Produtores de arroz fizeram uma manifestação com tratores e caminhões na tarde desta quinta-feira (30), na Praça do Centro Cívico, em Boa Vista. Eles reclamam da ordem judicial de desocupação da terra indígena Gambá Serra do Sul.
O prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a saída pacífica dos não-índios da reserva termina à meia-noite desta quinta-feira.
"Nosso objetivo é protestar e mostrar que não estamos mortos. Podemos estar numa situação difícil, mas não abaixamos a cabeça e nem estamos com medo. Os homens e mulheres de Roraima andam de pé e não de joelhos”, disse o produtor Paulo César Quartiero, organizador da manifestação, à reportagem da Agência Brasil (órgão oficial de informação ligado ao governo brasileiro).
'Zoológico humano'
O governador de Roraima, José de Anchieta Júnior, disse, nesta quinta-feira, que não vai pedir mais tempo para que a população não-indígena deixe a reserva Raposa Serra do Sol. “Não pretendo, não vou discutir. Esse assunto já foi discutido exaustivamente. Aquilo vai se transformar num verdadeiro zoológico humano. Sem a menor condição de sobrevivência, sem contato com o branco, o que vamos ver lá serão animas humanos”, disse ele.
Ainda de acordo com a Agência Brasil, não há resistência por parte das pessoas que não saíram da reserva, mas faltaria logística para isso. “São pessoas que estão lá há quatro gerações e não têm para onde ir, nem como se locomover”, afirmou o governador.
Segundo ele, cerca de um milhão de sacas de arroz vão se perder sem serem colhidas em função da retirada dos arrozeiros da área. (Leia MAIS)






















