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terça-feira, dezembro 13, 2011

JOÃO DIAS, O HOMEM-BOMBA, SOFRE PRESSÃO!

PM João Dias que denunciou esquema de corrupção do Esporte
No depoimento que prestou à Polícia Militar do Distrito Federal, na quinta-feira passada, o soldado-delator João Dias deu detalhes importantes sobre o esquema de corrupção na capital federal, no governo do petista Agnelo Queiroz. O que a transcrição não mostra é que, logo depois de fazer as revelações, Dias sofreu pressão para recuar das denúncias. O site de VEJA obteve em primeira mão o áudio com este trecho do depoimento. O major Neilton Barbosa, que conduz a oitiva, primeiro se certifica de que João Dias não está gravando. Depois, tenta convencer o delator a não denunciar irregularidades no governo: "Tem certeza de que você quer seguir com esse tipo de coisa?".
 
As razões para o pedido do major não são técnicas. Nada impede um detido de falar o que sabe, especialmente quando os episódios relatados têm relação com o fato que motivou a prisão. Nesse caso havia: Dias foi detido quando tentava devolver à força 200 000 reais que, segundo ele, foram enviados por emissários do governo como um "cala-boca". Tentando passar um tom amigável, o major explica, candidamente, ao delator: "Quer relatar, relata, mas você está colocando o pé na cova". Clique AQUI para ler tudo e ouvir os áudios!

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segunda-feira, outubro 17, 2011

VEJA DESCOBRE DOCUMENTOS QUE MOSTRAM RECUO DO MINISTÉRIO DO ESPORTE DEPOIS DA PRESSÃO DO DENUNCIANTE

PM João Dias que denuncia roubalheira no Ministério do Esporte
Quando conversou com VEJA para rebater as acusações de que coordenava um esquema de corrupção no Ministério do Esporte, Orlando Silva negou ter cedido a qualquer pressão de João Dias, policial militar filiado ao PC do B que participou das fraudes e agora denuncia o esquema. Mas a verdade não é exatamente essa.
Documentos obtidos por VEJA comprovam que, em 2008, o ministério recuou após Dias ter ameaçado delatar os desvios na pasta. Como é Policial Militar, o integrante do PC do B estava ameaçado por uma sindicância interna da corporação, que apurava irregularidades em convênios que entidades ligadas a ele mantinham com o ministério.

A corporação pediu que a pasta de Orlando Silva desse detalhes sobre as irregularidades. Mas, depois de encaminhar à Polícia Militar documentos mostrando fraudes em convênios operados pelo soldado, a pasta pediu à PM desconsiderasse o material enviado anteriormente. O que aconteceu nos três dias de intervalo entre uma data e outra? Dias foi ao ministério pressionar para que a situação fosse revertida. Se o envolvido não tivesse nada que pudesse comprometer a cúpula do Esporte, o mais provável é que as ameaças fossem ignoradas. Mas o policial militar conseguiu o que queria.


No primeiro documento, elaborado com base em uma sindicância feita em janeiro de 2008, o ministério confirma a existência de irregularidades na Federação Brasiliense de Kung Fu e na Associação João Dias de Kung Fu, ambas controladas pelo integrante do PC do B. A análise que as entidades não executaram os serviços que deveriam. Por isso, o policial deveria devolver 2 milhões de reais aos cofres públicos. As principais irregularidades apontadas foram o uso de notas fiscais inválidas para prestar conta dos serviços, o desenvolvimento de projetos por menos tempo do que o acertado, a falta de apresentação de recibo do pagamento de salários e o não-fornecimento de alimentação aos beneficiados pelos programas esportivos desenvolvidos. O material foi enviado à Polícia Militar em 2 de abril.

A primeira versão: ministério lista irregularidades cometidas por entidades ligadas a João Dias. As fraudes, apontadas em janeiro, foram reportadas à Polícia Militar no dia 2 de abril
Curiosamente, cinco dias depois, o ministério volta atrás. Pede que o ofício anterior seja desconsiderado. O motivo alegado: “As entidades solicitaram a este ministério, nesta data, pedido de prorrogação de prazo”.  O resultado é que João Dias continua na Polícia Militar até hoje. O episódio comprova o que diz o militante do PC do B: com receio de que o esquema de desvios de recursos em Organizações Não-Governamentais (ONGs) fosse delatado, o ministério se dobrou às exigências feitas pelo soldado.
Segundo ofício: encaminhado cinco dias depois do primeiro documento, o texto pede que a Polícia Militar desconsidere as acusações. A pressão havia funcionado
O recuo do ministério comprova como a pressão de Dias funcionou. E só funcionou porque a pasta temia o potencial explosivo das revelações que o militante do PC do B poderia fazer. 
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o ministro Orlando Silva foi abordado sobre o assunto. Ele disse que não houve "mudança, flexibilização ou recuo do ministério" nesse episódio. "Não podemos responder por processos administrativos", afirmou. Do site da revista Veja

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OPOSIÇÃO QUER DEMISSÃO IMEDIATA DE ORLANDO SILVA E LEVARÁ À CÂMARA PM QUE FEZ AS DENÚNCIAS SOBRE ROUBALHEIRA.

O DEM vai apresentar nesta segunda-feira um requerimento pedindo a presença na Câmara do policial militar João Dias Ferreira e do motorista Célio Soares Pereira. Em reportagem exclusiva publicada na edição desta semana de VEJA, os dois apontam o ministro do Esporte, Orlando Silva, como mentor e beneficiário de um esquema de corrupção. De acordo com eles, os recursos eram desviados do programa Segundo Tempo, carro-chefe da pasta. Orlando Silva nega.
Orlando Silva deverá ser ouvido ainda nesta semana pelas comissões de Fiscalização Financeira e Controle e Turismo e Desporto, a pedido da base do governo. Mas para o líder do DEM, ACM Neto (BA), o caso não pode ser encerrado apenas com as declarações do ministro. João Dias comanda uma associação de kung fu e preside a federação brasiliense da modalidade. Acusado de fraudes em convênios com o ministério do Esporte, ele chegou a ser preso no ano passado.
Agora, o policial, que é militante do PC do B, acusa Orlando Silva de ser o mentor do esquema de desvio de recursos. Segundo ele, haveria cobrança de 20% de propina nos convênios firmados no âmbito do Segundo Tempo. O motorista Célio Soares Pereira, funcionário de João Dias em uma academia, contou ter entregue uma caixa de papelão com notas de 50 reais e 100 reais na garagem do ministério.
Além dos depoimentos na Câmara, a oposição quer uma investigação do Ministério Público. O PPS vai protocolar uma representação na Procuradoria-Geral da República pedindo a investigação das denúncias. Em nota intitulada "Orlando Silva não tem condições de continuar", o DEM diz que o PC do B transformou a pasta "em um espaço para arrecadar e fazer caixa dois". ACM Neto pede a demissão imediata do ministro. Do site da revista Veja

domingo, outubro 16, 2011

PM QUE ACUSOU MINISTRO DO ESPORTE AFIRMA TER GRAVAÇÕES

O policial e militante do PC do B João Dias assegurou a VEJA ter gravações que comprovam o esquema de corrupção no Ministério do Esporte, revelado por ele em reportagem da edição desta semana da revista. Na manhã deste domingo, Dias publicou em seu blog uma espécie de carta aberta ao ministro. No texto, o policial militar afirma: "O que falei para a revista está devidamente gravado e será apresentado às autoridades competentes". Ele não se refere apenas à gravação de sua entrevista a VEJA, mas, também, a arquivos em áudio que estão em seu poder e que, assevera, provam as acusações que faz à cúpula do Ministério do Esporte.  

Dias também usou o blog para desafiar o ministro do Esporte, Orlando Silva, e seu partido. Diz que está ansioso para apresentar "as verdades materializadas" e para se confrontar com Silva em uma investigação. No texto, o policial militar responde ao ministro, que o chamou de "bandido" e desqualificou as revelações feitas pelo colega de partido a VEJA. De acordo com Dias, o Ministério do Esporte abriga um grande esquema de corrupção, criado para alimentar os caixas de campanha do PC do B. A reportagem mostra como o próprio Orlando Silva recebeu uma caixa repleta de dinheiro vivo. 

Em mensagem publicada neste fim de semana, Dias reafirma o que disse à revista e diz ter sido procurado por um emissário do ministro pouco antes da publicação da matéria. "E se tu não deves nada, por que mandou seu secretario (sic) nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos nao cumpridos?", diz o texto.

Dias devolveu o adjetivo usado pelo ministro para tentar esvaziar as denúncias: "Eu não sou bandido, bandido é você e sua quadrilha, que faz e refaz qualquer processo do ministério de acordo com sua conveniência", escreveu o policial.

Em uma frase postada em seguida, o militante do PC do B também ameaça a cúpula de seu partido, que divulgou um comunicado defendendo Orlando Silva. "Era bom o PC do B nacional ficar  calado antes de sair em defesa do Orlando sumariamente". O policial garantiu ainda estar ansioso para ser  chamado a público para falar sobre suas acusações. 

Reportagem - A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado mostra como João Dias Ferreira, policial e militante do PC do B em Brasília, acusa Orlando Silva de coordenar um esquema milionário de desvios em convênios com Organizações não-governamentais (ONGs). Para receber o valor a que tinham direito, as entidades precisavam pagar 20% do valor em questão a integrantes da pasta.

João Dias, que chegou a ser preso durante uma operação que descobriu desvios no ministério durante o governo Lula, também acusa Orlando Silva de  ter recebido uma caixa repleta de dinheiro vivo, originário do esquema. A maior parte dos recursos desviados teria sido usada para cobrir gastos de campanha do PC do B - inclusive despesas com a coalização que, em 2006, levou Luiz Inácio Lula da Silva ao poder.

Apesar de sua assessoria ter sido procurada na quinta-feira por VEJA, só após o fechamento da revista, na noite de sexta-feira, é que Orlando Silva fez contato com a reportagem.

O ministro se disse "chocado". Afirmou que sabia das ameaças do policial há algum tempo. “Durante um ano esse sujeito procurou gente do ministério e fez ameaça, insinuação. E qual foi a nossa posição? Amigo, denuncie, fale o que você quiser. Por quê? Porque como nós temos convicção de que o que foi feito foi o correto, nós não tememos. E falávamos para ele: não nos interessa. Ele falava que existia um dossiê, que ia denunciar... A resposta era: faça, procure o Ministério Público, a polícia, a justiça, faça o que você quiser fazer”, afirmou. 
Partido - Maior beneficiário do esquema denunciado por João Dias, o PC do B divulgou uma nota em que tenta desqualificar as revelações de VEJA. "Tudo indica que esse cidadão age por vingança, por represália contra a medida moralizadora do Ministério do Esporte", diz o presidente da legenda, Renato Rebelo, no comunicado. Do site da revista Veja

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