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terça-feira, dezembro 06, 2011

'THE GLOBE' QUER DETONAR O PIMENTEL!

Conhecido como The Globe, antes de se tornar um parceiro do PT, o jornal O Globo decidiu mesmo detonar o Ministro Fernando Pimentel, considerado uma das grandes estrelas do PT mineiro. Hummm... aí tem algo mais... hehe... quebra tudo The Globe!!!
Uma "empresa de informática pequeninha", nas palavras do próprio ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT), pagou R$ 400 mil pelos serviços da P-21 Consultoria e Projetos Ltda, empresa mantida pelo petista entre sua saída do comando da prefeitura de Belo Horizonte, em 2009, e a chegada ao governo federal, em 2011. Firma especializada em "cabeamento estruturado para rede de computadores", a QA Consulting Ltda pertence a Alexandre Allan, de 36 anos, e Gustavo Prado, de 35, filho de Otílio Prado, sócio minoritário de Pimentel na P-21 Consultoria.
O pagamento pela consultoria de Pimentel se deu em duas parcelas de R$ 200 mil. A primeira foi paga em 19 de fevereiro de 2011, dois dias antes de a QA Consulting receber R$ 230 mil da construtora HAP Engenharia para prestar serviços de "infraestrutura para soluções de rede". A título de tributação, o serviço foi declarado como de engenharia civil mas, segundo o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), não há registro de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) referente ao serviço alegado pela empresa. A segunda parcela foi paga em maio de 2010.
Construtora acusada de desviar recursos
A HAP é velha conhecida de Fernando Pimentel: em maio deste ano, o ex-prefeito de Belo Horizonte tornou-se réu em ação civil pública ao lado do dono da empresa, Roberto Senna. A construtora é acusada de superfaturar obra da prefeitura de Belo Horizonte em R$ 9,1 milhões e de desviar recursos para a campanha de Pimentel em 2004, quando o petista disputou a reeleição para a prefeitura da capital mineira. Na época, Pimentel contratou sem licitação a Ação Social Arquidiocesana (ASA), da Arquidiocese de Belo Horizonte, para construir 1,5 mil casas. A entidade subcontratou a HAP, e o custo da obra passou de R$ 12,7 milhões para R$ 26,7 milhões. Segundo o Ministério Público, metade das casas não foi entregue. O processo corre na 4ª Vara da Fazenda Pública Municipal de Belo Horizonte.
A QA Consulting é a terceira maior cliente da consultoria de Pimentel, que em dois anos faturou R$ 2 milhões. Conforme mostrou O GLOBO no domingo, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) pagou R$ 1 milhão por serviços ao ministro, e a construtora mineira Convap, outros R$ 514 mil, meses antes de abocanhar em consórcio R$ 95,3 milhões em contratos no governo do aliado de Pimentel, Márcio Lacerda (PSB). A QA pagou R$ 400 mil pela consultoria de Pimentel, apesar da sua peculiar situação financeira: de acordo com a Junta Comercial de Minas Gerais, está enquadrada como microempresa (faturamento anual de, no máximo, R$ 360 mil, de acordo com a nova legislação). Tem MAIS aqui

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segunda-feira, outubro 24, 2011

PM REVELA LISTA DE EMPRESAS E ONGs ENVOLVIDAS NA MAMATA E ACUSA AÇÃO DE COMUNISTAS TAMBÉM EM SANTA CATARINA E OUTROS ESTADOS

Em novo depoimento de mais de quatro horas à Polícia Federal, nesta tarde, o policial militar João Dias informou que pelo menos vinte organizações não-governamentais (ONGs) aceitaram delatar o esquema de arrecadação de propina que o PCdoB teria montado no Ministério do Esporte com entidades conveniadas ao programa Segundo Tempo e outras ações da Pasta. As entidades, segundo ele, vão depor nos próximos dias.
Dias disse que o esquema incluía o pagamento, pelas ONGs, de um "pedágio" de 10 a 20% para um escritório de consultoria e a contratação dos serviços de um cartel de seis empresas indicadas pela cúpula do Ministério do Esporte, ligadas ao PCdoB. Pelo menos 20% de todo o dinheiro dos convênios firmados com 300 ONGs, conforme o policial, eram desviados e parte ia para financiar a estruturação do partido e campanhas de candidatos. "Fui vítima de chantagem e retaliações porque não aceitei as condições absurdas que me exigiam", afirmou.
Além dessas ONGs, o policial deu à PF os nomes de outras dez entidades que, segundo garante, aceitaram condições irregulares para obter recursos do programa. Segundo ele, as ONGs, para receber os recursos do programa Segundo Tempo e não serem molestadas na prestação de contas, tinham de comprar produtos e serviços de um "pool" de seis empresas: Infinita Comércio, Linha Direta, JG, Transnutre, HS e Capte Comércio.
Para a imprensa, na saída do depoimento, ele deu os nomes de cinco ONGs de Brasília - Liga de Futebol Society; Associação Nossa Senhora Imaculada; Instituto Novo Horizonte; Fundação Toni Matos; e a Associação Gomes de Matos, além de uma do Rio, a Fundação Viva Rio, e uma de Santa Catarina, o Instituto Contato. Sua lista inclui três entidades da Bahia, mas ele não revelou os nomes. Leia Mais

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domingo, outubro 16, 2011

PM QUE ACUSOU MINISTRO DO ESPORTE AFIRMA TER GRAVAÇÕES

O policial e militante do PC do B João Dias assegurou a VEJA ter gravações que comprovam o esquema de corrupção no Ministério do Esporte, revelado por ele em reportagem da edição desta semana da revista. Na manhã deste domingo, Dias publicou em seu blog uma espécie de carta aberta ao ministro. No texto, o policial militar afirma: "O que falei para a revista está devidamente gravado e será apresentado às autoridades competentes". Ele não se refere apenas à gravação de sua entrevista a VEJA, mas, também, a arquivos em áudio que estão em seu poder e que, assevera, provam as acusações que faz à cúpula do Ministério do Esporte.  

Dias também usou o blog para desafiar o ministro do Esporte, Orlando Silva, e seu partido. Diz que está ansioso para apresentar "as verdades materializadas" e para se confrontar com Silva em uma investigação. No texto, o policial militar responde ao ministro, que o chamou de "bandido" e desqualificou as revelações feitas pelo colega de partido a VEJA. De acordo com Dias, o Ministério do Esporte abriga um grande esquema de corrupção, criado para alimentar os caixas de campanha do PC do B. A reportagem mostra como o próprio Orlando Silva recebeu uma caixa repleta de dinheiro vivo. 

Em mensagem publicada neste fim de semana, Dias reafirma o que disse à revista e diz ter sido procurado por um emissário do ministro pouco antes da publicação da matéria. "E se tu não deves nada, por que mandou seu secretario (sic) nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos nao cumpridos?", diz o texto.

Dias devolveu o adjetivo usado pelo ministro para tentar esvaziar as denúncias: "Eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha, que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência", escreveu o policial.

Em uma frase postada em seguida, o militante do PC do B também ameaça a cúpula de seu partido, que divulgou um comunicado defendendo Orlando Silva. "Era bom o PC do B nacional ficar  calado antes de sair em defesa do Orlando sumariamente". O policial garantiu ainda estar ansioso para ser  chamado a público para falar sobre suas acusações. 

Reportagem - A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra como João Dias Ferreira, policial e militante do PC do B em Brasília, acusa Orlando Silva de coordenar um esquema milionário de desvios em convênios com Organizações não-governamentais (ONGs). Para receber o valor a que tinham direito, as entidades precisavam pagar 20% do valor em questão a integrantes da pasta.

João Dias, que chegou a ser preso durante uma operação que descobriu desvios no ministério durante o governo Lula, também acusa Orlando Silva de  ter recebido uma caixa repleta de dinheiro vivo, originário do esquema. A maior parte dos recursos desviados teria sido usada para cobrir gastos de campanha do PC do B - inclusive despesas com a coalização que, em 2006, levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

Apesar de sua assessoria ter sido procurada na quinta-feira por VEJA, só após o fechamento da revista, na noite de sexta-feira, é que Orlando Silva fez contato com a reportagem.

O ministro se disse "chocado". Afirmou que sabia das ameaças do policial há algum tempo. “Durante um ano esse sujeito procurou gente do ministério e fez ameaça, insinuação. E qual foi a nossa posição? Amigo, denuncie, fale o que você quiser. Por quê? Porque como nós temos convicção de que o que foi feito foi o correto, nós não tememos. E falávamos para ele: não nos interessa. Ele falava que existia um dossiê, que ia denunciar... A resposta era: faça, procure o Ministério Público, a polícia, a justiça, faça o que você quiser fazer”, afirmou. 
Partido - Maior beneficiário do esquema denunciado por João Dias, o PC do B divulgou uma nota em que tenta desqualificar as revelações de VEJA. "Tudo indica que esse cidadão age por vingança, por represália contra a medida moralizadora do Ministério do Esporte", diz o presidente da legenda, Renato Rebelo, no comunicado. Do site da revista Veja

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