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quarta-feira, maio 11, 2011

BORNAUSEN DIZ QUE FHC AINDA LIDERA OPOSIÇÃO

O ex-presidente nacional do DEM, Jorge Bornhausen (foto), deixa o partido e a atividade política convencido de que a oposição está sem rumo e sem líder. "Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique Cardoso ainda não foi preenchida", diz Bornhausen, para quem nem o tucano José Serra, nem o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiram se credenciar como líderes da oposição. 
A seu ver, o maior equívoco dos três partidos de oposição - DEM, PSDB e PPS - foi o de se meterem em disputas internas. "Com isto, estão perdendo, a oportunidade de formar uma única agremiação e de ter as condições necessárias para atuar como oposição responsável e fiscalizadora", analisa. Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, ele admite que a fusão não teria impedido a criação do novo PSD, mas afirma que certamente a nova legenda não teria crescido como cresceu. 
Transcrevo a parte inicial da entrevista com link ao final para leitura completa:
Depois de fazer a dissidência, criar o PFL e fundar o Democratas, não é frustrante ver o DEM esvaziado e com dificuldade de sobreviver?Nós criamos uma dissidência em um ato de coragem, porque todos estávamos sujeitos à perda de mandato, e conseguimos formar a Aliança Democrática junto com o PMDB, para eleger Tancredo Neves. Isto possibilitou uma bela página na história brasileira, que foi a transição para a democracia plena. Tivemos outras vitórias, mas eu destacaria a eleição de 1994, como passo fundamental para que Brasil pudesse ter uma moeda estável e derrubar a inflação, com o apoio do PFL. Em 2006, quando decidi não mais disputar eleições para abrir espaço a uma nova geração no Estado, também dei um passo para a renovação do partido e para sua denominação definitiva, que foi o DEM. A partir daí, minha participação passou a ser mais de conselheiro, que qualquer outra coisa. Agora, dou por concluída também a minha vida partidária.
O senhor acha que cometeu algum erro na sua sucessão?Erro todos nós cometemos, mas não é hora de fazer balanços nem de culpar quem quer que seja. Eu desejo que o Democratas encontre um caminho e possa continuar sua existência como um partido político respeitável. Não é hora de voltar para trás e provocar discussão, mas de desejar sucesso a um homem de grande valor na vida pública, que é o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), e ao presidente do Conselho Político do partido, Marco Maciel, que considero o político mais completo e de qualidade da minha geração.
O que ocorreu com a oposição que, depois da terceira derrota, passa à opinião pública a imagem de estar se dissolvendo, quando o PT só se fortaleceu com as três derrotas do Lula?Hoje, na verdade, o grande líder da oposição no Brasil ainda é o presidente Fernando Henrique Cardoso e ele já não tem mais a atuação partidária e eleitoral que possa dar fôlego á oposição. Ele foi injustiçado até por parcelas da própria oposição que não sustentaram os grandes feitos do seu governo.
O senhor está dizendo que a oposição está órfã de um grande líder nacional que a conduza?Houve um vácuo na oposição e a liderança do presidente Fernando Henrique ainda não foi preenchida.
Mesmo sendo mais identificado com o grupo de José Serra, o senhor fez o gesto de aproximação do senador Aécio Neves. Depois da conversa com ele, como o senhor vê a liderança de Aécio no cenário futuro?Eu respeito os dois como políticos de sucesso, um como governador de Minas e outro de São Paulo. Na eleição, eu sempre achei que a vez era do Serra em função das pesquisas eleitorais. Posso até ter me equivocado porque não ganhamos, emas eu respeito a posição dos que achavam que Aécio era o melhor candidato. Cabe ao PSDB, afinal, dizer quem é o líder e quem vai ser o candidato.
Hoje setores majoritários no DEM e no PSDB dizem que o favoritismo de Serra se inverteu e Aécio está em vantagem. O senhor pensa assim?Eu acho que será o líder aquele que souber melhor se conduzir daqui até 2014.
Mas a avaliação geral é de que existe uma fila e Aécio está na frente.Não é uma questão de fila. Se o Aécio tivesse sido candidato a vice-presidente da República, esta fila seria automática. Mas acho que até o Serra teria ganho a eleição.
Como grande crítico do presidente Lula, passados quatro meses de governo o senhor acha possível dizer que a presidente Dilma é diferente?Acho que ela tem agido de forma racional, técnica e procurando gerenciar o governo, ao contrário de seu antecessor que era espetaculoso e não tinha compromisso com a verdade nem com a postura do cargo. Neste período de carência de início de governo ela está tendo um comportamento adequado, em uma luta muito forte contra a inflação, com a vantagem de ter a seu lado um político muito hábil e experiente, que pode ajudá-la muito, que é o ministro Palocci.
O presidente Lula fez campanha em Santa Catarina pregando a extinção do DEM, que venceu as eleições. Porque o partido vencedor está acabando no Estado?Assim como eu, o nosso grupo, liderado pelo governador Raimundo Colombo, entendia que o correto seria a fusão das oposições, transformando os três partidos de oposição em um grande partido, com um belo tempo de televisão, um bom fundo partidário. Desta forma, poderia praticar a receita dada à oposição pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, no artigo que foi mal compreendido. Mas havia resistência em todas as legendas e eu não tinha como não liberar os companheiros para decidir fazer o que era preciso. Eles decidiram ir para o PSD e eu decidi encerrar minha atividade na vida partidária.
Tem espaço para três partidos de oposição na vida política nacional hoje?Nesse momento, os partidos de oposição estão divididos externa e internamente e, com isto, não estão cumprindo sua razão de ser ditada pelas urnas: quem ganha governa, quem perde faz oposição. Metidos em disputas internas, os partidos estão perdendo a oportunidade de formar uma única agremiação e com isto ter as condições necessárias para atuar como oposição responsável e fiscalizadora. FHC fez a radiografia perfeita da oposição e deu a receita que muitos não entenderam.
Se dividida já estava difícil, como será agora com no PSD, que já nasce sem feições definidas, na medida em que não é governo nem oposição?Você tem que perguntar a quem está ingressando nesse partido, o que não é meu caso. Eu estou me retirando da vida partidária, depois de já ter me retirado da vida política eleitoral. O futuro vai nos dizer se eles estão certos ou errados. Eu não tenho razão para incriminar os que tomam esta atitude, que foi muito pensada. Eles devem ter olhado bem mais à frente do que eu posso enxergar em matéria política (risos) Continue lendo AQUI

sexta-feira, maio 06, 2011

JORGE BORNHAUSEN CONFIRMA DESFILIAÇÃO DO DEM MAS INDICA QUE NÃO IRÁ PARA O PSD

O presidente de honra do Partido dos Democratas (DEM), Jorge Bornhausen (SC), declarou hoje que está deixando a legenda. Ele afirmou, porém, que seu destino não será o PSD, partido idealizado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.
O ex-senador por Santa Catarina garantiu que, por enquanto, fica sem partido.

"Vou me desfiliar, mas não tenho razão para continuar participando da atividade partidária", disse.

A declaração de Bornhausen foi feita durante uma palestra do vice-presidente Michel Temer sobre reforma política, organizada pela Associação Comercial de São Paulo, em um hotel na capital paulista. O prefeito Kassab também estava presente no evento.

Aos 73 anos, o advogado anunciou que deixa o PFL (Partido da Frente Liberal, atual DEM), partido que ajudou a fundar, em 1985. Pela legenda, ele ocupou o cargo de senador por Santa Catarina entre 1999 e 2007. Antes disso, havia sido eleito ao Senado pelo PDS (Partido Democrático Social), entre 1983 e 1991.
Bornhausen também foi governador de Santa Catarina entre 1979 e 1982, ministro da Educação em 1986 e 1987 e embaixador do Brasil em Portugal, durante os primeiros quatro anos do governo de Fernando Henrique Cardoso. Do portal da Folha de S. Paulo

quarta-feira, maio 04, 2011

APESAR DE PROCURADO POR FHC E AÉCIO, BORNHAUSEN, EX-PRESIDENTE DO DEM CONFIRMA QUE VAI PEDIR DESFILIAÇÃO DO PARTIDO.

Apesar de procurado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), o ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen apresentará na próxima semana pedido de desfiliação.
 
"Não posso ficar se meu filho [o secretário estadual Paulo Bornhausen] vai sair", disse, em referência ao desfalque que a saída do governador de SC, Raimundo Colombo, provocará na oposição.

 
No sábado, Aécio procurou Bornhausen pedindo que agendassem uma conversa, numa tentativa de impedir a debandada. Mas, segundo Bornhausen, as articulações no Estado se anteciparam.

 
Para evitar novas baixas, Aécio tem conversado com o presidente da sigla, Agripino Maia (RN), e o líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Da Folha de S. Paulo desta quarta-feira

 
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terça-feira, março 01, 2011

Bornhausen descarta debandada do DEM e vê ameaça de saída de Kassab como questão restrita a SP

Nesta tarde mais uma vez confirmei todas as críticas políticas que tenho feito, sobretudo aquelas dedicadas a analisar o que veicula a grande imprensa brasileira a respeito do Democratas quando tenta transmitir o que desejam os áulicos do PT. Na última campanha presidencial Lula esbravejou em Joinville: 'O DEM tem de ser extirpado' e foi nesse município governado pelo PT que a oposição ganhou de lavada. Quem se informa pelo colunismo político dos jornalões acaba tendo uma visão adulterada do que ocorre na realidade.
Entrevistei na tarde desta terça-feira, ainda de que forma rápida, o ex-Senador Jorge Bornhausen (foto) durante a concorrida posse de seu filho, o deputado Paulo Bornahusen, como Secretário do Desenvolvimento Sustentáve do governo catarinense. 
Como é sabido, o ex-Senador Bornhausen é um dos fundadores do PFL, agora denominado Democratas, depois que passou por um processo de refundação, e faz parte do conselho nacional desse partido e teve destacada atuação nas complexas negociações que resultaram na redemocratização do Brasil.
Ao contrário do que vem noticiando a grande imprensa brasileira Bornhausen afirmou que não existe qualquer possibilidade da saída do governador catarinense Raimundo Colombo do partido, como também não tem qualquer procedência especulações a respeito de uma eventual debandada de democratas. 'Nós estamos é trabalhando com vistas às eleições de 2012' - avisou Jorge Bornahusen, para quem a questão envolvendo o prefeito paulista Gilberto Kassab, que pode deixar o Democratas, é restrita a São Paulo.
- Estamos acompanhando e analisando tudo isso com muita tranquilidade e prudência e sem qualquer açodamento até porque não poderia ser diferente. Temos pela frente a eleição de 2012 e é nisso que estamos concentrados - frisou Bornhausen.
Durante o período da manhã a Executiva catarinense do Democratas realizou uma reunião aqui em Florianópolis e coube exatamente ao ex-Senador Jorge Bornhausen abordar todas essas questões.
Fez uma exposição sobre o quadro partidário no âmbito nacional, mencionando a provável saída do prefeito Gilberto Kassab, de São Paulo para um novo partido e para uma futura fusão com o PSB. Considerou a saída como praticamente encaminhada, mas explicou a impraticabilidade de os Democratas, de uma maneira mais ampla, seguirem Kassab, dadas as ideologias de cada sigla. “Esse é um problema de São Paulo e Kassab está procurando o que for melhor para ele. Vai causar um fato novo na política, sem dúvida, mas nós vamos ajudar o nosso partido a encontrar soluções para o futuro. Nossa visão aqui é estadual, não precisamos nos precipitar”, disse.
E a prova da solidez do Democratas constatou-se na tarde desta terça-feira aqui em Florianópolis, quando o Centro de Convenções da FIESC (Federação das Indústrias do Est. de Santa Catarina, tornou-se pequeno para a solenidade que empossou o deputado federal Paulo Bornhausen como titular da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do governo catarinense. Havia pelo menos cerca de 600 pessoas, dentre elas lideranças políticas de todas as regiões catarinenses.
O governador Raimundo Colombo, do DEM, foi eleito no primeiro turno em Santa Catarina com uma expressiva votação numa bem sucedida aliança com o PMDB e o PSDB. O partido dirige importantes municípios como Blumenau, Jaraguá do Sul, Chapecó e Rio do Sul com real potencial de crescimento nas eleições de 2012.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

BORNAHUSEN AVISA QUE SEM ACORDO PEDIRÁ A DESFILIAÇÃO DO DEM

Aliados do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, deram ontem um ultimato ao comando do DEM.
Um dia após jantar com o prefeito, fixaram o dia de amanhã como prazo para a costura de uma chapa única para a direção do partido. Do contrário, deixarão a sigla.
Como o clima é de beligerância, o gesto foi recebido como sinal de que, diante do risco de derrota, o grupo prepara o desembarque.
Em almoço em São Paulo, o ex-senador Jorge Bornhausen (SC) avisou ao líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), que se desfiliará se não prosperar o acordo. Ao seu lado, estava o ex-vice-presidente Marco Maciel.
"Minha contribuição [ao partido] acaba hoje. Se não construirmos um acordo até quarta [amanhã], encerro minha participação. Não adianta tentar por mais um mês", disse Bornhausen, cuja saída pavimentaria a adesão do governador Raimundo Colombo (SC) à base governista.
Apoiado pela atual direção para a presidência do DEM, Agripino explica que o grupo pediu resposta já para avaliar seu futuro um mês antes da eleição do partido.
O grupo apresentou uma proposta de difícil aceitação como condição de permanência. Pela ideia de Bornhausen, o grupo apoiaria a eleição de Agripino, abrindo mão do nome de Maciel, desde que a Executiva fosse mantida como está.
A proposta será submetida hoje ao líder do DEM na Câmara, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), mas deverá ser vetada pelos 17 novos deputados que reivindicam espaço. "Propostas podem ser aprimoradas", justificou Agripino.
O atual comando do DEM até admite compor com a ala kassabista, contanto que tenha garantia de que Kassab sairá sozinho do partido.
"Vou lutar pela unidade", disse ACM Neto.
Na véspera, no jantar, Kassab reafirmou a disposição de deixar o DEM. Mas manifestou hesitação sobre o melhor instrumento jurídico. Da Folha de São Paulo desta terça-feira

quarta-feira, setembro 15, 2010

EM ARTIGO, JORGE BORNHAUSEN RESPONDE A LULA: "NÃO ME ENVOLVO COM A VIOLÊNCIA, COM A CORRUPÇÃO, NEM CONTEMPORIZO COM OS LADRÕES PÚBLICOS"

Ex-Senador e ex-governador de SC Jorge Bornahusen
O ex-senador Jorge Bornhausen (SC), presidente de honra do Democratas, escreve um artigo em resposta ao presidente Lula, que defendeu ontem, num comício em Joinville, a necessidade de “extirpar o DEM” da vida pública. Também fez um ataque pessoal a Bornhausen e à sua família. Segue o artigo postado no blog do Reinaldo Azevedo, na íntegra: 

Espero que não seja um grito da 25ª hora, quando tudo está perdido. De qualquer forma, antes que se cumpra a promessa de eliminação anunciada em praça pública pelo presidente da República, peço a palavra. E espero que me seja concedida a mesma audiência dada à agressão nominal que me atingiu junto com milhões de companheiros de partido espalhados pelas 27 unidades da Federação. 

Quero dispor da expectativa democrática a que, mal nos acostumamos, nos querem tirar, e reagir com legítima indignação à ameaça estúpida — e que se cumprirá, sem dúvida, quando for efetivada a prometida transformação deste país em república bolivariana à moda do tão estimado “companheiro Chávez”. Então, a intolerância já terá sufocado os jornais e eliminado as redes de televisão “que transmitem novelas”, conforme prometeram os oradores na inauguração da primeira TV sindical, no ABC.

Por enquanto, porém, os cidadãos ainda podem reagir a agressões e provocações. Mesmo que venham do presidente República e apesar de proferidas em momento de explosão de ódio político para constranger o povo de Santa Catarina. Ela são inaceitáveis num chefe de estado no exercício do mandato — e que, portanto, não pode e não deve discriminar uma parcela dos seus cidadãos, prometendo fazê-los desaparecer como expressão política legítima de uma parcela da população.

Na última segunda feira, 13 de setembro, em Santa Catarina o presidente abandonou o triunfalismo absolutista — de que tem usado e abusado como se fosse um ditador anedótico de republiqueta — para favorecer o PT e aliados e foi além. Especificamente, deixou de atender a recomendações que o bom senso aconselha a quem quer que se apresente ao povo de Santa Catarina. No seu discurso em Joinville, ele incidiu em quatro preceitos que, de nenhuma maneira, poderia ter violado:
1º - Não faltar à verdade;
2º - Não reinaugurar obras;
3º - Não desrespeitar as famílias catarinenses, pois, terra de emigrantes, todos sabem quem são, de onde vieram e como construíram suas vidas:
4º - Não ingerir excessivamente bebidas alcoólicas antes dos discursos em comícios…


Por que faço política com idéias — respeito com rigor quem pensa diferente e até me honro de ter amigos entre eles —, não me envolvo com a violência, com corrupção nem contemporizo com ladrões públicos. Orgulho-me de haver participado da fundação da Nova República, em 1985, com o reconhecimento dos que a criaram de fato, como Tancredo Neves e Ulysses Guimarães, quando muitos a renegaram para depois dela  usufruir. Pouco me importa não contar com a simpatia de presidente.

Estamos em campos diametralmente opostos, do ideológico ao ético, e nunca estivemos juntos em coligações ou projetos. Acho que tal divergência é legítima, democrática, e a República é suficientemente tolerante para que convivamos civilizadamente. E não há nada que a Constituição, a Justiça e eleições livres e periódicas não dirimam.  O respeito, porém, é essencial e indispensável, e não é conferido aos presidentes da República o direito de explosões grosseiras, difamatórias, ameaçando cidadãos e partidos adversários de eliminação.

Finalmente, quando disse, em Santa Catarina, que “conhece os Bornhausen”, sugerindo ter a chave de segredos privilegiados e suspeitas ignominiosas, o presidente cometeu um ato de extrema presunção. Raro será o catarinense, em todos os partidos, regiões e classes, que não conheça os Bornhausen, uma família que, através de gerações, não renega o passado de trabalho dos seus fundadores, emigrantes como meus avós. E sempre contei com respeito de todos, retribuindo-o.

Mais do que o protesto, de que tomo a iniciativa por considerá-lo indispensável, já que a agressão foi pública e insolente, quero lamentar profundamente a falta de compostura e civilidade de quem deveria se orgulhar de ser o presidente de todos os brasileiros, mas que optou por se tornar um raivoso chefe de facção, mesmo que eventualmente majoritária, pois, em termos democráticos, os mandatos têm tempo e atribuições limitadas. Por exemplo, não lhe confere o direito de eliminar os adversários e extinguir partidos.

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sexta-feira, agosto 20, 2010

FALEI COM O ÍNDIO E JORGE BORNHAUSEN

O deputado Índio da Costa esteve nesta tarde em Florianópolis, acompanhado do ex-senador e ex-governador catarinense Jorge Bornhausen, atualmente integrante do conselho nacional do Democratas.

Índio foi um dos palestrantes de evento de jovens empresários que acontece aqui na Capital catarinense, no Centro Sul de Convenções.

Após a palestra, Índio concedeu uma rápida entrevista coletiva. A sala de entrevista lotou imediatamente, com afluência de quase uma centena de jovens que participam de evento ligado ao empreendedorismo. Além dos jornalistas, os empresários também fizeram diversas perguntas a Índio, girando mais em torno da economia.

O Deputado Índio da Costa - escrevam aí - tem futuro político. É bem informado, fala bem, é calmo e atencioso e causou ótima impressão à platéia que ouviu a sua palestra e a entrevista.

Encerrada a entrevista, tive a satisfação de trocar algumas informações políticas tanto com o ex-Senador Jorge Bornhausen como com Índio. Ambos estavam tranqüilos e otimistas com a campanha de José Serra. Acompanhei-os até o veículo que os levou ao aeroporto, já que Índio tinha vôo marcado para a Paraíba.

Os principais colunistas de política dos jornais de Santa Catarina não deram as caras. O que no final das contas foi melhor. Exceção feita ao site Terra que tem correspondente aqui e deu cobertura total à passagem de Índio por Florianópolis. Ponto para o Bob Fernandes que é o editor chefe da cobertura da campanha presidencial do portal Terra.

Em tempo: desde que deixou a presidência do DEM, o ex-senador Jorge Bornhausen continua o trabalho de renovação dos quadros partidários do Democratas. Foi ele um dos principais articuladores da indicação do deputado Índio da Costa como vice de Serra. Bornhausen é o principal mentor da modernização do DEM e continua defendendo a abertura do Partido para os jovens.

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