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terça-feira, outubro 26, 2010

PESQUISA MOSTRARÁ EMPATE ENTRE SERRA E DILMA

Segundo informa o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog deverá ser divulgada ainda hoje pesquisa de intenção de voto do instituto GPP que aponta uma vantagem de Dilma sobre José Serra de apenas 5 pontos e não os 11 ou 12 alardeado pela grande imprensa nacional. Isto quer dizer que a corrida eleitoral está rigorosamente empatada, embora os colunistas de aluguel da Folha de São Paulo já dêem o pleito como favas contadas. Leiam:

O instituto GPP deve divulgar hoje uma pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República. Índio da Costa, vice na chapa do tucano José Serra, registrou o levantamento no TSE, e o resultado pode, portanto, ser tornado público. A diferença deve ser de cinco pontos em favor da petista. Dada a margem de erro, é possível que estejam em empate técnico.

Coisa de democratas e tucanos que apóiam Serra? Pois é… Sabem o que é interessante - e já tratei desse assunto aqui? O tracking do PT, o de verdade (não aquele que eles propagandeiam por aí), também aponta uma vantagem de apenas cinco para Dilma. E isso, claro!, é muito pouco para tranqüilizar os petistas.

A histeria tem explicação. Ou vocês acham que os petistas estariam tão nervosos se estivessem certos dos 11 ou 12 pontos apontados em algumas pesquisas?

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sábado, agosto 21, 2010

DATA FOLHA DIZ QUE DILMA JÁ GANHOU. JÁ?

Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.

A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.

Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.

Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.

Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.

Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha (leia texto sobre propaganda na pág. A6).
A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).

Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.

MULHERES E SUL

Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra

Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.

A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.

Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.

Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.

No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.

Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.

Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%. Da Folha de São Paulo deste sábado

MEU COMENTÁRIO: Como já afirmei aqui pesquisa e "já ganhou" não vencem eleição. Agora, que o programa de televisão de José Serra é um desastre, disso não há a menor dúvida.

Falta apenas que Serra passe a envergar aquela jaquetinha estatizante que Gonzalez criou especialmente para o Alckmin. É verdade que está meio empoeirada, mas uma boa lavanderia dá um jeito...hehehe...

Repito. Como disse aqui no blog essa história de colocar Lula ao lado de Serra no programa de televisão da Oposição é um erro grosseiro e mortal. É a estratégia da idiotia completa.

O que estão fazendo com o José Serra não se faz ao pior inimigo.

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domingo, agosto 15, 2010

PESQUISA E 'JÁ GANHOU' NÃO VENCEM ELEIÇÃO

Este meu artigo é meio longo para um blog, mas creio que é necessário. Portanto, recomendo que leiam atentamente e debatam nos comentários.

É compreensível que muitos eleitores da oposição fiquem apreensivos e até mesmo desmotivados pelo bombardeamento de pesquisas e suas interpretações. Obviamente louvam-se naquilo que dizem os colunistas de política e oráculos do sortilégio dos números que são apresentados como um fato consumado.


Talvez como nunca antes na história do Brasil os jornalistas dos grandes veículos de comunicação nunca estiveram tão engajados num partido político. Acho que todos têm o direito de ter a sua opção política. Agora o que eu questiono é o fato de que os jornalistas e os próprios veículos tripudiam de forma acintosa e nunca vista sobre a candidatura de José Serra para em troca louvar Lula e o PT. Se o PT fosse um partido verdadeiramente democrático e, por via de regra, não atentasse contra a liberdade de imprensa, tudo bem.

Relevo inclusive o turbilhão de escândalos e falcatruas que eclodiu em cascata com o mensalão, ainda que esses sejam fatos que desabonam completamente o PT. Mas o que eu insisto é na questão democrática. Como podem jornalistas e seus veículos apoiarem um partido que tem em mira o "controle da mídia"? É uma indagação que não encontra sustentáculo na lógica mais simples.

Basta ler a Folha de São Paulo deste domingo. Todos os artigos poderiam perfeitamente ser destaque nos sites e publicações do PT.

Ainda que a maioria dos brasileiros não leia jornal e poucos utilizem internet num universo de quase 200 milhões de habitantes, o fato é que a direção da opinião pública é formada a partir dos grandes veículos de comunicação tradicionais e seus sites e blogs na internet.

Por outro lado, a campanha da oposição, ao que parece, contratou profissionais da grande imprensa para o seu setor de comunicação. Já disse aqui em outra oportunidade que, embora possam ser ótimos profissionais, não têm o traquejo de assessoria de imprensa e estão comprometidos no plano profissional. Passada a campanha desejarão voltar a ocupar seus espaços nos grandes veículos de comunicação. Naturalmente, jamais peitarão os colunistas e editores "companheiros" que dominam as redações dos órgãos de imprensa, porquanto precisarão deles para serem contratados no período pós-campanha. Jamais comprarão uma "briga" com essa gente e com os próprios veículos de comunicação.

O resultado dessa estupidez cometida pela campanha de José Serra se reflete no grosso do noticiário político em todas as mídias que, ao final das contas, forma a opinião dos eleitores dentro de uma perspectiva do "já ganhou".

Leigos, na maioria das vezes, não são capazes de ler um jornal como um profissional do jornalismo e não percebem a manipulação da informação. Não estou dizendo nenhuma novidade e muito menos uma inverdade. Amaparo a minha assertiva no noticiário político. Podem compulsar os jornais à vontade e não encontrarão jamais uma matéria, umazinha apenas, que não trate com deboche a oposição e, particularmente, José Serra.

Se fosse dirigente da campanha oposicionista já teria mandado para o olho da rua os incompetentes que fazem o serviço de comunicação. Aposto que não serão capazes de sustentar um blog como este aqui que vocês estão lendo.

Apontei uma realidade importante. Mas há outra que deve ser analisada com cuidado pelos eleitores muitas vezes contaminados pelo "já ganhou".

Temos exemplos recentes aqui na América Latina no Chile e na Colômbia. No primeiro, a ex-presidente socialista Michelle Bachelet tinha um apoio ao redor de 80% dos chilenos, mas o seus candidato foi derrotado pela oposição. Já na Colômbia os institutos de pesquisa até a véspera da eleição apontavam Antanas Mockus com reais condições de vencer Juan Santos, o candidato de Uribe. As informações dos institutos de pesquisa eram reproduzidas e turbinadas pelos comentaristas políticos da grande imprensa latino-americana e pelas agências noticiosas internacionais à farta. Quem como eu acompanha diariamente o noticiário internacional pôde atestar isso (sou obrigado a acentuar o verbo contrariamente ao que preconiza estupidez da reforma ortográfica). O resultado foi uma vitória estrondosa de Juan Santos, com quase 70% dos votos.

Há alguns fatores que devem ser levados em consideração pelos eleitores: pesquisa não ganha eleição, como também não ganha o "derrotismo"; por outro lado, também o "já ganhou" tem demonstrado ser um péssimo marketing político. Da mesma forma que o "derrotismo", o "já ganhou" também desmobiliza qualquer campanha.

Portanto, a oportunidade de vencer o pleito continua francamente aberta para a Oposição. O jogo sequer foi jogado e é no mínimo temerário arriscar neste momento um palpite com alguma margem de segurança. A história ensina que sempre foi mais fácil para a Oposição render um governo que já contabiliza dois mandatos. Há, de forma inegável, um desgaste, mesmo que seu titular exiba um vistoso índice de popularidade. Esta, no entanto, é um patrimônio de seu detentor e por osmose é que não será transferida a outrem.

Isto não quer dizer que a direção da campanha da Oposição não deva fazer correções, principalmente no que tange à sua área de comunicação que está comendo mosca e se acovardando ante a tropa de assalto do PT que domina vergonhosamente e pauta todas as redações da grande imprensa nacional.

Os leitores, telespectadores e radiouvintes têm de ficar ligados e saber interpretar de forma correta e correspondente à verdade dos fatos tudo aquilo que é veiculado.

A corrida presidencial ainda não logrou alcançar nem a metade do seu trajeto e Dilma jamais vencerá, muito menos no primeiro turno! Selecionem melhor tudo aquilo que vocês lêem, ouvem e vêem. Se for o caso, apliquem um off. A internet ainda é o melhor caminho, desde que bem utilizada, para saber a verdade dos fatos.

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sexta-feira, agosto 13, 2010

ESTA ELEIÇÃO É DE JOSÉ SERRA. ESCREVAM AÍ!

Para não dizer que não falei da pesquisa Data Folha, só tenho a dizer o seguinte: além do fato de que pesquisa não é voto na urna, ninguém me convence que uma pessoa que nunca pediu um voto na vida, nunca concorreu a nenhum cargo eletivo possa vencer uma eleição para Presidente da República.

O único candidato que reúne plenas condições intelectuais e a experiência que o cargo de Presidente requer é, sem nenhuma dúvida, José Serra. E isto é tão evidente que nem precisa ser dito.

Recentemente, os institutos de pesquisa na Colômbia apontavam o concorrente de Juan Santos com a possibilidade de empate e até mesmo vencer o pleito. Nas urnas os votos choveram para Santos que ultrapassou os 60%.

A batalha eleitoral está no seu começo e vai se afunilando até a eleição.

Esta eleição é de José Serra. Escrevam aí. E não será de graça. Serra tem uma vida dedicada a este momento. Galgou todos os degraus, foi vitorioso em várias eleições e teve destacada atuação na Assembléia Constituinte. Foi Ministro da Saúde, deputado, senador, prefeito e Governador de São Paulo.

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