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sexta-feira, outubro 21, 2011

LIXO CHINÊS: O CASO DO IPI, SÉRGIO HABIB E O CAPITALISMO NA SUA VERSÃO BOTOCUDA.


Interessante esta matéria que está no blog do Democratas-SC, a respeito da ação no Supremo que esse Partido propôs contra o aumento do IPI que pegou em cheio as importadoras. Na ocasião imedidatamente levantei a questão do prazo nonagesimal, isto é a conhecida 'noventena', sobre o prazo obrigatório para a vigência do decreto em que o Executivo legisla na área fiscal.
E quando digo que o empresariado brasileiro é sabujo do governo do PT, que não é capitalista e sim patrimonialista e que está sempre tentando garfar o erário tem-se aqui a prova: o empresário Sérgio Habib, presidente da Jac Motors que está inundando o mercado com lixo chinês, filiou-se ao PMDB da base alugada e revelou, de forma retroativa e tipicamente oportunista, seu voto na Dilma.
Faço a postagem acima um comercial milionário da JAC Motors na Rede Globo em que Faustão se refere ao Presidente da JAC Motors que garante ao consumidor o preço dos veículos sem o IPI, como se ele, Habbib, fosse um milagreiro. Ora, quem conseguiu fazer valer o prazo da noventena para vigência do IPI foi o Democratas, o único partido que foi à Justiça para fazer valer a lei beneficiando todas as empresas importadoras.

As montadoras falaram muito e anunciaram que iam propor ação na Justiça mas nenhuma delas teve coragem e honestidade para fazê-lo. Trata-se de um bando de empresários sabujos, oportunistas e mentirosos. O custo deste carro fajuto anunciado como uma grande vantagem nesse comercial acima é o preço que o consumidor americano paga por um desses carros como Honda, Hyundai, entre outros com motores duas vezes mais potentes.
E tem mais: aquele carrinho de entrada na JAC Motors está proibido de circular na Europa. Custa algo em torno de R$ 27 mil sem o novo IPI. O veículo é uma casquinha frágil e usa pneus de tamanho diminuto, como utilizam essas pequenas motonetas. É um atentado à segurança. Só um louco pode trafegar com um troço desses num trânsito como o brasileiro onde a educação e os bons modos são raríssimas exceções. 
Este é o capitalismo brasileiro e essa é a ética predominante no mundo brasileiro dos negócios. Transcrevo a matéria à qual me refiro. Leiam
A Kia Motors anunciou nesta sexta-feira (21) que adotou imediatamente a tabela de preços sugeridos ao consumidor que vigia antes da publicação do Decreto 7.567, de setembro último, o qual aumento o IPI de carros importados de fora do Mercosul e México em 30 pontos percentuais. Na semana passada, no dia 14, a Kia publicou nova tabela de preços com reajuste médio de 8,41% - e que agora está cancelada.

Segundo nota enviada nesta sexta pela Kia, entre os dias 17 e 20 de outubro a importadora faturou 1.993 veículos com o novo IPI, mas apenas 42 unidades foram vendidas aos consumidores. "A esses clientes, as concessionárias Kia Motors vão ressarcir a diferença de preços entre a tabela vigente até o dia 13 de outubro e a nova, divulgada no dia 14 de outubro. Os compradores deverão procurar as concessionárias. Antes, porém, vamos aguardar a publicação da suspensão do artigo 16 do Decreto 7.567, decidida pelo Supremo Tribunal Federal por unanimidade, no Diário Oficial da União", afirma José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors e também da Abeiva, a associação das importadoras.

Gandini faz questão de alertar, todavia, que a tabela de preços da importadora é uma sugestão às concessionárias. "Não há como impedir que algumas revendas pratiquem preços acima [dos 8,41% de reajuste]. Nesses casos, a negociação com o cliente é de responsabilidade da concessionária".

O STF decidou por unanimidade, nesta quinta-feira (20), adiar a implementação do novo IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para o início da segunda quinzena de dezembro, forçando a observância do período de 90 dias (a noventena) antes da vigência de novos tributos. Não cabe recurso.

Outras marcas haviam anunciado novos preços para seus modelos importados - por exemplo, a Volkswagen trouxe o novo Tiguan por 8% a mais que no modelo anterior, e os R$ 139.900 pedidos pelo Peugeot RCZ incluem o repasse do IPI. Até mesmo a megaluxuosa Bentley majorou seus preços. A expectativa é que, após o anúncio da Kia - uma das empresas mais atingidas pelo IPI -, outras importadoras façam o mesmo e devolvam diferenças em dinheiro aos consumidores.

DO CHORO AO ALÍVIO
A decisão do STF ocorreu após ação proposta pelo partido Democratas (DEM). Num primeiro momento, diversas importadoras de carros, entre elas a Kia, e também a própria Abeiva deram a entender que entrariam na Justiça contra o novo IPI, mas após alguns dias (enquanto a Anfavea, associação das marcas com fábrica no Brasil, comemorava) passou a ficar claro que nenhuma das importadoras ousaria bater de frente com o governo de Dilma Rousseff.

Na quinta-feira, quando a decisão do STF foi anunciada, nota da Abeiva falou em "alívio" diante do maior prazo que as importadoras terão para se adequar aos valores do IPI -- negociando preços com as matrizes, por exemplo. O fato de a Kia ter faturado quase 2.000 veículos já com o aumento de 30 pontos, mas vendido apenas 42 deles, é eloquente para mostrar o timing do processo de importação.

Desde a recente filiação do empresário Sérgio Habib, presidente da chinesa JAC Motors do Brasil, ao governista PMDB, e de sua declaração retroativa de voto em Dilma, estava evidente que o que todo mundo queria mesmo era uma acomodação de interesses. De qualquer modo, o governo ainda pode se gabar porque, apenas nos últimos dias, JAC, Chery e BMW anunciaram que mantêm seus planos de instalar fábricas no Brasil -- assim como algumas montadoras de motocicletas. Do Blog Democratas-SC


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sábado, setembro 24, 2011

IMPORTADORA DE VEÍCULOS OBTÉM LIMINAR CONTRA O AUMENTO DO IPI

Uma liminar da Justiça Federal obtida por uma importadora de veículos de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) vetou, pelo prazo de 90 dias, o aumento da alíquota de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros importados pela empresa.
A decisão da 5ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal beneficia a empresa Zona Sul Motors, que ingressou com a ação contra a União por causa do aumento do tributo publicado no dia 16 deste mês. Cabe recurso.
De acordo com Brenno Floriano, gerente do grupo responsável pela Zona Sul Motors, a empresa tem atualmente 15 veículos em portos do país aguardando desembaraço aduaneiro. São veículos de luxo de modelos como Cadillac, Rolls Royce e Mustang, entre outros.
Segundo Floriano, as três importadoras do grupo entraram com ações idênticas --a decisão de hoje beneficia apenas a Zona Sul Motors, mas abre brecha para as demais.
Ele disse que, apenas na frota que aguarda o encerramento do processo de importação, o aumento do IPI representaria acréscimo de R$ 900 mil.
O juiz federal José Márcio da Silveira e Silva, que assinou a liminar nesta sexta-feira, aceitou o argumento do princípio da "anterioridade nonagesimal".
O princípio, baseado na Constituição, diz que a variação de alguns impostos, como o IPI, só pode vigorar 90 dias após a publicação de lei ou decreto que o estabelece.
Na decisão, o juiz diz que a cobrança imediata da nova alíquota do IPI é "completamente descabida". Leia MAIS

terça-feira, setembro 20, 2011

IPI: CARRO NACIONAL PODE SUBIR DE PREÇO

Decreto do IPI da Dilma vai prejudicar consumidores
A Anfavea (associação das montadoras) declarou que não se comprometerá em manter o preço do carro nacional congelado, mesmo após a elevação em 30 pontos percentuais do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) dos importados.
 
"Não necessariamente o carro nacional vai subir por falta de competição. Até porque a disputa entre os produtos locais é grande", disse Cledorvino Belini, presidente da entidade.

 
O executivo, que também dirige a Fiat, alegou que desde 2005 o preço médio do carro no Brasil sobe menos que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).
A mudança pode representar reajuste de 25% a 28% nos preços para o consumidor que comprar um carro que tenha menos de 65% de componentes fabricados no país.


A alíquota de IPI variava de 7% a 25%, dependendo da potência e do tipo de combustível. Agora, ficará entre 37% e 55%. Para as empresas que cumprirem a nacionalização exigida pelo governo, não haverá mudança.

 
Questionado se as montadoras se comprometeriam a manter os preços, Belini afirmou que "se fizermos [esse] compromisso, é cartel". "Com a concorrência, o mercado limita qualquer aumento de preço. O compromisso é as empresas manterem seu '[market ]share' [participação nas vendas]." 

 
O aumento do IPI pode beneficiar a produção na Argentina e, principalmente, no México, devido aos acordos que possibilitam a isenção do Imposto de Importação de 35%, cobrado de chineses e coreanos, por exemplo.


Os acordos têm regras menos rígidas do que aquelas que passaram a valer na sexta-feira, pois a exigência é de 60% de peças produzidas em quaisquer das partes (Brasil, Argentina ou México) para evitar elevação no tributo.


O presidente da Anfavea admitiu que "o México é mais competitivo, mas há toda uma estrutura logística que deve ser levada em conta". Estudo da própria Anfavea aponta que o custo de produção de um carro no Brasil é 60% maior do que na China (usada como parâmetro). No México, é só 20% superior.

IMPORTADOS

Os importadores mudaram a estratégia e decidiram que vão a Brasília pressionar o governo a voltar atrás nos 45 dias para aumento do IPI.

 
Ontem, o presidente da Abeiva (associação dos importadores de veículos), José Luiz Gandini, se encontrou com a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) em São Paulo e pediu uma reunião para tratar do assunto.

 
Antes, a Abeiva tinha acusado o governo de ceder ao lobby das montadoras instaladas no país. Para a associação, o prazo dado pelo governo é inconstitucional e deveria respeitar os 90 dias previstos na Constituição para adaptação das empresas à nova alíquota. Do jornal Folha de S. Paulo desta terça-feira


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sábado, setembro 17, 2011

IPI: GOVERNO DO PT CASTIGA CONSUMIDOR

Do ponto de vista do consumidor, não há nenhum motivo para comemoração com a decisão do governo de elevar o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros importados. Os automóveis trazidos da Coreia do Sul pela Kia e da China por diversas montadoras não apenas chegavam ao Brasil com preços atrativos como também obrigavam as empresas instaladas no país a trabalhar com margens de lucro mais moderadas (clique aqui e veja carros que caíram de preço após a chegada do JAC J3).
Para a Associação Brasileira das Importadoras de Veículos (Abeiva), o governo cedeu ao lobby das montadoras instaladas no país ao tomar a decisão. Faz sentido. Essas empresas são as grandes vitoriosas com o aumento do IPI sobre os importados porque poderão voltar a trabalhar com margens maiores.
Os sindicatos de metalúrgicos também comemoraram a decisão. Segundo consultorias internacionais, os custos da mão de obra para a produção de carros internamente não são apenas superiores ao da China. Devido à menor produtividade, os salários pagos por aqui muitas vezes não são competitivos nem quando comparados aos dos Estados Unidos e dos países americanos. Mais protecionismo, portanto, parece ser mesmo a única forma de garantir o emprego dos metalúrgicos.

O mercado de trabalho foi uma das justificativas para o governo elevar o IPI. Segundo a Abeiva, entretanto, os importados que concorrem com similares nacionais representam apenas 3,3% do mercado. A medida deve ter mais potencial para evitar a destruição de empregos do que para criar novos postos de trabalho.

É importante lembrar que o setor automotivo já era um dos mais protegidos do Brasil mesmo antes da elevação do IPI. Os carros importados por montadoras que não estavam instaladas no país pagavam 35% de imposto de importação mais todos os impostos cobrados por aqui. Já as montadoras com fábricas brasileiras conseguiam trazer carros com isenção de imposto de importação. Se mesmo assim as marcas chinesas e coreanas conseguiam incomodar, é um claro sinal de que as montadoras instaladas no Brasil estão longe de ser competitivas.

O brasileiro já paga muito pelos carros que compra. Veículos como a Hyundai Santa Fe custam mais do que o triplo do preço cobrado nos Estados Unidos (clique aqui e veja comparação). Segundo a agência Autoinforme, a inflação do carro chegou a 6,4% nos oito primeiros meses deste ano. A decisão do ministro Guido Mantega (Fazenda) só contribuirá para acelerar o avanço dos preços. Do site da revista Exame

sexta-feira, setembro 16, 2011

GOVERNO DO PT DIVULGA TABELA DO IPI QUE FARÁ AUMENTAR O PREÇO DOS AUTOMÓVEIS

O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas não habilitadas no regime automotivo, anunciado nesta quinta-feira pelo governo, ficará entre 37% e 55% para automóveis, 30% para caminhões e 34% para caminhonetes e comerciais leves, segundo tabela distribuída pelo Ministério da Fazenda. Atualmente, o IPI para automóveis varia de 7% a 25%, enquanto caminhões são isentos e as caminhonetes e comerciais leves têm tributação de 4%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que as empresas que não atenderem aos requisitos estabelecidos pelo governo de investimentos e utilização de componentes nacionais terão uma elevação na alíquota de IPI em 30 pontos porcentuais até o final de 2012.
Pela tabela, automóveis de até mil cilindradas têm atualmente IPI de 7%, mas para as empresas que não se habilitarem o imposto ficará em 37%, nesta faixa de classificação dos automóveis. Para os carros entre mil e 2 mil cilindradas, o IPI atual é de 11%, para carros bicombustíveis (flex), e de 13% para os movidos somente a gasolina. Nessa faixa, o IPI para as empresas não habilitadas no novo regime saltará para 41% e 43%, respectivamente. Os automóveis com mais de 2 mil cilindradas recolhem, hoje, IPI de 18%, para modelos bicombustíveis; e 25%, para os que só usam gasolina. As novas alíquotas serão de 48% e 55%, respectivamente. Do site da revista Veja

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