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segunda-feira, dezembro 19, 2011

ARTIGO: O oitavo passageiro.

Por Nilson Borges Filho (*)

O que leva um empresário – com anos de estrada – que presidiu uma das principais federações das indústrias do país e que se mantém à frente da instituição que representa o PIB brasileiro, a mentir, sem qualquer pudor, para salvar a pele de um político, expondo-se perante à opinião pública como alguém sem credibilidade? Qual a motivação que leva esse  senhor a compactuar com uma história fantasiosa e eticamente comprometedora, colocando em risco a própria entidade que dirige? E como ficam, perante seus filiados, as representações regionais de uma federação de empresários, que se viram envolvidas no imbróglio, como se estivessem fazendo parte de um esquema fajuto  para encobrir uma situação pra lá de suspeita? 

Depois desses fatos, o que deve estar passando pela cabeça daquele empresário, que luta com dificuldade, que se vê obrigado a contrair empréstimos a juros extorsivos e submeter-se a uma carga tributária indecorosa? Enquanto procura entender a lógica dos acontecimentos, ele mesmo descobre que a contribuição que recolhe, mensalmente, em cima da sua folha de pagamento, está sendo utilizada para azeitar o bolso de um político desempregado. 

Pior: tudo sob o manto do deboche, com justificativas subalternas de quem pagou e de quem foi o beneficiário do butim. O empresário correto, que está quites com suas obrigações fiscais e que não se utiliza de expedientes no paralelo e sabe que vai enfrentar um 2012 com a economia desacelerada, pensa o quê disso tudo? 

O ministro está acuado e por mais que procure aparentar normalidade, o clima entre seus assessores é de preocupação. Gente do PT, que defende Pimentel em público, não esconde  o desconforto e, observa, que o noticiário desfavorável ao  ministro pode servir de alimento para a oposição nas eleições de 2012. Já se ouviu, em bom tom, que Pimentel não é nenhuma unanimidade no partido, mas a ordem do Planalto é para blindar o ministro, pois o resultado das palestras fantasmas pode ter abastecido o caixa da última campanha eleitoral. 

O governo joga com o elemento tempo: os festejos de final de ano irão se constituir num aliado do ministro. Não está descartado o remanejamento de Pimentel para uma área com menos visibilidade, mas com mais poder estratégico junto à presidente. Desde, é claro, que não surjam novas denúncias, Pimentel continuará contando com a “confiança” da presidente. Até lá – segundo a rádio corredor – é trazer para o debate público o livro do jornalista Amaury Ribeiro sobre a privatização nos anos FHC e incentivar a raia miúda (o baixo clero) a bater na mídia. Muito embora ninguém leve a sério esses tipos, eles querem  mostrar que  existe uma reação ao que está sendo publicado contra o ministro.

(*) Nilson Borges Filho é doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog.

quarta-feira, outubro 19, 2011

ARTIGO: Saia já daí, Orlando Silva de Jesus Júnior!

Por Nilson Borges Filho (*)

De um lado, crianças pobres em busca de lazer com atividades esportivas; de outro, espertalhões que se utilizam de convênios  com o Ministério dos Esportes para desviar dinheiro público e abastecer campanhas de políticos ligados ao PC do B e em benefício próprio.

A soma dos desvios ultrapassa os 40 milhões de reais, o que não é pouca coisa mesmo para os padrões brasileiros. A propina girava em torno dos 20%. Talvez, se  o dinheiro fosse bem empregado, muitas das crianças que são seduzidas pelo dinheiro fácil do  crime tomassem outra direção em suas  vidas e se dedicassem a alguma modalidade esportiva. Quem sabe, não sairiam daí futuros campeões olímpicos.

A gravidade da denúncia, divulgada no último fim de semana – e, possivelmente, outras que virão no decorrer dos próximos dias – coloca Orlando Silva em situação pra lá de desconfortável. A rigor, o ministro não tem a menor condição política de permanecer no cargo, em que pesem os diversos apoios que tem recebido dos parlamentares da base aliada e dos dirigentes do PC do B.

Não é de hoje que o Ministério dos Esportes vem causando insatisfação na presidente Dilma Rousseff, que, desde sempre, não desejava Orlando Silva no seu gabinete. A insistência de Lula é que levou Dilma a manter o comunista na sua equipe.

Além da antipatia pessoal que a presidente nutre por Silva, em conversas privadas Dilma não vê estatura política no seu ministro para gerenciar uma copa do mundo de futebol. Uma coisa, Silva está certo: o governador do Distrito Federal, ex-PC do B, quando ministro dos Esportes tinha conhecimento das bandalheiras.

O rito de passagem de Orlando Silva para fora do governo está sendo seguido à risca: primeiro, a presidente torna público que o suspeito conta com o seu apoio; segundo, auxiliares  da sua confiança  passam a monitorar o ministério envolvido; terceiro, lideres dos partidos da base aliada saem em defesa do suspeito; quarto, com novas denúncias pipocando na mídia, o suspeito pede para sair do governo.

Essa será a via crucis  do ministro Orlando Silva até ser abandonado por aliados e pelo seu próprio partido, que já deve estar pensando no nome do seu substituto.

Que fique bem claro: em política não existe presunção de inocência. E tem mais: tudo leva a crer, apesar do denunciante não ser alguém que se possa convidar para sentar à mesa de uma casa decente, que se Orlando Silva não praticou malfeitos foi, no mínimo, conivente com os ilícitos que circulavam pelo seu ministério em cumplicidade com ONGs pelo Brasil afora.

Causa espécie - e aqui não há como desqualificar o denunciante- a compra de um terreno chinfrim, adquirido em Campinas (por que Campinas, ministro?), com um cheque administrativo que por si só não movimenta conta bancária.

O que levou o ministro Orlando Silva a raspar sua poupança para adquirir um terreno que, em tese, não serviria para absolutamente nada. Ora, por esse terreno passará um duto da Petrobras que, para evitar riscos, deverá ser desapropriado. Como o ministro saberia disso? Coincidentemente, um camarada do partido do ministro dirige a agência reguladora do petróleo. Bingo!

PS: Silva é o primeiro comunista que leva Jesus no nome e que apela a Deus quando ameaçado.


(*) Nilson Borges Filho é doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog

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segunda-feira, setembro 26, 2011

ARTIGO: Pedro Caroço volta a atacar

Por Nilson Borges Filho (*)
Pode-se dizer tudo de José Dirceu – isso sem medo de cometer qualquer tipo de injustiça – mas, queiram ou não, o ex-ministro é um dos melhores quadros políticos do Brasil – no melhor e no pior sentido que se pretenda dar à classe política. A militância petista sabe e os seus dirigentes mais ainda, que se Dirceu não estivesse na presidência do partido, dificilmente Lula teria sido eleito e reeleito presidente da República. 

As alianças partidárias que levaram Lula à presidência, todas elas, foram costuradas por José Dirceu, com o aval de Lula. A tese defendida pelo ex-ministro da Casa Civil e colocada em prática durante o primeiro mandato, de que o dinheiro seria dividido, mas o poder nunca, gerou o maior escândalo até hoje conhecido nas entranhas do governo federal e do Congresso. 

Batizado pelo deputado Roberto Jefferson como “mensalão”, José Dirceu abasteceu a base aliada com dinheiro sujo proveniente de empréstimos bancários fajutos, envolvendo dirigentes petistas, banqueiros espertalhões e um “publicitário” fora-da-lei. Dirceu foi defenestrado do ministério e é réu em processo que tramita no STF. 

Definido pelo ministério público federal como “chefe de organização criminosa”, com grandes chances de pegar cadeia, José Dirceu continua fazendo política partidária e se dando muito bem como “consultor”, principalmente naqueles assuntos em que se misturam interesses privados com o erário.

No último encontro do PT, José Dirceu foi ovacionado, inclusive desbancando “o cara”, que recebeu menos aplausos do que o capitão de seu time. Pedro Caroço – como é conhecido nas internas – fala grosso nas reuniões do partido, sendo que boa parte dos ministros da presidente Dilma Rousseff frequenta o seu cafofo em Brasília, para tratar de sabe-se lá o quê. 

Agora o ex-preso político do regime militar decidiu oferecer seus préstimos às Forças Armadas, criando oportunidades para que empresas estrangeiras possam vender seus produtos bélicos ao governo brasileiro. Chega a ser comovente o interesse do ex-ministro com o aparelhamento das Forças Armadas. É bom que se diga: não existe interesse menor de José Dirceu na modernização da força. Ele está sendo levado por seu compromisso cívico e pela preocupação com a defesa nacional. 

Enquanto isso, nas oposições (?) o marasmo é total e parece definitivo. José Serra perdeu o “time” e  é carta fora do baralho tucano. Geraldo Alckmin não sabe para que lado vai e se vê envolvido com suspeitas de familiares de sua mulher com maracutaias no governo. 

Resta Aécio, mas a vitrine do senador mineiro - que seria o governo de Minas – está fazendo água: os professores estão há mais de 100 dias em greve, de um lado pela intransigência dos grevistas e de outro pela incompetência política do governo; um dos secretários de Estado foi demitido em consequência de fortes indícios de corrupção na sua pasta; incêndios arrasam com reservas florestais de Minas; o descontentamento é geral entre os servidores com a nova sede do governo, onde enfrentam diariamente ônibus e metrôs lotados, gastando 3 horas nos seus  deslocamentos como se fossem sardinhas em lata, enquanto alguns apaniguados, com pose de prima-donas  e currículos com a profundidade de um pires, se utilizam de carros oficiais com motorista e combustível pagos pelo contribuinte. 

Enquanto isso Dilma mantém a sua política de “morde e assopra”: morde Pedro Novais e assopra José Sarney. Lula, no papel de doutor honoris causa e sóbrio nessas horas,  faz um road show mundo afora, defendendo contratos de empreiteiras brasileiras com governos estrangeiros.
(*) Nilson Borges Filho é doutor em direito, professor e articulista colaborador deste blog.

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