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quinta-feira, março 08, 2012

COM A PALAVRA, CARLOS ALBERTO MONTANER.


No vídeo acima vocês poderão conhecer um pouco mais desse importante jornalista, analista político e escritor latino-americano, Carlos Alberto Montaner, que se tem notabilizado também por sua luta contra as tiranias latino-americanas e a defesa instransigente da democracia e do liberalismo.
Esse prolífico escritor nasceu em Havana, a capital cubana, em 1943. Reside em Madrid desde 1970. Foi professor universitário em diversas instituições da América Latina e Estados Unidos. Diversos diários da América Latina, Espanha e Estados Unidos publicam há mais de trinta anos sua coluna semanal.
Além de jornalista é um escritor que também atua com competência na literatura sendo autor de várias obras de ficção.
Montaner também edita um blog de excepcional qualidade que pode ser acessado AQUI. Recomendo.
A entrevista acima foi ao ar pel Canal Telemiami, de Miami (EUA) em 19 de fevereiro deste anos e conduzia pelo jornalista chileno Erwin Pérez. Montaner é também coautor de livros famosos, como "O manual do perfeito idiota latino-americano" e analita da CNN.

domingo, janeiro 15, 2012

AUTOR DO "O MANUAL DO DITADOR" PROVA QUE POPULAÇÃO CUBANA VIVIA MELHOR ANTES DA DITADURA COMUNISTA DE FIDEL CASTRO.

Bruce Bueno de Mesquita
O site da revista Veja publica uma entrevista com um conhecido cientista político americano, Bruce Bueno de Mesquita, que utiliza a teoria dos jogos e ferramentas de computador para analisar a política e antever acontecimentos. O professor ficou famoso por acertar muitas de suas previsões.
No entanto, em entrevista à revista Época, em dezembro de 2009, falhou em uma de suas previsões afirmando que as perspectivas eleitorais de Dilma Rousseff não eram nada boas. Todavia acertou em relação às ditas "conferências sobre mudanças climáticas", prevendo que em nenhuma delas se chegaria a um acordo e foi isto que até agora aconteceu. Quanto à conferência ecochata marcada para o Rio de Janeiro mantém seu ceticismo quanto ao pretendido acordo. A conferir.
Em  tempo: explica-se o sobrenome português desse americano nascido na Califórnia. É filho de judeus-holandeses que emigraram para a América antes da Segunda Guerra Mundial (seu sobrenome português remonta aos judeus de Portugal, expulsos pela Inquisição no século XVII).  

Transcrevo o texto de abertura da entrevista que está no site de Veja pinçando algumas perguntas e respostas com o link ao final para leitura completa. A entrevista está interessante e responde às indagações mais frequentes no que tange à política e ao comportamento dos políticos e à origem e os fundamentos  do poder. Leiam: 
Xadrez, dizia o humorista Millôr Fernandes, nada mais é do que "um jogo chinês que ensina a jogar xadrez". Da mesma forma, para os cientistas políticos americanos Bruce Bueno de Mesquita e Alastair Smith a política "nada mais é do que um jogo praticado pelos governantes". Há 20 anos, os dois vêm usando as ferramentas da estatística, do cálculo e da teoria dos jogos para registrar os padrões de comportamento e - em uma palavra - as regras que comandam a conquista e o exercício do poder. Autores de alguns tijolões acadêmicos, eles acabam de publicar um volume dirigido aos leigos para expor os seus achados. O título é provocador: The Dictator's  Handbook (O Manual do Ditador).
Segundo o livro, quem deseja entender - ou mesmo prever - as ações de um dirigente em qualquer tipo de organização, inclusive as empresas, deve ter em mente uns poucos fatos. Primeiro, que o interesse pessoal, e não o bem comum, é mesmo o motor principal das ações de um governante, e deixar de levar isso em conta conduz a conclusões equivocadas. Em segundo lugar, que o papel das ideologias é muito menos relevante do que se costuma pensar, ao passo que fatos em geral pouco realçados pelos analistas - o tamanho do eleitorado que permite a um líder chegar ao poder, e o tamanho da coalizão que lhe permite exercê-lo - são na verdade a chave para desvendar quase todos os segredos da política. 
"Não é errado dizer que nossa abordagem resulta num retrato cínico, ou seja, sem ilusões, da realidade", diz Bueno de Mesquita. "Mas testamos nossas hipóteses há muito tempo, e acreditamos ter formulado o núcleo de uma teoria geral da política." Leia a seguir trechos da entrevista que o professor da Universidade de Nova York concedeu ao site de VEJA.
Como alguém pode tornar-se um ditador? Em primeiro lugar, ninguém, nem mesmo os maiores tiranos, tem poder absoluto, a ponto de não depender de um certo número de apoiadores. O tamanho desse grupo, que chamamos no livro de coalizão vencedora, é o principal fator que distingue os regimes fechados dos regimes abertos. Se o grupo de pessoas de quem você depende para se manter no poder for pequeno, então lhe será possível - e na verdade bem mais eficaz - governar oferecendo recompensas somente a quem interessa, praticando e aceitando a corrupção. Quanto maior for esse grupo, mais difícil será "comprar" todos os que podem influir no seu futuro político, e então começa a fazer sentido para você investir em políticas públicas. Essa é a verdade fundamental - mas há uma poucas regras complementares que os aspirantes a ditador precisam ter em mente.
Onde as pessoas mais erram ao pensar sobre política? Ao escolher um governante por causa de suas belas palavras, de suas "qualidades" pessoais, de suas idiossincrasias. Quem entra no jogo da política está preocupado, antes de mais nada, com sua própria sobrevivência e com seu próprio bem estar, mais do que com o bem estar das pessoas a quem representa. Por isso o mais importante são as instituições. Quando as instituições determinam que o governante precisa do apoio de muitos não só para chegar, mas também para manter-se no poder, então aumentam as chances de que políticas que beneficiam a todos sejam implementadas. Os regimes democráticos também têm as suas falhas. Quanto mais democrático um país, mais imediatistas serão os seus líderes, pois o “longo prazo” é apenas a próxima eleição. Mas isso não elimina o fato básico de que, nas democracias, é do interesse do líder escolher o que também é melhor para as pessoas. É o empuxo das instituições que nos permite ser otimistas em política, e não a bondade dos candidatos a um cargo público.
Há quem elogie ditaduras como a de Fidel Castro por suas políticas de saúde ou educação. Isso faz algum sentido? Não, isso não faz sentido. Quanto mais longa uma ditadura, maior será a erosão dos indicadores sociais. Sim, é verdade que Cuba tem hoje em dia taxas baixas de mortalidade infantil. O "problema" é que em números absolutos  as taxas de mortalidade melhoraram em quase todos os países do mundo nas últimas décadas, dados os avanços na área da medicina. E quando você vai consultar as estatísticas, percebe que antes de Castro a situação relativa de Cuba era muito melhor - o país estava à frente da França e da Bélgica nesse quesito – e hoje está muito atrás. Falemos agora de educação. A taxa de alfabetização de Cuba, como a da Coreia do Norte, está próxima de 100%. Mas por que um ditador não quereria uma população  alfabetizada? As pessoas precisam saber ler instruções. Quando falamos de política educacional, o que precisa ser observado são os dados do ensino médio e superior. Há vários rankings de universidades internacionais. Se você os analisar, verá que Cuba não consta deles. Na verdade, os únicos países não-democráticos que têm universidades entre as melhores 200 do mundo são China e Singapura. E são pouquíssimas universidades chinesas – se não me engano, só 3. A Rússia, com toda a sua notável tradição cultural, não tem nenhuma universidade nesses rankings. Essa foi a herança do regime soviético. Por que o que os ditadores não querem são pessoas capazes de produzir conhecimento indepentemente. Existe essa mitologia sobre o regime de Castro. Mas pesquise os dados reais e você verá que, comparativamente, a população estava melhor antes dele. Isso não é ideologia, não é propaganda. São estatísticas da ONU. Clique AQUI  para ler a entrevista completa

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sexta-feira, novembro 19, 2010

SERRA E SEUS ELEITORES SÃO OS PROPRIETÁRIOS EXCLUSIVOS DOS 44 MILHÕES DE VOTOS OPOSICIONISTAS.

Reinaldo Azevedo comenta com a sua peculiar ironia a respeito dos três oráculos da política convocados pela Falha de São Paulo para predizer o futuro de José Serra. Transcrevo após este prólogo. É que embora a aliança do PT com o PMDB tenha levado a taça não se pode jamais ignorar que os 44 milhões de votos amealhados pelo candidato tucano. É justo que se assinale que esse extraordinário cacife eleitoral contabilizado por José Serra emergiu das urnas porque existe de fato uma oposição forte ao PT. Não uma oposição partidária.

Os partidos oposicionistas não fizeram absolutamente nada na campanha, muito pelo contrário, conspiraram contra José Serra. Entretanto, como afirmei aqui em várias análises, Serra demonstrou pertinácia inaudita e fez praticamente de forma solitária a sua campanha e os 44 milhões de votos são exclusivamente dele e de seus eleitores e de mais ninguém. Isso, é claro, incomoda uma barbaridade um monte de gente, particularmente gente do próprio PSDB, como a banda mineira.

Por enquanto, o grande líder da Oposição quer queiram ou não, é José Serra. Quem argumenta que perto de completar 70 anos de idade Serra estaria por isso fora da jogada se engana. Na última eleição no Uruguai um tumpamaro com mais de 70 anos foi eleito presidente, muito mais detonado fisicamente que Serra.

Transcrevo o comentário do Reinaldo que está supimpa. Sorry, esquerdistas, mas vocês não têm nenhum polemista como Reinaldo Azevedo. A razão é muito simples: esquerdista é completamente destituído de inteligência. Leiam: 

A Folha convocou um numerólogo/tarólogo, uma especialista na leitura de borra de café, um babalorixá, uma astróloga e um cientista político (aqui) para tentar desvendar o futuro do tucano José Serra. Como se sabe, todas essas especialidades podem ser definidas como “artes adivinhatórias” e têm os seus arcanos, só revelados aos iniciados. Além dos signos com os quais cada um deles lida, há a interpretação — que requer, como querem esses adivinhadores, sensibilidade.

As opiniões se dividem, mas não muito. A astróloga acha que a bola está com Aécio Neves. O cientista político não diz isso, mas tem um argumento científico imbatível, incontestável por qualquer ciência: “política tem fila” — uma fila que, parece, vem lá da caverna de Platão. O tarólogo, o babalorixá e a especialista em borra vêem Serra disputando de novo a Presidência da República.

O que eu acho? Bem, eu não pratico artes adivinhatórias. Acho que quem sai de uma eleição com as características que teve esta de 2010 com 44 milhões de votos pode reivindicar, gozando dos direitos partidários, o que bem entender desde que tenha condições objetivas para tanto. “Política tem fila”? Tem se aquele que a metafísica influente diz estar em primeiro lugar exibe condições de ganhar a eleição. E, obviamente, ter as condições não quer dizer alcançar o objetivo. O arcano das urnas é o eleitor.

O que não é aceitável — e quem entrar nessa vai quebrar a cara — é cobrar o suicídio político de quem teve 44 milhões de votos. É uma perspectiva boçal. A tese de que “Serra tem de sair para que o partido se renove” é uma tolice sem par. Não é ciência política, mas expressão de uma escolha e de um desejo. O adivinhador Alberto Carlos de Almeida,  “cinetista político”, que previa a vitória de Dilma no primeiro turno com uns 15 pontos de diferença (era o que lhe diziam as cartas de Marcos Coimbra), escreveu dia desses um artigo em que cravou a seguinte delicadeza (vai com a sintaxe dele): 

“Vão se os nomes, ficam as instituições. Vão se os derrotados, ficam os vencedores. Em algum momento o PSDB derrotará o PT. Para tornar isso mais tangível, para antecipar no tempo esse desfecho, seria fundamental que o PSDB fizesse a mais profunda possível renovação em sua direção partidária, uma renovação que eliminasse todos os serristas e desse a direção do partido a políticos jovens alinhados com Aécio Neves e Beto Richa.”

Almeida consultou a borra de sua “ciência” e descobriu no fundo da xícara o “Pogrom libertador”. Ele quer “eliminar” Serra e os serristas. Só assim ele acha que o PSDB terá futuro. Para que o pensamento desse gigante prospere, é preciso sair eliminando pessoas da vida pública. Essa é a qualidade do debate.

Bem, não será assim. É bom civilizar esse debate. Como se nota, o “Paradigma Almeida” não é exatamente composto de argumentos. Ele prefere quebrar uma lâmpada na cara daqueles a quem quer vencer. É seu jeito de caminhar na rua do pensamento.

quarta-feira, novembro 17, 2010

CONSERVADORISMO E EQUILÍBRIO POLÍTICO

O delírio esquerdista que levou Hussein Obama à Presidência dos Estados Unidos foi definitivamente brecado pela providente reação conservadora dos cidadãos americanos. E notem: para o bom funcionamento do regime democrático a vertente conservadora joga um papel importante funcionando como uma âncora que segura uma embarcação aventureira num mar de hostilidade evidente.

Esta reflexão que coloco à consideração dos prezados leitores decorre de matéria que li no portal da revista Veja, a respeito do declínio da Obamamania e que serve para embasar aquilo que disse em post mais abaixo a respeito da atualidade política brasileira que tem como pano de fundo a crise que toma conta do Democratas e cujo epicentro repousa sobre São Paulo, onde o prefeito Gilberto Kassab arruma as malas para mudar de partido já que a possível fusão com o PMDB caiu por terra.

Ao que parece a corrente majoritária do democratas que sugere uma rearticulação da legenda deseja conferir ao partido um viés conservador, preenchendo essa lacuna do espectro partidário e ideológico brasileiro. Anotei no aludido post abaixo a importância de uma agremiação que aglutine o setor mais conservador.

O episódio recente da reviravolta política nos Estados Unidos levada a cabo pelos eleitores conservadores é um indicador de que o pensamento único tendo como vértice o esquerdismo não é o melhor conselheiro da democracia. Ao contrário, tende a enrijecer as instituiçõres e abrir o caminho para a implantação de um regime discricionário. Não é à toa que as maiores e mais sólidas democracias do mundo possuem partidos conservadores ou de centro-direita. O resultado da pressão conservadora acaba sempre obrigando que o governo fique equidistante dos extremos do expectro ideológico, posicionando-se ao centro. Aqui o texto do portal da Veja sobre as mudanças que ocorrem na política americana e que nos servem de exemplo. Leiam:

Depois de constatar os limites de sua influência nos Estados Unidos, com a derrota democrata nas eleições legislativas de 2 de novembro, Barack Obama concluiu no domingo seu giro estrangeiro mais longo e regressou a Washington com uma constatação semelhante: também no exterior sua influência minguou. A obamamania, nos Estados Unidos e no resto do mundo, se diluiu.

Os assessores do presidente promoveram o giro de dez dias à Ásia como uma viagem destinada a criar emprego. O desemprego elevado e a lenta recuperação da economia explicam, segundo a Casa Branca, que os eleitores dessem a vitória aos republicanos, que a partir de janeiro, quando o novo Congresso tomar posse, controlarão a Câmara dos Deputados e poderão bloquear as iniciativas de Obama.

Para o presidente, o maior troféu da viagem devia ser um acordo de livre comércio com a Coreia do Sul. As diferenças sobre a exportação de automóveis e carne americanos o impediram. Também na Coreia do Sul, Obama teve que escutar críticas de seus principais parceiros e competidores – da China à Alemanha – sobre a apreciação do dólar e sobre suas políticas de estímulo econômico, que contrastam com a austeridade que agora impera na União Europeia.

O debate é semelhante ao que desde ontem Obama encontrou em Washington. Uma cidade transformada pelas eleições, que leva para a cidade uma nova geração de políticos conservadores que repudiam o gasto público e quer reduzir o déficit sem subir os impostos.

O Partido Democrata perdeu a iniciativa. Com menos parlamentares e mais de esquerda, a ainda presidente da Câmara, Nancy Pelosi – responsável, com Obama, de todos os males do país, segundo a oposição – é a favorita para ser eleita líder da minoria democrata.

Os equilíbrio mudaram, e agora o presidente é um líder de mãos atadas. "Isolado"– como escreveu dias atrás o diário Politico – dos líderes democratas que o culpam pela derrota, do mundo dos negócios, obviamente dos republicanos e inclusive dos meios de comunicação menos ideológicos, que em 2008 celebraram suas vitória em uníssono. 

Repercussão - Um exemplo dessa crescente hostilidade foi oferecida no domingo pelo The Washington Post, que abriu seu suplemento dominical com um artigo - assinado por Patrick Caddell e Douglas Schoen, estrategistas da órbita democrata – intitulado "Um e é isso". Caddell e Schoen argumentam que, para passar à história como um grande presidente, o melhor que Obama poderia fazer seria anunciar agora mesmo que em 2012 não será candidato a reeleição. Esta é, segundo os articulistas, a única maneira de evitar dois anos de bloqueio legislativo e "tirar o veneno de nossa cultura de polarização e acabar com o ressentimento e a divisão que erodiram nossa identidade nacional e nosso propósito comum".

O artigo, discutível em sua argumentação, é sintomático do ambiente de Washington: Obama já não é infalível. Vai começar a constatar isso esta semana, quando o Congresso que sai aborda o que fazer com as isenções fiscais que o republicano George W. Bush impulsionou no início de seu mandato. As isenções expiram em 31 de dezembro. Se o Congresso não agir, os americanos poderão receber uma carga fiscal a partir de 2011 que poderia precipitar o país para uma nova recessão.

Os republicanos querem prolongar as isenções indefinidamente, o que ameaça deixar um buraco fiscal que engrossará ainda mais o déficit. Obama, a princípio, só quer prolongá-las para quem ganhe menos de 200 mil dólares por ano (ou 250 mil dólares no caso de famílias): uma alta de impostos para os mais ricos.

Nos últimos dias, a Casa Branca enviou sinais de que está disposta a um compromisso para prolongar as isenções, pelo menos temporariamente. O acordo medirá a capacidade de consenso numa Washington polarizada e dividida. Do portal da revista Veja

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terça-feira, novembro 09, 2010

SAIBA COMO PT IRÁ CENSURAR LIVRE EXPRESSÃO

Se alguém está pensando que a censura que o PT pretende implantar será nos moldes tradicionais com o fechamento de jornais, emissoras de televisão e de rádio, está enganado. Com o advento da internet as formas tradicionais de censura tornam-se completamente inviáveis.

Se prestarmos bem a atenção a livre expressão e as críticas mais severas ao governo e ao poder do Estado são veiculadas atualmente pela internet através do Twitter e demais redes sociais e blogs independentes. Os grandes veículos de comunicação - especialmente a televisão - já estão todos praticamente calados, submissos ou alinhados voluntariamente ao governo do PT, como é caso da Falha de São Paulo e todas as redes de televisão e rádios.

Por sua vez, os órgãos representativos da categoria dos jornalistas já estão há muito tempo dominados pelo PT ou por seus partidos satélites, como é o caso da Federação Nacional dos Jornalistas e todos os sindicatos de jornalistas em todos os Estados. Todas essas entidades foram transformadas em aparelhos políticos de difusão das idéias socialistas geradas pelo PT. Tanto é que a própria FENAJ participou ativamente da famigerada Confecom que também teve o apoio da totalidade dos sindicatos dos jornalistas. Toda essa gente defende aquilo que denominam de "democratização da comunicação", falácia que esconde o plano de dominação completa de toda a mídia e que há anos vem sendo corroída dentro das redações. Essa corrosão começa nos cursos de jornalismo totalmente dominados por petistas. São eles os diretores e coordenadores desses cursos e os professores que se negam a curvar-se a essa ditadura ideológica são perseguidos. Os estudantes de comunicação são as presas mais fáceis, submetidos à verdadeira lavagem cerebral.

Tirante as áreas de ciências exatas das universidades, o restante está completamente dominado pela vagabundagem marxista que usa a cátedra para inocular a estupidez da luta de classes e o pensamento único esquerdista. Essa lavagem cerebral transforma os jovens em novos robôs que chegam ao mercado não como profissionais  livres e bem formados, mas como militantes fanáticos da causa do socialismo petista.

Outro curso que vem sendo dominado por essa canalha ideológica é o Direito, já que é de lá que saem os operadores do direito, principalmente os magistrados e membros do Ministério Público. Notem que ao contrário de países como a Venezuela, o esquerdismo botocudo é mais sutil. Vem trabalhando sistematicamente, portanto, em três níveis: as entidades de classe representativas dos diferentes setores da sociedade civil; as redações dos veículos da mídia e as universidades, com destaque para os cursos de Jornalismo e de Direito. De um lado impedem a reação das entidades de classe, patrulham as redãções e, por outro, transformam em militantes da causa socialista os jornalistas e os operadores do direito.

O objetivo final dessa nefasta atividade é anular qualquer reação da sociedade civil. E, se ocorrer alguma contrariedade, entra então em campo o Poder Judiciário, já completamente dominado pelos egressos dos cursos de Direito então transformados em militantes engajados no esquerdismo petista.

Retomando o início dessas linhas. Quem imaginar que o PT agirá como bufão bolivariano da Venezuela está completamente enganado. A censura e a limitação da liberdade de imprensa provavelmente serão feitas então com aquilo que denomino de "terrorismo jurídico-policial". Os novos operadores do Direito, de forma especial o Ministério Público em todos os âmbitos, passarão a atormentar todos aqueles que não professem o pensamento único do PT. Os recalcitrantes serão alvo de ações cíveis e criminais e, nesta altura, de nada adiantará apelar às instâncias jurídicas superiores pois essas também estarão completamente dominadas, como está dominado igualmente o Poder Legislativo.

Em face de uma oposição fracote e claudicante, sem informação e sem lideranças que possuam conhecimento político teórico e prático, dá para imaginar o que vem por aí, ou seja, o tolhimento das liberdades com a dócil participação e apoio da sociedade civil e seus representantes em todas as instâncias da organização estatal.

A partir disto que eu coloquei as redes sociais da internet, o Twitter e os blogs independentes tendem a ser o lócus da estupidez e da burrice, porquanto os usuários da internet que fazem a crítica política conseqüente desaparecerão por completo temendo as ações judiciais contra eles propostas justamente por aqueles que deveriam zelar pela Constituição.

Até lá a Constituição de 1988, dita cidadã por Ulisses Guimarães, já terá sido totalmente deformada pelo PT e seus sequazes.

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sexta-feira, novembro 05, 2010

ARTIGO: Ele é a outra.

Por Nilson Borges Filho (*) 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar exagerando em algum tipo de medicação, pois é incapaz de manter uma certa lógica na sua discurseira diária após o último pleito. Na primeira aparição pública, na companhia de Dilma Rousseff, Lula deitou falação: atacou o adversário José Serra de forma deselegante, chamou a oposição de raivosa e determinou que o próximo ministério tinha que ter “a cara” da candidata eleita.

Já no dia seguinte, ignorando qualquer apreço pela liturgia do cargo e – parece – ainda sob o efeito de forte medicação, decidiu escalar alguns titulares para a formação da equipe ministerial da sua sucessora. Inicialmente sugeriu que a presidente eleita devesse manter os ministros da área econômica, o da Fazenda Guido Mantega e o do Banco Central Henrique Meirelles. Não contente com as duas indicações, foi além na sua corriqueira incontinência verbal ao insinuar que os ministros Nelson Jobim e Fernando Hadad deveriam continuar à frente das suas respectivas pastas.

Em apenas dois dias – nada mais do que isso – Lula já indicou quatro ministros para a equipe que deveria ter “a cara” de Dilma Rousseff. Coube ainda ao presidente vetar a indicação de Antônio Palocci para Chefe da Casa Civil, sob a alegação de que o ex-ministro da Fazenda poderia fazer sombra à presidente. Sendo médico por formação, por que não fazer de Palocci ministro da Saúde e remanejar Paulo Bernardo do ministério do Planejamento para a Casa Civil, indagou o presidente Lula?

Afinal, Paulo Bernardo não tem ambição política e conta com a simpatia de Dilma. Como passou oito anos na Chefia de Gabinete da presidência da República, Lula deixou escapar que Gilberto Carvalho deveria continuar no posto, pois ninguém conhece melhor o caminho das pedras da burocracia estatal do que o seu auxiliar mais próximo.

Por baixo, bem por baixo, já são em número de sete os indicados de Lula para o ministério. Até o fechamento deste artigo, a presidente eleita – que deveria montar um ministério com a sua “cara” – não se fixou publicamente em nenhum nome para o seu gabinete. Não fossem as maracutaias da família Guerra, arrombando cofres do erário público em troca de 6%  de “êxito” em negócios escusos, provavelmente Erenice seria a Dilma da Dilma.

Ocorre que as investigações se encaminham para um desfecho nada confortável para os envolvidos, inclusive aqueles tidos como ocultos. Encontra-se na memória do eleitor catarinense, um Lula palanqueiro excitadíssimo, movido sabe-se lá a quê, exigindo aos berros que o DEM fosse extirpado da política nacional. Com o seu linguajar de botequim atacou os Bornhausen, sem mais nem menos.

Agora, esse outro Lula decide como a oposição deve se comportar no próximo governo, diferentemente da forma como agiu com o seu governo, diz ele. Bobagem. Lula bem sabe que se a oposição tivesse um pouco de rigor ele teria sofrido impeachment, no momento em que Duda Mendonça, depondo na CPI do mensalão, confirmou que recebeu 10 milhões de dólares, de origem pra lá de duvidosa, depositados em uma conta no exterior, como pagamento por “serviços” prestados como marqueteiro da campanha presidencial do seu primeiro mandato.

É fato, e a história comprova, que Lula tentou negociar a sua permanência no cargo, oferecendo como moeda de troca não disputar a reeleição. Acreditando que Lula sangraria até a sua morte política, a oposição deixou que as coisas tomassem o seu curso e abandonou a ideia do impeachmento. O final dessa história é do conhecimento de todos. Ou não?

O processo dos quadrilheiros do mensalão encontra-se na mesa do ministro do STF, Joaquim Barbosa, que em breve oferecerá  seu voto em sessão ordinária da Corte. A Polícia Federal está fechando o cerco nos dois casos em andamento: a quebra do sigilo fiscal da família de José Serra e o caso da propina nas negociatas na Casa Civil. Os próximos meses serão animadíssimos. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em Direito. Foi professor da UFSC e da UFMG. É articulista colaborador deste blog.

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segunda-feira, novembro 01, 2010

ARTIGO: País partido

Por Nilson Borges Filho (*) 

Confirmou-se tudo aquilo que as pesquisas vinham divulgando nas últimas semanas: a vitória de Dilma Rousseff  à presidência da República.  A candidata petista venceu com  54 milhões de votos. Pode-se afirmar que a eleição da candidata petista não se deu pelos seus méritos, mas pelo atrelamento da sua candidatura à popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, queiram ou não, é inquestionável, principalmente quando se trata das camadas mais pobres da população.

Por outro lado, não se pode desconsiderar que 43 milhões de brasileiros que votaram em Serra não desejavam Dilma Rousseff na presidência do Brasil.  Não é pouca coisa, são  44% dos votos válidos despejados nas urnas por esse País afora. Lula transformou o pleito de 2010 numa questão pessoal. Por conta disso, atropelou a Constituição, desqualificou a justiça eleitoral, mentiu, utilizou o bem público em campanha, abandonou o emprego, menosprezou adversários, perdeu a compostura por sua incontinência verbal e, por tudo isso, sai da presidência menor do que entrou.

O presidente desembarca do cargo com altos índices de aceitação, mas sua sucessora herda um País dividido, nos planos geográfico, politico e eleitoral. São muitas as feridas deixadas por Lula, a maioria de difícil cicratização. Pior, nos armários da presidência existem esqueletos que virão à tona, cedo ou tarde. A bomba da vez atende pelo nome de Erenice Guerra, a ex-Chefe da Casa Civil e braço direito da presidente eleita. Está para explodir, com efeito devastador, novas informações sobre o Bancoop. O cadáver do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, continua insepulto.

Embora tais questões se direcionem mais ao PT do que à Dilma, não se pode negar que afetarão à presidência. Estruturalmente, Dilma vai ter que enfrentar o endividamente do Estado, a questão cambial, o déficit previdenciário, a reforma política e tributária e, principalmente, a falta de infraestrutura para enfrentar uma Olimpíada e  uma Copa do Mundo.

Como o Brasil adotou um sistema de presidencialismo de coalizão, Dilma ficará nas mãos de um arco extenso de alianças, nada confortável em se tratando do fisiologismo partidário brasileiro. Na outra ponta, a presidente vai enfrentar as demandas dos movimentos sociais e o apego ao Estado pelo sindicalismo chapa-branca. O neopeleguismo, antes do encerramento do pleito, já se movimentava na divisão dos cargos.

As instituições no Brasil ainda são frágeis e não se encontram totalmente consolidadas no campo democrático. O PT, que não é muito atento às regras democráticas, pressionará o governo para que endureça com a imprensa e a mantenha no cabresto, com a justificativa desonesta de controle social da mídia.

O Brasil melhorou em muitos indicadores sociais, mas ainda permanece aquém do mínimo desejável nas áreas da educação, saúde e segurança – isso em comparação aos nossos vizinhos, até mesmo com a República Oriental do Uruguay. Dilma saiu das costelas de um homem, chegou à presidência por que esse homem assim a quis e levará para o Palácio do Planalto o fastasma de um ex-presidente com 80% de aprovação. Dilma contará com a maioria na Câmara e no Senado, desde que atenda o apetite do PMDB.

E, para concluir, um dado relevante: a maior parcela do PIB brasileiro encontra-se nos Estados governados pela oposição. O Brasil que emerge destas eleições é um País partido: de um lado o Brasil que produz, do outro o Brasil do bolsa-família. Duas notícias: uma boa, a outra ruim. A boa: sai a farsa. A ruim: entra a fraude. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em Direito. Foi professor da UFSC e da UFMG. É articulista colaborador deste blog.

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domingo, outubro 31, 2010

TRIUNFO DAS INIQÜIDADES NÃO É BOM PRESSÁGIO

Se olharmos o mapa com o resultado das eleições vemos de forma acentuada dois países: naquele que sustenta a Nação vence José Serra e, no restante, vence a candidata do PT.

Não é a primeira vez que a maioria dos eleitores brasileiros faz uma escolha completamente errada. Tanto é que já elegeram Jânio Quadros, Collor, Lula e agora Dilma.

A verdade é que a maioria nem sempre tem razão e na esmagadora maioria das vezes não tem razão nenhuma. É por isso mesmo que os Estados Unidos, a maior democracia do mundo possui um sistema eleitoral vinculado à representatividade efetiva dos Estados e, ao final, um colégio eleitoral cuja finalidade é afastar o risco de ser eleito um candidato tiririca à Presidência da República, caso uma onda de estupidez domine o cérebro da maioria dos eleitores.

O Brasil é em si mesmo uma deformidade que provavelmente jamais será corrigida. A maior causa dessa nefasta realidade decorre fundamentalmente do predomínio da boçalidade. As variáveis que concorrem para esse estado de permanente carnavalização das instituições são inúmeras, mas a minha intuição indica que decorre da desigual evolução da espécie ao redor do planeta.

A prova disso é a apreciável prosperidade da civilização ocidental que ainda prevalece se não for destruída nos próximo anos, foi forjada com base na racionalidade científica que surgiu um pequeno pedaço da Europa anglo-saxônica e que posteriormente alastrou-se pelo planeta. Beneficiou indistintamente toda a humanidade.

Não há uma descoberta científica importante que não tenha surgido desse grupamento humano. O próprio Estado de Moderno caracterizado pelo império da lei, o Direito racional, a tripartição dos poderes, o voto universal e vai por aí. Os politicamente corretos são os primeiros a se insurgirem contra este raciocínio absolutamente lógico e pautado apenas pelos fatos.

É possível que a ciência nos próximos anos desvende este mistério: por que há essa brutal diferença na evolução da espécie humana? Observem por exemplo o Estado de Israel, aquele pequenino pedaço de terra inóspito, desértico; é o único país democrático do Oriente Médio e o único a produzir ciência e tecnologia e por incrível que pareça é alvejado por todos os lados noite e dia.

Digo tudo isto porque não vejo, fora do contexto da evolução da espécie, qualquer explicação que justifique a decisão dos eleitorado brasileiro em apoiar todo esse turbilhãode iniqüidades, de grosseria e de estupidez que marcou esses oito anos de reinado de Lula e seus sequazes. 

O triunfo das iniqüidades, além de ser um evento vergonhoso do ponto de vista moral, não é um bom presságio. Oxalá esteja errado.

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sexta-feira, outubro 15, 2010

ARTIGO: Em nome do Pai

Por Nilson Borges Filho (*) 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, não têm muita intimidade com as palavras de Deus e com os ensinamentos de Cristo. Dilma já confessou publicamente que duvida da sua existência: “ Eu não acho que a gente  pode achar que só existe o ... aquele seu Deus, entende?”. Não, Dilma, infelizmente não entendi absolutamente nada do que  disse.

Vamos em frente, talvez com um pouco mais de esforço, a candidata consiga se expressar no idioma falado no País que pretende ser presidente. Diga lá, Dilma: “Eu acho que você tem de ter, assim, uma abertura para contemplar todas as possibilidades ... eu me equilibro nessa questão”. Lamento, mas mesmo fazendo uso de todo o meu equilíbrio emocional e físico, continuo não entendendo o que a petista está  tentando dizer.

Adiante, pois parece que agora a coisa sai com algum sentido. Com pose de normalista primeira da turma e esbanjando sinceridade, Dilma filosofou: “Será que há Deus? Será que não há?” 

Entendi. A candidata Dilma Rousseff quis dizer, se expressando em algo próximo ao português, que duvida da existência divina. Agora, sim. Mas, espera lá. Continuo não entendendo nada. Peço aos iniciados nessas questões ligadas à religião que me deem uma luz: O que faz uma pessoa sair de sua comodidade para participar de uma missa, em homenagem à Nossa Senhora Aparecida, se é descrente a Deus? Deixem-me entender: tal fato teria alguma relação com as eleições presidenciais, quando está em jogo milhões de votos de fiéis - católicos e evangélicos - que podem decidir quem será o sucessor de Lula?

Pena que muitos temas como religiosidade e aborto estejam servindo de moeda de troca na disputa política, como se o povo não tivesse discernimento para entender que tudo não passa de mero oportunismo eleitoral. Velhacaria, para ser mais explícito. Durante a missa na Basílica de Aparecida, Dilma foi apanhada no contrapé ao desconhecer o mínimo da liturgia católica, ou seja, como se faz o Sinal da Cruz.

Antes de assinar o manifesto aos evangélicos, se posicionando contra o que sempre defendeu – a legalização do aborto e o ateismo - seria de todo prudente que a candidata petista meditasse um pouco sobre as consequências desse ato impuro. Não custa nada alertar aos incautos: no dia 31 de outubro, data do segundo turno, o eleitor vai apontar o dedo para os que negam o Seu nome e fingem acreditar na Sua existência.

Já o palanqueiro Lula, do alto de sua sabedoria cristã, não deixou por menos: "Deus fez a vingança que eu acho que era necessária. Colocar gente mais digna, de mais respeito, para representar com mais dignidade o povo do estado do Piauí”. Está claro que o Deus de Lula é vingativo, pois “extirpou” da vida pública piauíense os senadores Mão Santa e Heráclito Fortes. Não ficou muito bem explicado, se a vingança divina se deu atendendo a uma determinação de Lula ou se foi pela vontade dos eleitores do Piauí que aconteceu a renovação dos representantes do Estado no Senado Federal.

Pai, perdoai. Eles não sabem o que dizem. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós-doutor em Direito. Foi professor da UFSC e da UFMG. É articulista colaborador deste blog. 

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quarta-feira, outubro 13, 2010

ARTIGO: A Deus o que é de Deus e à Dilma o que é de Dilma.

Por Nilson Borges Filho (*) 

Erenice Guerra e família não cansam de agradecer a Deus – Dilma não pode saber disso – por surgir na campanha eleitoral, com toda a força,  o debate sobre a legalização do aborto. E quanto mais a candidata petista tenta negar que é a favor do aborto, maior é a desconfiança do eleitor com esse novo fervor de fé de quem, dias antes, defendia a sua descriminalização.

O eleitor brasileiro não é bobo, principalmente em tempos de globalização e de um mundo ligado pela tecnologia, onde tudo acontece e é visto em tempo real. Ora, como uma pessoa que jamais frequentou um templo religioso e que, de uma hora para a outra, bajula bispos e pastores e assume-se como filha de Maria, é vista pelo eleitor? 

O oportunismo religioso, com o olhar voltado para uma simples disputa eleitoral, não só não agrega voto nenhum como leva ao descrédito o candidato que tenta se valer de expediente tão condenável pelos diversos credos. Eleição presidencial é a cada quatro anos, fé destina-se para a  vida toda.

O fingimento público de Dilma Rousseff, posando de católica em Aparecida do Norte, provoca no praticante religioso um misto de escárnio, acompanhado de doses fortes de oportunismo barato. As declarações públicas de Dilma Rousseff, em entrevista à revista Marie Claire e na sabatina no jornal Folha de São Paulo, plenamente documentadas, não deixam qualquer dúvida sobre sua opção pela legalização do aborto.

Seria bem melhor – para praticantes e para os que não professam qualquer fé – que a candidata assumisse o que realmente pensa sobre o tema, justificando, com base em dados e fatos, os motivos de sua opção. Talvez não levasse o voto dos religiosos, mas, com certeza, teria o respeito dos que pensam o contrário.

Da maneira como vem conduzindo o debate, a candidata petista corre o risco de perder votos e a credibilidade pública. Não seria nada agradável  chegar à presidência da República com pouco crédito perante o povo brasileiro, majoritariamente religioso.

Por outro lado, não se pode relegar a um segundo plano, no atual embate político, as maracutaias promovidas pela  ex-braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, no Ministério de Minas e Energia e nos Correios. Como se sabe, Erenice Guerra transformou o seu gabinete – vizinho ao do presidente Lula – num valhacouto de trambiqueiros, travestidos de lobistas, que operavam em tempo integral, sem qualquer cerimônia, arrombando os caixas públicos e enriquecendo às custas dos contribuintes.

A bandidagem que se instalou na Casa Civil da presidência da República e arredores, cujas negociatas atingiram a casa dos milhões, não pode ficar esquecida ao sabor de um outro tema, igualmente importante. Como madrinha política de Erenice Guerra – a manda-chuva dos escaninhos da brurocracia estatal – Dilma Rousseff deveria ser a principal interessada em descobrir quem seriam os que rondavam os cofres públicos, quando ainda era ministra da Casa Civil e Erenice Guerra sua Secretária Executiva.

E isso tem que vir a público com a maior brevidade possível, pois em 31 de outubro o Brasil conhecerá o seu  próximo presidente. E não seria de bom-tom, que o presidente eleito iniciasse o seu mandato acompanhado de fantasmas se acotuvelando nas gavetas do gabinete presidencial.

Para finalizar, vale a denúncia: parece que certos institutos de pesquisa, nada confiáveis,  não aprenderam a lição recebida no primeiro turno e continuam confundindo venda de pesquisa com venda de resultado. 

Em tempo: Este artigo é em  homenagem a Ferreira Pena.

(*) Nilson Borges Filho e mestre, doutor e pós-doutos em Direito e foi professor da UFSC e da UFMG. É articulista colaborador deste blog.

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segunda-feira, outubro 04, 2010

REINALDO AZEVEDO, AUGUSTO NUNES E RICARDO SETTI, EM TV AO VIVO DIRETO DA REDAÇÃO DE VEJA AQUI NO BLOG


Watch live streaming video from veja at livestream.com
ATENÇÃO: VOCÊ PODE VER AS ENTREVISTAS MOSTRADAS AO VIVO AQUI LÁ NO PORTAL DA REVISTA VEJA. VALE A PENA.

Vejam que diferença do time da Rede Globo. Aí estão três craques do jornalismo político: Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo e Ricardo Setti. Não é à toa que pertencem à revista Veja, praticamente a única publicação da grande imprensa brasileira que não sucumbiu ante Lula e seus sequazes.

Esses três ilustres colegas e mais alguns poucos salvam o jornalismo brasileiro que chafurda de forma geral numa mediocridade absurda, quando não pratica um adesismo sem qualquer pudor.

O portal de Veja bem que poderia brindar seus leitores e visitantes com um programa pelo menos semanal deste tipo e com esta qualidade. Reinaldo, Ricardo e Augusto estão fazendo a coisa certa.

Eis aí uma idéia que pode jogar um pouco de luz nessa escuridão que turva a visão de certos coleguinhas que pintam e bordam nas páginas dos jornalões, nas televisões e no rádio louvando desabusadamente o Poder, ou mais precisamente, qualquer Poder cujos métodos de ação consistem na trapaça e na corrupção.

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quinta-feira, setembro 30, 2010

ARTIGO: Segundo turno

Por Nilson Borges Filho (*) 

Confirmados os resultados das últimas pesquisas, é certo que haverá segundo turno no pleito à presidência da República. Os institutos de pesquisa de opinião consultam os eleitores que, por convicção ou por protesto, pretendem anular seus votos.

As respostas dos pesquisados permitem, aos institutos, chegar a um número aproximado dos votos nulos.O mesmo raciocínio pode ser utilizado támbém para os índices dos votos em branco. Ocorre, que essas mesmas pesquisas não detectam o índice de abstenção – tal fato depende de muitos fatores, inclusive quanto ao clima no dia da eleição – e não acusam aqueles que afirmaram que votariam em determinado candidato, mas erram ao digitar o número do escolhido.

Ora, num pleito eleitoral com a complexidade desse de 3 de outubro, é provável que o número de votos nulos será bem maior dos que mostram as pesquisas. No último caso, os eleitores com maiores probabilidades de errar o voto são aqueles com menor nível de escolaridade. A maioria dos eleitores da candidata Dilma Rousseff se concentra nessa faixa do eleitorado. Portanto, tudo se encaminha para um segundo turno entre os candidatos José Serra e Dilma Rousseff.

Não foi por acaso – aliás, a iniciativa partiu do marqueteiro petista – o pedido de inconstitucionalidade do dispositivo que exige dois documentos para que o eleitor  esteja habilitado a votar. Ora, não é surpresa para ninguém que os eleitores com maior dificuldade em ter a posse dos dois documentos, são os que votam na candidata petista. Curiosamente, a lei que define tal exigência foi sancionada pelo presidente Lula e aprovada por todos os partidos políticos, inclusive pelo PT.

A pergunta que não quer calar: por que, somente as vésperas do pleito, o PT decidiu levantar a inconstitucionalidade do dispositivo legal que exige do eleitor a apresentação de dois documentos?

Simples, meus caros. O marqueteiro da candidata Dilma Rousseff, João Santana, observou que os eleitores da sua candidata deixariam de votar por falta ou do título de eleitor ou  da cédula de identidade. A decisão do STF será em defesa da ampliação do número de votantes, justificando que a exigência prevista na lei cerceia a manifestação livre do eleitor. Mas continua valendo a pergunta acima: por que somente agora?

O pleito de 3 de outubro de 2010 ficará na memória política do Brasil pelo inusitado: primeiro, o comportamento de Lula, que abandonou o emprego de presidente da República para se transformar em cabo eleitoral da sua escolhida; segundo, a falta de compostura do Chefe da Nação ao atacar adversários e partidos de oposição, utilizando-se de expressões que não cabem, por certo, nem mesmo em  ambientes mal frequentados; terceiro, pelo uso desmedido da máquina administrativa federal, como se o bem público estivesse à disposição de uma facção política; quarto, por artimanhas legais em cima da hora. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direto, professor e articulista colaborador deste blog


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sexta-feira, setembro 17, 2010

ARTIGO: Dilma é Lula, Erenice é Dilma

Por Nilson Borges Filho (*) 

O governo federal e a coordenação de campanha de Dilma Rousseff concentram suas baterias, para tentar desvincular a onda de corrupção dentro da Casa Civil da candidatura petista, mesmo que para isso tenha que faltar com a verdade. O esforço concentrado pode até surtir efeito naquela faixa de eleitores que não tem acesso aos meis de comunicação ou, ainda, entre os que não tenham discernimento para avaliar os fatos espantosos que determinaram o afastamento de Erenice Guerra.

Quando se trata  de pessoas que acompanham, com olhar crítico, o noticiário nacional, o escândalo escabroso envolvendo a principal auxiliar de Dilma Rousseff, seus familiares e agregados, já começa a se alterar os números das pesquisas de opinião, em direção a um possível segundo turno. As malfeitoria praticadas na Casa Civil é uma questão que envolve eleitoralmente a candidata Dilma Rousseff? Quem sabe.

Na verdade, está mais do que provado, que o tráfico de influência que contaminou o governo federal e os pedidos de propina, negociados um andar acima do gabinete presidencial, respingam sim em Dilma Rousseff, enquanto ocupante de cargo de ministra de Lula. Muitas das negociatas contratadas com gente próxima à ex-Secretária Executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, foram formalizadas nas dependências da sede do governo, quando Dilma era a toda poderosa “mulher de ferro”. Uma coisa é certa: Dilma não existe sem Lula e Erenice jamais existiria sem Dilma.

A candidata petista é a encarnação do projeto de poder de Lula e Erenice é a encarnação de Dilma nos meandros tortuosos da gestão governamental. Por tudo que Erenice representa desde sempre para a amiga candidata, alegar agora que o que se passava dentro do ministério não é seu problema, é pura demonstração de que Dilma escorrega no principal padrão de conduta de um presidenciável: a honestidade intelectual. Não há como negar que as relações entre Dilma e Erenice vão muito além do mesmo gosto em se vestir e do uso dos mesmos acessórios estéticos.

A rigor, Erenice, primeiro como Secretária Executiva da Casa Civil e mais adiante como ministra, era a extensão funcional e política de Dilma Rousseff, que se prestava como tarefeira das ordens transmitidas pela sua ex-Chefe. É difícil admitir que Dilma, enquanto ministra, tomasse alguma atitude importante no governo sem consultar o presidente da República. É difícil de acreditar que toda e qualquer movimentação importante de Erenice, na gestão da Casa Civil, não fosse informada à Dilma Rousseff antes de ser levada a Lula. Dilma, até pela sua personalidade e por ter sido a escolhida de Lula, poderia contar com alguma autonomia política- administrativa em relação ao presidente. 

O mesmo não se pode dizer de Erenice, que pela maneira como chegou ao cargo de ministra, sua autonomia perante Dilma e Lula era quase próxima de zero. Nem mesmo a carta de sua demissão teve a sua lavra. O texto saiu da pena do ministro Franklin Martins, especialista nesse tipo de coisa. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direito e articulista colaborador deste blog.

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quarta-feira, setembro 15, 2010

ARTIGO: A falta de pudor de um Presidente em fim de carreira

Por Nilson Borges Filho (*)

A maneira desqualificada com que o chefe de facção partidária, Luiz Inácio Lula da Silva, se dirigiu aos catarinenses, demonstra o grau de despudor que uma pessoa pode chegar, quando embriagada pelos seus altos índices de popularidade e por conta de umas doses a mais daquele líquido que não abre mão, desde os tempos de sindicalista. Lula já esteve por baixo, época em que um funcionário dos Correios (sempre eles) foi flagrado embolsando 3 mil reais de propina, em troca de favores nada republicanos.

De um simples ato de corrupção de um delinquente de quinta categoria, acompanhado de uma grave denúncia do deputado Roberto Jefferson, estourou o maior escândalo do governo petista. A bandalheira, que ficou conhecida como “mensalão”, alcançou empresários, dirigentes partidários e parlamentares de diversas siglas, principalmente do consórcio que dava apoio ao lulo-petismo.

O escândalo, enquadrou o todo poderoso Chefe da Casa Civil, deputado José Dirceu, que perdeu o cargo, o mandato e a pose. Citado pelo Ministério Público Federal como “chefe de quadrilha”, mesmo assim continou mandando e desmandando no partido e no governo, pois seus tentáculos por lá ainda permanecem. Lula caiu em desgraça, circulava, à noite, pelos salões do palácio residencial feito zumbi e fazia de tudo e com todos, tentativas de chegar ao fim do seu primeiro mandato.

Como um frangote depenado, acuado pelas graves denúncias de corrupção, colocou em negociação com os partidos opositores a sua própria reeleição. Ofereceu a esses partidos uma proposta para lá de indecorosa, ou seja, desistia da reeleição se não fosse levado adiante o seu impeachment. O PSDB, juntamente com os demais partidos da base oposicionista, acreditando que Lula sangraria até a morte e por conta de outros motivos nada confessáveis, desistiu do impedimento do presidente da República.

Lula deu a volta por cima, reestruturou o seu entorno, construiu um bloco parlamentar fiel aos preceitos do “é dando que se recebe”, manteve os fundamentos da economia, aumentou o bolsa-família e recuperou o seu prestígio junto aos eleitores brasileiros. Esbanjando popularidade, o Lula frango depenado de ontem, surge agora cantado de galo pelo País afora, como se tais índices de aceitação permitissem que pode tudo, desde “extirpar” partidos políticos a “encobrir” bandalhas que circulam um andar acima do seu gabinete.

Para quem costuma frequentar políticos do porte de José Sarney, Renan Calheiros, Collor et caterva, deveria pensar (não sei se seria possível) antes de falar aos catarinenses, que nada lhe devem. E para quem tem um filho que recebe uma grana “da pesada” de uma empresa com interesses públicos, deveria fechar a matraca antes de querer enxovalhar os Bornhausen, que, pelo menos, deram uma parte de suas vidas à causa de Santa Catarina.

(*) Nilson Borges Filho é mestre e doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog

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sexta-feira, setembro 10, 2010

ANALISTA POLÍTICO CONSIDERA QUE O CRIME DA QUEBRA DO SIGILO JÁ TEM IMPACTO DIRETO SOBRE A DECISÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE E BENEFICIA SERRA

O professor e cientista político gaúcho Paulo Moura faz uma observação procedente em seu blog quando analisa o impacto do escândalo criminoso da quebra de sigilo fiscal da Receita Federal. Retiro do artigo de Paulo Moura E transcrevo excerto que comprova a procedência da análise e dou o link para leitura completa ao final. Leiam:

Como a opinião pública é afetada por ondas, a primeira já produziu efeitos, e as que vêm sempre empurradas pela primeira também terão efeito. Não que isso inverta a liderança nas pesquisas. Mas que o segundo turno passou a ser uma probabilidade, isso passou. Talvez hoje a possibilidade de um segundo turno já esteja em 50%. 

Os riscos sentidos por empresários e classe média com renda mais alta em relação a seus sigilos fiscal, bancário e grampos generalizados, já afetam sua decisão de voto, que começa a deixar de ser do tipo "tanto faz". A privacidade atingida já é percebida por esses segmentos. Se alcançar parte dos demais, ainda não se sabe. Mas no andar de cima, já alcançou. Clique AQUI para ler na íntegra esta análise  


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domingo, agosto 29, 2010

ARTIGO: Virada à mineira

Por Nilson Borges Filho (*) 

Semana passada, precisei me deslocar a determinado bairro em Belo Horizonte em busca de uma livraria, cujo local é de difícil acesso pelo volume de carros que circulam pelo local e pela falta de vagas, mesmo em estacionamentos pagos. Deixei o carro na garagem de casa e optei pelo taxi. Como costumo fazer em todos os lugares públicos que frequento, lancei a pergunta – indiscreta, por sinal – ao motorista: quem será seu candidato ao governo de Minas? “O tal de Anastasia, que o Aécio mandou a gente votar”, respondeu o taxista.

Um dos temas mais debatidos nessas eleições refere-se à transferência de votos de políticos, com alta popularidade junto ao eleitor, para o seu escolhido. Por mais que se esforcem, os analistas ainda não conseguiram entender a cabeça do eleitor, quando se trata de estabelecer os limites e as circunstâncias em que essas transferências se dão. Lula já provou que boa parte dos 80% de aceitação do eleitorado à sua forma de governar estão sendo transferidos para a candidata Dilma Rousseff.

Com uma história política, no mínimo polêmica, e com uma fama de gestora, no mínimo duvidosa, Dilma surgiu do nada e foi alçada à candidata a presidente do Brasil, por pura vaidade de seu mentor. Aqueles que tiveram o cuidado de acompanhar as entrevistas da petista, não podem negar o total despreparo intelectual da candidata e a dificuldade crônica em lidar com a gramática.

Mas a escolhida de Lula, repaginada por cabelereiros, maquiadores, fono-audiólogos e construída por marqueteiros especialistas em vender sabonetes, transformaram a arrogante na miss simpatia dos pampas. Ou seria das Alterosas? Nem ela sabe. Na garupa da popularidade de Lula, contando com a ajuda de dossiês fajutos, capitães-do-mato a serviço da vigarice política e de estupradores de sigilo fiscal, Dilma está a um passo de se tornar a próxima presidente do Brasil.

Mas não é bem assim, quando Lula se defronta com um adversário do porte de Aécio Neves, que mantem em Minas a mesma popularidade que Lula conseguiu em nível nacional. Mesmo com uma coligação formada pelo consórcio PMDB/PT, Lula não consegue transferir voto nenhum para as candidaturas de Hélio Costa e Patrus Ananias para o governo e Fernando Pimentel para o Senado.

Em outra direção, Aécio não só se elegerá com uma montanha de votos, como levará para a segunda vaga do Senado o ex-presidente Itamar Franco. E os 70% de intenções de votos que os eleitores mineiros lhe concedem, estão sendo transferidos para o atual governador Antônio Anastasia, que já ultrapassou Hélio Costa, na última pesquisa Ibope.

E tem mais: Anastasia tem tudo para levar o governo já no primeiro turno, pois a cada pesquisa percebe-se o processo de desidatração da candidatura adversária. Lula transfere votos sim, mas quando tem que enfrentar um adversário com um alto índice de popularidade – como Aécio Neves – não há discurso boquirroto que convença o povo. 

Nilson Borges Filho é Doutor em Direito, professor e articulista colaborador deste blog

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domingo, agosto 15, 2010

PESQUISA E 'JÁ GANHOU' NÃO VENCEM ELEIÇÃO

Este meu artigo é meio longo para um blog, mas creio que é necessário. Portanto, recomendo que leiam atentamente e debatam nos comentários.

É compreensível que muitos eleitores da oposição fiquem apreensivos e até mesmo desmotivados pelo bombardeamento de pesquisas e suas interpretações. Obviamente louvam-se naquilo que dizem os colunistas de política e oráculos do sortilégio dos números que são apresentados como um fato consumado.


Talvez como nunca antes na história do Brasil os jornalistas dos grandes veículos de comunicação nunca estiveram tão engajados num partido político. Acho que todos têm o direito de ter a sua opção política. Agora o que eu questiono é o fato de que os jornalistas e os próprios veículos tripudiam de forma acintosa e nunca vista sobre a candidatura de José Serra para em troca louvar Lula e o PT. Se o PT fosse um partido verdadeiramente democrático e, por via de regra, não atentasse contra a liberdade de imprensa, tudo bem.

Relevo inclusive o turbilhão de escândalos e falcatruas que eclodiu em cascata com o mensalão, ainda que esses sejam fatos que desabonam completamente o PT. Mas o que eu insisto é na questão democrática. Como podem jornalistas e seus veículos apoiarem um partido que tem em mira o "controle da mídia"? É uma indagação que não encontra sustentáculo na lógica mais simples.

Basta ler a Folha de São Paulo deste domingo. Todos os artigos poderiam perfeitamente ser destaque nos sites e publicações do PT.

Ainda que a maioria dos brasileiros não leia jornal e poucos utilizem internet num universo de quase 200 milhões de habitantes, o fato é que a direção da opinião pública é formada a partir dos grandes veículos de comunicação tradicionais e seus sites e blogs na internet.

Por outro lado, a campanha da oposição, ao que parece, contratou profissionais da grande imprensa para o seu setor de comunicação. Já disse aqui em outra oportunidade que, embora possam ser ótimos profissionais, não têm o traquejo de assessoria de imprensa e estão comprometidos no plano profissional. Passada a campanha desejarão voltar a ocupar seus espaços nos grandes veículos de comunicação. Naturalmente, jamais peitarão os colunistas e editores "companheiros" que dominam as redações dos órgãos de imprensa, porquanto precisarão deles para serem contratados no período pós-campanha. Jamais comprarão uma "briga" com essa gente e com os próprios veículos de comunicação.

O resultado dessa estupidez cometida pela campanha de José Serra se reflete no grosso do noticiário político em todas as mídias que, ao final das contas, forma a opinião dos eleitores dentro de uma perspectiva do "já ganhou".

Leigos, na maioria das vezes, não são capazes de ler um jornal como um profissional do jornalismo e não percebem a manipulação da informação. Não estou dizendo nenhuma novidade e muito menos uma inverdade. Amaparo a minha assertiva no noticiário político. Podem compulsar os jornais à vontade e não encontrarão jamais uma matéria, umazinha apenas, que não trate com deboche a oposição e, particularmente, José Serra.

Se fosse dirigente da campanha oposicionista já teria mandado para o olho da rua os incompetentes que fazem o serviço de comunicação. Aposto que não serão capazes de sustentar um blog como este aqui que vocês estão lendo.

Apontei uma realidade importante. Mas há outra que deve ser analisada com cuidado pelos eleitores muitas vezes contaminados pelo "já ganhou".

Temos exemplos recentes aqui na América Latina no Chile e na Colômbia. No primeiro, a ex-presidente socialista Michelle Bachelet tinha um apoio ao redor de 80% dos chilenos, mas o seus candidato foi derrotado pela oposição. Já na Colômbia os institutos de pesquisa até a véspera da eleição apontavam Antanas Mockus com reais condições de vencer Juan Santos, o candidato de Uribe. As informações dos institutos de pesquisa eram reproduzidas e turbinadas pelos comentaristas políticos da grande imprensa latino-americana e pelas agências noticiosas internacionais à farta. Quem como eu acompanha diariamente o noticiário internacional pôde atestar isso (sou obrigado a acentuar o verbo contrariamente ao que preconiza estupidez da reforma ortográfica). O resultado foi uma vitória estrondosa de Juan Santos, com quase 70% dos votos.

Há alguns fatores que devem ser levados em consideração pelos eleitores: pesquisa não ganha eleição, como também não ganha o "derrotismo"; por outro lado, também o "já ganhou" tem demonstrado ser um péssimo marketing político. Da mesma forma que o "derrotismo", o "já ganhou" também desmobiliza qualquer campanha.

Portanto, a oportunidade de vencer o pleito continua francamente aberta para a Oposição. O jogo sequer foi jogado e é no mínimo temerário arriscar neste momento um palpite com alguma margem de segurança. A história ensina que sempre foi mais fácil para a Oposição render um governo que já contabiliza dois mandatos. Há, de forma inegável, um desgaste, mesmo que seu titular exiba um vistoso índice de popularidade. Esta, no entanto, é um patrimônio de seu detentor e por osmose é que não será transferida a outrem.

Isto não quer dizer que a direção da campanha da Oposição não deva fazer correções, principalmente no que tange à sua área de comunicação que está comendo mosca e se acovardando ante a tropa de assalto do PT que domina vergonhosamente e pauta todas as redações da grande imprensa nacional.

Os leitores, telespectadores e radiouvintes têm de ficar ligados e saber interpretar de forma correta e correspondente à verdade dos fatos tudo aquilo que é veiculado.

A corrida presidencial ainda não logrou alcançar nem a metade do seu trajeto e Dilma jamais vencerá, muito menos no primeiro turno! Selecionem melhor tudo aquilo que vocês lêem, ouvem e vêem. Se for o caso, apliquem um off. A internet ainda é o melhor caminho, desde que bem utilizada, para saber a verdade dos fatos.

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terça-feira, agosto 03, 2010

TEXTO DE PEÑA ESCLUSA DE 2008 AFIRMA QUE O PT TEM VÍNCULOS COM AS FARC. PRISÃO DE ESCLUSA É SÓ COINCIDÊNCIA COM A ELEIÇÃO NO BRASIL?

Facsímile do site das FARC: na logomarca acima a Bandeira do Brasil!
Clique sobre a imagem para vê-la ampliada.

Transcrevo após este prólogo, em tradução livre do espanhol texto do Presidente da UnoAmérica, Alejandro Peña Esclusa, conhecido líder opositor à ditadura de Hugo Chávez que foi recentemente preso pela política política do tirano da Venezuela e continua trancafiado nos calabouços do regime bolivariano. O texto que reproduzo aqui foi postado no site Fuerza Solidaria, no dia 31 de maio de 2008.

Peña Esclusa tem se notabilizado pela sua ação contra o Foro de São Paulo e o avanço do castro-comunismo na América Latina que tem como ponta-de-lança Hugo Chávez. Pode ser apenas uma coincidência, mas levando-se em consideração que Chávez apóia DILMA, deixar Alejandro Peña Esclusa solto representaria um risco, ou não?, para a pretensão hegemônica do Foro de São Paulo e que vê a eleição no Brasil como crucial e definidora dos parâmetros políticos e institucionais do continente latino-americano?

E mais: o site das FARC, como mostra facsímile que ilustra acima este post, apóia Hugo Chávez, destacando a sua fotografia e, Hugo Chávez, por sua vez é íntimo amigo de Lula e apoiador de Dilma Rousseff. Estes são fatos e não apenas uma teoria conspiratória.


Reparem para alguns detalhes que saltam aos olhos daqueles que acompanham o dia-a-dia da informação que circula principalmente nos veículos da grande imprensa brasileira e também na televisão. Por isso tenho que fazer uma digressão. Acompanhem:

Depois da denúncia do Deputado Índio da Costa, candidato a vice-presidente de José Serra, afirmando que o PT tem ligações com as FARC esse assunto que jazia intocável e se havia transformado em tabu pelo PT, entrou para o debate da campanha eleitoral presidencial brasileira. Já afirmei aqui no blog que reputo essa questão como ponto essencial desta campanha presidencial.

A transformação em tabu dessa informação foi conseguida, pasmem, graças aos préstimos da grande imprensa brasileira e das emissoras de televisão que além de destruirem as pautas de reportagem sobre esse tenebroso assunto se ocuparam já em 2008, como agora, de publicar matérias, comentários e notas em colunas tentando desmentir aquilo que o candidato José Serra resumiu numa frase curta: "Todo mundo sabe disso", disse Serra repetidas vezes para os jornalistas que se fingem como o PT de não saber de nada.

Notem por exemplo que Peña Esclusa no texto que segue abaixo, alude à matéria veiculada pela revista Época, em que afirma que o famigerado chefete das FARC teria buscado "sem êxito" aproximar-se de Lula. Como é sabido por todos, a revista Época pertence à Rede Globo e para quem é mais atilado em política não foi surpresa o jantar oferecido por D. Lily, viúva do fundador da Rede Globo, à candidata do PT, Dilma Rousseff.

O texto de Esclusa também se reporta à nota que o jornal Folha de São Paulo publicou em maio de 2008, afirmando que o PT teria excluído as FARC do Foro de São Paulo. Ora, quem acompanha a Folha de São Paulo sabe que este jornal transformou-se num folhetim vagabundo, tanto é que publica artigos do Stédile, o chefe do MST, um bando de celerados fora-da-lei. O MST não é pessoa jurídica, não é nada. É um bando de bate-paus do PT que mama nas tetas estatais através de ONGs, já que não pode receber dinheiro público diretamente do governo.

E, no episódio da denúncia formulada pelo deputado Índio da Costa, a Folha de São Paulo, em vez de tentar apurar a denúncia e ir atrás da informação, preferiu ironizar.

A Rede Globo, que possui um aparato de jornalismo considerado dos melhores do mundo doura a pílula de acordo com as suas conveniências dedicando-se a veicular futilidades ou matérias sensacionalistas policiais em seus jornais e supostas 'shows da vida'.

Conclusão: estamos diante do maior embuste eleitoral já ocorrido no Brasil com o concurso não só da grande imprensa brasileira e seus jornalistas idiotas ou oportunistas, mas também do empresariado vagabundo e incompetente que nunca foi capitalista, mas mamador profissional das tetas estatais e que encontrou em Lula e no PT a bonomia pelega do sindicalismo de antanho. Não há dúvidas que o Brasil da atualidade se assemelha ao fascismo de Mussolini ao reproduzir uma aliança espúria entre Governo, sindicatos pelegos e empresários oportunistas.

Assim, o círculo de ferro em torno do poder petralha mantém o tabu que tenta escamotear a ligação do PT com os narcoterroristas assassinos das FARC.

José Serra e Índio da Costa têm razão. Essa é uma história antiga. Entretanto, precisa ser esclarecida. A Oposição tem o dever de promover este esclarecimento e se aproxima a melhor oportunidade de fazê-lo que é através dos programas de TV da campanha eleitoral.

Segue o texto de Peña Esclusa, postado no site Fuerza Solidária em 31 de maio de 2008:


De acordo com reportagem publicada pela revista É poca, resenhada hoje pela agência EFE, o falecido líder das FARC, Raúl Reyes, buscou "sem êxito" aproximar-se do presidente brasileiros Lula da Silva. Segudo Época, Reyes pedia "estsabelecer relações político-diplomásticas" com o governo de Lula, mas este se negou.

Também hoje, o periódico brasileiro Folha de São Paulo publica uma nota, segundo a qual o Partido dos Trabalhadores (PT), que Lula lidera, excluiu as FARC de uma reunião do Foro de São Paulo (FSP) celebrada em 2005.

Estas duas notícias refletem a tentativa de Lula e do Partido dos Trabalhadores de desvincular-se - na última hora - do narcoterrorismo colombiano, porque durante dezoito longos anos tem estado relacionados.

Em julho de 1990, o PT de Lula e o Partido Comunista de Cuba fundaram o Foro de São Paulo, convidando explicitamente as FARC e o ELN a participar como membros dessa organização. Desde então, a guerrilha colombiana não só envia delegados a seus encontros, mas que forma parte da Junta Diretiva do Foro de São Paulo (conhecida como Mesa de Trabalho). Há apenas dois meses, as FARC foram convidas a participar da dita Mesa de Trabalho, relizada na Cidade do México.

No XIV Encontro do Foro de São Paulo, realizado no final da semana passada em Montevidéu, Valter Pomar, Secretário Executivo do FSP e membro da direção do PT, tentou negar os vínculos com as FARC; maso presidente nicaraguense Daniel Orega pos as coisas claramente, rendendo homenagem póstuma a Manuel Marulanda na reunião, referendado com aplausos por todos os participantes desse encontro do Foro de São Paulo na capital

Lula e o Partido dos Trabalhadores pretendem desvincular-se das FARC, imediatamente após a apreensão do computador de Raúl Reyes, porque temem que a investigação da Interpol os envolva, como sem dúvida ocorrerá. Do site Fuerza Solidaria - Read MORE en español - in spanish

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