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quarta-feira, abril 18, 2012
BRIGA DE CACHORRO GRANDE: SE QUISER, CARLINHOS CACHOEIRA MANDA BOA PARTE DA REPÚBLICA PELOS ARES!
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CPI DO CACHOEIRA JÁ TEM TODAS AS ASSINATURAS
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| Todos os deputados do PSDB e do DEM assinaram a convocação |
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quinta-feira, abril 12, 2012
GRAVAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL CONFIRMAM ENVOLVIMENTO DE PROTÓGENES COM DADÁ
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| Protógenes cai na cachoeira |
quarta-feira, abril 04, 2012
ESQUEMA DE CACHOEIRA ENVOLVE PETISTAS
terça-feira, abril 03, 2012
"SER PETISTA É NUNCA TER DE PEDIR PERDÃO!"
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| As embarcações passaram a ser conhecidas como "lanchas da Ideli" |
Pois é… Sempre que leio as palavras dessas almas delicadas do petismo para explicar as suas lambanças - como eles são rigorosos, Deus meu! -, sinto, assim, o frêmito de quem se vê diante da moral e em estado bruto… Não! Eu quis dizer da “moral em estado puro”, é evidente.
sexta-feira, fevereiro 24, 2012
NOVO ESCÂNDALO DO GOVERNO DO PT! GASTOS COM FESTAS ATINGEM R$ 54,2 MILHÕES. HADDAD FOI CAMPEÃO EM TORRAR DINHEIRO PÚBLICO
sábado, dezembro 10, 2011
REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA VEJA MOSTRA COMO PT USOU ESTELIONATÁRIOS PARA MELAR A CPI DOS CORREIOS!
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domingo, dezembro 04, 2011
DILMA FINALMENTE DEMITE CARLOS LUPI E NOMEIA SANTOS PINTO COMO MINISTRO INTERINO
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quarta-feira, outubro 26, 2011
NÃO AIDIANTA MUDAR AS MOSCAS, SE OS DEJETOS SOBRE OS QUAIS VAREJAM CONTINUAM EXATAMENTE OS MESMOS.
segunda-feira, julho 11, 2011
WALDOMIRO DINIZ, UM DOS PIVÔS DO PRIMEIRO GRANDE ESCÂNDALO DO PT FOI DENUNCIADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO
A denúncia contra Diniz foi fundamentada em uma investigação da Receita Federal, que, em 2005, estimou que ele teria sonegado 260 000 reais. De acordo com nota do MPF-DF, Diniz “teria suprimido ou reduzido tributos referentes a rendimentos e depósitos sem origem comprovada”. No mesmo período que suas contas receberam este dinheiro, ele apresentou uma declaração de isento para a Receita. O caso foi distribuído para a 12ª Vara Federal em 7 de julho.
Em 2002, Diniz foi filmado pelo bicheiro do Rio de Janeiro, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, enquanto tentava extorqui-lo para obter recursos para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT). As imagens foram divulgadas em fevereiro de 2004, disparando os escândalos que derrubaram seu chefe, o então ministro da Casa Civil, José Dirceu.
sexta-feira, maio 27, 2011
MPF INVESTIGARÁ PALOCCI? QUÁ, QUÁ, QUÁ! OU: PT CHAMA CABRITOS PARA CUIDAREM DA HORA!
A Folha revelou que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 em quatro anos (2006-2010), período em que ele acumulou as funções de deputado e consultor.
Palocci comprou um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 882 mil.
No ano passado, a empresa do ministro, a Projeto, teve um faturamento bruto de R$ 20 milhões, mais da metade obtido após a eleição da presidente Dilma Rousseff, quando Palocci coordenava a transição do governo.
O foco da ação é apurar se a evolução patrimonial do ministro é compatível com os ganhos de sua empresa.
Caso contrário, Palocci pode responder por improbidade administrativa, o que significa "auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo" ocupado.
O Ministério Público do Distrito Federal pediu ontem à Receita Federal cópia da declaração do Imposto de Renda da empresa.
A Projeto terá que informar a relação de seus clientes e serviços prestados, como cópia de pareceres e registros de reuniões.
A Receita e a empresa têm 15 dias para se manifestar.
Palocci tem se recusado a informar qual foi o faturamento da Projeto e quem são seus clientes. O ministro alega que os contratos têm cláusula de confidencialidade.
O procurador da República José Rocha Júnior justifica a abertura da investigação dizendo que "não foram apresentados publicamente justificativas que permitam aferir a compatibilidade dos serviços prestados com os vultosos valores recebidos".
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também pediu informações a Palocci para decidir se abre investigação contra o ministro na área criminal.
O procurador avalia, por exemplo, se houve tráfico de influência. Até ontem, Palocci não havia enviado explicações à Procuradoria-Geral.
Por ser ministro, Palocci tem foro privilegiado para responder ao Supremo Tribunal Federal na área criminal. Mas, pela lei, os procuradores de primeira instância (caso da Procuradoria do Distrito Federal) têm competência para investigar denúncias de improbidade, que se referem à área cível, mesmo que envolvam autoridades com foro privilegiado.
A Lei de Improbidade Administrativa prevê sanções como a demissão e a suspensão de direitos políticos e a perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente. Da Folha de São Paulo desta sexta-feira
domingo, novembro 14, 2010
MAIS UM ESCÂNDALO DO PT: ANTES DE ASSUMIR DILMA JÁ USUFRUI DE REGALIAS PAGAS COM DINHEIRO PÚBLICO
Com o clima de uma casa de campo, a Granja é mais informal do que o Palácio da Alvorada – atual residência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Possui piscina, campo de futebol e uma famosa churrasqueira, a menina dos olhos de Lula. Também é cercada por animais como cachorros, avestruzes e pássaros. Aliás, a presidente levará para lá seu bicho de estimação: um labrador, chamado Nego – herança do ex-ministro José Dirceu. No pacote da Granja está incluída ainda uma equipe de administradores, cozinheiros e faxineiros. Todos à disposição de Dilma.
As benesses não param por aí. A legislação também garante seguranças particulares para a presidente eleita, inclusive agentes da Polícia Federal (PF). Dilma tem direito ainda a transporte em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), além de um motorista particular.
No período de transição, 50 funcionários devem servir à petista. A lista inclui assessores de imprensa, fotógrafo, secretárias e auxiliares próximos, nomeados à escolha da presidente eleita. O governo federal disponibilizou 2,8 milhões de reais para a equipe de transição: 1,2 milhão para gastos com pessoal e 1,6 milhão para despesas de custeio.
Salário – Como presidente eleita, contudo, Dilma Rousseff terá uma queda significativa em seus rendimentos. O salário de presidente é de 11.720 reais, 700 a mais do que o de ministra. Acontece que, antes da disputa eleitoral, a petista ocupava a presidência do Conselho da Petrobrás – o que, em 2009, rendeu a ela, em média, 6.300 reais por mês.
Na prática, o salário de presidente equivale ao de um jogador de futebol de segunda divisão. Mas não há dúvidas: os benefícios compensam. Depois de empossada, Dilma Rousseff não terá de se preocupar com alimentação, transporte, segurança, moradia, contas de luz, água e telefone.
Portanto, se preferir, Dilma não terá dificuldades para poupar integralmente o salário. Levando-se em conta o valor bruto, poderia reunir, em quatro anos de governo, mais de 590 mil reais. Um belo pé-de-meia.
Sigilo - A maior parte das despesas pessoais do presidente da República é sigilosa. Em 2010, somente os gastos secretos com cartão coorporativo totalizam 4,1 milhões de reais. No ano passado, 6,8 milhões e, em 2008, 4,8 milhões. Entre as poucas informações divulgadas, é possível se ter uma ideia do tipo de conta que é paga pela Presidência. Na lista de gastos com cartão corporativo há despesas com farmácias, cafeterias e lojas de fotografia, por exemplo.
O presidente da República também tem um direito inimaginável para os trabalhadores comuns: as despesas de férias pagas com recursos públicos. Basta escolher para onde e quando deseja viajar. Lula tinha uma predileção especial pela Base Naval de Aratu, em Salvador (BA). Lá, passou a maior parte dos dias de descanso, geralmente no início de cada ano. O presidente tinha para si e seus convidados a praia de Inema, sob proteção das Forças Armadas e sem custos de hospedagem.
O que nem todo o aparato estatal consegue garantir é a privacidade absoluta: em janeiro deste ano, Lula foi filmado carregando uma caixa de isopor sobre a cabeça. Dilma Rousseff tentou despistar os repórteres ao embarcar para alguns dias de descanso após as eleições em Itacaré, na Bahia. O sigilo sobre o esconderijo não durou um dia.
Terminado o mandato de Dilma, acabarão também as vantagens de ser presidente. Algumas, entretanto, permanecerão para sempre. A petista terá direito até o fim de seus dias a quatro servidores - para segurança e apoio pessoal - e dois veículos oficiais com motoristas. O dinheiro sai do bolso do contribuinte. Texto e infográfico do portal da revista Veja
quinta-feira, setembro 16, 2010
EMPRESÁRIO REVELA DETALHES DO ESQUEMA E AFIRMA QUE DILMA É 'A MULHER DE FERRO'
A seguir, trechos de uma das entrevistas que o consultor deu à Folha
Folha - Quando e como você foi apresentado à empresa Capital?
Rubnei Quícoli - Me foi apresentado o Marco Antonio [ex-diretor dos Correios]. Ele ficou durante um tempo como diretor dos Correios e me trouxe o [sobrinho dele, que trabalhava na Casa Civil] Vinícius, onde foram viabilizados esses e-mails para poder ir para a Casa Civil para demonstrar esse projeto.
É lógico que o pessoal viu o tamanho do investimento e todo mundo criou uma situação favorável para ele, em termos de participação e intermediação. Acho que todo mundo que trabalha tem direito a alguma coisa, mas dentro de uma coisa normal.
Estive na Casa Civil junto com a Erenice, que era a secretária-executiva da Casa Civil. A Dilma não pôde me receber, estava com outros afazeres. Ela sabe do projeto, recebeu em 2005, se não me engano. O documento foi encaminhado para o MME [Ministério de Minas e Energia].
Houve essa reunião com a Erenice, que encaminhou isso para a Chesf. A Chesf teve reunião conosco, me parece que um deles teve problema de saúde, isso acarretou todo esse tempo em que aconteceu esse contrato de participação, de intermediação.
Eu fiquei horrorizado de ter que pagar R$ 40 mil por mês para eles terem um favorecimento de acesso. Para que eu vou pagar se não vai sair [o crédito]? Eles diziam que iria sair, para dar sustentação e eu pagar os R$ 40 mil. E eu decidi com [os sócios] o Aldo e o Marcelo não pagar nada e esperar ver.
Quando você conversou com o Vinícius, ele se apresentou como da empresa Capital?
Não, ele disse que iria me levar para o escritório que daria a sequência do trabalho, que precisaria do escritório para dar manutenção, assessoria e consultoria para a gente não ficar desprotegido.
Erenice prometeu fazer algo?
Ela se colocou num patamar assim: "Vou ver onde eu coloco isso". Ela colocou que a Chesf seria a empresa recomendada porque está no Nordeste. Nessa condição ela agiu corretamente. [...] Até então eu nem sabia da existência da Capital, para mim o negócio estava sendo direcionado ao governo. Eu não sabia que existia propina no meio, contrato, que eu teria que pagar. Não dá para entender a pessoa deixar um filho [Israel Guerra] tomar conta de um ministério. É um projeto que foi investido muito dinheiro para parar por conta de propina.
O senhor recebeu e-mail com cobrança. O que queriam?
A ideia principal era amarrar o aporte e a manutenção de R$ 40 mil para eles porque era final de ano. A gente sabe como funciona Brasília. Eles [a Capital] queriam receber antecipadamente uma mensalidade para poder se manter. Quem está fazendo uma intermediação de R$ 9 bilhões e vai se preocupar com R$ 40 mil por mês? Não dá para entender.
Como você reagiu quando pediram dinheiro?
Eu mandei, desculpe a expressão, para a puta que o pariu. Falei: "Vocês estão de brincadeira?" [Disse] que não assinava nada.
Em que momento o Israel apareceu?
O que aconteceu depois? Isso foi informação do Marco Antônio. Ele falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio.
Quem era a mulher de ferro?
A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida. O Marco Antônio é que pediu. Eu falei: "Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado".
Aí o Marco Antônio falou: "O Israel, filho da Erenice, bloqueou a operação porque você não deu o dinheiro". Isso é a palavra do Marco Antônio. Eu respondi: "Não tenho conversa com bandido". Isso aconteceu há três meses. Foi o último contato com eles.
Você esteve com o Israel?
O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antônio. Quanto à atitude dele, barrar um negócio desse por conta do dinheiro me deixou totalmente nervoso, com atitude até agressiva.
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ESCÂNDALO DERRUBA ERENICE GUERRA. NÃO É MAIS MINISTRA DA CASA CIVIL
O empresário Rubnei Quicoli afirmou ao Estado nesta quinta-feira que a Casa Civil é palco de lobby e que a empresa do filho da ministra Erenice Guerra cobrou 5% da ERDB do Brasil Ltda. para conseguir um financiamento de R$ 9 bilhões junto ao BNDES. "Foi a maior patifaria o que fizeram. Fizeram terrorismo", disse. A própria ministra, segundo ele, participou de uma reunião no ano passado. O empresário enviou os documentos ao Estado.
Segundo Quicoli, em meio às negociações com os intermediários em Brasília, foi pedido ainda o valor de R$ 5 milhões para ajudar na campanha da presidencial de Dilma Rousseff (PT). "Eu disse que não podia por tudo junto numa mala. E que precisava de nota fiscal de uma empresa como prestadora de serviço", afirmou. O pedido de dinheiro para a campanha, de acordo com Quicoli, foi feito pelo ex-diretor de Operações dos Correios Marco Antonio de Oliveira.
A intermediação do filho de Erenice nesse episódio foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira. O empresário Rubnei Quicoli contou ao Estado que a EDRB do Brasil Ltda buscava um empréstimo junto ao BNDES para viabilizar um projeto de energia solar que estava parado desde 2002. Consultor da EDRB, Quicoli disse que a Casa Civil deu a orientação para procurarem a Capital Assessoria, empresa em nome de Saulo Guerra, filho de Erenice, mas que é comandada por outro filho da ministra, Israel. Foi feita então a minuta de um contrato, no valor de R$ 240 mil, mais o percentual de 5% sobre os R$ 9 bilhões.
De acordo com o empresário, a própria Erenice participou de uma reunião na Casa Civil com os representantes da EDRB em novembro do ano passado. A reunião, segundo ele, foi agendada por Vinicius Castro, ex-assessor da Casa Civil e cuja mãe é sócia da Capital Assessoria. Vinicius pediu demissão no início da semana.
Segundo Rubnei Quicoli, as negociações com a empresa de Israel Guerra foram desfeitas em março sem que o empréstimo do BNDES tivesse sido concedido. Na edição desta semana, a revista Veja mostrou que a Capital Assessoria atuou também no ramo de transporte de carga aérea.Do portal do Estadão
COMPARADO COM ISSO AÍ, WATERGATE FOI BOLINHO.
Em junho de 1972, um bando de cinco aloprados invadiu um escritório da campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, George McGovern, para fotografar documentos e instalar microfones de escuta, a mando de uma gentalha instalada em gabinetes próximos do Salão Oval, no qual despachava o presidente Richard Nixon. O evento, aparentemente um incidente corriqueiro a ser noticiado nas páginas policiais, terminou levando a dupla de repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal The Washington Post, a uma das maiores reportagens da História: a descoberta de que o chefe do Executivo mais poderoso do mundo tomara conhecimento do episódio e participara da conspiração para esconder provas da Justiça, o que o levou à renúncia dois anos e dois meses depois do fato. O episódio ilustrou dois aspectos da política.
O primeiro deles, mesquinho, é a cegueira produzida pelo poder, capaz de levar quem o disputa a excessos desnecessários do gênero: no fim do processo eleitoral, Nixon aplicou uma das maiores sovas em eleições presidenciais americanas no adversário, vencendo-o em 48 dos 50 Estados da Federação. O outro, nobre, foi a demonstração do triunfo das instituições sobre as ambições quando funciona de verdade o tal do Estado Democrático de Direito.
Comparado com o que tem acontecido na atual sucessão presidencial em nossos trágicos trópicos, Watergate foi pinto, foi bolinho de bacalhau. Dificilmente o homem mais poderoso do mundo se teria mantido tanto tempo no poder, e talvez não houvesse tido sequer a possibilidade de renunciar, se tivesse devassado a contabilidade sigilosa de filha, genro e aliados do democrata derrotado. Ou se algum parente do secretário de Estado (apesar do crédito histórico de haver tirado a maior potência militar do mundo do atoleiro da guerra no Vietnã) Henry Kissinger fosse acusado de haver recebido "taxa de sucesso" de empresários envolvidos em negócios com a Casa Branca. Agentes da Receita Federal devassaram a contabilidade sigilosa da filha do candidato oposicionista à Presidência, Verônica Serra, de seu marido, Alexandre Bourgeois, e de quatro tucanos de alta plumagem, um dos quais, Eduardo Jorge Caldas Pereira, é vice-presidente do PSDB, o maior partido da oposição. Até agora todas as cabeças coroadas da Receita continuam sobre seu pescoço.
E mais: a revista Veja reproduziu depoimento do empresário paulistano Fábio Baracat, revelando as circunstâncias do envolvimento de Israel Guerra, filho da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, na cobrança de comissão por contratos que ajudou a firmar com a Empresa de Correios e Telégrafos (EBCT), antes dada como estatal exemplar em eficiência de funcionamento e agora, lembrada pela corrupção desde a denúncia de recebimento de propina por um funcionário dela, o que detonou o escândalo batizado de "mensalão".
De fato, nem os Estados Unidos são o Brasil nem Nixon, mesmo tendo trazido dos pântanos da Indochina os jovens americanos de volta ao lar, jamais gozou de popularidade que pudesse ser comparada com a usufruída hoje pelo chefe do governo brasileiro. Tudo isso é verdadeiro.
Mas, então, podemos cruzar o Rio Grande ao sul e encontrar outro exemplo bem mais próximo: o caso Collor. Eleito presidente da República, em 1989, na primeira disputa direta depois da que fora vencida por Jânio Quadros, em 1960, o carioca das Alagoas teve de renunciar ao mandato porque uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada no Congresso para investigar o "caixa 2" administrado por seu tesoureiro informal, Paulo César (PC) Farias, descobriu que a reforma de sua residência particular (a "Casa da Dinda") e um Fiat Elba (que qualquer "mensaleiro" que se preze se recusaria a usar por ser um carro modesto demais) haviam sido pagos pela contabilidade heterodoxa administrada por um empresário que, por sinal, não tinha cargo algum no governo.
Então, qualquer brasileiro despido de preconceito ideológico e munido da mais elementar imparcialidade verá que o "carcará sanguinolento" pagou uma pena (fim do mandato legítimo conferido por 49,94% do eleitorado, 5,71 pontos porcentuais a mais que seu adversário, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva) por um dolo que nem pode ser enquadrado na ordem de grandeza de um escândalo como este que acaba de ser divulgado.
O protagonista do impedimento frustrado pela renúncia do presidente hoje faz parte do sesquipedal esquema de poder montado pelo adversário que derrotou há 21 anos. Isso basta para explicar por que ele caiu à época, defenestrado pelo Congresso, que desprezou. Collor, senador da base de apoio do governo petista, tem chance de voltar ao governo de Alagoas, mercê do apoio que dá a Luiz Inácio Lula da Silva e à sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff. A popularidade de um - de 79%, segundo pesquisas de opinião confiáveis - e o favoritismo da outra - 50% a 23% sobre o adversário, conforme o levantamento mais recente de intenções de voto que pode ser levado a sério - dão uma boa mão ao sucesso delle, apesar do apoio de Lula ao oponente Ronaldo Lessa (PDT).
Da mesma forma, levam a crer que absolutamente nada acontecerá com o clã Guerra, por cuja eventual culpa já respondeu o bagrinho Vinicius de Oliveira Castro, assessor de Erenice, que ocupou na Casa Civil o lugar que foi da candidata Dilma, a quem os filhos dela chamam de "tia".
Vinicius é o Gordon Liddy de Lula. A diferença é que o chefe dele teve de sair do governo por ter tentado protegê-lo. Aqui, o superior de Erenice jurou que, em seu governo, "bandido só não é preso quando não é bandido". Será mesmo, hein? No começo de 2008, em plena divulgação da farra dos cartões corporativos dos palacianos, Erenice Guerra foi acusada de ter preparado dossiê falso contra Ruth Cardoso, mulher do ex-presidente Fernando Henrique. A acusação não foi apurada e Erenice não foi demitida: foi promovida.
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quinta-feira, julho 22, 2010
MPF INVESTIGA LIGAÇÃO DE EMPRESÁRIO COM GOVERNO E DILMA. SUSPEITA DE TRANSFERÊNCIA DE "VERBAS INDEVIDAS"
O Ministério Público Federal (MPF) investiga oficialmente, há dez dias, a ligação do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, com o governo federal e a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Um inquérito civil foi instaurado pela procuradora da República Michele Rangel de Barros Bastos. Segundo a portaria assinada por ela, o objetivo da investigação é apurar indícios de que o empresário seria "financiador" da campanha de Dilma e que estaria recebendo "verbas indevidas" do PT, além de benefícios em contratos com o governo.
Benedito é sócio da empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos e sua família é dona da Gráfica Brasil, ambas com contratos milionários fechados com o governo nos últimos anos. O nome do empresário apareceu há dois meses, como uma espécie de gerente informal e financiador do comitê de campanha de Dilma. Bené participou das negociações com o grupo de arapongas contatado pelo PT para, supostamente, produzir dossiês contra adversários da candidata à Presidência.
Juntas, as empresas Dialog e Gráfica Brasil receberam R$ 216 milhões do governo desde 2006. Em 7 de junho do ano passado, o jornal O Estado de S. Paulo revelou irregularidades na atuação da Dialog na Esplanada. A empresa do ramo de eventos utilizou o chamado "jogo de planilhas" - misturar preços simbólicos, irreais a valores de mercado - para assinar um contrato com o Ministério das Cidades em 2007. Para vencer os adversários, a Dialog ofertou 105 itens com preços impraticáveis no mercado. Por meio desse contrato, a empresa passou a prestar serviços com outros órgãos do governo sem precisar de licitação.
Investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), iniciada no ano passado, apontou ainda uma série de irregularidades cometidas pela Dialog dentro do governo. A empresa ganhou fama em fevereiro do ano passado após receber R$ 1,2 milhão para preparar um polêmico encontro de prefeitos que promoveu a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo. A reportagem procurou Benedito de Oliveira, mas ele não foi localizado para comentar o assunto. Do site do Estadão







