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sábado, março 03, 2012

EVO MORALES É INTERNADO DE URGÊNCIA EM HOSPITAL DE COCHABAMBA

Foto de arquivo de Evo Morales, quando esteve internado em 2010 para uma operação em seu joelho
O presidente da Bolívia, Evo Morales Aima, foi internado nesta sexta-feira à noite de urgência na clínica particular Los Olivos em Cochabamba, segundo informaram fontes do Movimiento Al Socialismo (MAS), segundo informa o site do jornal Opinión.
Outra fonte disse que Morale tem problemas cardíacos, entre o jornal Opinión não pôde confirmar essa informação.

O vice-Presidente da Bolívia, Álvaro García Linera, durante inauguração do Hospital Municipal Boliviano-Japonês confirmou que Morales foi internado e expressou seu desejo de que o Presidente de recupere o mais breve possível.

"Desde o dia de ontem (sexta-feira) à noite, nosso querido presidente foi internado numa clínica da cidaded de Cochabamba e permanecerá lá todo o dia, fazendo exames médicos para verificação de seu estado de saúde", afirmou Garcia Linera durante a inauguração do hospital municipal Boliviano-Japonês na cidade de El Alto.

A Agência ANF, que cita o vice-Presidente assinala que Morales passará por uma "revisão periódica". Entretanto, reconheceu que há um problema de saúde porque o presidente "exagera" com o trabalho desde muito cedo até altas horas da noite, somado às constantes viagens que realiza.
"Isso o corpo não aguenta, são seis anos vivendo assim, o mesmo ritmo desde 2006 e qualquer máquina tem seus problemas", afirmou. Do site do jornal Opinión em tradução livre - Leia en español

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sábado, abril 16, 2011

DISPARADA DA INFLAÇÃO AGITA A BOLÍVIA

Morales distante dos distúrbios: pausa para descanso
Episódios de violência marcaram nesta sexta-feira o nono dia de protestos na Bolívia, onde trabalhadores de várias categorias querem que o governo conceda um aumento salarial maior do que o já prometido.
A central sindical Central Operária Boliviana (COB) convocou por tempo indeterminado uma greve geral, que conta com a participação de mineiros, professores, profissionais da saúde e da área rural.
Em La Paz, sede do governo e cidade mais populosa, manifestantes interromperam o trânsito em alguns pontos e forçaram a suspensão das linhas de ônibus intermunicipais.
Ocorreram choques entre professores rurais e policiais na estrada que liga La Paz ao Estado de Oruro.
A TV ATB afirmou que, em Oruro, policiais lançaram gás lacrimogêneo e os manifestantes usaram dinamites, pedras e garrafas no confronto com as forças de segurança.
O uso de dinamite é comuns nos protestos bolivianos, especialmente por mineiros. O explosivo também simbolizou os protestos liderados pelo presidente Evo Morales, com apoio da COB, antes de chegar à Presidência, em 2006.
Em vários pontos do país também houve bloqueio de estradas.
INFLAÇÃO
Segundo a imprensa local, as manifestações desta sexta-feira foram maiores do que as de outros dias. A edição online do jornal "La Razón", por exemplo, afirmou que "o conflito entre COB e governo se torna violento e se espalha pelo país".
Em uma reunião com representantes dos governo no início da semana, os manifestantes se negaram a aceitar um acordo, condicionando isso à presença de Morales na mesa de negociações.
A explicação oficial do governo para a ausência de Morales é que o presidente estava "participando de atividades locais" no Estado de Tarija (sul do país).
O governo propôs um aumento de salarial 10%, mas os manifestantes exigem reajuste de 15%, alegando a alta inflacionária.
O ministro das Comunicações, Ivan Canelas, disse nesta sexta-feira que o governo voltou a convocar os líderes do movimento para uma negociação na quinta-feira, "mas eles não compareceram".
De acordo com a agência de notícias oficial boliviana ABI, Canelas disse que "os ministros mantêm disposição para o diálogo". 
A agência disse também que Morales já teria se reunido com manifestantes, mas sem sucesso. Do portal da Folha de S. Paulo