As propagandas do PSDB de São Paulo que foram ao ar nesta semana desagradaram ao grupo do ex-governador José Serra, que foi excluído das inserções pela direção estadual do partido.
O senador Aloysio Nunes Ferreira reclamou pelo Twitter de ele e Serra não terem gravado mensagens para a propaganda partidária.
"Há quase uma década sem representação no Senado, o PSDB paulista me ignorou na propaganda política que está no ar", disse, em um dos posts no microblog.
Em outro, Aloysio fez referência também à ausência de Serra nas peças. "A propaganda do PSDB ignora também o lider político com a trajetória e o prestígio popular de @joseserra_[perfil do ex-governador no Twitter] . Vamos bem assim..."
A definição de espaços na publicidade é só mais um dos capítulos a desagradar os serristas. Outra polêmica recente foi a divulgação de dados de pesquisa interna realizada pelo cientista político Antonio Lavareda, que mostrou que, se a eleição fosse hoje, a vitória da presidente Dilma Rousseff sobre Serra se daria por placar mais dilatado.
A pesquisa desagradou também o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, já que foram divulgados dados segundo o qual seu governo é considerado mais corrupto que o de Lula pela população.
Serristas ouvidos pela Folha atribuem os dois episódios a um movimento deliberado para isolar Serra das decisões partidárias e reforçar internamente a pré-candidatura de Aécio Neves (MG) à Presidência da República.
Os revezes do ex-governador paulista coincidem com a maior exposição de Aécio, que em conversas com a bancada e com colunistas tem admitido mais abertamente a disposição de disputar a eleição em 2014 -algo que Serra também pretende.
O presidente estadual do PSDB, Pedro Tobias, negou que a exclusão de Serra e de seus aliados tenha sido deliberada. "Fora o Geraldo [Alckmin], priorizamos mostrar os candidatos a prefeito já definidos", afirmou.
Ele disse à Folha ter pedido "desculpas" a Serra por considerar "injusto" excluir o ex-governador dos esquetes. E disse que ele deverá participar da nova leva de comerciais do partido, que vai ao ar em novembro.
As queixas de Aloysio foram tema de reunião dos governadores tucanos ontem em Goiânia (GO), cujo objetivo principal era definir a linha do partido na oposição ao governo Dilma.
No encontro, os tucanos aprovaram carta em que pedem renegociação da dívida dos Estados e mais recursos para a saúde -sem se opor à ideia de criação de novo imposto para custeá-la, como têm feito PPS e DEM. Da Folha de S. Paulo deste sábado
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sábado, outubro 01, 2011
sexta-feira, agosto 19, 2011
AUSÊNCIA DA OPOSIÇÃO É O CAMINHO MAIS CURTO PARA A IMPLANTAÇÃO DE UMA DITADURA
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| Momento insólito que deixa eleitor da oposição pasmado |
Leiam o que segue após este prólogo e que está em destaque na Folha de São Paulo desta sexta-feira com a foto que reproduzo acima. Vejam o PSDB, vítima das piores sacanagens do PT que começaram com Fora FHC, passaram pelo mensalão, pelo escândalo do dossiê fajuto em 2006, pelas agressões de Dilma a FHC durante a última campanha eleitoral, pela quebra de sigilos de líderes tucanos e o que é pior, culminaram com o dossiê que Dilma preparou, quando era Ministra da Casa Civil, para enxovalhar a falecida D. Ruth Cardoso, esposa de Fernando Henrique.
A construção e manutenção da democracia dependem fundamentalmente da existência da oposição. A ausência de oposição firme e clara é o caminho mais curto para a ditadura. Há questões, até por razões morais e de decoro, sobre as quais não se pode transigir porque colocam a dignidade de qualquer homem na sarjeta.
Em crise com os aliados, a presidente Dilma Rousseff encontrou afago na oposição. Cercada por tucanos, ela transformou ontem o lançamento para a região Sudeste do plano Brasil sem Miséria, carro-chefe de sua política social, no gesto mais enfático de aproximação com o PSDB desde sua posse.
O programa, que unifica ações de transferência de renda federais e estaduais, foi apresentado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, feudo dos tucanos desde 1995.
Ao final, o evento foi classificado pela presidente como "um grande pacto republicano", capaz de "mudar a realidade do país".
Para atuar ao seu lado como anfitrião de Dilma, o governador Geraldo Alckmin convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -com quem ela já havia trocado elogios públicos.
Além de Dilma e Alckmin, participaram do evento os governadores de Minas, Antônio Anastasia (PSDB), do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).
Na comitiva presidencial vieram cinco ministros -entre eles Ideli Salvatti, de Relações Institucionais.
No discurso, o governador paulista só se dirigiu a Dilma como "presidenta" -tratamento usado por petistas e aliados do Planalto- e atribuiu a ela qualidades como "patriotismo", "generosidade" e "espírito conciliador".
Alckmin disse que a parceria com o governo federal era um "marco". A fala foi interpretada como uma demonstração de rompimento com a relação imposta por seu antecessor, José Serra, com o governo federal.
"Ultrapassamos o período de disputas, para unir esforços em prol dos que precisam", disse Alckmin.
Apesar de convidado, Serra não compareceu. Seus aliados mais próximos também não. Em artigo publicado recentemente, ele criticou o Brasil sem Miséria.
Após os afagos, Dilma convidou Alckmin a acompanhá-la hoje, em agenda na qual entregará 1.900 casas do programa Minha Casa, Minha Vida.
O governador passará a defender publicamente a faxina no governo federal.
FAXINA DA MISÉRIA Última a discursar, a presidente chamou os governadores de "queridos" e ressaltou o aspecto "simbólico" do evento. "O pacto republicano e pluripartidário que estamos firmando hoje é capaz de transformar a realidade social que vivemos", disse.
Numa citação ao antecessor, ela enalteceu a política social de Lula e a chamou de "herança bendita".
Dirigindo-se aos governadores, a presidente disse ver semelhanças entre o Brasil sonhado por ela e por eles.
"O Brasil sonhado por todos nós pode ser diferente em muitos aspectos. Porém, eu estou certa que ele é semelhante nas questões fundamentais", afirmou.
Dilma fechou o discurso ressaltando a participação dos governadores no combate à pobreza e aproveitou para fazer uma alusão aos escândalos que levaram à instabilidade no governo.
"Quero reafirmar a importância do pacto que firmamos hoje. É o Brasil inteiro fazendo a verdadeira faxina que esse país tem que fazer: a faxina contra a miséria", afirmou, usando o termo que tem designado a demissão de membros de ministérios. Da Folha de São Paulo desta sexta-feira
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O programa, que unifica ações de transferência de renda federais e estaduais, foi apresentado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, feudo dos tucanos desde 1995.
Ao final, o evento foi classificado pela presidente como "um grande pacto republicano", capaz de "mudar a realidade do país".
Para atuar ao seu lado como anfitrião de Dilma, o governador Geraldo Alckmin convidou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso -com quem ela já havia trocado elogios públicos.
Além de Dilma e Alckmin, participaram do evento os governadores de Minas, Antônio Anastasia (PSDB), do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).
Na comitiva presidencial vieram cinco ministros -entre eles Ideli Salvatti, de Relações Institucionais.
No discurso, o governador paulista só se dirigiu a Dilma como "presidenta" -tratamento usado por petistas e aliados do Planalto- e atribuiu a ela qualidades como "patriotismo", "generosidade" e "espírito conciliador".
Alckmin disse que a parceria com o governo federal era um "marco". A fala foi interpretada como uma demonstração de rompimento com a relação imposta por seu antecessor, José Serra, com o governo federal.
"Ultrapassamos o período de disputas, para unir esforços em prol dos que precisam", disse Alckmin.
Apesar de convidado, Serra não compareceu. Seus aliados mais próximos também não. Em artigo publicado recentemente, ele criticou o Brasil sem Miséria.
Após os afagos, Dilma convidou Alckmin a acompanhá-la hoje, em agenda na qual entregará 1.900 casas do programa Minha Casa, Minha Vida.
O governador passará a defender publicamente a faxina no governo federal.
FAXINA DA MISÉRIA Última a discursar, a presidente chamou os governadores de "queridos" e ressaltou o aspecto "simbólico" do evento. "O pacto republicano e pluripartidário que estamos firmando hoje é capaz de transformar a realidade social que vivemos", disse.
Numa citação ao antecessor, ela enalteceu a política social de Lula e a chamou de "herança bendita".
Dirigindo-se aos governadores, a presidente disse ver semelhanças entre o Brasil sonhado por ela e por eles.
"O Brasil sonhado por todos nós pode ser diferente em muitos aspectos. Porém, eu estou certa que ele é semelhante nas questões fundamentais", afirmou.
Dilma fechou o discurso ressaltando a participação dos governadores no combate à pobreza e aproveitou para fazer uma alusão aos escândalos que levaram à instabilidade no governo.
"Quero reafirmar a importância do pacto que firmamos hoje. É o Brasil inteiro fazendo a verdadeira faxina que esse país tem que fazer: a faxina contra a miséria", afirmou, usando o termo que tem designado a demissão de membros de ministérios. Da Folha de São Paulo desta sexta-feira
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segunda-feira, abril 25, 2011
CRISE NO PSDB: LÍDER DO PARTIDO NÃO DESCARTA POSSIBILIDADE DE REVOADA DE TUCANOS PARA O PARTIDO DE KASSAB
O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira (SP), criticou nesta segunda-feira os tucanos de São Paulo que anunciaram nos últimos dias o desligamento da sigla. Na avaliação dele, os egressos "já não militavam no PSDB". "São aqueles que tinham a filiação, mas não tinham a convicção", alfinetou o tucano, negando que haja uma crise no partido.
O parlamentar não descartou a possibilidade de mais baixas serem contabilizadas daqui para frente e indicou que o processo pode ter relação com a fundação do PSD, legenda cujo criador é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
A última baixa na legenda foi anunciada hoje pelo secretário de Esportes e Lazer de São Paulo, Walter Feldman, segundo o qual a sigla está se "desviando" de seu caminho original. O líder do PSDB argumentou que Feldman é quem havia se "desviado" do partido, quando apoiou em 2008 a candidatura à reeleição do atual prefeito. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, era o candidato do PSDB na disputa. "O Walter já havia se desviado do PSDB. Ele só arrumou um pretexto para o que queria ter feito." Do site da revista Veja
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O parlamentar não descartou a possibilidade de mais baixas serem contabilizadas daqui para frente e indicou que o processo pode ter relação com a fundação do PSD, legenda cujo criador é o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.
A última baixa na legenda foi anunciada hoje pelo secretário de Esportes e Lazer de São Paulo, Walter Feldman, segundo o qual a sigla está se "desviando" de seu caminho original. O líder do PSDB argumentou que Feldman é quem havia se "desviado" do partido, quando apoiou em 2008 a candidatura à reeleição do atual prefeito. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, era o candidato do PSDB na disputa. "O Walter já havia se desviado do PSDB. Ele só arrumou um pretexto para o que queria ter feito." Do site da revista Veja
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