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sábado, maio 28, 2011

AMIGO DE LULA DEPÕE MAS NEGA ENVOLVIMENTO EM COBRANÇA DE PROPINA EM CAMPINAS

Bumlai negou tudo durante depoimento que durou 3 horas
Os promotores Adriano Andrade de Souza e Amauri Silveira, do Gaeco de Campinas, interrogaram por cerca de três horas o empresário José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mário Sérgio Duarte Garcia, advogado do empresário, disse logo depois do fim do depoimento: "Ele esclareceu que não tinha nada a ver com isso".
Bumlai foi convocado pelo Ministério Público por que há gravações de uma conversa dele com um suspeito de participar de um esquema de cobrança de propina em Campinas transcritas no inquérito que apura o caso. Na conversa, Bumlai diz a seu interlocutor que tem interesse em negociar o benefício da delação premiada para proteger Lula. Nesta sexta-feira, de acordo com o advogado, ele negou essa hipótese. O empresário disse aos promotores que não tem mais ligações com a Constran e a Sanasa, empresas investigadas pelo Ministério Público. O advogado disse que tudo que há no inquérito contra seu cliente é uma "invenção despropositada".
A Constran e a Sanasa integrariam o esquema montado em Campinas. A primeira-dama e simultaneamente chefe de gabinete do prefeito de Campinas, Doutor Hélio (PDT), comandaria o esquema - só não foi presa porque obteve um habeas corpus. O repasse de recursos de fornecedores da prefeitura chegaria a 300.000 por mês. O vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT) também foi preso, na quinta-feira, quando retornou de uma viagem à Europa. Na noite de sexta, ele foi solto. Também deixaram a prisão o ex-diretor financeiro da Sanasa Marcelo de Figueiredo, o empresário Gabriel Ibrahin Gutierrez e Ricardo Chimirri Cândia. Do portal da revista Veja

MEU COMENTÁRIO: Eis aí mais uma missão para Lula, o intrépido, o 'cara', o rei da cocada preta. Lula já é uma espécie de bruxo que faz e desfaz, ata e desata.
Vai lá, Lula, que a coisa está feia em Campinas!

quarta-feira, outubro 27, 2010

EMPRESÁRIA CONFIRMA PROPINA A FILHO DE ERENICE

Em depoimento de mais de duas horas à Polícia Federal, a empresária Ana Veloso Corsini confirmou hoje que seu irmão, o piloto de Motocross Luís Corsini, pagou propina de R$ 40 mil a Israel Guerra, filho da ex-ministra Erenice Guerra (Casa Civil), pela intermediação de um patrocínio de R$ 200 mil da Eletrobrás, em 2008. Com isso, o delegado Roberval Vivalvi, encarregado do inquérito, deve preparar o indiciamento de Israel.

Segundo relato de Ana Veloso, o patrocínio estava "entravado" e chegou a ser recusado, quando Israel, apresentado ao piloto, ofereceu-se para reverter a situação, alegando que "a mãe e a tia" o ajudariam a remover as dificuldades.

A tia a quem Israel se referia seria a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, substituída por Erenice no cargo em março deste ano, quando ela se desincompatibilizou para disputar a Presidência da República pelo PT. Erenice é braço direito de Dilma desde 2003, quando a candidata tornou-se ministra de Minas e Energia. A Eletrobrás era a área onde as duas exerciam mais influência. A candidata petista nega qualquer envolvimento com os atos atribuídos aos familiares da ex-colaboradora.

Ana contou à polícia que, de fato, após a intermediação de Israel, a Eletrobrás reconsiderou o projeto de patrocínio à equipe Corsini Racing e o dinheiro saiu em duas parcelas - em julho e agosto de 2008. Ela relatou que, atento às datas de liberação, o filho de Erenice fez pressões pelo imediato pagamento da sua "comissão". Como Corsini demorou a efetuar o pagamento, ele intensificou a cobrança e estendeu as pressões a Ana, que trabalha na equipe. Ela disse ter ficado chocada com a situação. "Foi chantagem mesmo e eu vim aqui reafirmar tudo em detalhes", disse ela, ao chegar para depor.

Corsini depôs na última quinta-feira e confirmou que a propina foi paga em duas parcelas, uma em dinheiro, no valor de R$ 24 mil e a outra, de R$ 16 mil, em cheque. A PF já requisitou a cópia do cheque e colheu outras provas de que a propina foi integralmente paga.

Além de Israel, deve ser indiciado o irmão, Saulo, em nome do qual está registrada a empresa de consultoria Capital, usada como central de lobby de familiares da ex-ministra. Ouvida anteontem, Erenice negou ter intercedido junto à Eletrobrás pelo patrocínio e disse que jamais autorizou que usassem seu nome para tráfico de influência. A PF ainda não decidiu se vai indiciar a ex-ministra junto com os demais acusados.Do portal do Estadão

quinta-feira, setembro 16, 2010

COMPARADO COM ISSO AÍ, WATERGATE FOI BOLINHO.

Transcrevo artigo do José Nêumanne, cujo título no original é o mesmo deste post. Está no site do Estadão. Leitura obrigatória:

Em junho de 1972, um bando de cinco aloprados invadiu um escritório da campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, George McGovern, para fotografar documentos e instalar microfones de escuta, a mando de uma gentalha instalada em gabinetes próximos do Salão Oval, no qual despachava o presidente Richard Nixon. O evento, aparentemente um incidente corriqueiro a ser noticiado nas páginas policiais, terminou levando a dupla de repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal The Washington Post, a uma das maiores reportagens da História: a descoberta de que o chefe do Executivo mais poderoso do mundo tomara conhecimento do episódio e participara da conspiração para esconder provas da Justiça, o que o levou à renúncia dois anos e dois meses depois do fato. O episódio ilustrou dois aspectos da política.

O primeiro deles, mesquinho, é a cegueira produzida pelo poder, capaz de levar quem o disputa a excessos desnecessários do gênero: no fim do processo eleitoral, Nixon aplicou uma das maiores sovas em eleições presidenciais americanas no adversário, vencendo-o em 48 dos 50 Estados da Federação. O outro, nobre, foi a demonstração do triunfo das instituições sobre as ambições quando funciona de verdade o tal do Estado Democrático de Direito.

Comparado com o que tem acontecido na atual sucessão presidencial em nossos trágicos trópicos, Watergate foi pinto, foi bolinho de bacalhau. Dificilmente o homem mais poderoso do mundo se teria mantido tanto tempo no poder, e talvez não houvesse tido sequer a possibilidade de renunciar, se tivesse devassado a contabilidade sigilosa de filha, genro e aliados do democrata derrotado. Ou se algum parente do secretário de Estado (apesar do crédito histórico de haver tirado a maior potência militar do mundo do atoleiro da guerra no Vietnã) Henry Kissinger fosse acusado de haver recebido "taxa de sucesso" de empresários envolvidos em negócios com a Casa Branca. Agentes da Receita Federal devassaram a contabilidade sigilosa da filha do candidato oposicionista à Presidência, Verônica Serra, de seu marido, Alexandre Bourgeois, e de quatro tucanos de alta plumagem, um dos quais, Eduardo Jorge Caldas Pereira, é vice-presidente do PSDB, o maior partido da oposição. Até agora todas as cabeças coroadas da Receita continuam sobre seu pescoço.

E mais: a revista Veja reproduziu depoimento do empresário paulistano Fábio Baracat, revelando as circunstâncias do envolvimento de Israel Guerra, filho da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, na cobrança de comissão por contratos que ajudou a firmar com a Empresa de Correios e Telégrafos (EBCT), antes dada como estatal exemplar em eficiência de funcionamento e agora, lembrada pela corrupção desde a denúncia de recebimento de propina por um funcionário dela, o que detonou o escândalo batizado de "mensalão".

De fato, nem os Estados Unidos são o Brasil nem Nixon, mesmo tendo trazido dos pântanos da Indochina os jovens americanos de volta ao lar, jamais gozou de popularidade que pudesse ser comparada com a usufruída hoje pelo chefe do governo brasileiro. Tudo isso é verdadeiro.

Mas, então, podemos cruzar o Rio Grande ao sul e encontrar outro exemplo bem mais próximo: o caso Collor. Eleito presidente da República, em 1989, na primeira disputa direta depois da que fora vencida por Jânio Quadros, em 1960, o carioca das Alagoas teve de renunciar ao mandato porque uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada no Congresso para investigar o "caixa 2" administrado por seu tesoureiro informal, Paulo César (PC) Farias, descobriu que a reforma de sua residência particular (a "Casa da Dinda") e um Fiat Elba (que qualquer "mensaleiro" que se preze se recusaria a usar por ser um carro modesto demais) haviam sido pagos pela contabilidade heterodoxa administrada por um empresário que, por sinal, não tinha cargo algum no governo.

Então, qualquer brasileiro despido de preconceito ideológico e munido da mais elementar imparcialidade verá que o "carcará sanguinolento" pagou uma pena (fim do mandato legítimo conferido por 49,94% do eleitorado, 5,71 pontos porcentuais a mais que seu adversário, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva) por um dolo que nem pode ser enquadrado na ordem de grandeza de um escândalo como este que acaba de ser divulgado.

O protagonista do impedimento frustrado pela renúncia do presidente hoje faz parte do sesquipedal esquema de poder montado pelo adversário que derrotou há 21 anos. Isso basta para explicar por que ele caiu à época, defenestrado pelo Congresso, que desprezou. Collor, senador da base de apoio do governo petista, tem chance de voltar ao governo de Alagoas, mercê do apoio que dá a Luiz Inácio Lula da Silva e à sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff. A popularidade de um - de 79%, segundo pesquisas de opinião confiáveis - e o favoritismo da outra - 50% a 23% sobre o adversário, conforme o levantamento mais recente de intenções de voto que pode ser levado a sério - dão uma boa mão ao sucesso delle, apesar do apoio de Lula ao oponente Ronaldo Lessa (PDT).

Da mesma forma, levam a crer que absolutamente nada acontecerá com o clã Guerra, por cuja eventual culpa já respondeu o bagrinho Vinicius de Oliveira Castro, assessor de Erenice, que ocupou na Casa Civil o lugar que foi da candidata Dilma, a quem os filhos dela chamam de "tia".

Vinicius é o Gordon Liddy de Lula. A diferença é que o chefe dele teve de sair do governo por ter tentado protegê-lo. Aqui, o superior de Erenice jurou que, em seu governo, "bandido só não é preso quando não é bandido". Será mesmo, hein? No começo de 2008, em plena divulgação da farra dos cartões corporativos dos palacianos, Erenice Guerra foi acusada de ter preparado dossiê falso contra Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique. A acusação não foi apurada e Erenice não foi demitida: foi promovida.

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quarta-feira, setembro 15, 2010

Sponholz: Balcão de Negócios!

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OAB PEDE AFASTAMENTO DE ERENICE DA CASA CIVIL

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nota na noite desta quarta-feira (15) em que pede o afastamento do cargo da ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra. Reportagem da revista “Veja” diz que Israel Guerra, filho de Erenice, negociou contratos da MTA com os Correios mediante pagamento de propina.

Erenice já está tendo sua conduta investigada em um processo preliminar na Comissão de Ética da Presidência da República. Na terça-feira, a Polícia Federal abriu um inquérito para investigar suposto tráfico de influência de Israel. A nota da OAB é assinada pelo presidente da instituição, Ophir Cavalcante.

"Não se pode falar em moralidade, em transparência e em apuração se a ministra se mantiver no cargo. A partir do momento em que se coloca em dúvida a credibilidade e a postura da ministra, isso é algo que deveria atrair o imediato afastamento dela. Não se pode falar em moralidade, em transparência e em apuração se ela se mantiver no cargo. É necessário que ela seja afastada do cargo, a fim de que haja uma efetiva apuração, sem qualquer possibilidade de influência", diz Cavalcante na nota.

De acordo com o presidente da OAB, tanto Erenice quanto Israel precisam ser investigados pelo Ministério Público e pelos órgãos internos do governo federal. Segundo ele, a ministra “pode influenciar essas investigações”, caso se mantenha no cargo.

Cavalcante considerou como “gravíssimas” as acusações feitas contra a ministra, que, segundo ele, colocam em “xeque a credibilidade do governo”.

"As acusações que se fazem em relação ao tráfico de influência permitido pela ministra Erenice Guerra são gravíssimas. Colocam em xeque a credibilidade do próprio governo. A ministra Erenice é a chefe da Casa Civil, que é um dos órgãos mais importantes e, a meu ver, o coração do próprio governo. E a partir do momento em que se coloca em dúvida a credibilidade e a postura da ministra, isso é algo que deveria atrair o imediato afastamento dela”, afirmou o presidente da OAB.

A OAB ainda afirma, na nota, que o filho de Erenice estaria cometendo um ilícito penal, ao afirmar que era advogado. Segundo Cavalcante, a atuação de Guerra deve ser apurada também pelo Ministério Público.

“Quanto às intermediações feitas pelo filho da ministra Erenice, Israel Guerra, são inclusive criminosas, porque ele está exercendo, ou pelo menos disse exercer, a advocacia – algo que não pode por ele ser exercido, na medida em que ele não é advogado. Ele estaria aí cometendo um ilícito penal, a falsidade ideológica, e isso tem que ser apurado pelo Ministério Público." Do site G1  


MEU COMENTÁRIO: A questão é que ninguém mais acredita em Ministério Público e Polícia Federal. Ninguém acredita mais nas instituições democráticas. Nenhum escândalo choca mais a opinião pública e todos dão de ombros repetindo a frase: "não vai dar em nada". 

É o esplendor do lixo ocidental.

Há pouco a fazer. Estou entre essa meia dúzia de gatos pingados que protestam contra a destruição dos valores democráticos, dentre eles o Estado de Direito democrático e as liberdades asseguradas pela Constituição.

Mas pelo que se nota, caso o PT logre um bom resultado eleitoral, nem precisará mexer na Constituição. Reforma política? Para quê? Se eles podem copiar a Constituição da Venezuela? Ou ainda, não mexer em nada e tocar o barco assim como se está vendo.

Tem razão o Reinaldo Azevedo no artigo que acaba de postar no seu blog: caminhamos para uma ditadura consentida caso aqueles que estão ainda comprometidos com a democracia - e restam poucos, muito poucos - entregarem os pontos.

A mais importante arma contra o autoritarismo é a imprensa. Mas como venho afirmando aqui  no blog, os jornalistas brasileiros e pasmem! seus órgãos de classe, estão todos engajados nessa batalha que visa o amordaçamento da livre expressão. Incrível, não? Mas esta é a realidade.

É muita estupidez. Estou cada vez mais convencido que fora do âmbito anglo-saxônico a evolução da espécie humana gerou um tipo de humano cuja imbecilidade cerebral não tem cura. E eles formam a esmagadora maioria dos quase 7 bilhões de habitantes do planeta.

Em cima dessa funesta e incontestável verdade, cunhei a seguinte frase: a humanidade é pródiga na produção da estupidez e parcimoniosa na geração da genialidade. 

Não fosse assim, estaríam nascendo pelo menos uma meia dúzia de seres humanos razoavelmente inteligentes a cada década. Já nem digo gênios. Aliás, esses estão cada vez mais escassos. É bem possível que a humanidade esteja fazendo o caminho inverso de sua história.

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