Algumas obrigações particulares obrigaram-me a ficar fora do blog a maior parte do dia nesta terça-feira, razão pela qual a atualização não esteve, eu sei, à altura da justa exigência dos honrados leitores. E foi só arredar o pé por algumas horas e já há, como sempre, uma avalanche de acontecimentos que merecem uma análise e destaque no blog.
O maior acontecimento político desta terça foi sem dúvida a decisão do TSE que dá vida plena e legal para o PSD, partido que tem como principal liderança um dos melhores prefeitos que São Paulo teve nos últimos anos. Todavia essa não é a imagem de Gilberto Kassab, por conta da grande imprensa paulista que se alinha à bandalha esquerdista, ou seja, o que há de pior e mais desonesto na política brasileira.
Lendo o que está nos sites da grande imprensa brasileira a melhor análise é a do Reinaldo Azevedo, sem favor nenhum. Com ele reconheço que o desempenho futuro do PSD é uma incógnita, mas o partido nasce politicamente forte. Além disso, reúne quadros de qualidade como o governador de Santa Catarina Raimundo Colombo, ou ainda, a valente Senadora e Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia Abreu, para citar apenas duas personalidades políticas que estão no núcleo do novo partido. Além disso, o PSD desponta contando com a adesão livre de centenas de deputados estaduais, vereadores e sua bancada federal posiciona-se perto de ser a terceira força política da República.
Tem razão o Reinaldo quando refere-se ao fato de que se for para por reparos ao PSD então teríamos que questionar pelo menos umas duas dezenas de partidos nanicos de aluguel sem qualquer representatividade.
Acresce a estes fatos a dedicação e, sobretudo a determinação que pautaram os dirigentes do PSD durante todo o processo de sua criação, já que a nova agremiação sofreu sarrafadas permanentes das marionetes comuno-fascistas que desnaturam a grande imprensa brasileira. Dessa gente nunca se ouviu um pio de condenação às arapucas qualificadas de partido e que se ocupam apenas de mamar nas tetas do erário e negociar tempo do deletério horário gratuito de propaganda política, prática nefasta que tem de ser qualificada, a bem da verdade, de corrupção.
Logo no início da campanha de criação do PSD, deflagrada por Gilberto Kassab, disse aqui no blog que seria muito salutar para o Brasil que um novo partido pudesse acolher o segmento conservador da Nação que é expressivo e que continua sem qualquer representatividade. Lembrei naquela oportunidade que a volumosa votação dada a José Serra na última eleição pode ser creditada em sua maioria aos conservadores brasileiros. Não há dúvida - sem desmerecer as qualidades inegáveis de José Serra - que uma soma apreciável de votos dados a ele procederam de uma significativa parcela de eleitores enojados do PT. Foram votos contrários ao desabusado processo de esquerdização e aniquilação das instituições democráticas levado a efeito pelo PT e seus sequazes.
Na minha opinião o fato das lideranças do PSD descurarem esta realidade revela-se como uma falta de visão mais precisa da política brasileira. Admito que posso estar errado. Os fatos que se seguirão em decorrência das ações do novo partido confirmarão ou refutarão a minha intuição, face à natural dinâmica do processo político.
Entretanto, a verdade é que a despeito de seus detratores, o PSD nasce forte. As eleições de 2012 serão um teste importante para sinalizar o futuro da nova agremiação.
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