TRANSLATE/TRADUTOR

Mostrando postagens com marcador HENRIQUE MEIRELLES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador HENRIQUE MEIRELLES. Mostrar todas as postagens

terça-feira, novembro 23, 2010

MEIRELLES TOMBA. BC DEVE FICAR COM TOMBINI

O Palácio do Planalto dá como certa a indicação do diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para assumir a presidência do Banco Central no governo de Dilma Rousseff. Dilma se encontra, provavelmente, nesta terça-feira, 23, à noite com o atual presidente do BC, Henrique Meirelles. Segundo fontes, o anúncio da equipe econômica deve ser feito amanhã. No ministério da Fazenda, Guido Mantega continua no posto. Do portal do Estadão

domingo, novembro 21, 2010

A ÉTICA PETRALHA E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO BOTOCUDO

Sempre afirmo que a mídia, seja lá qual for e onde estiver situada no espectro político e ideológico será sempre uma ferramenta do lobby político. Assim, o que é veiculado pela mídia geral 90% constituem lobby e 10% são fatos. É claro que são os 10% mínimos que conferem a credibilidade a um veículo de comunicação. Quando ele vende 100% do seu espaço torna-se um pasquim ridículo. Entenda-se aqui a política na clássica conceituação weberiana, isto é, a luta pelo poder e pela manutenção do poder. Feito esse nariz de cera, porém essencial para o que desejo provar, acompanhem o meu raciocínio.

A notícia principal de economia e de política atualmente é a permanência ou não de Henrique Meirelles no Banco Central. Como é sabido, Meirelles é o ponta de lança dos banqueiros. Nem por isso deva-se subestimar a sua competência. Meirelles foi presidente do Bank Boston e o auge de sua carreira de banqueiro ocorreu no coração do capitalismo internacional, nos Estados Unidos e num dos bancos mais tradicionais do mundo. Isso, por si só diz tudo.

Mas Meirelles por razões que desconheço trocou os Estados Unidos pelo Brasil. Aqui virou o xerife da moeda. Foi integrante do PSDB e se transformou em mais um trânsfuga oportunista a serviço do patrimonialismo, como é típico da política brasileira. Hoje está no PMDB que lhe serve melhor para conseguir tocar o Banco Central e fazer funcionar a economia brasileira na base do torniquete da maior taxa de juros do mundo, o que até agora tem permitido que Lula e seus sequazes metam a mão no jarro à vontade. Ou seja, para se manter no poder o PT passou a colher no fundo dos cofres estatais e Meirelles soube como ninguém administrar uma razoável estabilidade da moeda  aplicando uma impiedosa taxa de juros que asfixia principalmente os assalariados e, particularmente a classe média.

Esse milagre econômico petralha fundado na gastança desabusada do dinheiro público é que determina a necessidade de taxas de juros truculentas. Morro de rir quando Dilma diz quer pretende baixar os juros. Ora, esse tipo de política econômica que combina arrocho salarial com taxas de juros elevadas premia os banqueiros que nunca ganharam tanto dinheiro no Brasil. Há uma inusitada coincidência de propósitos entre os petistas e os patrões, que sociologicamente se conhece como "conceito de afinidade eletiva", isto é, parafraseando o magistral livro de Max Weber, vive-se no Brasil do PT sob a máxima: "A ética petralha e o espírito do capitalismo botocudo".

É evidente que o capital financeiro é o primeiro e o principal fiador da permanência do esquema petista no governo. Além dos banqueiros se incluem igualmente os grandes empresários cujas empresas também possuem suas próprias financeiras. Todos têm os seus próprios bancos que amealham o dinheiro dos assalariados via empréstimos a taxas de juros elevadíssimas para financiar seus próprios negócios. Sem contar que tomam dinheiro do BNDES a juros subsidiados quando a coisa aperta ou quando necessitam turbinar suas mutretas.

Para que esse esquemão mantenha-se intacto, isto é, com a continuação da gastança pública é necessário à frente do Banco Central alguém que tenha muita credibilidade, experiência e competência. Dos quadros do PT e do PMDB não existe ninguém que supere Meirelles na competência e no domínio dessa área. Qualquer vacilo econômico nestas alturas dos acontecimentos pode ser fatal, haja vista que Meirelles dia desses apontou para "algum perigo" na bolha nos ativos originada pelo alto volume dos empréstimos pessoais.

Retomando o início destas linhas é fácil notar como pululam pelo noticiário econômico matérias que defendem a permanência de Meirelles no Banco Central. E os recados, como se pode constatar, partem dos grandes e fundamentais financiadores da campanha do PT que são os banqueiros e os mega empresários. Como disse, 90% do que é veiculado pela mídia em geral representa lobby e o núcleo duro da economia não está a fim de abrir mão daquilo que Lula costuma jactar-se "o Brasil vive um momento mágico". Por um lado, Lula tem toda a razão. E o mago é o Henrique Meirelles.

Nas minhas modestas contas, já que não sou economista, não vislumbro nada de bom no curto e médio prazo. A última reunião do ano do Copom marcada para este mês voltará a aumentar a taxa de juros que Meirelles segurou para eleger a Dilma.

O que está em discussão neste momento é como fazer para que o governo do PT siga gastando à vontade sem que a bolha subprime botocuda já antevista por Meirelles exploda. 

Enquanto o "patrimonialismo" continuar a ser entendido como sinônimo de "capitalismo" o Brasil permanecerá patinando. Há 500 anos que o assunto econômico dos jornais é o mesmo: juros têm de baixar. Mas ninguém ousa condenar o permanente assaque criminoso aos cofres públicos que no atual governo chegou a níveis jamais vistos neste país.

sexta-feira, novembro 19, 2010

MEIRELLES VÊ RISCO DE BOLHA NOS ATIVOS E EXCESSO DE LIQUIDEZ NO CRÉDITO...HUMMM...

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse ter visto "algum risco" de bolha no preço dos ativos e excesso de liquidez no crédito, em consequência do fluxo de entrada de capital. "Estamos tratando de tais questões vigorosamente para evitar desequilíbrios domésticos e bolhas de ativos", disse.

Meirelles previu ainda que o déficit em conta corrente do Brasil poderá ampliar-se fortemente para US$ 67 bilhões no próximo ano, de cerca de US$ 39 bilhões este ano. O comentário foi feito durante a 6ª Conferência de Bancos Centrais em Frankfurt.

O presidente do BC acrescentou que a economia do Brasil deve registrar expansão de cerca de 7,3% este ano, mas que o crescimento deve moderar-se em 2011, com a economia movendo-se possivelmente para a taxa potencial.
Meirelles afirmou também que os governos deveriam trabalhar em direção à coordenação global, mas defendeu que, ao mesmo tempo, cada jurisdição seja muito clara quanto a proteção de sua própria economia dos desequilíbrios globais.

"Isto é basicamente o que estamos fazendo e o que cada país nessa situação deveria fazer", disse Meirelles. Do portal do Estadão

DILMA DESPACHA HENRIQUE MEIRELLES

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, está decidido a não aceitar nenhum convite para permanecer à frente da instituição, caso a presidente eleita, Dilma Rousseff, não lhe garanta autonomia absoluta de ação. Meirelles também não aceita a hipótese de servir de tampão durante o primeiro trimestre, até a escolha de um novo e definitivo presidente do BC.

Meirelles considera que ceder na autonomia – e há informações de que ela lhe será tomada, de forma a fazer com que a taxa de juros venha a sofrer queda mais rápida, até chegar a 2% (acima da inflação) em 2014 – comprometerá sua biografia e a credibilidade que conquistou nos oito anos à frente do BC, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Portanto, apurou o Estado, o caminho mais certo até agora no xadrez da montagem do ministério de Dilma será a substituição de Meirelles por um nome que tenha forma de pensar mais próxima da presidente eleita e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmado no cargo. Meirelles estava quinta-feira em Frankfurt.

Dilma considera que a atuação de Meirelles foi muito importante para sustentar a política de combate à inflação do governo Lula. E que foi também certeiro nas medidas de contenção dos efeitos da crise econômica mundial de 2008 e 2009 no Brasil, ao liberar R$ 100 bilhões dos depósitos compulsórios dos bancos para irrigar o crédito num momento em que faltava dinheiro para o giro de capital de empresas e de pessoas físicas.

Mas Dilma quer centralizar em torno de si todas as ações econômicas do início do governo. Ela acha que o BC, combinado com a Fazenda e o Planejamento, tem de encontrar formas diferentes de promover o combate à escalada da inflação, hoje muito restrita ao aumento da taxa de juros. Como Dilma pretende sinalizar que vai baixar os juros de imediato, ela quer que a primeira reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) jogue as taxas para baixo.

Com o anúncio da centralização da política econômica e da pressão para que os juros baixem – o que Lula nunca exerceu em relação ao Banco Central –, Meirelles sente-se numa posição desconfortável. Ele não gostou também de ter seu nome vinculado a um possível mandato-tampão à frente da instituição.

O presidente do Banco Central considera que, depois de cumprir um dos mais duradouros mandatos à frente da instituição (oito anos), se tornou qualificado para ocupar qualquer posto, seja na própria instituição, em um ministério ou até mesmo na Embaixada do Brasil em Washington.

Por isso, perder autonomia para aceitar o convite de ficar no BC poderia ser o grande erro de sua vida, capaz de afundar uma biografia que até agora exibe pontos positivos. 

Dilma tem repetido o que disse em entrevista concedida ao SBT no dia 2, quando falou de sua disposição de centralizar a economia. "Não serão pessoas que serão responsáveis por isso", afirmou, referindo-se ao tripé formado por metas de inflação, câmbio flutuante e contas equilibradas. Do portal do Estadão

quarta-feira, novembro 10, 2010

FRAUDE DO PANAMERICANO FOI DESCOBERTA HÁ MAIS DE UM MÊS PELO BC. PORTANTO NO INÍCIO DA CAMPANHA ELEITORAL DO 2° TURNO

A fraude de R$ 2,5 bilhões sofrida pelo Banco Panamericano foi encontrada há pouco mais de cinco semanas por técnicos do Banco Central. O problema foi detectado quando eram analisadas operações de crédito vendidas pela financeira do Grupo Silvio Santos aos grandes bancos de varejo.

Na análise feita pelo BC, foi constatado que essas instituições haviam adquirido operações do Panamericano em número menor que o declarado pela financeira do empresário Silvio Santos. É como se o comprador declarasse a aquisição de 10 carteiras, mas o vendedor registrava a venda de 50 operações.

Ao se deparar com a diferença de números, técnicos do BC passaram a avaliar carteira por carteira para encontrar a causa do problema. Foi um trabalho de mais de um mês. "Chegamos à conclusão de que o Panamericano havia vendido operações e não havia dado baixa no balanço. Por isso, o volume declarado era muito maior que o efetivo", diz fonte que acompanhou o processo. O erro se repetiu em várias carteiras especialmente de crédito consignado e financiamento de veículos.

Diante do problema, os administradores do Panamericano foram convocados para prestar esclarecimentos ao BC. De pronto, os gestores da financeira admitiram o problema. "Eles reconheceram que mantinham no balanço um ativo que já havia sido vendido", afirma a mesma fonte. Ao reconhecer a falha, o controlador do Panamericano, o empresário e apresentador de TV, Silvio Santos, tomou a frente das negociações para recuperar a saúde financeira da instituição financeira.

A venda de carteiras é um negócio comum entre bancos de pequeno e grande porte. No segmento de crédito, as instituições são separadas em dois grandes grupos. No primeiro, chamado de "originador", ficam as casas de menor porte - como o Panamericano - que têm pessoal de vendas pulverizado e abrangência capaz de gerar grande volume de empréstimos e financiamentos. 

Uma vez realizada a operação, a instituição menor vende a operação aos grandes bancos, que passam a administrar a carteira. Esse grupo é chamado de "gestor" ou "administrador". A operação é lucrativa porque o banco pequeno que vende recebe parte do valor total antecipadamente e pode reinvestir o dinheiro em novas operações de crédito. Para o grande, a compra é vantajosa porque ele ganha a rentabilidade dos empréstimos e tem custo administrativo muito menor que a despesa para se oferecer o mesmo crédito em suas próprias agências. Do portal do Estadão

CLIQUE E SIGA ---> BLOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER