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segunda-feira, janeiro 03, 2011
Sponholz: Erenice carimba a faixa presidencial da Dilma
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quinta-feira, setembro 16, 2010
BORNHAUSEN DIZ QUE DILMA TEM DE SER INVESTIGADA
O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen (SC), disse hoje, em nota divulgada à imprensa, que a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff tem de ser investigada pelos escândalos envolvendo sua sucessora no cargo, Erenice Guerra. "Os fatos denunciados com provas incontestáveis ocorreram quando a ex-ministra estava no comando do mais importante órgão do Poder Executivo, abaixo apenas da Presidência da República", diz Bornhausen na nota.
Para o líder do DEM, "Dilma é culpada ou por conivência ou por omissão", uma vez que Erenice Guerra chegou a um dos cargos mais importantes da República pelas mãos da petista. "Todo o Brasil está pasmo com o que se transformou a Casa Civil nos últimos sete anos e oito meses", avaliou. "O principal órgão de assessoramento do presidente da República, constitucionalmente responsável pela filtragem dos atos do chefe do Executivo, foi tomado de assalto primeiro por José Dirceu e, agora, por Erenice Guerra", acrescentou.
Segundo Bornhausen, as denúncias são sérias e a demissão de Erenice comprova essa tese. "Demissão, aliás, que não foi espontânea, e sim provocada pelo Presidente da República, que não surpreende por ser uma prática rotineira neste governo federal", avalia o líder do DEM.
Bornhausen ainda destaca que a Polícia Federal (PF), que se dizia impedida de investigar Erenice Guerra, agora pode fazê-lo, já que ela não ocupa mais o cargo de ministra. Para ele, "os novos fatos de tráfico de influência praticado por familiares de Erenice Guerra, revelados hoje, a demissão de Erenice e o silêncio da ex-ministra Dilma Rousseff justificam e exigem a instauração imediata de inquérito". Para ele, essas providências são necessárias e urgentes não por causa das eleições, mas "para defender o país, o Estado, enfim, a nação brasileira". Do portal do Estadão
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Para o líder do DEM, "Dilma é culpada ou por conivência ou por omissão", uma vez que Erenice Guerra chegou a um dos cargos mais importantes da República pelas mãos da petista. "Todo o Brasil está pasmo com o que se transformou a Casa Civil nos últimos sete anos e oito meses", avaliou. "O principal órgão de assessoramento do presidente da República, constitucionalmente responsável pela filtragem dos atos do chefe do Executivo, foi tomado de assalto primeiro por José Dirceu e, agora, por Erenice Guerra", acrescentou.
Segundo Bornhausen, as denúncias são sérias e a demissão de Erenice comprova essa tese. "Demissão, aliás, que não foi espontânea, e sim provocada pelo Presidente da República, que não surpreende por ser uma prática rotineira neste governo federal", avalia o líder do DEM.
Bornhausen ainda destaca que a Polícia Federal (PF), que se dizia impedida de investigar Erenice Guerra, agora pode fazê-lo, já que ela não ocupa mais o cargo de ministra. Para ele, "os novos fatos de tráfico de influência praticado por familiares de Erenice Guerra, revelados hoje, a demissão de Erenice e o silêncio da ex-ministra Dilma Rousseff justificam e exigem a instauração imediata de inquérito". Para ele, essas providências são necessárias e urgentes não por causa das eleições, mas "para defender o país, o Estado, enfim, a nação brasileira". Do portal do Estadão
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ESCÂNDALOS ABALAM CANDIDATURA DE DILMA
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), aposta que o escândalo que provocou a demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, vai abalar a campanha presidencial da candidata petista Dilma Rousseff. Foi o que ele próprio afirmou, por telefone, certo de que a ministra só deixou o cargo esta manhã para poupar sua candidata.
"A ministra Erenice se diz vítima de uma campanha eleitoreira, mas foi ela quem pediu demissão por razões claramente eleitorais", disse. "Como a candidatura da Dilma será afetada pelo escândalo, a demissão é uma tentativa de reduzir o tamanho do estrago", completou Guerra, salientando não ter dúvidas de que governo e PT decidiram "entregar os anéis para não perderem os dedos".
A cúpula do PSDB acredita que as denúncias, que envolvem empreguismo, tráfico de influência e cobrança de propina, é muito mais fácil de ser assimilado pela opinião pública do que o episódio da quebra dos sigilos de dirigentes tucanos e da filha do candidato do partido à Presidência, José Serra. O senador lembra que a Casa Civil já produziu a demissão "dramática" do ministro José Dirceu, para citar que foi "abatido" pelo escândalo do mensalão e "substituído pela dupla" Dilma e Erenice.
"Foi a Dilma quem escalou a Erenice como braço direito dela e, agora, não dá para ela dizer que não conhecia esta situação. Mas ainda que diga que não conhece, terá que dar explicações ao povo, porque vai mostrar que ela não tem liderança para comandar coisa nenhuma", afirmou Sérgio Guerra.
Ameaça à democracia
"A ministra Erenice se diz vítima de uma campanha eleitoreira, mas foi ela quem pediu demissão por razões claramente eleitorais", disse. "Como a candidatura da Dilma será afetada pelo escândalo, a demissão é uma tentativa de reduzir o tamanho do estrago", completou Guerra, salientando não ter dúvidas de que governo e PT decidiram "entregar os anéis para não perderem os dedos".
A cúpula do PSDB acredita que as denúncias, que envolvem empreguismo, tráfico de influência e cobrança de propina, é muito mais fácil de ser assimilado pela opinião pública do que o episódio da quebra dos sigilos de dirigentes tucanos e da filha do candidato do partido à Presidência, José Serra. O senador lembra que a Casa Civil já produziu a demissão "dramática" do ministro José Dirceu, para citar que foi "abatido" pelo escândalo do mensalão e "substituído pela dupla" Dilma e Erenice.
"Foi a Dilma quem escalou a Erenice como braço direito dela e, agora, não dá para ela dizer que não conhecia esta situação. Mas ainda que diga que não conhece, terá que dar explicações ao povo, porque vai mostrar que ela não tem liderança para comandar coisa nenhuma", afirmou Sérgio Guerra.
Ameaça à democracia
O dirigente tucano admite que este escândalo pode não influir no resultado final da eleição presidencial, mas destaca que, independentemente disso, este caso tem ligação direta com a democracia.
"Se somarmos isto ao dossiê contra Ruth Cardoso (mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), que a Erenice chamou de banco de dados, à ação do presidente da República que fala em extirpar o DEM e sai pelo Brasil cassando senadores da oposição, temos um conjunto assustador, que ameaça a democracia", conclui Guerra. Do portal do Estadão
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"Se somarmos isto ao dossiê contra Ruth Cardoso (mulher do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso), que a Erenice chamou de banco de dados, à ação do presidente da República que fala em extirpar o DEM e sai pelo Brasil cassando senadores da oposição, temos um conjunto assustador, que ameaça a democracia", conclui Guerra. Do portal do Estadão
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EMPRESÁRIO REVELA DETALHES DO ESQUEMA E AFIRMA QUE DILMA É 'A MULHER DE FERRO'
Não deixe de ler este resumo que está no portal Folha.Com da entrevista que o empresário Rubnei Quícoli concedeu ao jornal Folha de São Paulo revelando detalhes do esquema de propinas que funcionava dentro da Casa Civil.
O empresário Rubnei Quícoli disse que ficou "horrorizado" e se sentiu "lesado" ao receber a proposta de contrato da Capital Consultoria, empresa que pertence a um filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.
A seguir, trechos de uma das entrevistas que o consultor deu à Folha
Folha - Quando e como você foi apresentado à empresa Capital?
Rubnei Quícoli - Me foi apresentado o Marco Antonio [ex-diretor dos Correios]. Ele ficou durante um tempo como diretor dos Correios e me trouxe o [sobrinho dele, que trabalhava na Casa Civil] Vinícius, onde foram viabilizados esses e-mails para poder ir para a Casa Civil para demonstrar esse projeto.
É lógico que o pessoal viu o tamanho do investimento e todo mundo criou uma situação favorável para ele, em termos de participação e intermediação. Acho que todo mundo que trabalha tem direito a alguma coisa, mas dentro de uma coisa normal.
Estive na Casa Civil junto com a Erenice, que era a secretária-executiva da Casa Civil. A Dilma não pôde me receber, estava com outros afazeres. Ela sabe do projeto, recebeu em 2005, se não me engano. O documento foi encaminhado para o MME [Ministério de Minas e Energia].
Houve essa reunião com a Erenice, que encaminhou isso para a Chesf. A Chesf teve reunião conosco, me parece que um deles teve problema de saúde, isso acarretou todo esse tempo em que aconteceu esse contrato de participação, de intermediação.
Eu fiquei horrorizado de ter que pagar R$ 40 mil por mês para eles terem um favorecimento de acesso. Para que eu vou pagar se não vai sair [o crédito]? Eles diziam que iria sair, para dar sustentação e eu pagar os R$ 40 mil. E eu decidi com [os sócios] o Aldo e o Marcelo não pagar nada e esperar ver.
Quando você conversou com o Vinícius, ele se apresentou como da empresa Capital?
Não, ele disse que iria me levar para o escritório que daria a sequência do trabalho, que precisaria do escritório para dar manutenção, assessoria e consultoria para a gente não ficar desprotegido.
Erenice prometeu fazer algo?
Ela se colocou num patamar assim: "Vou ver onde eu coloco isso". Ela colocou que a Chesf seria a empresa recomendada porque está no Nordeste. Nessa condição ela agiu corretamente. [...] Até então eu nem sabia da existência da Capital, para mim o negócio estava sendo direcionado ao governo. Eu não sabia que existia propina no meio, contrato, que eu teria que pagar. Não dá para entender a pessoa deixar um filho [Israel Guerra] tomar conta de um ministério. É um projeto que foi investido muito dinheiro para parar por conta de propina.
O senhor recebeu e-mail com cobrança. O que queriam?
A ideia principal era amarrar o aporte e a manutenção de R$ 40 mil para eles porque era final de ano. A gente sabe como funciona Brasília. Eles [a Capital] queriam receber antecipadamente uma mensalidade para poder se manter. Quem está fazendo uma intermediação de R$ 9 bilhões e vai se preocupar com R$ 40 mil por mês? Não dá para entender.
Como você reagiu quando pediram dinheiro?
Eu mandei, desculpe a expressão, para a puta que o pariu. Falei: "Vocês estão de brincadeira?" [Disse] que não assinava nada.
Em que momento o Israel apareceu?
O que aconteceu depois? Isso foi informação do Marco Antônio. Ele falou que precisava de R$ 5 milhões para poder pagar a dívida lá que a mulher de ferro tinha. Que tinha que ser uma coisa por fora para apagar um incêndio.
Quem era a mulher de ferro?
A mulher de ferro é a Dilma e a Erenice, as duas. Não sei quanto é a dívida de uma e de outra. Eu sei que a Erenice precisava de dinheiro para cobrir essa dívida. O Marco Antônio é que pediu. Eu falei: "Eu não vou dar dinheiro nenhum. Eu estou fazendo um negócio que é por dentro e estou me sentindo lesado".
Aí o Marco Antônio falou: "O Israel, filho da Erenice, bloqueou a operação porque você não deu o dinheiro". Isso é a palavra do Marco Antônio. Eu respondi: "Não tenho conversa com bandido". Isso aconteceu há três meses. Foi o último contato com eles.
Você esteve com o Israel?
O encontro foi no escritório do Brasília Shopping. O Israel nunca pediu nada porque eu não dei chance. Eu não sabia que ele era filho da Erenice. Soube pelo Marco Antônio. Quanto à atitude dele, barrar um negócio desse por conta do dinheiro me deixou totalmente nervoso, com atitude até agressiva.
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