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quinta-feira, março 22, 2012

ANDREA MOTIS, "MAIS DO QUE PALAVRAS"


As notícias são normalmente insólitas e desagradáveis, mas tenho a obrigação de noticiá-las e opinar aqui no blog na tentativa mostrar quanto é deletério o pensamento politicamente correto. Por isso faço a postagem deste vídeo que funciona como um alívio. A arte, neste caso a música, possui uma saudável carapaça de paz e beleza que lhe confere a condição de uma fortaleza infensa ao assédio das inquidades do mundo.
O vídeo reproduz uma apresentação de Andrea Motis, a grande reveleação do jazz da Catalunha, acompanhada pela banda de seu professor de música o maestro Joan Chamorro que excuta o contrabaixo. Já falei algumas vezes de Andrea aqui no blog. Aos 16 anos de idade Andrea já faz sucesso. Além de cantar muito bem, toca trompete e sax.
Embora mais afeita à interpretação dos standards do jazz e da bossa nova, Andrea desta vez canta uma música que é o maior hit da banda americana Extreme, intitulada More Then Words (Mais do que  Palavras), numa adaptação para o catalão de Marc Parrot (Mes Que Paraules)
Essa balada é bonita e parece que a adaptação está bem feita. Reparem que o catalão é mais ou menos uma mistura de espanhol, italiano, francês e até mesmo porutuguês. Vale a pena ouvir porque a música é bonita e Andrea um doce de criatura. Uma moça bonita, porém discreta e compenetrada, com convém aos melhores profissionais da música, apesar de ainda ser uma adolescente.

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

JAZZ ESPECIAL: JANE MONHEIT & JOHN PIZZARELLI

Este vídeo é uma preciosidade. A excelente Jane Monheit com o quarteto do extraordinário guitarrista John Pizzarelli, mandando de forma magistral o conhecido standard do jazz, "They Can't Take That Away From Me". Vídeo em HD. Clique em tela cheia e veja esse espetáculo.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

O "DESAFINADO" NA VOZ AFINADÍSSIMA DE ANDREA MOTIS, A GRANDE REVELAÇÃO DO JAZZ DA CATALUNHA.


Nem tudo está perdido, minha gente. Abro espaço para essa talentosa jovem revelação do jazz de Barcelona, Catalunha, Andrea Motis. Com apenas 16 anos de idade, deve completar 17 neste ano, Andrea Motis já é uma artista de primeira linha. Além de cantar afinadíssima, com estilo próprio e timbre diferenciado, ainda toca trompete e sax. 
Andrea foi uma descoberta casual do maestro Joan Chamorro que rege o quinteto e toca sax tenor nesta apresentação. Apaixonado pelo jazz, Chamorro é professor numa escola de música em Sant Andreu, um dos 11 distritos de Barcelona. Andrea Motis foi e é sua aluna nessa escola que reúne principalmente adolescentes e crianças que se dedicam a aprender a execução de um instrumento musical.
De repente o experiente maestro e multi-instrumentista viu que tinha um talento nato entre seu concorrido alunado: Andrea Motis, aos 12 anos já fazia parte dos grupos musicais que iam surgindo pelo dedicado trabalho de Chamorro. Logo Andrea já estava tocando e cantando em inúmeras apresentações dos grupos profissionais dirigidos pelo maestro. Recentemente, o quinteto de Chamorro gravou um CD de jazz em que a estrela é Andrea Motis.
Andrea canta com desevoltura e delicadeza os mais famosos standards do jazz e da bossa nova, como vocês podem conferir no YouTube. Nesta apresentação ao vivo no Festival Internacional de Jazz de Barcelona, no Teatro Coliseum, em novembro de 2011, Andrea arrebata o auditório lotado. Canta com rara competência, charme e swing, o Desafinado (versão em inglês), de Tom Jobim, uma das mais famosas composições desse brasileiro excepcional dotado de insuperável genialidade musical.
Acompanham Andrea nessa excelente performance Joan Chamorro, na regência e sax tenor; Ignasi Terraza, piano; Josep Traver, guitarra, David Mengual, contrabaixo e Esteve Pi, bateria.
Enquanto no Brasil a bossa nova é esquecida para dar lugar ao pagode, ao axé e ao sertanejo, no exterior é idolatrada em teatros lotados como mostra este vídeo. 
A bossa nova, como já afirmei aqui no blog em diversas oportunidades, é a única coisa de importância cultural internacional já criada no Brasil. Está no mesmo patamar do jazz e as composições de Tom Jobim estão rigorosamente no mesmo nível dos mais importantes compositores de jazz de todos os tempos.
Envio daqui do blog o meu afetuoso abraço a Andrea Motis e os melhores cumprimentos ao maestro Chamorro e a todos os músicos pela competência,  profissionalismo e bom gosto.
A apresentação está espetacular!

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quinta-feira, fevereiro 02, 2012

CÁSSIO MOURA QUINTETO: SHOW IMPERDÍVEL!

Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
O meu amigo e professor, Cássio Moura, com o qual tento recobrar o tempo perdido, pois parei de tocar guitarra por muitos anos, se apresenta com seu quinteto neste sábado no Café da Corte, conforme a ilustração acima. 
Cássio Moura, além de ser músico inteligente e dedicado com formação nos Estados Unidos, é uma excelente figura humana. "Imigrou" de São Paulo para Florianópolis com sua família quando tinha 9 anos de idade e hoje se considera uma autêntico florianopolitano. Divide suas apresentações com as atividades em sua gravadora Carajazz e é professor dos conservatórios de Itajaí e Joinville.
Cabe salientar que a gravadora de Cássio Moura recebeu recentemente uma visita ilustre: o célebre guitarrista americano Stanley Jordan, quando esteve em Florianópolis. Na oportunidade gravou um solo especial em faixa de um CD a convite do Projeto Tamar e a gravadora de Cássio realizou o trabalho.
O que lhes posso adiantar é que será um show imperdível. Jazz e bossa nova de primeira qualidade num ambiente acolhedor e singular, o Café da Corte, instalado num casarão colonial que data do tempo do Império. 
Conheço os músicos, todos excelentes profissionais. Portanto, recomendo esse excepcional show de jazz do Cassio Moura Quinteto.

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segunda-feira, dezembro 05, 2011

ESPECIAL: O JAZZ QUE VEM DA CATALUNHA!



Um competente maestro e professor de um curso municipal de música em Sant Andreu, um dos distritos de Barcelona, a capital da Província Autônoma da Catalunha, Espanha, fez emergir um grupo de talentos musicais fantásticos. São jovens adolescentes que já tocam como gente grande os mais famosos standards do jazz e se apresentam na televisão, rádio e em festivais e promoções culturais nas charmosas praças de Barcelona, em seus cafés e casas de shows.
Joan Chamorro, maestro multi-instrumentista, de repente constatou que poderia formar uma verdadeira big band ou ainda gravar, como de fato gravou recentemente, um CD de jazz com seu quinteto, sendo que a estrela é uma de sua alunas, Andrea Motis, que deve ter agora uns 16 anos de idade. Andrea além de cantar executa com rara competência o trompete e o saxofone e conhece o sucesso precocemente. 
O vídeo acima mostra Andrea Motis cantando e tocando com o quinteto de Joan Chamorro a deliciosa Dream a little dream of me. Chamorro conduz o grupo tocando o contra-baixo, embora domine também o saxofone, trompete e flügelhorn. 
Reparem que além de Andrea Motis há mais dois alunos dessa escola: Eva Fernandez, no sax alto e Iscle Datzira, no sax tenor com desempenhos impecáveis em se tratando de novatos em música. O naipe é perfeito. O grupo conta ainda com os excelentes Josep Traver, na guitarra e Olivier Rocque na bateria.
O segundo vídeo mostra a Jazz Band Sant Andreu totalmente integrada pelos alunos de Joan Chamorro, na regência, tocando numa praça de Barcelona durante uma festa ao ar livre onde as pessoas dançam e se divertem de forma entusiasmada, porém tranquila e educada. Nessa apresentação a garotada toca outro conhecido standard do jazz, Shiny Stockings, consagrado pela orquestra do saudoso Count Basie e que foi gravado pelas maiores celebridades do jazz. 
Está aí a Catalunha fazendo jazz de qualidade e, ainda por cima, promovendo o aparecimento de novos talentos. No YouTube há uma série de vídeos de Joan Chamorro com seu quinteto ou trio, mais Andrea Motis e outros jovens que fazem bonito. É auspicioso ver esses adolescentes estudando música seriamente. E o que impressiona mais é ver a discrição e profissionalismo de Andrea Motis, sua postura e responsabilidade profissional. 
Envio daqui do blog o meu cumprimento a todo o grupo, destacando o trabalho do maestro Joan Chamorro que conforme se vê nos vídeos vive intensamente a música e manifesta absoluta dedicação no ensino a esses extraordinários adolescentes.
É por isso que nem tudo está perdido. Tanto é que é por essas e outras que edito este blog.
Já vou até aprender um pouco de catalão...hehe..., que é uma mistura de espanhol, português e italiano, para qualquer dia desses dar uma volta em Barcelona só para ouvir Andrea Motis cantando No more blues (Chega de Saudade, do Tom Jobim). Em tempo: Barcelona é a maior cidade espanhola depois de Madrid e a Catalunha uma das regiões mais desenvolvidas da Espanha.
Mais adiante postarei aqui no blog o vídeo com Andrea cantando bossa nova em inglês. Enquanto isso vocês podem clicar sobre um dos vídeos para ir até o YouTube ver outras apresentações da meninada e algumas faixas do CD de Joan Chamorro seu quinteto com Andrea Motis.

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domingo, outubro 30, 2011

RENEE OLSTEAD: 'PENNIES FROM HEAVEN'.


Para abrir este domingo, depois de uma semana de notícias carregadas, trago para vocês esse fabuloso show de Renee Olstead, essa extraordinária jovem cantora de jazz juntamente com o trompetista Chris Botti, guarnecidos por uma orquestra de primeira, interpretando Pennies From HeaveN. Som e imagem de ótima qualidade. Imperdível.
Tenham todos um excelente domingo.

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domingo, outubro 23, 2011

CARNEGIE HALL SALUTES THE JAZZ MASTERS


Para que não se perca a dimensão da verdadeira arte, daquilo que é o mais puro linimento para a alma, que é a música popular de qualidade sendo o jazz a expressão mais apurada do bom gosto, trago para vocês uma apresentação especial da extraordinária cantora Dee Dee Bridgewater acompanhada pela fantástica Carnegie Hall Big Band, interpretando um standard do jazz espetacular, que é a música Shiny Stocking. Seguem-se mais duas apresentações, mas destaco a primeira porque gosto muito desta música e o arranjo está irretocável. Sem falar na interpretação de Dee Dee, cuja voz é um instrumento musical de afinação meticulosa.
Quero com esta postagem lembrar aos destruidores do bom gosto, da educação, da organização, da limpeza, do glamour e, por que não, da etiqueta, que os brasileiros em sua maioria são idiotas e estúpidos, mas ainda há na nossa sociedade os que resistem bravamente à imposição do kitsch ou, mais precisamente, da estética da sacanagem.
Este show foi realizado no Carnegie Hall, em New York em 1994. Reuniu as maiores celebridades do jazz nesse magnífico conserto que comemorou o 50º Aniversário da Verve Records, a mais importante gravadora de artistas do jazz. Um brasileiro apenas está entre esse seleto grupo: Tom Jobim, que alguns meses mais tarde faleceu. No YouTube estão postadas todas as apresentações e existe um CD com as músicas, todas gravadas ao vivo. Tenho o CD, mas provalmente seja difícil encontrar por aqui atualmente. Comprar pela internet é a alternativa.
A postagem deste show de jazz é portanto para fazer um contraponto à escalada de iniqüidades que há mais de uma semana transforma o noticiário político brasileiro em noticiário policial.
Acrescento informações em inglês que estão no YouTube sobre esse histórico show:
On April 6, 1994, Verve Records held its 50th anniversary celebration by hosting a gigantic two-hour party, and inviting some of the top jazz musicians of the era to play. Carnegie Hall Salutes the Jazz Masters is hosted by Herbie Hancock and Vanessa Williams, who present such stars as Pat Metheny, Roy Hargrove, Betty Carter, Al Foster, Bruce Hornsby, and Yosuke Yamashita. These luminaries pay tribute to the jazz greats of the past, performing works by Charlie Parker, Billie Holiday, Ella Fitzgerald, and Count Basie.

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segunda-feira, agosto 29, 2011

UM SHOW DE JAZZ ÀS VÉSPERAS DA SOCIEDADE OCIDENTAL COMEÇAR A SER VILIPENDIADA PELA DELETÉRIA CONTRACULTURA

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Para começar esta segunda-feira trago para vocês uma apresentação especial de Anita O'Day, célebre cantora de jazz americana. Ela canta duas músicas que são consagrados standards do jazz: Sweet Georgia Brown e Tea for Two em dois arranjos onde ela mostra o completo domínio da voz e dá um passeio nos improvisos dialogando intensamente com o trio de piano, baixo e bateria que a acompanha.
Aproveito este vídeo para formular algumas reflexões (êpa!) no que tange ao tipo de sociedade que se tem em 2011 e aquela que se tinha nos anos 50 do século XX. Sim, porque esta filmagem retrata o Festival de Jazz de Newport, nos Estados Unidos, em julho ou agosto de 1958.
O evento ocorre no auge do verão do hemisfério norte, ao ar livre. O público é grande, porém ordeiro e concentrado no espetáculo. O ambiente, diria, é familiar. Há jovens pais mimando seus bebês no embalo sincopado da música. As pessoas se comportam com elegância e educação; estão bem vestidas, num clima de absoluta paz. Trata-se, portanto, de algo muito diferente o que ocorre neste século XXI em shows ao ar livre.
Esse tipo sociedade que prezava os valores da educaçãos, os bons modos e a elegância e que permitiu  o extraordinário progresso dos Estados Unidos que contaminou positivamente todo o mundo ocidental, já estava nessa época - o final dos anos 50 - à beira do precipício da denominada contracultura que originou o movimento hippie, o culto às drogas e à anarquia social e política. Reparem que em certo momento a câmera flagra um tipo que destoa da maioria, usando barba e chapéu, tragando a fumaça de um cigarro, com aquele olhar em soslaio... Eles já começavam a aparecer.
Uns cinco ou seis anos depois dessa memorável apresentação de Anita O'Day em Newport o mundo já não seria mais o mesmo. O glamour, a educação e o respeito à lei e à ordem começavam a ser estraçalhados.
Foi no embalo do movimento também chamado de underground, que surgiram os primeiros fundamentos do pensamento politicamente correto. A partir daí o mundo mudou. E mudou para pior, pois nessa guerra de valores venceram os vagabundos, os vadios, os imundos, os drogados, os falsos pacificistas que se contrapunham à cultura ocidental e, de forma especial, à ética do trabalho. E tem mais: essa gente constituia um bando de anti-higiênicos e, quem sabe, provavelmente foram os vetores do virus da AIDS.
No âmbito político essa vagabundagem se perfilava em torno de promessas socialistas, comunistas e assemelhadas. O pacifismo por eles entoado acabou edulcorando regimes ditatoriais odiosos, como o cubano, tanto é que foi naquela época que a foto de Che Guevara começou a estampar as camisetas dos hippies. 
O estrago causado por essa guinada anárquica da sociedade ocidental foi tão grande que chegou a destruir inclusive a produção cultural de bom gosto e alto nível, seja na música, nas artes plásticas, na literatura, enfim, em todos os setores artísticos. Sem falar no fato de que o movimento contracultural contaminou seriamente as universidades imprimindo nelas o seu viés ideológico. Depois de cerca de meio século da eclosão desse movimento idiota tem-se aí o resultado: a destruição da família e o aumento inaudito da violência que campeia em todas as regiões do planeta. O que poderia parecer moderno e avançado nos anos 60 do século passado, tipificado pelo slogan Make Love, Not War, resultou nesse ambiente que caracteriza o século XXI, onde os cidadãos vivem numa verdadeira roleta russa e só podem contar com a sorte para sobreviver ante o assédio permanente e impune dos bandidos.
A reflexão que faço tomando por base um documentário de um concerto de jazz de 1958 do século passado não se trata de nostalgia, sentimento que reputo como dos mais cretinos, haja vista para o fato de que não tem qualquer sentido. Estou apanhando uma cena do passado como paradigma para examinar o presente. A constatação resulta inelutável. Verifica-se que houve uma degeneração dos hábitos e costumes, ou seja, um apodrecimento do tecido social, que se vai esgarçando ainda mais pela ação corrosiva do pensamento politicamente correto que considero o maior flagelo deste século. Não se trata de pregar o retorno ao passado; trata-se de de corrigir o presente no sentido de se preservar os principais valores da civilização ocidental da qual são emblemas a democracia e a liberdade.
Tenham todos uma ótima semana. O blog será atualizado no decorrer do dia.
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sexta-feira, agosto 12, 2011

JAZZ FUSION NUM SHOW GENIAL

Vale a pena ver de novo e sempre esta fabulosa apresentação ao vivo de Canteloupe Island, com o seu autor Herbie Hancock ao piano e o fabuloso guitarrista Pat Metheny. Baixo e bateria igualmente irrepreensíveis. Canteloupe é um dos emblemas do jazz fusion.

Este vídeo já conta com mais de 4 milhões de acessos. Por ser uma gravação de show ao vivo cresce em importância pois que evidencia a excepcional qualidade desses músicos. É uma peça imortal!


A qualidade e o som deste vídeo estão muito boas. Portanto, vale a pena ver e ouvir.


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sábado, agosto 06, 2011

ESPELHO DAS ÁGUAS: A BELEZA DA MÚSICA E DA POESIA DO GRANDE TOM JOBIM


Em meio a tantas iniqüidades sob a dominância de um ambiente kitsch que marca este século XXI é a tecnologia que nos salva e proporciona o resgate e compartilhamento de obras de arte como são a música e a poesia de Tom Jobim, que está entre os maiores, se não é o maior compositor no âmbito internacional da música popular. "Espelho das Águas", embora não seja a mais conhecida desse prolífico compositor é uma de suas composições mais bonitas. Além de pianista, flautista, violonista, compositor e maestro de rara criatividade, Tom era também um poeta apaixonado e de seu cérebro brilhante fluiram canções e poemas de rara beleza. Tanto é que suas músicas se transformaram em standards e são interpretadas e gravadas em todos os quadrante do planeta pelos maiores nomes do jazz e faz parte da bossa nova, gênero musical do qual Tom foi um dos criadores ao lado de João Gilberto. A rigor, a bossa nova é a única coisa relevante criada no Brasil.
Este vídeo traz apenas o áudio dessa gravação de Simone, num bem cuidado arranjo de César Camargo Mariano que toca e também dirige a orquestra que inclui instrumentistas consagrados como o guitarrista e violonista Hélio Delmiro e o grande acordeonista Sivuca, este já falecido.
Curioso é que a expressão artística legítima acontece durante rápidos interregnos na história da humanidade. Isto pode se repetir, mas também pode nunca mais acontecer. Este século XXI está sendo um deserto na seara da música e, praticamente, em todas as demais produções artísticas. 
É interessante notar que os momentos mais expressivos da verdadeira arte têm impacto positivo no âmbito da política, determinando a valorização da democracia e da liberdade. Até porque beleza e liberdade, costumo afirmar, são corolários. Não há beleza sem liberdade. São conceitos interdependentes. 
Transcrevo a letra da música e abaixo a ficha técnica desta gravação:
Espelho das Águas
(Tom Jobim)

Meus olhos cansados procuram
Descanso no verde do mar
Como eu procurei em você
O descanso que a vida não dá

Seria talvez bem mais fácil
Deixar a corrente levar
Quem sabe no fundo eu quisesse
Que tu me viesses salvar

Depois lá no alto das nuvens
Você me ensinava a voar
Mais tarde no fundo da mata
Você me ensinava a beijar

Meus olhos cansados do mundo
Não se cansam de contemplar
Tua face, teu riso moreno
Teus olhos do verde do mar

Meus olhos cansados de tudo
Não cansam de te procurar
Meus olhos procuram teus olhos
No espelho das águas do mar

Supõe que eu estivesse morrendo
Mas não te quisesse alarmar
Pensei que você não soubesse
Que eu me queria matar

Meus olhos cansados de tudo
Não cansam de te procurar
Meus olhos procuram teus olhos
No espelho das águas do mar
Piano Yamaha: Cesar Camargo Mariano
Guitarra, violão, assovio: Hélio Delmiro
Baixo: Pedrão
Percussão: Chagal
Orquestra de Cordas:
Violinos: Pareshi (spalla), Alves, Aizik, Vidal, Walter Hack, Carlos Hack, Paschoal Perrotta, Guetta, Michel Bessler
Violas: Penteado, Macedo, Hindenburgo, Marcos Nisenson
Cellos: Watson Clis, Alceu
Acordeon: Sivuca
Arranjos e Regências: Cesar Camargo Mariano

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domingo, julho 24, 2011

O JAZZ E A BOSSA NA VOZ DELICADA DE STACEY KENT. UMA DÁDIVA NESTE DESERTO MUSICAL QUE TEM CARACTERIZADO O SÉCULO XXI



Um dos melhores shows musicais dos últimos tempos no Brasil acontecerá em Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro, com a voz delicada e incisiva que Stacey Kent. Embora não a conheça pessoalmente, tenho que lhes dizer que já a conheço musicalmente há um bom tempo. 
Por acaso descobri Stacey no YouTube e postei imediatamente aqui no blog em 2008 como vocês podem conferir aqui. E logo após essa agradável descoberta consegui comprar um dos últimos CDs dessa fabulosa artista Breakfast on the Morning Tram. No YouTube vocês poderão encontrar vários vídeos com suas interpretações.
Stacey é uma cantora de jazz extraordinária e que passeia com desenvoltura pela bossa nova e pelas canções francesas. Poliglota, como verão na entrevista que concede à Veja no primeiro vídeo acima, além do inglês, fala fluente o francês e o português. No segundo vídeo ela interpreta Águas de Março, de Tom Jobim. Lá no site de Veja há mais alguns vídeos dela cantando e vale a pena conferir. 
Trancrevo um bom texto biográfico sobre Stacey Kent que está no site da revista Veja. Eis aí um belo show musical, sobretudo civilizado e de bom gosto, coisa cada vez mais rara neste século XXI. Leiam:
Na primeira semana de agosto, a cantora americana Stacey Kent se apresenta em Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro. Os shows fazem parte do festival I Love Jazz, que traz ainda a pianista Judy Carmichael, o trompetista John Faddis e o guitarrista Buck Pizzarelli. Stacey diz que ama o Brasil – e isto está longe de um elogio pró-forma. Ela toma aulas de português e já declarou várias vezes o quanto aprecia a música de compositores como Caetano Veloso e Chico Buarque. E cada visita da cantora ao país é uma lição de simpatia, talento, profissionalismo e paixão.
Nascida em Nova York, Stacey Kent mudou-se para Oxford, na Inglaterra, no ano de 1991, onde estudou jazz na tradicional Guildhall School of Music and Drama. Ali conheceu seu futuro marido, o talentoso saxofonista Jim Tomlinson – e por conta dessa paixão ela firmou suas raízes na Europa. Em 1997, Stacey Kent lançou seu disco de estreia, Close Your Eyes, que trazia standards de clássicos de Cole Porter, da dupla Jerome Kern e Johnny Mercer, entre outras canções. A discografia dela traz ainda álbuns inspirados no repertório dos filmes de Fred Astaire, do compositor Richard Rodgers e um composto apenas de sucessos gravados por artistas do sexo masculino. Breakfast on the Morning Tram, lançado quatro anos atrás, trazia outros elementos à música de Stacey. Havia canções escritas em parceria com o escritor Kazuo Ishiguro e flertes com o pop e a MPB. Boa parte desses ingredientes foi mantida nos discos seguintes da cantora.
Stacey é uma das melhores intérpretes da atualidade. Tem uma voz delicada, porém expressiva (que dá um novo sentido a canções como I’m Gonna Wash That Man Out of My Hair, do musical South Pacific, e Las Saison des Pluies, de Serge Gainsbourg),  e transforma qualquer canção pop num standard de alto escalão – como se pode perceber em Jardin d’Hiver, de Benjamin Biolay e Keren Ann. O repertório de Stacey também foge do óbvio, vide seu último disco Raconte-Moi, que traz uma versão em francês de Águas de Março, de Tom Jobim, além de pérolas da chanson. Para o VEJA Música, Stacey, além de encantar toda a equipe do programa, preparou quatro números musicais: Les Eaux de Mars, Mi Amor (de Claire Denamur), I’ve Grown Accustumed to His Face (da dupla Alan Jay Lerner e Frederick Loewe) e Landslide (de Stevie Nicks). Há de se destacar o Trio Corrente, que atuou como banda de apoio de Stacey Kent. Do site da revista Veja

domingo, julho 10, 2011

A BOSSA E O BALANÇO DE KARRIN ALLYSON


Trago para vocês uma apresentação da cantora e pianista de jazz americana Karrin Allyson e sua banda no Festival de Jazz de Montreux de 2003. A música é 'O Barquinho', de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, clássico da bossa nova num arranjo muito bom. Destaque para o improviso do excelente guitarrista Danny Embrey que inclusive integrou por um bom tempo a banda de Sérgio Mendes. Mas todos os músicos são feras, embora não possa nominá-los porque  não estão listados no YouTube
Karrin Allyson já gravou muitas músicas da bossa nova. Tem charme, bossa e balanço. Se quiserem ouvir o audio de quatro músicas que gravou recentemente e que estão no seu site, clique AQUI. Inclui-se 'Estrada Branca' e 'Só tinha de Ser com Você'.
Tenham todos um excelente domingo.

sexta-feira, junho 24, 2011

DONNA LEE, EMBLEMA DO BEBOP, EM SHOW ESPETACULAR DA GRP ALL STAR BIG BAND


Para começar o final de semana em alto estilo e fazendo um salutar intervalo entre os posts de política que é o forte do blog, trago para vocês a GRP All Star Big Band interpretando uma das músicas mais famosas do jazz, Donna Lee, o emblema do bebop. O curioso é que Donna Lee é uma composição que emergiu de um improviso do genial Charlie Parker.
 

Destaque especial para os solos executados por três feras do jazz, Gary Burton, no vibrafone, Nelson Rangell na flauta e Eddie Daniels no clarinete. Entretanto, todos os integrantes dessa fabulosa big band são craques, todos gênios em seus respectivos instrumentos. Vale a pena ver e ouvir esse verdadeiro show de perfeição. Isto é arte musical na sua mais bem acabada expressão. E o mais incrível de tudo é o improviso perfeito em cima de um fraseado musical nervoso, rápido e inclemente na divisão do compasso.

Costumo afirmar que a música nada mais é do que a organização do caos sonoro emitido pela vibração da matéria e por isso é uma tarefa das mais complexas e difíceis, impossíveis de aprender, dado ao fato de que exige um dom natural - o ouvido musical apurado - o qual poucos seres humanos possuem. Além do talento inato do músico é exigido uma dedicação total e severa disciplina.
 

A GRP All Star Big Band foi seguramente a maior e melhor orquestra de jazz de todos os tempos.

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sexta-feira, março 18, 2011

Jazz: Ouça Joe Pass tocando Estate


Estate by Joe Pass
Estate é uma música italiana famosa e que acabou sendo celebrizada por João Gilberto num arranjo para bossa nova, creio que no final dos anos 60 do do século passado. Está presente naquele que é um dos seus melhores CDs, intitulado 'Amoroso', e o arranjo é do mestre Claus Ogerman. Tanto é que Estate é uma música que se transformou num standard do jazz e tem dezenas de gravações nas quais prevalece o toque bossanovista que também predomina nesta brilhante interpretação do fabuloso guitarrista americano já falecido, Joe Pass, um dos ícones do jazz.

Tive acesso a este CD pelas mãos do meu amigo guitarrista e professor de música Cássio Moura, aqui de Florianópolis. Trata-se de uma coletânea. O CD foi editado na França e suponho que seja difícil encontrá-lo no Brasil, país que embora seja o berço da bossa nova não produz mais nada que preste em termos de música popular e muito menos a erudita. A salvação é a internet que abre acesso direto às lojas dos Estados Unidos que dão um banho, enquanto por aqui impera o pagode e o (arg!) 'sertanejo universitário', que consagra o kitsh em detrimento da verdadeira arte.


Para quem gosta do jazz e da bossa nova notará nesta interpretação de Joe Pass que o arranjo se impõe justamente pela sua delicada simplicidade. Mas cada nota emitida pela guitarra de Pass dá a dimensão de sua genialidade. Destaque para o  econômico porém genial improviso.


Este é um post que considero ótimo para abrir este final de semana e serve para contrastar com o que é tocado nas baladas burlescas à quais se entrega a manada.

sábado, março 05, 2011

Days of Wine and Roses com Michel Petrucciani. Soberbo!


Days of Wine and Roses, de Henry Mancini é um famoso standard do jazz. Há centenas de interpretações desta música com diferentes arranjos. Entretanto, este arranjo do fabuloso pianista Michel Petrucciani é fenomenal. Para quem aprecia o jazz é um prato cheio e serve para estabelecer um marco divisório radical entre o kitsch carnavalesco e a superioridade do jazz.

domingo, fevereiro 27, 2011

JAZZ DE PRIMEIRA COM UMA PITADA DE BOSSA


Está aí para vocês e, principalmente para quem gosta de jazz, uma excelente apresentação do Avischai Cohen Trio com a Bohuslän Big Band. Peguei a dica lá no FaceBook do meu amigo e exímio saxofonista Bernardo Fabris filho do meu grande amigo jornalista Valério Fabris.
Valério foi durante muito anos diretor do jornal Gazeta Mercantil na sua melhor fase. Aliás A Gazeta foi um dos melhores jornais brasileiros e chegou a reunir um time de profissionais de primeira. Valério dirigiu durante um bom período a Sucursal da Gazeta Mercantil em Florianópolis lá pelos idos do final da década dos 80 do século passado. Putz! Deixou Florianópolis para dirigir a sucursal de Belo Horizonte e lá se fixou onde atua na área de consultoria em comunicação. 
O tempo passa de forma vertiginosa. Na época em que Valério vivia aqui Bernando era um garoto que estava começando a aprender saxofone. Hoje é um músico profissional e professor da Universidade Federal de Ouro Preto e fico muito feliz de poder trocar informações com ele através do FaceBook.
Como afirmei no início destas linhas ainda não conhecia o trio e nem a big band do vídeo que destaco acima. Entretanto, ambos tem excelente qualidade jazzística e exploram com competência as infinitas possiblidades do jazz. Tanto é que nesta apresentação há no arranjo, prestem a atenção, uma pitada do balanço da bossa nova. Vale a pena ver. O vídeo está em alta definição. Coisa de primeira.
Agradeço ao Bernardo pela dica. E fico aguardando um vídeo de alguma de suas apresentações aí em Belo Horizonte para postar aqui no blog.

quinta-feira, dezembro 30, 2010

CASSIO MOURA TRIO MAIS O PIANISTA EDILSON FORTE EM SHOW ESPECIAL DE JAZZ NESTA QUINTA À NOITE NO EMPORIÚM BOCAIÚVA. IMPERDÍVEL!

Para quem gosta de jazz não pode perder a apresentação nesta quinta-feira, a partir das 20 horas, do Cassio Moura Trio no Emporiúm Bocaiúva que traz como convidadoo especial o pianista Edilson Forte (Tatu), paulista de Ourinhos radicado em Joinville.

Embora contando apenas com 26 anso de idade, Tatu é considerado um músico excepcional. Começou a tocar aos 9 anos de idade. Construiu uma carreira brilhante e foi aluno dos mais renomados professores da área. Já trabalhou com expoentes da música brasileira tendo participando de inúmeros workshops com César Camargo Mariano, Carlos Malta, Itiberê Zwarg e Hermeto Paschoal. Atuou também durante quase cinco anos em transatlânticos. Atualmente leciona no curso de Harmonia e Improvisação ao piano, além de Piano Popular, no Conservatório de Belas Artes de Joinville. 

Assim o agradável ambiente do tradicional Emporiúm Bocaiuva que conjuga diversificada delicatessen com o bar encerra o ano em alto estilo oferecendo o que há de melhor em jazz e bossa nova com a apresentação do excelente guitarrista Cassio Moura que forma o trio com Arnou de Mello, um dos melhores baixistas do Brasil e Mauro Borghesan, que embora jovem, surpreende na bateria. De quebra, no teclado o já consagrado Tatu. Trata-se portanto de programação imperdível para os ouvidos mais exigentes. Será um show e tanto de música ao vivo de qualidade, coisa rara nesses tempos.

domingo, dezembro 26, 2010

SARAH VAUGHAN: SOBERBA!



A genialidade nas artes como nos demais ofícios é rarefeita. A música, como expressão artística mais difundida tem os seus gênios. Fico aqui apenas na denominada música popular enquadrando-a, entretanto, apenas nas áreas do jazz e da bossa nova. Abro um parênteses para rock dos Beatles porque incorporou alguns pitacos do jazz e arranjos mais complexos, especialmente na fase madura do quarteto e pelas mãos do competente George Martin.

A rigor o rock é um tipo de música popular grosseira e limitada, especialmente no que tange à harmonia. Meia dúzia de acordes quadradões dão conta do recado, ao contrário do jazz e da bossa nova de estrutura harmônica complexa com base em tétrades e acréscimos bem cuidados que conferem aquela agradável dissonância que distingue esse gênero musical que só é capaz de cativar ouvidos apurados e de raro bom gosto.
 
É o caso da bossa nova, uma inteligente estilização do samba e que não me canso de afirmar ser é a única criação genuinamente brasileira relevante. Contam-se nos dedos músicas fora do jazz norte-americano que se transformaram em 'standards". A bossa nova é uma raríssima exceção e fica por conta, principalmente, das composições geniais de Tom Jobim e de mais alguns poucos bossanovistas. 


Este vídeo acima é o audio de uma faixa de um disco que extraordinário que a cantora americana Sarah Vaughan gravou no Brasil em 1977, com o título: O som brasileiro de Sarah Vaughan.
 
Ouçam com atenção e reparem a excepcional interpretação na versão em inglês da canção do prolífico e genial compositor, pianista, violonista e flautista Antônio Carlos Jobim: "Se todos fosse iguais a você".

 
Sarah Vaughan é um cantora de invejáveis recursos vocais, afinadíssima e que não joga nota fora nem por decreto. Faleceu em em 1990. 


Se os anos pós-guerra foram generosos na produção e profusão da arte musical e sobretudo na sofisticação do jazz e no aparecimento de grandes compositores, cantores e orquestras, o final do século XX começou a ser tomado pelo kitsh e isto se deve em grande parte àquilo que se chamou de contracultura nos anos 60.

Tanto é que aquela safra de genialidade foi sumindo até desaparecer quase completamente. E se formos olhar para as outras artes veremos também que se tornaram rarefeitas. O que vem sendo qualificado como arte neste século XXI dominado pela bestialidade do pensamento politicamente correto gestado nos concertos pop art regados a muita droga dos meados dos 60 do século passado, não é arte. A maioria dos produtos artísticos desse interregno de estupidez, principalmente na música, é lixo puro.
 
Dia desses li em algum jornal sobre uma dessas novas cantoras brasileiras festejadas pela crítica da grande mídia que se chama Maria Gadú. Caetano Veloso teceu loas à menina. Fui conferir e fiquei pasmo. Gadú não é cantora. Infelizmente não se pode dizer que é cantora. A banda que a acompanha nos vídeos que vi é uma coisa muito fraquinha.

 
No que tem saído de novidade na música brasileiroa da atualidade não tem  nada que preste. Durante a campanha eleitoral um desses jornalistas puxa-sacos do PT, entrevistando a Dilma Duchefe, lá pelas tantas perguntou sobre música e ela respondeu que gostava muito da banda Pato Fu. Conferi. Cáspite! Imaginem: se o rock dos roqueiros ingleses já é precário e tosco o rock brasileiro é ridículo.

 
Há pouco zapeando pelo twitter vi alguém sugerir que se ouvisse esse vídeo de Sarah Vaugh e aí me ocorreu a idéia de fazer a postagem para que os leitores possam comparar com o lixo que vem sendo produzido no Brasil. 


Este disco de Sarah é uma coisa feita com cuidado, delicadeza. É arte de primeira grandeza. Sarah é soberba, meticulosa ao emitir cada nota. A sua voz é um verdadeiro instrumento musical.
 
E vejam a ficha técnica: From the album O Som Brasileiro de Sarah Vaughan, recorded in 1977 at RCA Studio - Rio de Janeiro. Composed by Antonio Carlos Jobim and Vinicius de Moraes. English version: Gene Lees. Piano: Tom Jobim. Electric guitar: Helio Delmiro. Drums: Wilson das Neves. Percussion: Chico Batera/Ariovaldo/Luna Marçal. Orchestration: Edson Frederico.

 
Portanto, minha gente, isso é coisa de artistas que em muitas gerações não aparecerão tão facilmente. Ou melhor, jamais aparecerão. Até porque a arte quando é arte é insuperável e por isso o produto artístico é eterno. 'A arte é um coágulo de emoção'. Eita! Essa frase final é minha. Sei lá se os experts concordarão, mas é como conceituo de forma reverente a arte verdadeira.

sábado, outubro 09, 2010

BIG BAND HOLANDESA É SHOW. E TOCARÁ EM SP.


Como a política está fervendo nesta eleição tenho deixado de lado - o que não é bom - a postagem musical, embora na coluna ao lado mantenho um widget do Finetunes contendo uma seleção especial que preparei para quem como eu é aficcionado por música e, em especial, o jazz e a bossa nova.

Há pouco navegando por esse infinito da web descobri excelentes vídeos dessa conhecida big band da Holanda que, coincidentemente estará se apresentando em São Paulo, no Teatro Bradesco dia 19 deste mês. O ingresso custa R$ 100 paus, mas no site Peixe Urbano, há um descontão de 70% e o ingresso para 110 minutos em dois atos de jazz de primeiríssima sai por R$ 30. Está aí a dica para quem curte o jazz.

A The Jazz Orchestra of the Concertgebouw reúne dezoito músicos entre os melhores profissionais da Holanda. Os arranjos são exclusivos e a banda já recebeu entre seus inúmeros solistas feras do jazz, como Chick Corea, Toots Thielemans, McCoy Tyner, Branford Marsalis e Joe Henderson (já falecido), para citar apenas alguns da longa lista que está lá no YouTube.

O repertório inclui os consagrados standards do jazz e músicas de compositores holandeses. Os arranjos são exclusivos e de muito bom gosto, como vocês podem conferir nesta apresentação que está no vídeo. Destaque para os improvisos excelentes do pianista e do guitarrista. Muito bom! Confiram.

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