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quinta-feira, setembro 22, 2011

ARTIGO: Tragédias climáticas e a tragédia da mídia

Por Dirceu Martins Pio (*)

É trágica a cobertura que a mídia brasileira tem dedicado às tragédias climáticas nos últimos anos: rapidez, superficialidade, descompromisso, sensacionalismo – são as marcas de espaços dedicados ao tema, seja na mídia impressa, na eletrônica ou na digital. A mídia não tem conseguido ir além das circunstâncias e se mostra despreparada para abordar aspectos técnicos e científicos do assunto. Se as áreas de risco fossem um paciente e a mídia o seu médico, diria que a medicina se volta para combater a febre sem nenhuma preocupação com a infecção que certamente a teria provocado.

A metáfora é boa. Num país em que governos e autoridades dos três poderes constituídos só combatem o “malfeito”, como reação a denúncias publicadas pela mídia, sobretudo pela mídia impressa, os problemas de alta complexidade das áreas de risco só vão passar por evolução favorável quando seu médico se dedicar, com inteligência e determinação, ao combate das infecções capazes de produzir tanta febre nos últimos anos.

O mais recente exemplo dessa leniência da mídia ocorre em relação a Santa Catarina, onde a impetuosidade das chuvas voltou a provocar, sobretudo no Vale do Itajaí, o flagelo de milhares de famílias. Mais uma vez, o Brasil exportou para o mundo as suas fragilidades na prevenção dos dramas sociais que atingem as áreas de risco junto com a inépcia de seus governantes.

Solução definitiva
Vamos procurar entender um pouco melhor o que se passa no Vale do Itajaí, uma região industrializada e de atrações turísticas que a levam a ser um dos destinos prediletos da população do estado de São Paulo. São dois os rios – Itajaí-Açu e Itajaí-Mirim – transformados ao longo do tempo no “carrasco” das populações de municípios como Rio do Sul, Blumenau, Ilhota, Gaspar, Brusque, Luiz Alves e Itajaí. São rios de itinerário curto e que deságuam na região portuária de Itajaí, à beira-mar. Quando chove forte nas cabeceiras, os dois rios começam a transbordar e inundam todos os municípios ribeirinhos.

O problema está em que as inundações ocorrem nos níveis assustadores desta última enchente, quando o mar, em Itajaí, pelo fenômeno de maré alta, começa a reter o caudal que desce das cabeceiras. Nesse caso, o problema se amplia em poucas horas e há cidades, como Blumenau, onde o rio fora do leito chega atingir mais de dez metros de altura. Quase toda Blumenau foi totalmente submersa nas várias enchentes dos últimos 25 anos.

A mídia cobre as enchentes do Vale do Itajaí factualmente, para usar um jargão dos jornalistas. Parece desconhecer que a Jica (da sigla em inglês, Japan International Cooperation Agency) estudou o fenômeno das enchentes no Vale do Itajaí e apontou como solução definitiva para os problemas a implantação de um “canal extravasor” que ligue Blumenau a um outro ponto e deságue no mar, na praia de Armação, alguns quilômetros acima da foz natural dos dois rios, na região portuária de Itajaí. O “canal extravasor” poderá permanecer fechado na maior parte do tempo e só será aberto por ocasião das chuvas mais fortes.

A perene letargia
Quem já cobriu as enchentes de Santa Catarina, como eu, em 1983 e 1985, sabe dizer que a proposta japonesa tem uma lógica irrefutável; a área portuária de Itajaí é “entrolhada” por baía e reentrâncias e até os navios costumam representar obstáculos à vazão das águas. O ponto do litoral onde o “canal extravasor” despejaria suas águas é de mar aberto, em condições de dar vazão em regime de maré alta ou maré vazante. A vazão do Itajaí-Mirim, que tem produzido enchentes devastadoras ao município de Brusque, também seria beneficiada pela redução do volume de água do Itajaí-Açu. E há mais: o porto de Itajaí seria um grande beneficiário da solução, pois sofre excessivamente com o volume de águas que desce de Blumenau e que já foi capaz de deixá-lo semi-paralisado por vários anos, recentemente.

A cada enchente, contudo, são atirados na lata do lixo, e ao cabo de grande sofrimento das populações flageladas, recursos suficientes para que seja construído mais de um canal extravasor. E a mídia cobre mais uma enchente e passa ao largo das causas do problema. Não desfralda a bandeira da “solução definitiva”, seja pelo canal extravasor ou por outra que venha a ser apontada.

A população do Vale do Itajaí não merece conviver por mais tempo com esse estigma, que tem tolhido a sua incrível capacidade de desenvolvimento. O projeto que possa libertá-la, entretanto, só vai sair da gaveta dos burocratas de plantão quando a mídia acordar de sua já quase perene letargia.


(*) Dirceu Martins Pio é jornalista. Foi diretor da Agência Estado (Grupo Estadão) e da Gazeta Mercantil.

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sábado, setembro 17, 2011

ITAJAÍ-AÇU: UM RIO FASCINANTE E DEMOLIDOR.

A foz do Itajaí-Açu e ao fundo a cidade portuária de Itajaí
Uma reportagem da jornalista Ângela Bastos faz uma boa descrição do famoso e ao mesmo tempo famigerado rio Itajaí-Açu. Responsável pelas enchentes que castigam o Alto e o Médio Vale do Itajaí em Santa Catarina forma a maior bacia hidrográfica do Estado e sua foz é caudalosa o bastante para fazer do Porto de Itajaí o maior de Santa Catarina e um dos mais movimentados do Brasil. Sim, a cidade de Itajaí fica exatamente na foz do Itajaí-Açu quando suas águas entram no Oceano Atlântico.
Como tenho reportado aos leitores do blog a ocorrência das enchentes catarinenses creio que a reportagem do DC oferece de forma sucinta uma radiografia desse rio que na verdade foi o caminho de entrada para os colonos alemães e italianos que fizeram do Vale do Itajaí uma das regiões mais desenvolvidas do Brasil. A foto acima é também do DC assinada por Guto Kuerten. Leiam:
A imagem do curso barrento que se derrama pelo Vale é só um dos retratos do Rio Itajaí-Açu. Das entranhas da serra, de onde desce virgem em direção ao mar transfigurado, derrama-se aos pés de uma população de sentimento ambivalente.
O rio que fascina pela beleza amedronta por causa da destruição. Nesta reportagem, o Diário catarinense mostra um pouco deste rio de diferentes faces. A equipe partiu de Rio do Campo, berço de uma das nascentes, e foi até a foz, no encontro com o mar. Ao longo do caminho, histórias de gente que nas margens construiu suas vidas, seguindo o curso das águas.

A 700 metros acima do nível do mar irrompe uma das nascentes do Rio Itajaí-Açu. Brota de uma parede rochosa da Serra do Morro Alto, em Rio do Campo. De lá de cima, no Alto Vale, as primeiras gotas surgem cristalinas. Pelo meio do mato vão se desenhando caminhos, em centímetros, até ganhar a forma mais larga, de um ribeirão. De nome Verde.

Por um bom pedaço de chão, a água mantém a transparência, a temperatura gelada, a ausência de cheiros. Pelo menos até encontrar o Rio Azul, já um pouco descaracterizado da inspiradora cor que lhe deram os colonizadores. Antes desses, os índios que viviam na região já se deliciavam com a água do ribeirão. Da junção das águas do Azul com o Verde surge o Rio Itajaí do Oeste.

O Itajaí-Açu não se rende a uma única nascente. Uma outra fonte se esconde nas montanhas altas de Alfredo Wagner. Desce do alto e, quando chega ao solo é batizado de Rio Lageado. Ganha outros nomes no caminho: Rio Santo Anjo e Rio Caeté. No Centro de Alfredo Wagner, o encontro do Caeté com os rios Adaga e Aguas Frias dá origem ao Rio Itajaí do Sul.

O Rio Itajaí do Oeste, que nasce em Rio do Campo, se une ao Rio Itajaí do Sul, de Alfredo Wagner. O encontro se dá em Rio do Sul, onde nasce o Itajaí-Açu. Mais à frente, em Ibirama, o Rio Itajaí do Norte, ou Hercílio, nascido em Papanduva, joga mais água na maior bacia hidrográfica do Estado, com 15 mil quilômetros quadrados. Em serpentina, corredeira abaixo, o Itajaí-Açu passa por 47 municípios, até chegar à foz, em Itajaí. Descaracterizado ao longo do curso, encontra-se com o Oceano Atlântico de uma forma irreconhecível: barrento, malcheiroso, arrastando toneladas de lixo.

Se perde a beleza, guarda a imponência. Deixa a lâmina de água onde pisam os vizinhos moradores de Rio do Campo para alcançar uma profundidade que permite a navegação e a atração de grandes navios no porto mais importante de Santa Catarina. Do portal da RBS/Diário Catarinense


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quinta-feira, setembro 08, 2011

BARRAGEM DE ITUPORANGA EM SITUAÇÃO CRÍTICA. EM BLUMENAU PREFEITO DECRETA EMERGÊNCIA. CHUVA NÃO CESSA EM SANTA CATARINA

Clique s/ a imagem para vê-la ampliada
A chuva não dá trégua em Santa Catarina e a situação começa a ficar dramática no Vale do Itajaí. Em Blumenau o rio Itajaí-Açú ameaça transbordar. Tanto é que o prefeito João Paulo Kleinübing já decretou situação de emergência em Blumenau como podem verificar na matéria que se abaixo do Diário Catarinense. No Alto Vale do Itajaí a situação também é crítica em cidades como Rio do Sul, haja vista que a Barragem de Ituporanga, como mostra o facsímile acima do site de monitoramento em tempo real do Deinfra que pode ser acessado AQUI, assinala o máximo de sua capacidade mostrando três comportas já totalmente abertas.
O prefeito de Blumenau João Paulo Kleinübing acaba de decretar situação de emergência devido às chuvas que atingem o múnicípío nesta quinta-feira. Até agora, são, pelo menos, 26 ruas atingidas por água ou deslizamento de terra.

Segundo a Defesa Civil, 11 famílias (37 pessoas) estão desabrigadas até o momento. Seis abrigos foram abertos para atendimento (veja tabela). A retirada de famílias de outras ruas ainda não foi decidida, mas todas as pessoas devem ficar em alerta.

As aulas nas escolas municipais e estaduais e nas universidades e faculdades foram canceladas nesta quinta. Algumas empresas e lojas estão liberando os funcionários, de acordo com a necessidade.

Abrigos abertos: - Acecremer, na Vila Nova
- Igreja Jovens Livres, na Itoupava Norte
- Escola Básica Municipal Tiradentes, no Centro (anexo ao Pedro II, na Alameda Rio Branco)
- Escola Estadual Básica Jonas Rosário Coelho Neves, no Fidélis
- Escola Estadual Básica Santos Dumont, no Garcia
- Paróquia São Francisco de Assis, na Fortaleza. Do portal da RBS/Diário Catarinense

quarta-feira, setembro 07, 2011

RISCO DE ENCHENTE NO VALE DO ITAJAÍ EM SC

O Rio Itajaí-Açu está em 6 metros na medição das 20h desta quarta-feira. O rio subiu quatro centímetros em relação à medição das 19h, quando o nível era de 5,96 metros. A projeção da Defesa Civil é para que o rio atinja 6,50 metros à meia-noite. Com 8 metros o rio transborda e atinge as rua 1º de Janeiro, no Bairro Itoupava Norte, Albert Goll, Bairro Fortaleza, e Roberto Bruch, Bairro Itoupavazinha.

Foram registrados deslizamentos nos bairros Garcia, Vila Nova, Ponta Aguda, Velha Grande e Velha. Uma família, que morava em área de risco na Rua Germano Kratz Neto, foi encaminhada ao abrigo da Igreja Evangélica Livre de Blumenau (Comcisa), em frente à loja Romeu Georg, na Rua 2 de Setembro, no Bairro Itoupava Norte.

O rio está diminuindo de intensidade e a tendência é que durante a noite o ritmo diminua ainda mais se não houver nenhuma mudança brusca na qualidade da chuva —explica o secretário de Defesa Civil de Blumenau, José Egídio de Borba.

— Famílias que moram em áreas atingidas por alagamentos e encostas devem ficar atentas e ao menor sinal de perigo precisam abandonar as residências — orienta Borba.

Rio do Sul possui três abrigos ativados 

Em Rio do Sul, o rio segue aumentando aproximadamente 2 cm por hora. A medição das 20h apontou o rio em  6,38 metros. Às 19h estava em 6,36metros. De acordo com a Defesa Civil, ainda não há registro de alagamentos e deslizamentos no município. Do portal da RBS/Diário Catarinense

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quinta-feira, janeiro 20, 2011

ATENÇÃO: ALERTA DE CHUVA FORTE COM DESLIZAMENTOS E ALAGAMENTOS NO VALE DO ITAJAÍ E LITORAL NORTE DE SANTA CATARINA

A previsão da Epagri/Ciram para esta quinta e sexta-feira é de risco de alagamentos e deslizamentos nas regiões do Vale do Itajaí e Litoral Norte. Isso porque, as chuvas devem ocorrer em um curto espaço de tempo, entre 30 minutos e 3 horas, mas com volumes significativos.

Com as chuvas dos dois últimos dias, o solo permanece úmido e mantém os riscos nos municípios das duas regiões. A previsão indica que a partir de domingo a instabilidade diminui com a presença de uma massa de ar seco no Sul do país.

Recomendações da Defesa Civil

No caso de ventos fortes ou tempestades: a recomendação da Defesa Civil é para que as pessoas procurem abrigo em locais seguros; e evitem o trânsito em locais abertos, próximo a árvores, placas ou objetos que possam ser arremessados.

Alagamentos: a população deve evitar contato com as águas e não dirigir em lugares alagados. Se houver granizo é aconselhável que as pessoas se protejam em lugares com boas coberturas, ao exemplo dos banheiros das residências, fechar janelas e portas, e não manusear nenhum equipamento elétrico ou telefone devido aos raios e relâmpagos.

Deslizamento de terra: as pessoas devem observar qualquer movimento de terra ou rochas próximas a suas residências e inclinação de postes e árvores. Neste caso, é recomendável que a família saia de casa e acione a Defesa Civil municipal ou o Corpo de Bombeiros.

Qualquer problema deve ser comunicado à coordenadoria municipal de Defesa Civil, através do telefone de emergência 199 ou para o Corpo de Bombeiros, no número 193. A Defesa Civil do Estado conta com atendimento de 24 horas, com equipes de prontidão. O telefone para contato é o (48) 3244-0600 ou 4009-9816. Do portal da RBS/Diário Catarinense

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