TRANSLATE/TRADUTOR

Mostrando postagens com marcador TERCEIRO MANDATO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TERCEIRO MANDATO. Mostrar todas as postagens

terça-feira, junho 07, 2011

ESPECIAL: Lula manda no governo que deveria ser de Dilma

Por Nilson Borges Filho (*)
Há duas semanas que Luiz Inácio Lula da Silve assumiu, de fato, o seu terceiro mandato como presidente da República. A ingerência do ex-presidente no governo, que deveria ser de Dilma Rousseff, está constrangendo aliados e companheiros petistas.

Quem  mais sofre com o voluntarismo de Lula é a própria presidente. Como sua candidatura saiu única e exclusivamente da vontade do ex-presidente – o PT recebeu goela abaixo essa indicação – Dilma não tem cacife político para  enfrentar Lula.

Desde o surgimento na imprensa das trapalhadas do chefe da Casa Civil que Dilma não tem mais o controle da articulação política de seu governo, seja  com  aliados, seja com as diversas correntes do PT. Palocci, que agia como o principal operador político de Dilma, respira por aparelho e somente aguarda o melhor momento para ser descartado da equipe ministerial. E caberá a Lula definir quando e como Palocci deverá deixar a Casa Civil, uma vez que a presidente terceirizou a solução da crise, entregando o incômodo da demissão do ministro, para quem de fato manda no seu governo.

Lula, nos dois últimos dias, não larga do telefone, ora pedindo apoio explícito da direção do PT a Palocci, ora negociando com a base parlamentar uma recomposição ministerial.

Curiosamente, o ministro que corre mais riscos de pedir o boné não é o chefe da Casa Civil da presidência, mas Luiz Sérgio, que ocupa uma cadeira no gabinete de Dilma e não sabe o que fazer com ela. Colocado no governo  para compor com o PT do Rio e agradar José Dirceu, o deputado Luiz Sérgio é uma das figuras mais insignificantes do atual ministério. Não fosse o portentoso bigode que  carrega, Luiz Sérgio passaria até despercebido pelos garçons do Palácio do Planalto.

A ideia de Lula é sacrificar Luiz Sérgio – convocando um outro prócere da base aliada como articulador político – e manter Antônio Palocci na Casa Civil, na função de conselheiro de Dilma. Lula acredita que o esvaziamento político de Palocci e a perda de visibilidade como operador do governo, permitem que Palocci saia do fogo cruzado imposto pela mídia, que acontece desde a descoberta do seu prodigioso enriquecimento.

O ex-presidente não faz segredo entre seus próximos que Dilma não tem condições de governar sem a presença por perto de alguém como Palocci, cuja experiência política e administrativa  é reconhecida  até pelos adversários. Lula vai além, ao afirmar que Palocci é o único membro do gabinete de Dilma que consegue acalmar o mercado pela racionalidade com que trata da economia.

Com base em tudo que acima foi dito, não restam dúvidas que a presidente Dilma Rousseff não concentra poderes suficientes para decidir sobre coisas importantes do seu governo; e que Lula faz de tudo para parecer que é ele quem manda.

Lula gosta de se exibir ao dizer que demitiu Palocci do governo porque o presidente era ele. Já Dilma não é Lula, portanto a manutenção de Palocci ao lado da presidente reflete, em última análise, a sobrevivência do atual governo.

Ocorre, que a mídia e algumas instituições não vão dar sossego ao chefe da Casa Civil, enquanto não ficar  provado  de que forma Palocci conseguiu arrecadar 20 milhões de reais em consultoria. A estratégia de Lula em segurar Palocci no governo tem a sua lógica, mas falta combinar com o adversário. 

(*) Nilson Borges Filho é doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog.

quinta-feira, maio 26, 2011

TERCEIRO MANDATO DE SATANÁS ANIQUILA DILMA

Lula, com aquela cara de satanás de subúrbio, passou a ocupar um vácuo deixado no governo pelo afastamento de Dilma das negociações, a crise que envolve Palocci e a falta de capacidade do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, para exercer sua função de articulador. Com isso, acaba confirmando o temor de que seria uma presença extra-oficial no mandato de Dilma. Na verdade, Lula não é uma presença extra-oficial. A rigor está exercendo, como nunca antes neste país, o terceiro mandato. O site da revista veja faz uma análise do comportamento do Apedeuta que se transformou numa espécie de Senhor das Trevas botocudas que, a exemplo de satanás, pensa que pode tudo. Extraí este trecho da análise do site de Veja: Leiam:
Para o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), o governo foi terceirizado. “O Lula já não pode ser chamado de ex-presidente, porque ele passou a dividir o poder com a Dilma, diante da omissão dela em gerenciar a crise política”, critica. “A Dilma virou o cavalo de santo dele – a entidade baixa nela e manda. Daqui a pouco ele vai poder nomear pessoas e seu poder vai só aumentando”. 
O historiador e pesquisador da Universidade Federal de São Carlos Marco Antonio Villa avalia que a presença de Lula deixa clara a fragilidade política do governo de Dilma. “Se na primeira crise simples já foi preciso chamar um ex-presidente para apagar o incêndio como se fosse bombeiro, é porque a situação é grave", afirmou. "A presidente não soube conviver com a pressão nos primeiros cinco meses de mandato, imagina se houver uma crise forte de verdade.” Villa diz ser negativo para o país que Lula, sem mandato, sem ser ministro nem exercer uma função diretiva oficial no PT, atue institucionalmente no governo. “Nunca antes na história deste país isso aconteceu, aliás, como a jabuticaba, essas coisas só são vistas aqui mesmo”, ironiza Villa.
Apesar da promessa de não fazer declarações públicas nem conceder entrevistas até o final de junho, o ex-presidente anunciou seu retorno há cerca de um mês. Para uma plateia de metalúrgicos sindicalistas, deixou escapar que sentia uma “comichão” de tanta vontade de voltar ao poder. “Eu ainda não desencarnei totalmente do meu mandato de presidente, não é uma tarefa fácil”, confessou. "Eu estou com vontade de tudo, mas tenho que me controlar".  Ao ver o governo de sua sucessora em apuros, Lula, mais do que rápido, perdeu o controle. Do portal da revista Veja