao ser informado sobre a filiação.
O presidente do PT de Mauá, Leandro Dias confirmou, por meio de sua assessoria, que Gesmo já foi filiado ao partido, mas informou que a inscrição foi cancelada. Leandro não informou a data do cancelamento. Mas, segundo o TRE, a filiação de Gesmo ao PT "é regular".
Leandro é filho do prefeito petista de Mauá, Oswaldo Dias. Nesta segunda-feira, a assessoria do prefeito e do presidente municipal do PT, que é a mesma, disse que a administração petista da cidade do ABC não tem qualquer envolvimento com Gesmo ou com seu sobrinho, Dayvini Costa Nunes.
Laranja teria trabalhado na prefeitura de Mauá
Em entrevista à revista "Veja", Dayvini disse ser laranja no caso do aluguel do apartamento a Palocci. Afirmou que morava num casebre e que chegou a trabalhar na prefeitura de Mauá.
A assessoria do prefeito e do presidente do PT confirmou que Dayvini trabalhou na prefeitura - de 7 de julho de 2008, na administração de Leonel Damo, adversário do PT, até 5 de janeiro de 2009, quando foi exonerado da chefia de uma unidade de saúde. Dayvini, segundo a assessoria, foi demitido pelo prefeito Oswaldo Dias.
Gesmo disse nesta segunda-feira não se lembrar de ter se filiado ao PT.
- Não tenho nada com o PT. Sou apartidário. Nunca atuei no partido. Não me lembro de ter assinado a ficha de filiação - disse Gesmo, que responde a 35 processos por falsificação de documentos e adulteração de combustíveis em postos de gasolina de sua propriedade.
Gesmo só fala por celular. Todos os endereços fornecidos em documentos oficiais por ele são frios e suas empresas são de fachada. Até o endereço dado por ele à OAB, seção de São Paulo, é frio. Nesse endereço, em Moema, funciona uma clínica veterinária; o veterinário não conhece Gesmo.
O advogado disse que não pode aparecer para não sofrer ações e retaliações de seus credores, razão pela qual também passou seus bens para os filhos e sobrinhos. Disse que não conhece Palocci e que, ao firmar os contratos de aluguel do apartamento, o fazia por meio de motoboys, que levavam os contratos até os escritórios de Palocci e sua mulher Margarete, que os devolviam aos motoboys, após assinados. Do portal do jornal O Globo

PALOCCI PEDIRÁ PARA SAIR

Segundo do informa a Folha de São Paulo desta terça-feira, a Dilma já acertou a demissão de Palocci e estaria apenas aguardando o melhor momento para consolidar o acerto. A decisão do PGR de arquivar o pedido de investigação, segundo esta reportagem da Folha, serviria como um espécie de salvo-conduto para Palocci, ou seja, uma saída honrosa. Hummm...
Caramba! Só no lixo ocidental todas as trambicagens são varridas para debaixo do tapetão. E a cobertura dos jornalões continua condescendendo com tudo isso. Os fatos são apresentados com aquela isenção e imparcialidade especiais, muito diferente do tom que costumam revestir as matérias relativas à Oposição. Por exempo, quando se referem ao DEM, denominam 'Demo', mas quando se referem ao PT jamais escrevem 'petralhas'. Leiam:
A presidente Dilma e o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, chegaram a acertar ontem os termos de uma carta de demissão do ministro, mas a decisão final depende do impacto do arquivamento do pedido de abertura de investigação na Procuradoria-Geral da República.

Com isso, Palocci ganhou uma sobrevida no cargo, embora interlocutores da presidente avaliem como mais provável a saída do ministro.

Enquanto Dilma discutia o futuro político de seu principal colaborador, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidia pedir ao ministro a lista de todos os clientes de sua consultoria, a Projeto.

A pedido do governo, a Comissão de Ética Pública não tornou público o pedido de informações a Palocci. Segundo a Folha apurou, a comissão solicitará isso num documento reservado.

Mas Palocci se recusa a divulgar o nome de seus clientes, alegando cláusula de confidencialidade.

O pedido de demissão do ministro foi discutido, na manhã de ontem, numa reunião entre os dois. Palocci disse que era melhor deixar o governo. Dilma ficou de analisar e dar uma resposta.

Ontem à noite, porém, ao ser informada da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Dilma comemorou e, segundo assessores, considerou uma importante vitória. A partir dali, a presidente passou a refletir sobre sua decisão, que ficou de tomar hoje.

Palocci, por sua vez, disparou telefonemas para aliados agradecendo ao apoio e considerando como encerrada a crise política.

Além de petistas, a quem pediu união para enfrentar a oposição, Palocci entrou em contato com peemedebistas, como o vice-presidente, Michel Temer, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O gesto de procurar líderes políticos foi visto como tentativa de se manter no cargo.

Segundo assessores de Dilma, a decisão da Procuradoria pode funcionar como uma "saída honrosa" para Palocci, que deixaria o governo afirmando que recebeu uma certidão de "nada consta" do procurador.

MUDANÇA
Dilma está decidida a fazer uma minirreforma administrativa no Planalto.
Ela avaliou que é preciso dar um caráter mais técnico à Casa Civil e devolver a articulação política à Secretaria de Relações Institucionais.

Isso porque a presidente aponta duas origens para a crise: uma é o caso Palocci, e a outra, a desarticulação política com a base. Da Folha de S. Paulo desta terça-feira


segunda-feira, junho 06, 2011

ESPECIAL: Palocci tropeça em si mesmo

Por Nilson borges Filho (*)

Não foi surpresa para ninguém do governo, o parecer do  Procurador Geral da República decidindo pelo arquivamento do pedido de investigação sobre o enriquecimento repentino de Antônio Palocci. 

Roberto Gurgel aguarda a sua recondução à chefia do Ministério Público Federal, ato que depende da vontade da presidente Dilma Rousseff. Liberando Palocci de ser investigado, Gurgel emplaca mais um mandato à frente da PGR. Em bom português, o procurador-geral está agradecendo com a toga a sua permanência no comando da instituição. 

Pena. Motivos existem às escâncaras para que se inicie um processo investigativo sobre o enriquecimento do chefe da Casa Civil da presidência. A matéria publicada pela revista Veja desta semana, sobre um imóvel supostamente alugado por Palocci, é reveladora sobre as trapalhadas do ministro envolvendo empresa fantasma e laranjas a serviço sabe-se lá de quem. 

Como se explica, uma determinada pessoa ser proprietária de um apartamento de 6,6 milhões de reais, mantê-lo fechado, com custos fixos altíssimos, e alugar um outro imóvel por 20 mil reais ao mês. Palocci diz ter arrecadado 20 milhões em consultoria, sendo que desse total 7,4 milhões foram aplicados na compra de um apartamento e de uma sala. Certo? Não mesmo. 

Onde foram parar os 12,6 milhões restantes? Dois empresários que contrataram o ministro da Casa Civil para proferir palestras aos funcionários das suas empresas, pagando entre 15 a 20 mil por cada uma delas, desejam saber como Palocci chegou a acumular a  exorbitante quantia de 20 milhões de reais. Não restam dúvidas de que a conta não fecha e que o principal auxiliar da presidente Dilma Rousseff não consegue explicar a multiplicação por 20 do seu patrimônio, em apenas quatro anos. 

Palocci é médico sanitarista e fez carreira no serviço público. Foi prefeito, deputado e ministro de Estado em duas ocasiões. Tem experiência política e conhece um pouco de economia, mas longe, muito longe do conhecimento que detêm aqueles que tentou se comparar: Pérsio Arida, Pedro Malan e André Lara Resende. Se lhe falta conhecimento técnico, que motivo levaram empresas de ponta a contratar Palocci, senão o de passar algumas informações privilegiadas.? Ou, quem sabe, motivadas por dificuldades em se aproximar do governo, Palocci não ofereceu facilidades para os encontros, às escuras, entre o público e o privado? 

As explicações do ministro não foram, até agora, suficientes para arquivar qualquer tipo de investigação sobre quanto Palocci recebeu de consultorias, a relação dos clientes e que tipo de serviço prestou aos seus contratantes. E, se possível, que apresente os relatórios dessas consultorias. É assim que o mercado funciona. 

Independentemente do parecer fajuto do procurador-geral da República, a crise não vai deixar o governo, mesmo porque ela se dá entre as diversas correntes que trafegam no interior do PT. A oposição aproveita a crise apenas para fazer o contraponto. Na realidade, a luta política acontece dentro do governo e entre companheiros que procuram maior espaço nas estruturas do Estado. 

O paloccigate enfraquece politicamente a presidente Dilma e o governo encontra-se em estado letárgico. Por mais que se esforce para criar uma agenda positiva, o Brasil não anda. Nenhum governo resiste, ao permanecer mais de vinte dias tentando  debelar uma crise que a cada dia gera um fato novo. O apoio da base alugada ao ministro Palocci, lá na frente vai ser cobrado e o preço será altíssimo.

(*)Nilson borges Filho é doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog.

sábado, junho 04, 2011

NOVO CAPÍTULO DO ESCÂNDALO: O LARANJA DO PALOCCI


Aqui um resumo do portal do Estadão sobre a reportagem bomba da revista Veja que foi às bancas neste sábado. Acima parte da entrevista com o laranja que a revista VEJA gravou em vídeo. Leiam:
Um dia depois de ir à TV para explicar o aumento expressivo de seu patrimônio, o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, está envolvido em mais um negócio suspeito. Reportagem da revista Veja revela que o ministro mora em um apartamento alugado e avaliado em R$ 4 milhões no bairro de Moema, zona Sul de São Paulo, ao lado do Parque do Ibirapuera. Os proprietários do imóvel, no entanto, são laranjas, segundo a revista.

O apartamento pertence à Lion Franquia e Participações Ltda. Está registrado no 14º Ofício de Registro de Imóveis de São Paulo em nome de dois sócios: Dayvini Costa Nunes, que tem 99,5% das cotas, e Filipe Garcia dos Santos, com o restante (0,5%). Filipe tem 17 anos e só foi emancipado no ano passado. O sócio majoritário tem 23 anos. Representante comercial, ele mora nos fundos de um casa na periferia de Mauá, cidade do ABC. Ele trabalhou na prefeitura da cidade, que é governada por Oswaldo Dias (PT). Para a revista, ele disse que é laranja.

Segundo a revista, a Lion usou endereços falsos em suas operações nos últimos três anos. A Lion diz ter recebido o apartamento de Gesmo Siqueira dos Santos, tio de Nunes. Ele responde a 35 processos por fraudes em documentos, adulteração de combustível e sonegação fiscal. Uma empregada doméstica na casa dele, Rosailde Laranjeira da Silva, também foi usada como laranja em outras quatro empresas abertas por Siqueira Santos. O outro sócio da Lion forneceu ao cartório um endereço fictício no Paraná. A sede formal da Lion fica na cidade de Salto, a 100 km de São Paulo.


O ministro Palocci é o centro de uma crise que estourou há 20 dias, quando foi divulgado que ele havia comprado um apartamento de 500 metros quadrados, avaliado em R$ 6,6 milhões, e uma sala comercial, avaliada em R$ 882,5 mil. Além disso, sua empresa, a Projeto, faturou R$ 20 milhões só em 2010.


Em nota divulgada neste sábado, 4, a assessoria de Palocci informa que o contrato de aluguel do apartamento foi firmado entre o ministro e os proprietários Gesmo Siqueira dos Santos, sua mulher, Elisabeth Costa Garcia, e a Morumbi Administradora de Imóveis. Ainda segundo a nota, Palocci e sua família nunca tiveram contato com os donos, "tendo sempre tratado as questões relativas ao imóvel com a imobiliária responsável indicada pelos proprietários." "O ministro, assim como qualquer outro locatário, não pode ser responsabilizado por atos ou antecedentes do seu locador", conclui a nota.


O imóvel onde reside o ministro e pelo qual ele paga aluguel tem 640 metros quadrados, varandas, quatro suítes, três salas, duas lareiras e churrasqueira. A revista informa que o condomínio chega a R$ 4.600,00 e o IPTU é de R$ 2.300 por mês. Imobiliárias da região dizem que um aluguel no local custa em torno de R$ 15 mil mensais.


O laranja localizado pela revista conta que já trabalhou como vendedor de uma loja de roupas e diz que deve R$ 400 a uma administradora de cartões de crédito. Afirmou ainda que deixou de cursar administração porque não conseguiu pagar a mensalidade. Diz que sua situação financeira é tão ruim que seu telefone fixo e celular foram cortados por falta de pagamento.

"Ele (Palocci) mora no apartamento que está em meu nome? Então, não deve ser um apartamento pobre. Deve ser coisa boa", diz Nunes, em entrevista publicada pela revista. Depois dessa entrevista, Nunes tentou mudar a versão. Alegou nervosismo e disse que mentiu.

Nunes aparece como sendo beneficiário de uma hipoteca de R$ 233.450,00, que foi garantia para a compra do apartamento de Moema onde Palocci mora. Em setembro de 2008, o imóvel de Nunes foi transferido por doação para a Lion Franquia e Participações Ltda. No dia 29 de dezembro do ano passado, Nunes assumiu 99,5% das cotas da Lion Franquia. Ele disse que jamais recebeu um centavo do aluguel de Palocci.
Do portal do Estadão
CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER

sexta-feira, junho 03, 2011

ENTREVISTA DE PALOCCI NO JN FOI PATÉTICA


Jamais imaginei que uma emissora de televisão do tamanho e importância da Rede Globo se prestasse a esse papel ridículo com essa entrevista que tenta justificar o injustificável: a surpreendente e generosa foturna acumulada de forma meteórica e misteriosa pelo Ministro da Casa Civil, Antonio Palocci.
Na condição de telespectador sinto todo o peso do constrangimento que a Rede Globo impõe a quem neste momento acompanha o Jornal Nacional cuja característica é a sintetização de todo o material jornalístico apresentado. Neste caso, quem ligou sua televisão pôde até pensar, pelo espaço dedicado a essa entrevista, que era um programa montado pelo órgão de comunicação da Presidência da República. Viu-se um quadro do Jornal Nacional extraviado, completamente fora do contexto do padrão jornalístico da emissora, coisa encomendada.
É algo vergonhoso e nojento. Uma impostura à qual não há palavras suficientes para descrever.
E com uma agravante: nada foi esclarecido e provado de forma a alterar a percepção de que o escândalo do qual o Palocci é protagonista é apenas a ponta do iceberg sob o qual gira uma máquina gigantesca de esquentar dinheiro público através de consultorias, ONGs e atividades assemelhadas.
Depois de aparelhar todos os órgão públicos, de deter todas as informações sobre cada um dos brasileiros, o PT se transformou numa agência da chantagem.
E o que é pior. Sob a conivência a maioria dos brasileiros e especialmente dos ditos empresários que não passam de sabujos do PT por encontrar nesse sistema de governo petista a porta aberta para pilhar os cofres públicos, exercitando o que mais lhes interessa, ou seja, patrimonialismo, onde se cruzam como nunca na história deste país, de forma vergonhosamente criminosa, as esferas pública e privada.
Palocci só contribuiu com essa entrevista para ampliar o descrédito daquela mínima parcela de cidadãos decentes que resta a respeito da confiabilidade e a transparência necessárias nas relações entre o público e privado.
Palocci é o emblema mais bem acabado dessa privatização do Estado em favor dos interesses do PT que continua no poder pela perversão de todos os valores Republicanos e a conivência sabuja e oportunista de uma Nação habitada por uma maioria de larápios e vagabundos de todos os matizes. 
O PT e seus sequazes souberam como ninguém instrumentalizar politicamente esse deletério viés cultural que tipifica a sub-raça botocuda brasileira.

CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER

NEM CLIENTES DE PALOCCI ENTENDEM ENRIQUECIMENTO DELE. A CONTA NÃO FECHA!

Da coluna do Lauro Jardim no portal da revista Veja:
Num almoço anteontem em São Paulo, dois grandes empresários – e bota grande nisso – conversavam intrigados sobre Antonio Palocci. Ambos chegaram, inclusive, a contratá-lo para palestras em suas empresas. Pagaram algo entre 15 000 e 25 000 reais pelo trabalho. Depois de constatarem que todos os empresários que conhecem também dizem que chamaram Palocci para palestras pelos mesmos valores, um deles perguntou:
- Mas, então, de onde vem esses 20 milhões de reais

quinta-feira, junho 02, 2011

PALOCCI ESTÁ PELA BOLA SETE. MAS É APENAS A PONTA DO ICEBERG. HÁ NECESSIDADE DE UMA DEVASSA NO GOVERNO DO PT!

Segundo esta matéria que é a manchete do jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira, nota-se que a permanência de Palocci torna-se impossível. Transcrevo a parte principal, com link. E chamo a atenção para um fato: o PT já está tratando de fazer crer que a crise originada por mais este escândalo é uma crise pessoal', só do Palocci e não do PT. Trata-se de uma deslavada mentira. O problema é e sempre foi o PT, o maior azar que já surgiu no Brasil. O PT é uma ferida aberta, pustulenta e que contamina a Nação.
Palocci é apenas a ponta do iceberg. São milhares de consultorias, ONGs, aparelhamento completo do Estado transformado numa imensa teta em que a petralhada mama sem qualquer pudor. Está na hora de abrir essa fantástica e horripilante caixa preta em que se transformou o governo do PT, esse permanente dreno que sustenta a roubalheira institucionalizada. 
Sem querer, a Folha de S. Paulo, normalmente dominada por uma redação de áulicos do lulo-petismo, acabou levantando a ponta do tapete vermelho. 
Há necessidade de uma devassa completa. O Brasil precisa ser passado a limpo! Precisa de uma assepsia total. E isto significa o afastamento do PT do poder para sempre! Leiam:


Um novo revés sofrido pelo governo no Congresso agravou ontem a situação do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ampliando as dificuldades que ele encontra para se livrar da desconfiança em torno de seus negócios como consultor de empresas.
 
Uma comissão da Câmara dos Deputados aprovou a convocação do ministro para explicar a atuação de sua consultoria, que faturou R$ 20 milhões no ano passado, quando Palocci exerceu o mandato de deputado federal e chefiou a campanha da presidente Dilma Rousseff.

 
A convocação foi aprovada sem que o PT e outros partidos governistas se mobilizassem em defesa de Palocci. A base do governo só esboçou uma reação no fim do dia, quando o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-SP), anunciou a suspensão da convocação até terça-feira.

 
Sinais das dificuldades do ministro apareceram em toda parte. Em conversas reservadas, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ampliaram a pressão para que o chefe da Casa Civil rompa o silêncio e explique seus negócios em público.

 
O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), que faz parte da base do governo, avisou que na próxima semana a Comissão de Constituição e Justiça do Senado votará outro requerimento para que Palocci seja convocado a depor.

 
Várias lideranças petistas procuraram se distanciar de Palocci nos últimos dias, cobrando explicações sobre seu enriquecimento e evitando assumir sua defesa em público. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, chegou a sugerir que ele deixe o cargo.

 
O próprio Marco Maia fez cobranças ontem depois de anunciar que iria "congelar" a convocação do ministro por alguns dias. "O Palocci tem que se explicar", afirmou.

 
O governo está trabalhando para evitar a paralisia provocada pelas suspeitas em torno do ministro, anunciando iniciativas como a privatização de três dos principais aeroportos do país e um novo plano de combate à miséria. Da Folha de S. Paulo desta quinta-feira - assinante lê mais clicando AQUI


CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER

CONVOCAÇÃO DE PALOCCI ACABA EM PIZZA E PETRALHA CÍNICO APARECE PARA MATAR A FOME

Cinismo: até um petralha apareceu para fazer uma boquinha.
Depois da suspensão do requerimento que convoca o ministro Antonio Palocci a prestar esclarecimentos à Câmara sobre a multiplicação de seu patrimônio, a oposição decidiu fazer um protesto bem-humorado no Senado, na noite desta quarta-feira. Os parlamentares serviram pizza. A caixa informava: “sabor Palocci”.

Havia ainda outras duas variedades do prato: uma fazia referência a “Luiz Garçom”, ironia com o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, responsável por atender os pedidos dos senadores aliados. A outra mencionava as Medidas Provisórias que o governo manobrou para aprovar no Congresso.

A ideia foi do senador Cyro Miranda (PSDB-GO). Roberto Requião (PMDB-PR) ficou com o primeiro pedaço. “A qualidade está sendo examinada pelo Ministério Público”, brincou.
PETRALHA FEZ BOQUINHA
Rapidamente, o protesto culinário atraiu outros oposicionistas, como Lúcia Vânia (PSDB-GO), Alvaro Dias (PSDB-PR), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Aécio Neves (PSDB-MG). Pedro Taques (PDT-MT) também participou. Até um petista apareceu para forrar o estômago: Wellington Dias (PI) disse que foi movido apenas pela fome. Do portal da revista Veja

CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER

quarta-feira, junho 01, 2011

OPOSIÇÃO CONSEGUE APROVAR NA CÂMARA REQUERIMENTO CONVOCANDO PALOCCI PARA EXPLICAR FORTUNA. PT TENTA VIRAR O JOGO.

A oposição conseguiu aprovar na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados na manhã desta quarta (1º) requerimento convocando o ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para que vá ao Congresso explicar sua evolução patrimonial.

Durante a votação do requerimento apresentado pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), o presidente da comissão, Lira Maia (DEM-PA), consultou os integrantes do colegiado: “Os deputados que aprovam permaneçam como estão.” Nesse momento, os integrantes da base governista, em maioria na comissão, ficaram confusos e não levantaram os braços para rejeitar a matéria.
Diante da indecisão dos deputados, o presidente da comissão, que é da oposição, declarou a votação encerrada e aprovou o requerimento convocando Palocci. Diante da falha, líderes governistas foram para a sala do presidente da comissão e ainda tentam reverter a votação.

O requerimento do deputado do DEM solicita a convocação de Palocci para “explicar os termos da consultoria prestada pela projeto a empresas do ramo agroindustrial objeto de denúncia vinculadas na internet”.

Ainda não há data para a convocação de Palocci e também não se sabe se os deputados governistas irão conseguir reverter a votação.

A reunião da Comissão de Agricultura foi suspensa até 13h. Todos os líderes da base aliada foram convocados para, juntos, tentarem derrubar a convocação com base no regimento da Câmara. Eles alegam que as regras da votação não foram seguidas pelo presidente da comissão.

O líder do DEM, ACM Neto, rejeita os argumentos dos governistas. "A base governista, habituada a votar sim em tudo, não prestou atenção na hota de votar. E agora o presidente da comissão está encontrando uma forma de convalidar essa votação. A matéria foi vencida, o requerimento foi aprovado e Palocci está convocado."

Pelo regimento da Câmara, Palocci, por ser ministro, tem o privilégio de escolher a data para comparecer à comissão.
PGR
Na sexta-feira passada (27), o ministro Antonio Palocci entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) documento com explicações sobre sua evolução patrimonial. A assessoria da procuradoria-geral da República confirma que recebeu as informações e vai analisar as explicações. Do site G1 da Rede Globo

segunda-feira, maio 30, 2011

QUER MELHORAR O FATURAMENTO DE SUA EMPRESA? FALE COM O PALOCCI!

Um personagem até agora desconhecido publicamente surgiu na crise envolvendo o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci. É Celso dos Santos Fonseca, nomeado por Palocci para administrar a Projeto Consultoria Econômica e Financeira entre julho e dezembro de 2010, período em que a empresa do ministro faturou pelo menos 10 milhões de reais e em que ele comprou o apartamento de 6,6 milhões de reais que mantém em São Paulo.

Homem de confiança de Palocci, Fonseca foi funcionário de uma empresa que já recebeu cerca 3,7 milhões de reais do governo federal comandado pelo PT. O faturamento da companhia aumentou 30 vezes após contratar o amigo do ministro.

Entre abril de 2008 e janeiro de 2011, Fonseca foi superintendente comercial da editora e distribuidora de livros SBS Special Book Services, que vende obras didáticas, científicas e de idiomas. Deixou esse cargo e a administração da consultoria de Palocci para assumir, em fevereiro, a chefia de gabinete do presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) - vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia -, Glauco Arbix, um amigo de Palocci dos tempos em que militaram no movimento estudantil Liberdade e Luta (Libelu). Arbix esteve presente na cerimônia de posse de Palocci na Casa Civil, em janeiro.

Em 2007, segundo dados do Portal da Transparência, a SBS recebeu 36.000 reais do governo, apenas 10.000 a mais do que 2006. No ano seguinte, com Celso Fonseca na função de diretor comercial, a SBS faturou pelo menos 1,1 milhão de reais, segundo dados publicados no portal do governo.
Mais cerca de 1,3 milhão de reais foram pagos em 2009. No ano seguinte, quando Fonseca assumiu a função de administrador da consultoria de Palocci, a SBS também vendeu 1,3 milhão de reais em livros para o governo. Do portal da revista Veja

sexta-feira, maio 27, 2011

TUCANOS ARTICULAM CPI NA CÂMARA MUNICIPAL DE SP PARA FAZER UMA DEVASSA SOBRE PALOCCI

Clique p/ ampliar
Enquanto os partidos de oposição acumulam derrotas para convocar Antonio Palocci no Congresso Nacional,  uma nova frente para investigar a evolução patrimonial do ministro da Casa Civil pode ser aberta na Câmara Municipal de São Paulo, com uma CPI articulada por vereadores do PSDB. Segundo reportagem do jornal "Folha de S. Paulo", o patrimônio do ministro cresceu 20 vezes entre 2006 e 2010.

O líder do partido na Casa, Floriano Pesaro, afirmou que o requerimento já está sendo redigido, mas que a estratégia ainda será discutida com a cúpula tucana. "Amanhã devo me encontrar com o deputado federal Duarte Nogueira [(SP), líder do partido na Câmara Federal] e com o senador Álvaro Dias(PR) [líder no Senado], porque não queremos atropelar a criação da Comissão Mista no Congresso", afirma Pesaro.

Duarte Nogueira confirmou que foi procurado pelo político da capital paulista e não descartou a criação de uma CPI na Câmara Municipal.

"A decisão que vão tomar [pela instauração de uma CPI ou não], está na alçada deles. Mas no Congresso tivemos uma obstrução absoluta de todos os instrumentos de fiscalização. A Dilma disse que o Palocci está se defendendo, o Humberto Costa [PT-PE] afirmou que ele se defendeu para os senadores, mas nada foi dito para a sociedade brasileira", disse.

Para o vereador petista José Américo, que protocolou na Câmara Municipal na última semana um pedido de explicações da Secretaria Municipal de Finanças sobre os acessos ao ISS da empresa de Palocci, a medida é uma "bravata". "É uma cortina de fumaça para salvar o secretário Mauro Ricardo Machado Costa, que é ligado a [José] Serra", afirma. 
Para protocolar o pedido de CPI, os tucanos precisaram de 19 assinaturas, e de 28 para aprová-la. "Não vou dizer que as tenho, mas é possível sim. Só do PSDB são sete nomes, e ainda temos os outros partidos de oposição", calcula Pesaro. A assessoria do prefeito Gilberto Kassab foi procurada pelo G1 para comentar a possibilidade da criação da CPI e do vazamento de dados na Secretaria Municipal de Finanças, mas ainda não retornou o contato.
Oposição petista
Segundo Américo, não há condições regimentais nem políticas para uma CPI.  "Nós nem podemos ter outra CPI na Câmara. Temos um acordo para que apenas duas comissões de inquérito ocorram simultaneamente, e elas foram instaladas há pouco tempo", afirma José Américo. Já Pesaro não vê impedimento. "Há condições para até cinco CPIs. Vou levar a questão para os líderes na próxima terça", rebateu o tucano.
O vereador do PT disse já ter indícios de que os dados sigilosos sobre a empresa de Palocci saíram da secretaria. "Já sabemos quando os dados foram acessados, por exemplo, e estamos recebendo denúncias", diz.
O pedido de explicações feito à Secretaria de Finanças tem um prazo de 30 dias para ser respondido, e inclui as datas e horários em que os dados da empresa de Palocci foram acessados e por quem. "Quando tivermos os nomes, chamaremos na Câmara Municipal para esclarecer as motivações e vamos averiguar as informações prestadas", promete José Américo.
Primeiros passos
Floriano Pesaro já protocolou  um pedido de esclarecimento endereçado ao ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, sobre declarações dadas por Carvalho à imprensa, de que o vazamento dos dados da empresa de Palocci teriam sido vazados pela prefeitura. Em um segundo requerimento, Pesaro pede detalhes da empresa do ex-ministro da Fazenda à Secretaria Municipal de Finanças.
Entre os dados requisitados, estão o montante que a Projeto recolheu de ISS entre 2007 e 2010; que empresas contrataram a consultoria nesse período e a situação perante o Fisco Municipal. Para José Américo, o pedido é descabido. "A Secretaria não pode fornecer o tipo de dados que eles querem, seria uma quebra de sigilo", defende Américo. Do portal G1 da Rede Globo