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segunda-feira, janeiro 02, 2012

LIXO OCIDENTAL! TCU APONTA DESPERDÍCIO DE VERBA DESTINADA AOS ATERROS SANITÁRIOS

Este é o lixão de Brasília (Foto do site de O Globo)
O dinheiro público investido pelo Brasil contra o flagelo social e ambiental dos lixões está caindo na vala do desperdício. Mais de 65% dos projetos bancados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para resolver o problema da destinação de resíduos em pequenas cidades não geram resultado. O órgão vinculado ao Ministério da Saúde gasta menos de um quinto do que promete para esse fim. E, em cada R$ 10 efetivamente aplicados, quase R$ 6 vão para intervenções que não dão solução ao lixo. Obras são abandonadas no meio do caminho ou depois de entregues e, não raro, o direcionamento político compromete o produto final.
Os dados são de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) em ações do Programa de Resíduos Sólidos Urbanos. O estudo avaliou uma amostra de 231 convênios, firmados pela Funasa entre 2000 e 2007, com municípios de até 50 mil habitantes, cruzando-os com o diagnóstico da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE. A conclusão foi que, apesar de terem sido feitos repasses, em 152 deles os dejetos continuaram tendo fins inadequados em lixões ou aterros controlados (também fora dos padrões ambientais).
O valor gasto nessas iniciativas soma R$ 24 milhões ou 57% do total repassado nos convênios da amostra. Como as práticas da Funasa se mantiveram, bem como a situação de precariedade dos municípios, o TCU fez projeções. Até este ano, a estimativa é que R$ 92 milhões tenham sido mal gastos. Aplicado o percentual ao valor já pactuado a ser liberado (R$ 350 milhões), o prejuízo potencial alcançaria R$ 200 milhões.
As parcerias para construção apenas de aterros sanitários (sem outros equipamentos) foram 50, das quais 29 não deram em nada. A cada R$ 10 aplicados, nesse caso, R$ 3,80 foram desperdiçados. O TCU explica ter feito cálculo conservador, já que "a própria Funasa teve dificuldades de apontar algum caso de sucesso no financiamento de aterros". Leia MAIS

quinta-feira, outubro 27, 2011

TORCIDA LEGAL: PROJETO FANTASMA PARA COPA CUSTOU R$ 6,2 MILHÕES AO BRASIL. INTERINO DO ESPORTE ASSINOU O CONTRATO.

A pouco menos de três anos para a Copa do Mundo de 2014, começam a surgir os primeiros indícios de corrupção envolvendo as obras para o Mundial, que vai ocorrer no Brasil. O governo federal repassou 6,2 milhões de reais a um sindicato de cartolas do futebol para um projeto da Copa que nunca saiu do papel. Sem licitação, o Ministério do Esporte contratou o Sindicato das Associações de Futebol (Sindafebol), presidido pelo ex-presidente do Palmeiras Mustafá Contursi, para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para o Mundial. O contrato foi assinado no dia 31 de dezembro de 2010 e todo o dinheiro liberado, de uma vez só, em 11 de abril deste ano. O projeto, porém, jamais andou.
O Ministério do Esporte foi célere em aprovar o convênio, entre novembro e dezembro de 2010, com base em orçamentos e atestados de capacidade técnica apresentados pelo sindicato. O jornal O Estado de S. Paulo obteve os documentos. O negócio rápido e milionário teve um empurrão oficial de Alcino Reis, assessor especial de futebol do ministério e homem de confiança do ministro Orlando Silva (PC do B) - de quem é correligionário no PC do B.
O convênio, que faz parte do projeto Torcida Legal, foi assinado por Reis e pelo secretário executivo do ministério, Waldemar Manoel Silva de Souza.
As empresas que aparecem como responsáveis pelos serviços do projeto nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas, dirigentes de clubes, que leva o nome oficial de Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol). Os atestados de capacidade técnica entregues ao governo, por exemplo, foram feitos pelo próprio sindicato. Leia MAIS

terça-feira, setembro 27, 2011

GOVERNO DO PT DESVIA VERBAS DA SAÚDE PARA BOLSA FAMÍLIA, PROGRAMA TRANSFORMADO EM SIMPLES COMPRA DE VOTOS.

A saúde perdeu espaço no Orçamento da União ao longo dos últimos dez anos, enquanto o governo federal preferiu priorizar, na área social, a expansão dos programas de transferência direta de renda para as famílias.
Um levantamento da evolução dos gastos sociais ajuda a entender por que entidades e parlamentares defendem reservar para a saúde 10% das receitas da União, como previa projeto aprovado no Senado em 2008, modificado pelos deputados em votação na semana passada.
Conforme a Folha noticiou ontem, 43 dos 81 senadores dizem apoiar a retomada da proposta original.
Se utilizados os critérios do texto, a fatia orçamentária do setor caiu de 8%, em 2000, para 6,8% no ano passado -equivalentes a R$ 60,6 bilhões, segundo dados do Tesouro Nacional.
Para manter a mesma participação de dez anos antes, o gasto deveria ter chegado a R$ 71,2 bilhões em 2010. Para atingir o patamar previsto na proposta aprovada pelos senadores, a R$ 89 bilhões.

BOLSA FAMÍLIA

No período, fica clara a opção pelos programas de renda que dividem com a saúde os recursos da seguridade social, caso de Previdência, assistência e seguro-desemprego. Essas despesas foram puxadas por reajustes do salário mínimo e iniciativas como o programa Bolsa Família.
Em 2000, gastava-se com assistência social e amparo aos trabalhadores 4,2% das receitas, pouco mais da metade das verbas da saúde. No ano passado, o percentual destinado aos dois setores chegou a 7,9%.
A Previdência Social manteve, com folga, a maior parcela do Orçamento, que só oscilou de 37% para 36,6% porque as aposentadorias dos servidores públicos não aumentaram tanto quanto as do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A evolução da fatia orçamentária é um indicador da prioridade atribuída pelo governo a um determinado grupo de despesas. A legislação atual garante à saúde um volume previsível de gastos federais, mas não o seu lugar na hierarquia das políticas a cargo da União.

EMENDA 29

Aprovada em 2000, a emenda constitucional que trata do financiamento do setor prevê, até a aprovação de uma lei complementar, reajuste anual das gastos federais de acordo com o crescimento da economia, ou seja, do Produto Interno Bruto.
Essa regra tende a proteger e a elevar gradualmente o valor real das despesas em saúde -nos últimos dez anos, o PIB só cresceu abaixo da inflação em 2009.
Com a fixação de percentuais da receita, o grau de prioridade fica assegurado, mas o volume de recursos pode cair em caso de uma menor arrecadação. Nos últimos anos, no entanto, a carga tributária teve alta praticamente ininterrupta.
Nos últimos dez anos, a seguridade ampliou sua participação nas receitas, de pouco menos para pouco mais da metade do total.
Pela Constituição, a seguridade fica com os recursos das contribuições sociais -a extinta CPMF, por exemplo, ajudava a financiar saúde, previdência e assistência.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse ontem que o Planalto "não vai capitanear a curto prazo" a criação de um novo imposto para a saúde e considerou "muito difícil" levar a ideia adiante no ano eleitoral de 2012. Da Folha de S. Paulo desta terça-feira


MEU COMENTÁRIO: Seria uma estupidez condenar os programas sociais. Todavia esquemas como Bolsa Família devem ter caráter temporário e pontual e socorrer realmente aqueles comprovadamente necessitados. O que não pode é transformar programas de assistência social em moeda de troca eleitoral.
Há algum tempo a revista Veja publicou uma reportagem sobre esse tipo de assistência social nos Estados Unidos. Lá, uma versão dos programas sociais do tipo Bolsa Família, já existem há muitos anos, entretanto as pessoas que necessitam dessa ajuda emergencial têm de se submeter aos critérios que são rígidos. O objetivo fundamental nos Estados Unidos com essas ajudas emergenciais é introduzir essa população eventualemente marginalizada para dentro do processo produtivo.
Pelo menos, antes do governo de Barack Obama, tais ajudas sociais nunca foram sequer mencionadas pelos Presidentes americanos. Jamais foram transformadas em compra de votos. Nunca se ouviu, por exemplo, o Presidente George W. Bush se referir à 'bolsa família' americana.
Também nos Estados Unidos as verbas destinadas a esses programas sociais são decididas pelo Poder Legislativo e sequer mencionadas pelo Executivo. Eis aí a grande diferença de critérios.
Foi durante o governo Clinton que programas assistências começaram a ser utilizados eleitoralmente e coincidem com a explosão da conhecida bolha suprime. Clinton determinou que fossem facilitados os empréstimos para pessoas carentes adquirir moradias. O rombo começou aí mas serviu mais adiante para eleger Obama.
Excesso e descontrole em verbas destinadas a suprir emergencialmente setores carentes quando transformadas em compra de votos acabam solapando as bases da economia. O progresso econômico é gerado pelo empreendedorismo, na luta pela vida e pelo trabalho incessante de todos. Quando se aniquilam os mecanismos que incentivam o trabalho a economia afunda. 
No caso brasileiro o aumento indiscriminado do programa bolsa família, sem que haja rigor na cobrança de uma contrapartida dos beneficiários, inibe o incentivo ao trabalho e premia a indolência.
Ao mesmo tempo, como se vê na reportagem da Folha que transcrevo acima, verifica-se que parcela importante dos recursos para a saúde são desviados do seu destino constitucional. E a coisa termina assim: faltam recursos para a saúde, precisa então que se crie mais um imposto ou se ressucite a CPMF, quando na verdade o governo do PT manobra de forma vil e traiçoeira os recursos depredando o sistema de saúde para garantir o voto de cabresto que lhe proporciona o programa Bolsa Família. Em seguida manda a conta para a combalida classe média pagar.

quarta-feira, agosto 31, 2011

MP PEDE DISSOLUÇÃO DA BANCOOP POR SUSPEITA DE DESVIO DE DINHEIRO PARA FINANCIAR CAMPANHAS DO PT.

O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo mandou na terça-feira, 30, abrir ação civil pública para dissolução da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), nomeação de interventor judicial e afastamento imediato dos atuais integrantes da diretoria executiva e do conselho de administração.

A decisão foi unânime. Por 10 votos a zero, os procuradores de Justiça que integram o Conselho Superior impuseram massacre histórico à entidade criada em 1996 por um núcleo do PT ligado ao Sindicato dos Bancários.

A ação ficará a cargo de um promotor. É o mais pesado revés sofrido pela Bancoop desde que, no ano passado, a promotoria denunciou criminalmente a cúpula da cooperativa à Justiça, atribuindo a seus quadros principais formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e desvios estimados em R$ 100 milhões.

O Ministério Público suspeita que parte desse montante pode ter financiado campanhas políticas do PT. A Bancoop também está sob fogo de milhares de cooperados que alegam ter sido lesados por má gestão.

A ação vai pedir judicialmente eleição de nova diretoria e novo conselho para assumir a gestão da Bancoop até final dissolução e conclusão dos empreendimentos utilizando-se de contabilidade independente, com separação das contas, como estabelece o estatuto da cooperativa.
O relator, conselheiro Edgard Moreira da Silva, argumentou que a Bancoop desenvolveu "atividade ilícita à condição jurídica, consistente em atuar no mercado como verdadeira empresa incorporadora". "Há indícios sérios e consistentes de desvios de recursos financeiros dos cooperados para fins escusos e para empresas de integrantes da direção da Bancoop." Do portal do Estadão


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quarta-feira, dezembro 08, 2010

FARRA DE EVENTOS: QUASE RF$ 1 BI DO ORÇAMENTO

As denúncias sobre irregularidades na aplicação de recursos proporcionados por emendas apresentadas pelo senador Gim Argello (PTB-DF) aos Orçamentos da União de 2010 e 2011 podem ser a "ponta de um iceberg", avaliam parlamentares da Comissão Mista de Orçamento do Congresso. Só para promover a divulgação do turismo, as emendas dos parlamentares transferiram dos cofres públicos para entidades privadas e prefeituras R$ 948,1 milhões de 2004 até outubro de 2010. Nessa rubrica estaria a origem dos desvios de dinheiro público. 

Com esses recursos, as entidades favorecidas, geralmente institutos criados para essa finalidade, promovem shows, festivais, rodeios e outras festas. Os técnicos da Comissão desconfiam que, como ocorreu com algumas emendas do senador Argelo, muitas dessas empresas podem ser de fachada ou beneficiar pessoas ligadas a parlamentares.

O uso do dinheiro público para promover "eventos" teve crescimento vertiginoso. Em 2004, o Tesouro transferiu R$ 15,01 milhões para entidades privadas e prefeituras promoverem "eventos", a preços de outubro. Em 2009, esse valor pulou para R$ 337,8 milhões. Neste ano, até outubro, já está em R$ 167,8 milhões.

Essa situação levou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) a apresentar emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias para impedir transferências de recursos com essa finalidade. No Orçamento de 2011, portanto, essas transferências serão proibidas. 

Guerra disse que tomou a iniciativa depois da "farra" das transferências de recursos para promoção de eventos em Pernambuco. Segundo apuração da época, boa parte desses eventos existia apenas no papel. O então secretário de Turismo do governo do Estado foi afastado. "A minha emenda foi uma vacina para uma doença que estava próxima de se tornar uma epidemia", disse Guerra.

Levantamento feito pelo Valor constatou que poucos parlamentares deixaram de apresentar emendas com essa finalidade nos últimos anos. Os autores estão em todos os partidos. Não há irregularidade nas emendas, como lembrou ontem um especialista da área, pois elas não eram proibidas por lei. O problema reside, de acordo com a fonte, na aplicação dos recursos.

Mas a proibição criada pela emenda de Guerra está levando os parlamentares a apresentar emendas em outra rubrica orçamentária. O alvo agora é a ação "Fomento a Projetos em Arte e Cultura". 

Por causa das denúncias, Argelo renunciou ontem ao cargo de relator-geral do Orçamento. O PT indicou a senadora Idelli Salvatti (PT-SC) para ocupar o posto. Do site do jornal Valor Econômico