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quarta-feira, fevereiro 01, 2012

A ÚLTIMA OPORTUNIDADE DE SALVAR A VENEZUELA

O diplomata Diego Arria
O ex-embaixador da Venezuela antes as Nações Unidas, Diego Arria, advertiu que as eleições presidenciais venezuelanas deste ano constituem uma das conjunturas mais importantes na história do país que definirá se finalmente despera do que tem sido um pesadelo de 13 anos ou se termina por subumbir nas mandíbulas de uma ditadura comunista.
Mas Arria, um dos cinco aspirantes por conseguir a indicação da oposição para as eleições presidenciais de outubro, admitiu aue o caminho quer os opositores tem diante de si não nada fácil devido ao férreo controle que o caudilho Hugo Chávez exercer sobre a autoridades eleitoral.
"Eu firmemente creio que esta será a última oportunidade de perder ou resgatar o país", disse Arrias durante uma entrevista coletiva de imprensa nos Estados Unidos.
"Uma vitória do senhor Chávez [...] poderá significar a dissolução do Estado de venezuelano, convertendo-se numa república socialista absolutamente, e inclusive abrindo as portas para associar-se com estados como o Estado cubano, com a criação de um estado supranacional" - observou.

Mas a oposição, cujo candidasto será eleito nas eleições primárias de 12 de fevereiro, compete em desigualdade de condições, advertiu Arria, acusando o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de não ser árbitro independente.
"Esta é a última parada do senhor Chávez e aglutinam-se todos os piores setores de seu governo para fazer a última resistência", frisou Arria, que também foi ministro e governador durante administrações anteriores.
"Se os venezuelanos não enfretarem seriamente o Conselho Nacional Eleitoral, que é o ministério de eleições do senhor Chávez, será muito difícil, para não dizer quase impossível, ganhar as eleições", acrescentou.  Leia AQUI toda a entrevista - en español

Read more here: http://www.elnuevoherald.com/2012/02/01/1115695/arria-la-ultima-oportunidad-de.html#storylink=cpy

quarta-feira, novembro 23, 2011

VÍDEO MOSTRA MOMENTO EM QUE EMBAIXADOR DIEGO ARRIA ENTREGA NA CORTE DE HAYA DENÚNCIA CONTRA HUGO CHÁVEZ POR CRIMES DE LESA-HUMANIDADE


Este vídeo do site da Rádio Nederland (Holanda), reporta o momento em que o embaixador e político venezuelano pré-candidato presidencial da oposição, entrega à Corte Internacional de Haya, na Holanda, a denúncia contra o ditador Hugo Chávez por crimes de lesa-humanidade. Lá no site da Rádio Nederland há também um texto en español abordando o fato que ganhou dimensão internacional. Vejam o vídeo acima que está em espanhol, porém dá perfeitamente para entender a mensagem do embaixador Diego Arria, bastando ouvir com atenção.

segunda-feira, novembro 21, 2011

HUGO CHÁVEZ É DENUNCIADO NA CORTE DE HAYA POR CRIME DE LESA-HUMANIDADE

Chávez, o gorila, processado perante a Corte de Haya
O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, foi denunciado nesta segunda-feira na Corte Penal Internacional (CPI) de delitos de lesa-humanidade por um dos seis aspirantes a ser o candidato da oposição nas eleições presidenciais do próximo ano, o embaixador Diego Arria.
Arria, que é embaixador da Venezuela ante a OEA, disse ao canal de televisão Globovisión que apresentou a acusação ante o principal promotor da CPI, Luiz Moreno Ocampo, em sua sede em Haya, que deverá encaminhá-la imediatamente à Sala de Juízo Preliminares "onde se decidirá se é pertinente ou não".
O diplomata venezuelano revelou que esteve preparando a denúncia "durante mais de um ano e meio", acrescentando que "há um inventário de ações realmente terríveis, das brutalidade cometidas contra milhares de venezuelanos, que vão desde assassinatos até deslocamentos forçados e eliminação da propriedade, como parte de uma política sistemática generalizada de Estado de violar os direitos humanos e realmente cometer crimes de lesa-humanidade". Perguntado pelas identidades das milhares de vítimas que diz representar, Arria respondeu: "Não se pode revelar nomes"até que o promotor "determine avançar" no processo e também por "temor a retaliações do governo venezuelano". Leia MAIS - en español

segunda-feira, setembro 19, 2011

DIPLOMATA VENEZUELANO TEME EXPLOSÃO DA VIOLÊNCIA NA VENEZUELA


Ex-Presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Diego Arria, argumenta que os 13 anos de governo do caudilho Hugo Chávez tem sido uma tragédia para a Venezuela. (Acima o vídeo com a entrevista de Arria concedida ao jornal El Nuevo Herald)

O país retrocedeu décadas, mesmo que o presidente tenha recebido mais de US $ 1 bilhão de dólares em receitas do petróleo e a deterioração é tão forte que, se um páraquedista aterrissasse no país, não importa onde, a primeira coisa que notaria é o colapso da "infra-estrutura, pobreza, abandono do campo e a sujeira das cidades ", disse o diplomata em entrevista.

Mas isto não é o que mais preocupa o ex-embaixador venezuelano na ONU.


Mais preocupante é o clima de ódio que Chávez estabeleceu entre o povo venezuelano agora mais perto da guerra civil, disse ele.


"A linguagem crua, rude e ofensiva usada pelo chefe de Estado, e que seus seguidores massificam com a mídia, criou uma divisão entre os venezuelanos que jamais tivemos em nossa história", disse Arria, que durante seu mandato a ONU pôde ver de perto as condições que geraram a implosão social na Bósnia e Ruanda.


"O ódio significa que Chávez tem veneno e envenenou as mentes dos venezuelanos [...] Em todo o diagnóstico que é feito de um cenário de conflito na Venezuela é muito claro que as condições estão todas essas circunstâncias", disse ele.


Arria recentemente foi capaz de observar o grau de conflito que têm Venezuela. Ele estava em turnê pelo país no mês passado, quando ele e seus companheiros foram detidos e depois espancados por um grupo de pessoas ligadas a Chávez, perto de San Carlos, capital do estado de Cojedes.


"Eu não tinha visto olhares de ódio tão fortes no meu país", disse o diplomata. "Eu me lembrei que eu vi na Iugoslávia, entre sérvios e muçulmanos, ou o que vimos em Ruanda", onde cerca de 800.000 pessoas foram mortas em três meses de violência étnica.


O ódio é compartilhado igualmente entre apoiadores e opositores do presidente Chávez, mas há uma diferença entre os dois grupos: "Os partidários de Chávez recebem armas de guerra e são treinados para usá-as com o propósito de defender a "revolução".


Existem vários grupos que estão armados pelo governo, alguns dos quais são mais violentos do que outros. Eles variam em tamanho. O maior destes é o corpo de milícias, uma força de 125.000 homens e mulheres a quem o governo espera aumentar para 300.000.


Segundo Arria, todos esses grupos armados representam para as forças democráticas do país um risco ainda maior do que poderia representar os militares leais a Chávez no momento do conflito.


"Não posso conceber que os militares usem esses tanques russos comprados por Chávez para atacar a população, ou aeronaves Sukoy para bombardear as cidades na Venezuela. Isto nunca acontecerá com as Forças Armadas venezuelanas, mas eu acredito que esses perigosos civis paramilitares são capazes de qualquer coisa ", disse ele. Clique AQUI para ler a reportagem completa - en español



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