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terça-feira, abril 10, 2012

EX-MINISTRO DE LULA TENTA TIRAR CACHOEIRA DA CADEIA

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
A defesa de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, pediu nesta segunda-feira ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sua libertação. Preso em fevereiro durante a operação Monte Carlo, Cachoeira está atualmente no presídio federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
Advogado do contraventor, o ex-ministro da Justiça no governo Lula Márcio Thomaz Bastos protocolou um pedido de habeas corpus. Cachoeira é investigado por suspeita de comandar uma rede de jogos ilegais com máquinas caça-níqueis no Distrito Federal e nos Estados de Goiás, Tocantins, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Pará.
A defesa do empresário já tentou outras vezes libertá-lo da prisão, mas até agora não obteve sucesso. Em março, o Tribunal Regional Federal (TRF) rejeitou um pedido de soltura de Cachoeira. O Ministério Público Federal posicionou-se contra o requerimento argumentando que a prisão era necessária para garantir a ordem pública.
O Ministério Público também alegou que a suposta exploração de jogos ilegais teria ocorrido de forma contínua ao longo de mais de uma década. Se não conseguirem convencer o STJ a soltar o empresário, os advogados poderão ainda recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
No STF já tramita um inquérito para apurar o envolvimento de parlamentares com Cachoeira. Um dos investigados é o senador Demóstenes Torres (GO). No final de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski determinou a quebra do sigilo bancário de Demóstenes Torres. Ele também pediu ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que remeta a relação de emendas ao Orçamento apresentadas pelo congressista. Do site da revista Veja

segunda-feira, outubro 24, 2011

PM REVELA LISTA DE EMPRESAS E ONGs ENVOLVIDAS NA MAMATA E ACUSA AÇÃO DE COMUNISTAS TAMBÉM EM SANTA CATARINA E OUTROS ESTADOS

Em novo depoimento de mais de quatro horas à Polícia Federal, nesta tarde, o policial militar João Dias informou que pelo menos vinte organizações não-governamentais (ONGs) aceitaram delatar o esquema de arrecadação de propina que o PCdoB teria montado no Ministério do Esporte com entidades conveniadas ao programa Segundo Tempo e outras ações da Pasta. As entidades, segundo ele, vão depor nos próximos dias.
Dias disse que o esquema incluía o pagamento, pelas ONGs, de um "pedágio" de 10 a 20% para um escritório de consultoria e a contratação dos serviços de um cartel de seis empresas indicadas pela cúpula do Ministério do Esporte, ligadas ao PCdoB. Pelo menos 20% de todo o dinheiro dos convênios firmados com 300 ONGs, conforme o policial, eram desviados e parte ia para financiar a estruturação do partido e campanhas de candidatos. "Fui vítima de chantagem e retaliações porque não aceitei as condições absurdas que me exigiam", afirmou.
Além dessas ONGs, o policial deu à PF os nomes de outras dez entidades que, segundo garante, aceitaram condições irregulares para obter recursos do programa. Segundo ele, as ONGs, para receber os recursos do programa Segundo Tempo e não serem molestadas na prestação de contas, tinham de comprar produtos e serviços de um "pool" de seis empresas: Infinita Comércio, Linha Direta, JG, Transnutre, HS e Capte Comércio.
Para a imprensa, na saída do depoimento, ele deu os nomes de cinco ONGs de Brasília - Liga de Futebol Society; Associação Nossa Senhora Imaculada; Instituto Novo Horizonte; Fundação Toni Matos; e a Associação Gomes de Matos, além de uma do Rio, a Fundação Viva Rio, e uma de Santa Catarina, o Instituto Contato. Sua lista inclui três entidades da Bahia, mas ele não revelou os nomes. Leia Mais

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quinta-feira, agosto 18, 2011

DELEGADOS DA PF DIZEM QUE "CORRUPÇÃO ATINGE NÍVEIS INIMAGINÁVEIS", MAS EXISTE UM PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR!

Delegados da Polícia Federal, inconformados com ataques que a corporação recebe a cada operação, lançaram manifesto por meio do qual lamentam que "no Brasil a corrupção tenha atingido níveis inimagináveis". Destacam que "milhões de reais, dinheiro do povo, são desviados diariamente por aproveitadores travestidos de autoridades".

"Quando esses indivíduos são presos, por ordem judicial, os padrinhos vêm a público e se dizem "estarrecidos com a violência da operação da Polícia Federal"", afirma o documento, subscrito pela Associação Nacional dos Delegados da PF, uma das principais entidades da classe que detém atribuição constitucional para presidir inquéritos sobre desvios de recursos do Tesouro.
"No Ministério dos Transportes, toda a cúpula foi afastada", assinala o protesto. "Estourou o escândalo na Conab e no próprio Ministério da Agricultura. Em decorrência das investigações no Ministério do Turismo a Justiça Federal determinou a prisão de 38 pessoas de uma só tacada. Mas a preocupação oficial é com o uso de algemas."
Eles ponderam que "em todos os países a doutrina policial ensina que o preso deve ser conduzido algemado, porque a algema é instrumento de proteção ao preso e ao policial que o prende".
Os delegados recorrem ao criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça no governo Lula, que um dia declarou: "A Polícia Federal é republicana e não pertence ao governo nem a partidos políticos".
Trecho do documento soa como um alerta: "Há de chegar o dia em que a história será contada em seus precisos tempos. De repente, o uso de algemas em criminosos passa a ser um delito muito maior que o desvio de milhões de reais dos cofres públicos".
"Quando se prende um político ou alguém por ele protegido, é como mexer num vespeiro", argumenta Bolivar Steinmetz, presidente da associação. "Após ser preso, qualquer criminoso tenta desqualificar o trabalho policial. Quando ele (criminoso) não pode fazê-lo pessoalmente, seus amigos ou padrinhos assumem a tarefa em seu lugar."
Segundo os delegados, "altos executivos do governo, quando não são presos por ordem judicial, são demitidos por envolvimento em falcatruas". Do portal do Estadão


MEU COMENTÁRIO: Estão certos, sem dúvida, os delegados da Polícia Federal. Entretanto, uma pergunda que não quer calar e que envolve o citado ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, refere-se ao célebre caso do escândalo do dossiê fajuto, quando uma penca de petistas foi apanhada pelo então Delegado Bruno, da PF, carregando uma mala contendo R$ 1,750 milhão em dinheirto vivo - reais e dólares - para remunerar uma quadrilha que forneceria um dossiê fajuto destinado a melar a eleição de José Serra à Prefeitura de São Paulo em 2006. 
A mesma veemência e diligência da Polícia Federal infelizmente não se constatou naquela oportunidade. Hoje em dia a quadrilha de criminosos petistas goza de plena liberdade e ação. Nada aconteceu, quando na verdade se configurou um crime eleitoral da maior gravidade e havia fundamento jurídico mais do que suficiente para impugnar a então candidatura de Luiz Iácio da Silva, conhecido pelos codinomes "Lula", "Apedeuta", "Mulla", "Santanás de Garanhus", entre outros epítetos impublicáveis.
Lembro-me que um político de alto costado meu afirmo na época, depois que o crime foi devidamente abafado e o Delegado Bruno evaporou, que Lula teria que erigir uma estátua em homenagem a Márcio Thomaz Bastos,  então seu dileto e "operoso" Ministro da Justiça.

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'ILHA DO TESOURO' CONFISCADA PELA PF TEM BARRAS DE OURO, ARMAS DE USO DO EXÉRCITO E MUITA MUNIÇÃO.

A ilha confiscada na Bahia pela Operação Alquimia pertence ao empresário Paulo Sérgio Costa Pinto Cavalcanti, do Grupo Sasil, distribuidor autorizado da Braskem. Trata-se de uma subsidiária da Stahl Participações, que tem negócios em vários países. A informação foi dada por integrantes da Operação Alquimia.
No ano passado, Cavalcanti comprou a empresa petroquímica Varient, do Grupo Odebrecht, por US$ 80 milhões, aproximadamente.
A Polícia Federal suspeita que o grupo de Cavalcanti comprava produtos por meio de empresas laranjas que entravam em falência quando flagradas pela Receita. Além da ilha de 20 mil metros quadrados, a Justiça bloqueou veículos de luxo, galpões industriais, aeronaves e embarcações. Na ilha, os federais encontram barras de ouro em um cofre, várias lanchas, 15 jet ski, e algumas armas - entre as quais um fuzil e uma pistola de uso restrito das Forças Armadas, além de farta munição.
Na sede da Varient, em São Paulo, funcionários disseram que a empresa não vai se manifestar. Uma funcionária, às 17 horas, bastante irritada, se identificou como faxineira e desligou o telefone.
'Ilha do Tesouro'
A ilha confiscada na operação está avaliada em R$ 15 milhões. O valor corresponde apenas à área do imóvel, sem contar os equipamentos, utensílios e benfeitorias em geral. Pela quantidade de objetos de luxo encontrados na operação, o local foi apelidado pelos policiais de 'ilha do tesouro'. Leia MAIS

quarta-feira, agosto 17, 2011

PF CONFISCA ILHA NA BAHIA E PRENDE PELO MENOS 18 PESSOAS NA "OPERAÇÃO ALQUIMIA"

Foto distribuída pela PF da Ilha confiscada na Bahia
Ao menos dezoito pessoas foram presas pela polícia Federal nesta quarta-feira, durante a Operação Alquimia, que tem como objetivo combater fraudes ao Fisco. Além dos 31 mandados de prisão, os agentes apreenderam bens de 62 pessoas e 195 empresas. Até mesmo propriedade em uma ilha na Bahia foi confiscada, de acordo com a assessoria de imprensa da Receita Federal, parceira da PF na operação. A ilha de 20 quilômetros quadrados é localizada na baía de Todos os Santos e abriga casas de luxo dos principais mentores do esquema.

Foram apreendidos também barcos, lanchas, carros, imóveis, aviões e outros bens de luxo. A ação, em parceria com o Ministério Público e a Receita Federal, já é considerada uma das maiores da história da PF e investiga 300 empresas. Para tanto, foram deslocados 600 agentes.

A operação tem foco em três estados: Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Seus resultados, porém, atingem outros: Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará e Piauí e Sergipe, além do Distrito Federal. Os envolvidos praticavam crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha.
As empresas investigadas teriam desviado 1 bilhão de reais em impostos sonegados. As fraudes incluem não só empresas brasileiras como também internacionais, algumas com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. Das companhias investigadas, pelo menos 50 seriam de fachada. Do site da revista Veja

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domingo, agosto 14, 2011

HUMBERTO DA SILVA GOMES, FORAGIDO DA PF SUSPEITO DE FRAUDE NO TURISMO, SE DEFENDE EM BLOG.

O empresário e jornalista Humberto da Silva Gomes, investigado na Operação Voucher da Polícia Federal, negou neste domingo (13) que sua empresa, Barbalho Reis Comunicação e Consultoria, tenha servido como fachada para o desvio de dinheiro público de um convênio de R$ 4,4 milhões do Ministério do Trabalho.

Por meio de um blog, ele informou ter viajado para Miami (Estados Unidos) um dia antes de ser deflagrada a operação da PF, na terça-feira (9), que prendeu 36 pessoas suspeitas de participação na fraude.

Por e-mail, Humberto confirmou ao G1 ser o autor do blog e disse ter ido aos Estados Unidos para vender um carro comprado em Los Angeles, na época em que ele estudava inglês nos EUA. Considerado foragido pela polícia, Humberto chegou a ser inserido na lista de fugitivos da Interpol.

"Não sou fugitivo, nem bandido ou muito menos leciono licitação: a arte da regra 3", disse Gomes em mensagem ao G1. Ele se refere a uma conversa telefônica, interceptada pela PF, na qual ele "ensina" a superfaturar licitações públicas.
"Quando é dinheiro público, não pesa no seu bolso. Aí você joga pro alto mesmo (...). Criou essa ideia aqui: 'É pro governo? Joga o valor pra três, tudo vezes três'", disse Humberto nas conversas degravadas pela PF.

O empresário afirmou ainda que retornará ao Brasil na próxima quarta-feira (17) para prestar esclarecimentos à Justiça. Leia MAIS


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quinta-feira, agosto 11, 2011

PF REAGE A CRÍTICAS DO GOVERNO À SUA ATUAÇÃO

Delegados e peritos da Polícia Federal (PF) rebateram nesta sexta-feira as críticas do governo de que houve exageros na Operação Voucher , que estão sendo conduzidas pela PF e investigam desvios de recursos destinados ao Ministério do Turismo. Em comunicado no qual ameaçam cruzar os braços já em agosto se não tiverem suas reivindicações atendidas - que incluem o fim dos cortes orçamentários e da terceirização, além da retomada dos concursos públicos - os delegados e peritos aproveitam para dizer que as críticas "repercutiram negativamente entre essas duas carreiras".
- A Polícia Federal já está sofrendo com a agenda econômica do governo (cortes orçamentários), não pode ser pautada também pela sua agenda política - disse o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Bolivar Steinmetz.
Além da ADPF, assinam o comunicado a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) e a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF).
Entre os que não ficaram satisfeitos com a Operação Voucher estão a presidente Dilma Roussefff, o vice Michel Temer, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e vários parlamentares, além do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello. A principal reclamação é a de que teria havido abuso na utilização de algemas nos suspeitos presos.
Ainda segundo o comunicado das três entidades, delegados e peritos negociam há dois anos sem sucesso com o governo federal por melhorias na PF. Elas informaram ainda que estão convocando assembleias para decidir que ações tomar.
- Infelizmente, o governo não enxerga a Polícia Federal como um investimento. O maior prejudicado com o contingenciamento na PF é o próprio estado brasileiro - disse o presidente da APCF, Hélio Buchmüller.
- Nenhum servidor público suporta três, quatro, cinco anos sem reposição salarial. Isso reflete negativamente no desempenho policial - acrescentou o presidente da Fenadepol, Antônio Góis.
PF diz que suas ações podem ficar comprometidas
De acordo com um levantamento das entidades que representam as duas categorias, o enxugamento do Orçamento da União de 2011 - no valor de R$ 50 bilhões - foi especialmente duro com a PF, podendo comprometer ações de combate à corrupção e ao crime organizado, além das suas ações nos preparativos para Copa de 2014. Leia MAIS

MEU COMENTÁRIO: Hummm...

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ROUBALHEIRA NO TURISMO: PF INDICIOU HOMEM DE CONFIANÇA DE MARTA SUPLICY POR FORMAÇÃO DE QUADRILHA E ESTELIONATO.

A Policia Federal indiciou Mario Moyses, homem de confiança de Marta Suplicy e preso na Operação Voucher, por formação de quadrilha e estelionato. A coluna Radar, de Veja, teve acesso à decisão do juiz Anselmo Gonçalves da Silva, que deixou o caso (Leia mais em Fora do caso). No despacho, Anselmo afirma que Moyses agiu em “conluio” com Frederico Costa da Silva, número 2 do Ministério do Turismo, e Luiz Gustavo Machado, diretor-executivo do Ibrasi, a entidade envolvida no esquema.
A propósito, Frederico Costa da Silva, foi indiciado por formação de quadrilha e peculato, nome técnico para desvio de dinheiro público. Na decisão que prendeu Frederico preventivamente, o juiz disse que o número dois do ministério, na época que era secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, liberou os recursos em favor do Ibrasi baseado em documentos falsos. Um dos repasses irregulares foi de 1,3 milhão de reais. Do site da revista Veja - coluna de Lauro Jardim

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domingo, abril 03, 2011

JORNAL DIZ QUE REPORTAGEM DE 'ÉPOCA' JOGA POR TERRA PRETENSÃO DE LULA DE PROVAR QUE MENSALÃO NUNCA EXISTIU

Relatório final da Polícia Federal confirma a existência do mensalão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de seis anos de investigação, a PF concluiu que o Fundo Visanet, com participação do Banco do Brasil, foi uma das principais fontes de financiamento do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. Com 332 páginas, o documento da PF, divulgado pela revista "Época", joga por terra a pretensão do ex-presidente Lula de provar que o mensalão nunca existiu e que seria uma farsa montada pela oposição. 
O relatório da PF demonstra que, dos cerca de R$ 350 milhões recebidos do governo Lula pelas empresas de Valério, os recursos que mais se destinaram aos pagamentos políticos tinham como origem o fundo Visanet. As investigações da PF confirmaram que o segurança Freud Godoy, que trabalhou com Lula nas campanhas presidenciais de 1998 e 2002, recebeu R$ 98,5 mil do esquema do valerioduto, conforme revelou o Estado, em setembro de 2006. A novidade é que Freud contou à PF que se tratava de pagamento dos serviços de segurança prestados a Lula na campanha de 2002 e durante a transição para a Presidência - estabelecendo uma ligação próxima de Lula com o mensalão. No depoimento, Freud narrou que o dinheiro serviu para cobrir parte dos R$ 115 mil que lhe eram devidos pelo PT.
O relatório da PF apontou o envolvimento no esquema do mensalão, direta ou indiretamente, de políticos como o hoje ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do PT. Rastreando as contas do valerioduto, os investigadores comprovaram que Rodrigo Barroso Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, recebeu um cheque de R$ 247 mil de uma das contas da SMP&B no Banco Rural. As investigações confirmaram também a participação de mais sete deputados federais, entre eles Jaqueline Roriz (PMN-DF), Lincoln Portela (PR- MG) e Benedita da Silva (PT-RJ), dois ex-senadores e o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga.
Segundo a revista "Época", a PF também confirmou que o banqueiro Daniel Dantas tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Dantas teria recebido um pedido de ajuda financeira no valor de US$ 50 milhões depois de se reunir com o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas por Dantas fechou contratos com Valério, apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário.
As investigações comprovaram ainda que foram fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. A principal, qualificada de "fonte primária", consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão.
A segunda fonte de financiamento, chamada de "secundária", estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais. Do portal do Estadão

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sexta-feira, março 11, 2011

CARROS DE LUXO SERÃO LEILOADOS PELA PF EM SC

Porsh conversível entre os veículos a serem leiloados
Depois de dois anos parado no pátio da Polícia Federal (PF) de Santa Catarina, o Porsche conversível amarelo do empresário Aleander Muller, apreendido em 2009, será leiloado nesta sexta-feira. Será o primeiro leilão do Brasil de carros apreendidos realizado antes do julgamento final.

A partir das 14h, o Diário Catarinense acompanha ao vivo o leilão do porsche e outros dez carros que pertenciam ao empresário, com transmissão via Cover It. Além do conversível, há um BMW, um Mercedez e um Captiva, somando um valor de cerca de R$ 350 mil.

Os carros leiloados foram apreendidos na Operação Arrastão em março de 2009, de suspeitos presos em Brusque, no Vale do Itajaí, por envolvimento com caça-níqueis e jogatina. Leia MAIS - foto do site do DC

MISTÉRIO: AFINAL, QUE FOI FEITO DO CHEFÃO DA AL QAEDA PRESO EM SP PELA POLÍCIA FEDERAL?

Na edição de 26 de maio de 2009, Jânio de Freitas parece ter noticiado com exclusividade um acontecimento que continua envolto em mistério: a prisão em São Paulo pela Polícia Federal de um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda, organização terrorista islâmica. Na época postei aqui no blog. Ao que parece, esta revelação ficou por isso mesmo e curiosamente não rendeu pauta para a própria Folha de S. Paulo. Particularmente, não vi e não li nenhum desdobramento dessa ação policial, ainda que possa ter sido divulgado algo a respeito. Fica portanto uma pitada de mistério nessa história que coloca o Brasil na rota do terrorismo islâmico. Até hoje, ao que parece, não foi revelado o nome desse integrante da alta hierarquia da Al Qaeda. A pauta, portanto, continua de pé. Leiam:

ESTÁ PRESO no Brasil, sob sigilo rigoroso, um integrante da alta hierarquia da Al Qaeda.
A prisão foi feita pela Polícia Federal em São Paulo, onde o terrorista estava fixado e em operações de âmbito internacional. Não consta, porém, que desenvolvesse alguma atividade relacionada a ações de terror no Brasil.

 
A importância do preso se revela no grau de sua responsabilidade operacional: o setor de comunicações internacionais da Al Qaeda. Tal atividade sugere provável relação entre recentes êxitos do FBI e a prisão aparentemente anterior feita em São Paulo. Há cinco dias, o FBI prendeu por antecipação os incumbidos de vários atentados iminentes nos Estados Unidos, inclusive em Nova York.

 
A cautela para preservação do sigilo fez a Polícia Federal atribuir a prisão, até mesmo para efeito interno, a investigações sobre células de neonazistas. Só o governo dos Estados Unidos tem informações do ocorrido em São Paulo, mesmo porque o FBI e o grupo americano antiterrorismo têm agentes no Brasil em ação conjunta com a Polícia Federal.

 
A escolha de São Paulo pela Al Qaeda parece decorrer, ao menos em parte, da conjunção de neutralidade simpática do governo brasileiro ante os países islâmicos e de inexistir, aqui, obsessão (e motivos para tê-la) antiterrorista. São Paulo, por sua vez, como a máfia, a camorra e coirmãs têm demonstrado, proporciona as condições populacionais e urbanísticas para desaparecer-se no gigantismo geral. O que, já nos anos 60-70, fizera os movimentos de luta armada a escolherem para seu campo de ação preferencial.

 
Por menos que a atividade do agora preso tivesse a ver com o Brasil, do ponto de vista brasileiro há um aspecto grave na constatação de sua presença aqui. Só Foz do Iguaçu, por estar na chamada Tríplice Fronteira, era vagamente citada como possível local de apoiadores de movimentos islâmicos. Com a presença ativa de um integrante da Al Qaeda em São Paulo, o Brasil entra no mapa das fixações internacionais do antiterrorismo. E nisso só há inconvenientes. Da Folha de São Paulo

sexta-feira, janeiro 07, 2011

PELA TERCEIRA VEZ POLÍCIA FEDERAL PEDE PRORROGAÇÃO DO PRAZO PARA CONCLUIR INQUÉRITO DO CASO ERENICE GUERRA

Erenice Guerra e Dilma Rousseff antes da eleição
A Polícia Federal decidiu solicitar à Justiça Federal a prorrogação do prazo para encerramento do inquérito que investiga o tráfico de influência na Casa Civil envolvendo parentes da ex-ministra da pasta Erenice Guerra. O delegado que chefia a apuração, Ruberval Vicalvi, considerou insuficiente o material coletado desde setembro, quando o inquérito foi aberto, e quer mais 30 dias para reunir provas e colher depoimentos sobre o caso. Essa será a terceira vez que o investigador pedirá prorrogação para o prazo.
O prazo para diligências do inquérito terminou no último dia 23 de dezembro e, desde então, a equipe de investigadores tem analisado os documentos, as falas de testemunhas e os materiais coletados ao longo dos quase quatro meses de trabalho. De acordo com a assessoria de imprensa da PF, 30 discos rígidos de computadores estão sendo periciados, sendo que 15 já têm laudos concluídos.
O delegado Vicalvi deve encaminhar o pedido de prorrogação na segunda-feira, 10, para o Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Enquanto o novo prazo não for concedido, a polícia fica impedida de colher depoimentos e fazer busca e apreensão de provas materiais. 
Histórico - A PF investiga a rede de corrupção construída ao lado do gabinete do presidente da República sob o comando do filho da ex-ministra, o empresário Israel Guerra, conforme publicado em VEJA, em setembro de 2010. Israel intermediava contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma "taxa de sucesso". A mãe sabia dos atos do filho e chegava a se encontrar com os clientes do esquema. Após negar o envolvimento no caso, Erenice - que foi braço direito da atual presidente Dilma Rousseff quando era a ministra-chefe da Casa Civil - enviou ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma carta de demissão do cargo. Do portal da revista Veja

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