segunda-feira, fevereiro 28, 2011
PORTARIA DE LULA BAIXADA NO ÚLTIMO DIA DE SEU GOVERNO INIBE A AÇÃO POLICIAL E FAZ AUMENTAR A INSEGURANÇA PÚBLICA EM TODO O PAÍS
sábado, fevereiro 05, 2011
APAGÃO: BRASIL JÁ VIVE COLAPSO ENERGÉTICO. GOVERNO DO PT INVESTIU APENAS EM MARKETING ELEITOREIRO. É VERGONHOSO!
Em contrapartida houve uma assombrosa paralisação nos investimentos voltados infra-estrutura, como transporte, comunicações e energia elétrica. No que concerne à energia o quadro começa a ficar dramático. Com os reservatórios das hidrelétricas cheios não dá para alegar que os apagões elétricos, como este que aconteceu agora no Nordeste, decorrem de problemas climáticos. A verdade é que os apagões já começam a fazer parte do cotidiano brasileiro. A situação é grave, embora esta matéria que está na Folha de São Paulo deste sábado e que transcrevo após este prólogo, dê uma aliviada ao atribuir a esses nefastos apagões problemas climáticos.
O apagão, que durou até quatro horas, atingiu Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia é mais um que aumenta a estatística de cortes de energia no país.
O número de apagões graves no Brasil -como o de ontem- cresceu ao menos 90% de 2008 a 2010, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).
O maior número de apagões é resultado, segundo especialistas, das condições climáticas adversas e da falta de investimentos.
Segundo boletins do ONS, foram registrados no ano passado 91 desligamentos superiores a 100 MW (o equivalente ao consumo médio de uma cidade com 400 mil habitantes). Em 2009 foram 77 desligamentos acima de 100 MW e em 2008 foram 48.
O número de blecautes caiu entre 2005 e 2008, mas voltou a subir em 2009. Naquele ano, o apagão mais abrangente na história do país deixou sem o fornecimento de energia 70 milhões de pessoas em 18 Estados.
INTERLIGAÇÃO
Especialistas dizem que apagões continuarão se repetindo por conta da principal característica do sistema elétrico brasileiro: a interligação -em que grandes linhas de transmissão levam energia para todo o país.
Para o engenheiro Afonso Henriques Moreira Santos, que foi presidente da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) durante o governo Fernando Henrique Cardoso, esse modelo é ultrapassado e vulnerável, já que um problema em um ponto pode afetar toda uma região ou até mesmo todo o país.
Assim como Santos, o presidente do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), Adriano Pires, defende a construção de mais usinas termelétricas próximas aos centros de consumo para guarnecer as cidades em caso de problemas. Ele cobra também a modernização das linhas e equipamentos relacionados à transmissão.
Segundo Santos, países como os EUA investem na interligação do sistema para complementar o abastecimento, enviando energia de ponto distante a outro só quando há risco de faltar energia neste local. Aqui, a interligação é a base do sistema e a troca de eletricidade entre as regiões é a norma.
O presidente da Abrage (Associação Brasileira de Empresas Geradoras de Energia Elétrica), Flávio Neiva, afirma que os sistemas de transmissão brasileiros já são redundantes, ou seja, há equipamentos extras para caso de falhas dos principais.
Ele explica que a transmissão poderia ser reforçada com novas linhas, por exemplo, mas que sairia muito caro para o consumidor, que é quem paga os custos da transmissão, geração e distribuição. Da Folha de São Paulo deste sábado
terça-feira, janeiro 04, 2011
RESTOS A PAGAR DEIXADOS POR LULA ATINGEM R$ 137,5 BILHÕES, SEGUNDO A ONG CONTAS ABERTAS
quarta-feira, dezembro 08, 2010
ARROCHO SALARIAL E INFLAÇÃO DISPARANDO MOSTRA O QUE É O 'ESPETÁCULO DO CRESCIMENTO' DO GOVERNO DO PT
A alta do IPCA, mais uma vez, foi motivada pelo grupo de alimentos e bebidas, cujos preços aceleraram ainda mais, passando de 1,89% em outubro para 2,22% em novembro. Com isto, o impacto dos alimentos no resultado do mês chegou a 0,51 ponto porcentual, o que significa que o grupo respondeu por 61% do índice. Os alimentos e bebidas registraram no mês passado a maior taxa desde dezembro de 2002, quando a alta havia sido de 3,91%.
segunda-feira, novembro 22, 2010
GASTO PÚBLICO AUMENTA NO GOVERNO LULA, MAS SAÚDE E EDUCAÇÃO SÃO SETORES MENOS BENEFICIADOS.
Como mostra reportagem desta segunda-feira do jornal O Globo, enquanto as despesas correntes aumentaram 2,47 pontos porcentuais em relação ao PIB entre 2003 e 2010, apenas 2% dessa alta foi destinada à saúde e 8% à educação. O levantamento foi feito pela Consultoria de Orçamento da Câmara, com base em informações do Sistema Financeiro de Administração Financeira (Siafi).
Para se ter uma ideia, os gastos com Legislativo, Judiciário e Ministério Público aumentaram 30% nos últimos oito anos, passando de 0,16% do PIB para 0,21%. Já as despesas com pessoal passaram de 4,51% do PIB em 2003 para 4,58% em 2010, ou seja, uma diferença equivalente a 11% do aumento total dos gastos no período.
O levantamento mostra, ainda, que as despesas com a Previdência Social e demais benefícios relativos ao salário mínimo passaram de 7,22% do PIB em 2003 para 8,59% em 2010. Enquanto isso, os gastos com a saúde subiram apenas 0,05 ponto porcentual no período, passando de 1,35% do PIB para 1,40%. Somando-se as despesas totais do Ministério da Saúde, incluindo pessoal e investimentos, os gastos passaram de 1,80% para 1,97% do PIB.
No setor de educação, os gastos passaram de 0,42% do PIB para 0,62% nos últimos oito anos. O aumento de 0,20 ponto porcentual representa 8% do total de aumento dos gastos correntes.
Vale lembrar que no governo Lula a arrecadação de impostos cresceu – e tem batido seguidos recordes. Para se ter uma ideia, a arrecadação tributária passou de 361 bilhões de reais em 2000 para 1,2 trilhões de reais em 2010 (segundo projeções do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). Os gastos do governo central também evoluíram, atingindo o recorde de 730 bilhões de reais em despesas totais em 2009 – valor que corresponde a 66% da arrecadação do país naquele ano. Nos anos anteriores, o índice girava em torno de 61% - número que já era considerado alto por economistas. Do portal da revista Veja
terça-feira, novembro 09, 2010
PARA SALVAR BANCO FRAUDULENTO DO SÍLVIO SANTOS TEM DINHEIRO, MAS PARA A SAÚDE NÃO TEM E ACENAM COM CPMF! É VERGONHOSO
Segundo pessoas que acompanham o processo, o rombo é resultado de ativos e créditos fictícios registrados por diretores do Panamericano supostamente para inflar os resultados da instituição.
A operação de empréstimo junto ao FGC foi fechada no último fim de semana, depois que os técnicos do BC conseguiram dimensionar o tamanho do rombo. A fraude passou despercebida pelos controles internos do Panamericano, seus auditores independentes e até pelo pente fino da Caixa Econômica Federal, que no ano passado comprou 49% do capital do Panamericano. Pagou, na ocasião, quase R$ 750 milhões pela participação.
O FGC foi criado em 1995 com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País. O crédito para o Panamericano equivale a cerca de 10% do patrimônio do FGC, que somava R$ 25,8 bilhões no fim de setembro.
No fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o próprio Panamericano fala em "inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade".
No texto, o banco também informou a troca de toda a diretoria executiva. O diretor superintendente passa a ser Celso Antunes da Costa, ex-diretor de Integração do Banco Nossa Caixa.
Os R$ 2,5 bilhões que estão sendo aportados superam o atual patrimônio líquido da instituição, de R$ 1,6 bilhão. O banco é o 21º do ranking nacional, com ativos de R$ 11,9 bilhões ao fim de junho.
Um analista explicou que, caso o aporte não fosse feito, o Panamericano ficaria fora das regras do BC e teria de sofrer uma intervenção. O BC, segundo apurou a reportagem, não cogitou fazer a intervenção. Buscou uma solução de mercado.
Inédito. A solução que foi encontrada - empréstimo de longo prazo junto ao FGC - é inédita no País. Um especialista explicou que o banco provavelmente não encontrou no mercado um interessado (nem mesmo a Caixa) justamente por causa do rombo recém-descoberto. Ele observou, no entanto, que o FGC tem como função principal proteger o dinheiro dos depositantes.
Só que o Panamericano, especializado na concessão de empréstimos ao consumo, não tem uma base ampla de depositantes.
Nesta terça, na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as ações do Panamericano apuraram fortes perdas, em meio aos rumores que atingiam a instituição. Os papéis preferenciais (PN) caíram 6,75%. No acumulado do ano, as perdas chegam a 35%. Do portal do Estadão
quinta-feira, outubro 14, 2010
PALÁCIO DE LULA TEM 1.750 FUNCIONÁRIOS
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| Petralhas acham Palácio pequeno. Cáspite!1.750 funcionários! |
O setor que mais ganhou diretores foi o da Comunicação Social, do ministro Franklin Martins. Desde 2003, passou de 2 para 12 diretores, o dobro da Petrobrás. Há diretores de Patrocínios, Normas, Controle, Internet e Eventos, Comunicação da Área de Desenvolvimento, Mídia, Imprensa Internacional, Imprensa Nacional, Imprensa Regional, Produção e Divulgação de Imagens, Apoio Operacional e Administrativo e Comunicação da Área Social.
Foram criadas, ainda, mais oito Diretorias de Programa para as pastas de Relações Institucionais e Assuntos Estratégicos. Um diretor geralmente ocupa cargo comissionado com salário de R$ 8.988, o DAS-5, mas há variações, caso seja servidor ou não.
Ao todo, entre cargos de chefia ou postos subalternos, cerca de 1.750 pessoas trabalham na estrutura da Presidência. Os "chefes" estão em todos os departamentos, secretarias e escalões de poder.
O gabinete de Lula tem 13 deles, com salários de R$ 6.843,76 a R$ 11.179,36. Trabalham ali também chefes adjuntos de Agenda, Informações em Apoio à Decisão, Gestão e Atendimento, sem contar os tradicionais chefes de Cerimonial e Ajudância de Ordens. O mais poderoso de todos, porém, é Gilberto Carvalho, chefe do gabinete.
Já o organograma da Vice-Presidência, mais enxuto, lembra o de uma empresa. O vice José Alencar trabalha com sete chefes, que comandam as assessorias de Comunicação, Administração, Parlamentar, Técnica, Diplomática, Militar, além do Gabinete. Não há correligionários mineiros ou amigos.
Os gastos com pessoal do gabinete de Lula, incluindo a Casa Civil, também devem aumentar. No ano passado, o valor gasto com os assessores mais diretos chegou a R$ 141 milhões. A previsão é gastar R$ 149 milhões neste ano. Desde janeiro, o pessoal do gabinete gerou uma despesa de R$ 25 milhões.
Procurados desde o dia 20 para esclarecimentos, os assessores da Casa Civil se limitaram a confirmar o total de diretores. Os assessores não informaram o que fazem nem quanto ganham. Apenas repassaram leis e decretos que regulamentam as funções e gratificações. Desde 2003, essas normas sofreram alterações para garantir a acomodação dos aliados.
Uma leitura parcial mostra que há mais de 50 chefes na Presidência. Técnicos estimam que o número passe de cem. Há ainda os subchefes, os subsecretários, os subcoordenadores e os secretários adjuntos. Do portal do Estadão
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quinta-feira, setembro 30, 2010
Sponholz: Dilmamá
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segunda-feira, agosto 09, 2010
Sponholz: A Lady Gaga botocuda
domingo, agosto 08, 2010
AOS SABUJOS VAGABUNDOS NEO-PETRALHAS
Não tenham dúvida. Quando o sujeito diz que vota em José Serra mas alega que o dinheiro que sustenta a Dilma fala mais alto você está conversando com um neo-petralha que não tem coragem de assumir essa nefasta opção. Ele tem vergonha; não tem coragem de admitir que já chafurdou no lodaçal da corrupção e está de tocaia esperando também locupletar-se.
Como disse, para esses tipos dedico este post e fui buscar lá no site do Augusto Nunes, dos poucos jornalistas brasileiros da grande imprensa que não se vendeu aos petralhas, um texto que, além de bem escrito, faz um inventário do lixo político que se chama PT. De lá extrai os parágrafos que seguem com link para leitura completa. Vale a pena ler:
Em novembro de 1984, por não enxergar diferenças entre Paulo Maluf e Tancredo Neves, o Partido dos Trabalhadores optou pela abstenção no Colégio Eleitoral que escolheria o primeiro presidente civil depois do ciclo dos generais. Em janeiro de 1985, por entenderem que não se tratava de um confronto entre iguais, três parlamentares do PT ─ Airton Soares, José Eudes e Bete Mendes ─ votaram em Tancredo. Foram expulsos pela direção.
Em 1988, num discurso em Aracaju, o deputado federal Luiz Inácio Lula da Silva qualificou o presidente José Sarney de “o grande ladrão da Nova República”. No mesmo ano, a bancada do PT na Constituinte rejeitou o texto da nova Constituição.
Em 1989, derrotados no primeiro turno da eleição presidencial, Ulysses Guimarães, candidato do PMDB, e Mário Covas, do PSDB, declararam que ficariam ao lado de Lula na batalha final contra Fernando Collor. Rechaçado de imediato, o apoio acabou aceito por insistência dos parceiros repudiados. Num comício em frente do estádio do Pacaembu, Ulysses e Covas apareceram no palanque ao lado do candidato do PT. Foram vaiados pela plateia companheira.
Em 1993, a ex-prefeita Luiza Erundina, uma das fundadoras do partido, aceitou o convite do presidente Itamar Franco para assumir o comando de um ministério. Foi suspensa e acabou empurrada para fora do PT. Em 1994, ainda no governo de Itamar Franco, os parlamentares petistas lutaram com ferocidade para impedir a aprovação do Plano Real. No mesmo ano, transformaram a revogação da providencial mudança de rota na economia, que erradicou a praga da inflação, numa das bandeiras da campanha presidencial.
Entre o começo de janeiro de 1995 e o fim de dezembro de 2002, a bancada do PT votou contra todos os projetos, medidas e ideias encaminhados ao Legislativo pelo governo Fernando Henrique Cardoso. Todos, sem exceção. Uma das propostas mais intensamente combatidas foi a que instituiu a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em janeiro de 1999, mal iniciado o segundo mandato de Fernando Henrique, o deputado Tarso Genro, em nome do PT, propôs a deposição do presidente reeleito e a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte. O lançamento da campanha com o mote “Fora FHC!” foi justificado por acusações, desacompanhadas de provas. Clique AQUI para ler o texto completoCLIQUE E SIGA--->LOG DO ALUÍZIO AMORIM NO TWITTER
domingo, agosto 01, 2010
MAINARDI: LULA É PELEGO MUITO OBEDIENTE
Diogo Mainardi, o colunista da revista Veja e dos raríssimos da dita grande imprensa brasileira que não baba a baba da estupidez da idiotia politicamente correta, está de mudança para Veneza.
Entretanto, para o desapontamento de seus detratores e alento para os seus milhares de leitores continuará com a sua coluna da revista Veja. E antes de deixar o Brasil, Mainardi concedeu uma entrevista a Leandro Sarubo, do site Itu.com.br. Pincei para vocês, como segue, um excerto da entrevista que pode ser lida na íntegra AQUI:
Itu.com.br - Lula tem 77% de aprovação, segundo o Datafolha. O dado acaba demonstrando que muita gente que compreende os malefícios de um país que privilegia a escalada de impostos e as estatizações está ignorando o fato por estarem acomodadas com a boa fase da economia brasileira. Essa relação te surpreende?
Diogo Mainardi: Não, eu não superdimensiono instrução, acho que caráter, falta de caráter, são características comuns a todas as classes sociais. Acho que quem tá ganhando muito dinheiro fica com uma opinião diferente sobre o governo. Entendo que as pessoas que não estão no dia-a-dia da política possam achar que o governo merece aprovação deles. Eu aprovo a política econômica do governo moderadamente, por exemplo. Nunca imaginei que eles fossem subverter as regras do capitalismo brasileiro porque eu sabia quem os financiava. Sempre achei o Lula um pelego muito obediente, sabia que ele obedeceria as instruções dadas pelos financiadores dele.
Itu.com.br - A eleição de 2010 está perdida?
Diogo Mainardi: Não. Espero que a Dilma perca. Espero que seja uma eleição perdida pro PT e pra Dilma. Acho que se o José Serra tivesse a coragem de despedir 10% dos petistas que ganharam cargos comissionados ele já faria um trabalho razoavelmente decente, se a gente comparar aos 200% de petistas a mais que vão aparelhar o governo caso a Dilma vença as eleições. E isto já seria saudável. Adoraria também que se fizesse uma bela de uma checagem em tudo o que foi feito nesses últimos anos, mas isso não será feito. Acho que existe chance de fazer um governo que interfira um pouquinho menos na vida das pessoas. E isso é pra mim um bom governo. Um governo que amola o menos possível.
Itu.com.br - O Brasil tem um partido de direita?
Diogo Mainardi: Brasil não tem partido de direita, de esquerda, de nada, tem um bando de salafrários que se reúnem pra roubar juntos.
Itu.com.br - Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Millenium, realizada pelo sociólogo Alberto Carlos Almeida, aponta que os brasileiros são "favoráveis a estatização" de algumas das empresas que consomem, como a TV Globo. Ao mesmo tempo, o Datafolha divulgou pesquisa que aponta metade da população na balança da direita. Essa confusão é um fator de atraso educacional?
Diogo Mainardi: É um fator de atraso, a nossa direita é estatizante, sempre foi estatizante. Nós nunca tivemos uma direita liberalizante, o que cria confusão também. Se a direita nazista foi estatizante, a comunista também foi. A estatização ou o liberalismo nunca foram uma política de direita ou de esquerda. A gente tem que separar essas coisas. E os brasileiros têm uma grande confusão, nem sabem o que é estatização, nem sabem no que implicaria isso.
CARA OU COROA? Por Fernando Henrique Cardoso
É importante que leiam e reflitam. Mesmo aqueles que por ventura discordem da posição política deste blog, a qual coincide em grande parte com a de FHC. Até porque tenho afirmado aqui em meus escritos que esta é uma eleição presidencial atípica porquanto implica o reforço ou a desmontagem da estrutura democrática forjada pela Constituição de 1988.
Hão de concordar os leitores que comungam com as teses que venho defendendo aqui e também pelas expressadas no artigo que segue após este prólogo, como também aqueles que possam estar em campos políticos opostos: o que está em jogo é o futuro da democracia e das liberdades, sobretudo da liberdade de expressão e de imprensa. São estes os valores mais caros aos seres humanos e que foram conquistados a duras penas por muitas gerações. Dilma Rousseff não tem a competência requerida para presidir a Nação. E o que é pior: não tem confiabilidade por encenar em suas falas o que lhes ditam os marqueteiros, sendo ela, portanto, uma incógnita. Estas são verdades incontestáveis. Eleição não é um jogo de aventureiros e oportunistas. É coisa muito séria e que não combina como discursos rasteiros vazados em lugares comuns, frases de efeito e trocadilhos vulgares.
O artigo de Fernando Henrique Cardoso joga um potente facho de luz que pode ajudar a clarear este importante debate. O título deste post é o original do artigo. Leiam:
Em pouco mais de dois meses escolheremos o próximo presidente. Tempo mais do que suficiente para um balanço da situação e, sobretudo, para assumirmos a responsabilidade pela escolha que faremos. É inegável que a popularidade de Lula e a sensação de dinheiro no bolso, materializada no aumento do consumo, podem dar aos eleitores a sensação de que é melhor ficar com o conhecido do que mudar para o incerto.
Mas o que realmente se conhece? Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas. Foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem. Arengador de méritos, independentemente do que diga (quase nada diz, mas toca em almas ansiosas por atenção), vem conseguindo confundir a opinião, como se antes dele nada houvesse e depois dele, se não houver a continuidade presumida com a eleição de sua candidata, haverá retrocesso.
Terá êxito a estratégia? Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado em votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade. Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos. Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma. O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição. É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto. De agora para frente, a voz deverá ser a de quem o país nunca ouviu, a da candidata. Pode surpreender? Sempre é possível. Mas pelos balbucios escutados falta muito para convencer: falta história nacional, falta clareza nas posições; dá a impressão de que a palavra saiu de um manequim que não tem opiniões fortes sobre os temas e diz, meio desajeitadamente, o que os auditórios querem ouvir.
Não terá sido esta também a técnica de Lula? Até certo ponto, pois este quando esbraveja ou quando se aferra pouco à verdade, o faz “autenticamente”: sente-se que pode assumir qualquer posição porque em princípio nunca teve posição alguma. Dito em suas próprias palavras: “Sou uma metamorfose ambulante”. Ora, o caso da candidata do PT é o oposto (esta é, aliás, sua virtude). Tem opiniões firmes, com as quais podemos ou não concordar, mas ela luta pelo que crê. Este é também seu dilema: ou diz o que crê e possivelmente perde eleitores por seu compromisso com uma visão centralizadora e burocrática da economia e da sociedade, ou se metamorfoseia e vira personagem de marqueteiro, pouco convincente.
Não obstante, muitos comentaristas, como recentemente um punhado de brazilianists, quando perguntados sobre as diferenças entre as duas candidaturas, pensam que há mais convergências do que discrepâncias entre os candidatos. Será? As comparações feitas, fundadas ou não, apontam mais para o lado psicológico. O que está em jogo, entretanto, é muito mais do que a diferença ou semelhança de personalidades. O quadro fica confundido com a discussão deslocada do plano político para o pessoal e, pior, quando se aceita a confusão a que me referi inicialmente entre a situação de desafogo e bem-estar que o país vive e Lula, que dela se apossou como se fosse obra exclusiva sua. Se tudo converge nos objetivos e se estamos vivendo um bom momento na economia, podem pensar alguns, melhor não trocar o certo pelo duvidoso. Só que o certo foi uma situação herdada, que embora aperfeiçoada, tem a marca original do fabricante e o duvidoso é a disposição da herdeira eleitoral de continuar a se inspirar na matriz originária. O candidato da oposição, este sim, traz consigo a marca de origem: ajudou a construir a estabilidade, a melhorar as políticas sociais e a promover o progresso econômico.
Não nos iludamos. O voto decidirá entre dois modelos de sociedade. Um mais centralizador e burocrático, outro mais competitivo e meritocrático. No geral, ambos oponentes levarão adiante o capitalismo. Estamos longe dos dias em que o PT e sua candidata sonhavam com o que Lula nunca sonhou: o controle social dos meios de produção e uma sociedade socialista. Mas estamos mais perto do que parece de concretizar o que vem sendo esboçado neste segundo mandato petista: mais controle do estado pelo partido, mais burocratização e corporativismo na economia, mais apostas em controles não democráticos, além de maior aproximação com governos autoritários, revestidos de retórica popular.
A escolha a ser feita é, portanto, decisiva. Como tudo indica, o teatro eleitoral se está organizando para esconder o que verdadeiramente está em discussão. Há muita gente nas elites (vilipendiadas pelo lulismo nos comícios, mas amada pelos governantes e beneficiada por suas decisões econômico-financeiras) aceitando confortavelmente a tese de que tanto dá como tanto deu. Dê cara ou dê coroa, sempre haverá “um cara” para desapertar os sapatos.
Ledo engano. Há diferenças essenciais entre as duas candidaturas polares. Feitas as apostas e jogado o jogo, será tarde para choramingar, “ah, eu nunca imaginei isso”. Melhor que cada um trate de aprofundar as razões e consequências de seu voto e escolha um ou outro lado. Há argumentos para defender qualquer dos dois. Mas que não são a mesma coisa, não são. E não porque num governo haverá fartura e noutro escassez, para pobres ou ricos. E sim porque num haverá mais transparência e liberdade que noutro. Menos controle policialesco, menos ingerência de forças partidário-sindicais. E menos corrupção, que mais do que um propósito é uma consequência.
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quinta-feira, julho 29, 2010
quarta-feira, julho 28, 2010
PELO FATO DO GOVERNO DO PT NÃO CONSIDERAR FARC COMO GRUPO TERRORISTA, COLÔMBIA VÊ BRASIL COM DESCONFIANÇA
A desconfiança da Colômbia em relação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva limita a capacidade de mediação do Brasil na atual crise entre Bogotá e Caracas. Segundo analistas e ex-diplomatas dos dois países ouvidos pelo "Estado", a diplomacia do presidente Lula é percebida como excessivamente simpática ao governo de Hugo Chávez, embora, formalmente, as relações com Bogotá também sejam boas.
"Não é que Lula seja visto como hostil, mas certamente não inspira confiança no governo colombiano, como, por exemplo, o Chile ou o Peru", opina o cientista político Alejo Vargas, da Universidade Nacional da Colômbia. "Para a Colômbia, e em especial para (o presidente Álvaro) Uribe (que deixa o cargo no dia 7), é importante que os governos vizinhos reconheçam as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como terroristas - e isso o Brasil não fez."
No mês passado, uma fonte próxima ao Ministério da Defesa colombiano disse, sob condição de anonimato, que autoridades de seu país ficaram "chocadas" ao encontrar, no computador apreendido de um líder guerrilheiro, indícios de que integrantes das Farc teriam tido acesso à figuras ligadas ao governo Lula durante as gestões do caso Olivério Medina - ex-padre vinculado à guerrilha refugiado em território brasileiro. Em 2008, o Brasil condenou duramente o bombardeio colombiano contra um acampamento da guerrilha no Equador (a Colômbia ficou isolada na região). E, em 2009, o governo brasileiro criticou o acordo que permite aos Estados Unidos usar sete bases militares na Colômbia. Do site do Estadão - Leia MAIS
MEU COMENTÁRIO: Tanto o governo do Presidente Álvaro Uribe, como o deputado Índio da Costa e o candidato José Serra, expressam igual preocupação no que diz respeito a essa posição dúbia do governo do PT com relação às FARC.
De fato, até hoje o PT não emitiu um pio, isto é, não proclama seu repúdio ao bando terrorista assassino que agora também opera em território venezuelano. Aliás, como postei aqui no blog, a Venezuela admtiu a existência dos acampamentos das FARC em seu território.
Em post mais abaixo há transcrição de matéria do portal da Folha.com, em que a Colômbia afirma que não retificará as denúncias contra a Venezuela de jeito nenhum e já antevendo as opiniões da tal "comunidade internacional", advertiu que trazer outras Nações com seus panos quentes para dentro desta discussão só beneficiará os narco-terroristas das FARC.
segunda-feira, julho 26, 2010
Sponholz: O "Cristo" e a cruz
domingo, julho 25, 2010
COM PT NO PODER A VIOLÊNCIA AUMENTOU
Tente pensar como era antes de Lula e seus petralhas chegarem ao poder e agora, depois de quase oito anos de leniência e desprezo pela segurança dos cidadãos. Nesses quase oito anos o que se viu mais foi Lula e seus sequazes invocando os direitos humanos para os bandidos, fomentando a inversão de valores. Esta é que é a verdade e por isso essa situação de descalabro indecente.
Leiam a matéria que está na Folha:
Lançado em agosto de 2007 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a meta de reduzir os índices de homicídio pela metade até este ano, o PAC da Segurança teve efeito quase nulo na contenção de mortes do tipo.
Na maioria dos Estados do país, inclusive, o número de assassinatos até aumentou.
O PAC da Segurança tinha como objetivo chegar ao índice de 12 homicídios por 100 mil habitantes neste ano.
Mas o número hoje ainda está em 25 por 100 mil -mesmo índice de quando o programa foi lançado-, segundo estimativas do governo.
Para a Organização Mundial da Saúde, o número aceitável é de 10 por 100 mil -acima disso, classifica a violência como epidêmica.
A Folha coletou números de homicídios dolosos do ano passado em 20 dos 26 Estados e no Distrito Federal.
Comparou-os com os de três anos atrás, nas unidades da Federação onde havia dados disponíveis do período.
As taxas de homicídios subiram em 15 Estados e no Distrito Federal e caíram só em cinco. À exceção de Goiás, a redução foi inexpressiva.
Até o fim de 2009, o quadro se alterou pouco nos Estados mais violentos, como Alagoas e Espírito Santo.
Os dados gerais estão sob revisão, segundo afirmam os Estados, mas eventuais mudanças serão insignificantes. Da Folha de São Paulo deste domingo
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quinta-feira, julho 22, 2010
SERRA DEFENDE LIBERDADE TOTAL PARA A IMPRENSA E FULMINA PROJETO DE AUTORRREGULAÇÃO DA MÍDIA PROPOSTO POR DILMA
Ele afirmou que a defesa da liberdade de imprensa faz parte de sua trajetória política, mas salientou que não aprova subserviência aos veículos.
"Minha posição de ontem, hoje e amanhã é a liberdade total de imprensa. O que não significa que você está sempre de acordo com tudo. Mas a imprensa é fundamentalmente livre", declarou Serra, segundo informa o site do Zero Hora.
Durante caminhada pelo centro da capital gaúcha, o presidenciável - sem citar nomes - criticou a proposta da adversária na corrida pelo Planalto, Dilma Rousseff (PT), em relação à criação de um organismo de autorregulação da mídia. Na opinião do tucano, o PT aprovou um programa de governo apoiado por Dilma. Segundo ele, a candidata tenta "coagir" a mídia. Do portal Imprensa
MPF INVESTIGA LIGAÇÃO DE EMPRESÁRIO COM GOVERNO E DILMA. SUSPEITA DE TRANSFERÊNCIA DE "VERBAS INDEVIDAS"
O Ministério Público Federal (MPF) investiga oficialmente, há dez dias, a ligação do empresário Benedito de Oliveira Neto, o Bené, com o governo federal e a campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência. Um inquérito civil foi instaurado pela procuradora da República Michele Rangel de Barros Bastos. Segundo a portaria assinada por ela, o objetivo da investigação é apurar indícios de que o empresário seria "financiador" da campanha de Dilma e que estaria recebendo "verbas indevidas" do PT, além de benefícios em contratos com o governo.
Benedito é sócio da empresa Dialog Serviços de Comunicação e Eventos e sua família é dona da Gráfica Brasil, ambas com contratos milionários fechados com o governo nos últimos anos. O nome do empresário apareceu há dois meses, como uma espécie de gerente informal e financiador do comitê de campanha de Dilma. Bené participou das negociações com o grupo de arapongas contatado pelo PT para, supostamente, produzir dossiês contra adversários da candidata à Presidência.
Juntas, as empresas Dialog e Gráfica Brasil receberam R$ 216 milhões do governo desde 2006. Em 7 de junho do ano passado, o jornal O Estado de S. Paulo revelou irregularidades na atuação da Dialog na Esplanada. A empresa do ramo de eventos utilizou o chamado "jogo de planilhas" - misturar preços simbólicos, irreais a valores de mercado - para assinar um contrato com o Ministério das Cidades em 2007. Para vencer os adversários, a Dialog ofertou 105 itens com preços impraticáveis no mercado. Por meio desse contrato, a empresa passou a prestar serviços com outros órgãos do governo sem precisar de licitação.
Investigação da Controladoria-Geral da União (CGU), iniciada no ano passado, apontou ainda uma série de irregularidades cometidas pela Dialog dentro do governo. A empresa ganhou fama em fevereiro do ano passado após receber R$ 1,2 milhão para preparar um polêmico encontro de prefeitos que promoveu a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, já escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sucedê-lo. A reportagem procurou Benedito de Oliveira, mas ele não foi localizado para comentar o assunto. Do site do Estadão
quarta-feira, julho 21, 2010
PARA OS AMIGOS, SIGILO; PARA OS INIMIGOS, DEVASSA. (Não deixe de ler este post)
O artigo de Nêumanne foi diretamente ao ponto, sem falar no fato de que é um texto denso, tem estilo. Não aquele estilo vazio falacioso, utilizado para fazer crer que o articulista é isento e imparcial. Ora, a isenção e a imparcialidade têm de ter compromisso com os fatos. E não adianta a plasticidade de um texto se o seu conteúdo é vazio, quando não puramente interesseiro e mentiroso como temos visto como nunca antes na história deste país na imprensa brasileira.
A mixórdia intelectual é tão grande que, por exemplo, o grupo Folha de São Paulo em todos os veículos que oferece ao público brasileiro, não possui em seus quadros nenhum articulista, nenhum editorialista, nenhum jornalista da estatura de José Nêumanne.
O Brasil emburrece a olhos vistos. A estupidez e o kitsch deram-se as mãos. Assiste-se de forma patética e melancólica o triundo da maldade e sobretudo da mentira, enquanto o jornalismo brasileiro se esvai pelo ralo do esgoto feito chorume.
Leiam o artigo de José Nêumanne, cujo título é o mesmo que dou a este post. Dedico este post aos jornalistas da Folha de São Paulo e também do próprio Estadão:
Nem a chuva nem o fenômeno do encolhimento da multidão (o PT esperava 100 mil, mas só mil pessoas foram a seu comício no Rio, sexta-feira) arrefeceram a disposição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de desrespeitar o "império da lei", definição de qualquer democracia que se preze. Diante dos mil gatos molhados pelos pingos da chuva que o aplaudiram, mas ignoraram a presença de sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff (PT), Sua Excelência vociferou contra "uma procuradora qualquer aí" que, segundo ele, tenta inibir sua presença na campanha.
Só que essa violação do juramento que ele fez em 1.º de janeiro de 2003 e repetiu quatro anos depois ? o de obedecer e fazer cumprir o sistema legal sob a égide da Constituição da República ? não se manifesta apenas nas palavras do chefe supremo do petismo no poder, mas mais ainda nas ações de seus correligionários. Para ficarem no poder eles têm feito tudo e mais um pouco. E não serão o pudor nem as normais legais que os inibirão. Comprova-o o caso Eduardo Jorge Caldas Pereira. Esse cidadão era secretário-geral da Presidência nas gestões de Fernando Henrique Cardoso e hoje é vice-presidente do PSDB, legenda pela qual o ex-governador de São Paulo José Serra disputa a chefia do governo que Lula ocupa e quer, de qualquer maneira, entregar à sua ex-ministra Dilma.
Em 2001, na vigilante e competente oposição que fazia, e que o PSDB e o DEM não sabem repetir depois que Lula assumiu o governo, o PT escolheu esse tucano de pouco poder e menos visibilidade como alvo de investigações a respeito de malversação do dinheiro público. Os petistas acusavam-no de chefiar uma rede de influências para beneficiar empresas. A denúncia foi encampada pelos procuradores da República Luiz Francisco de Souza, que passou a ser chamado de Torquemada, sobrenome do frade dominicano, caçador de bruxas, perseguidor de judeus, inquisidor-geral nos reinos de Castela e Aragão e confessor da rainha católica Isabel, e Guilherme Schelb ? ambos muito conhecidos à época pela pertinácia com que perseguiam "malfeitores" na gestão pública.
As denúncias foram publicadas pela Folha de S.Paulo, processada pelo acusado. Em 2006, o jornal foi condenado pelo juiz Fabrício Fontoura Bezerra a pagar-lhe R$ 200 mil, porque ele nunca sequer chegou a ser acionado na Justiça por tais acusações. Ao longo de cinco anos, segundo relatou o juiz na sentença, as investigações abertas contra ele pelo Ministério Público Federal, pela Receita Federal, pelo Banco Central do Brasil, pela Comissão de Fiscalização e Controle do Senado Federal e pela Corregedoria-Geral da União nunca encontraram algum crime que pudesse haver cometido.
Eduardo Jorge representou ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) contra os procuradores cujas suspeitas se tornaram matéria-prima das publicações que o juiz considerou caluniosas. Em 2007, esse conselho os suspendeu por 45 dias e, dois anos depois, a pedido do persistente Eduardo Jorge, reconheceu ter sido este vítima de perseguição pessoal por ambos. Desde então, ninguém mais ouviu denúncias de nenhum deles.
E não têm faltado, em sete anos e sete meses de República petista, assuntos que eles pudessem investigar, se seu objetivo fosse de fato o interesse público. Souza e Schelb, por exemplo, nunca se propuseram a apurar se é verdadeira a delação do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), de compra de apoio parlamentar pelo governo no episódio ? sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF) ? conhecido como "mensalão". Da mesma forma, a isenção missionária de ambos não os levou a denunciar os responsáveis pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Pereira, cujo único delito conhecido é o de ter testemunhado que vira o então ministro da Fazenda Antônio Palocci, do PT, frequentar assiduamente uma mansão suspeita em Brasília.
O doce ostracismo em que vive hoje essa dupla que já foi malvada só perde para a completa impunidade gozada por Waldomiro Diniz, cujo crime confesso de tentar achacar um empresário da jogatina nunca foi investigado pela solerte Polícia Federal (PF) nem pelo ex-implacável MP do Distrito Federal. Mas isso não quer dizer que as sentenças favoráveis ao vice-presidente nacional do PSDB tenham arrefecido o ânimo dos contumazes quebradores do sigilo de adversários dos arapongas militantes a serviço do PT no poder. Desta vez, cópias das declarações do Imposto de Renda (IR) de 2005 a 2009 de Eduardo Jorge integravam um dos quatro dossiês preparados pelo "grupo de inteligência" da campanha de Dilma.
O secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, foi convocado a depor na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, à qual disse que já foram identificados os servidores responsáveis pelos "cinco ou seis" vazamentos ocorridos. A imprecisão dessa "informação" já denota por si só o pouco-caso com que ele lidou com as explicações que tinha de dar aos senadores. E também se negou a dar seus nomes antes do fim das investigações, prometido para 120 dias. Ou seja, para depois do segundo turno da eleição presidencial, disputada por um candidato do partido do qual a vítima da quebra de sigilo é dirigente e pela candidata para quem trabalhavam os suspeitos de terem violado esse direito pétreo do cidadão. Neste ínterim, o corregedor-geral da Receita, Antônio Carlos Costa d"Ávila Carvalho, reduziu pela metade (e, mais relevante, para antes do pleito de outubro e novembro) o prazo dado pelo secretário: 60 dias.
Até o terrível comissário Laurenti Beria, que a serviço de Stalin se comprazia em atirar na nuca de "inimigos do povo", morreria de inveja dos colegas petistas que violam o sigilo alheio em terminais de computadores e usufruem o inviolável direito de serem mantidos em segredo pelo espírito de corpo do chefe direto e pelo desprezo a tudo o que não lhe convier do chefão geral.








