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sábado, fevereiro 11, 2012

REPORTAGEM-BOMBA DA REVISTA VEJA: ADVOGADA LIGA TOFFOLI E GILBERTO CARVALHO À MÁFIA DE BRASÍLIA.

Christiane acima e abaixo no destaque durante a campanha eleitoral na reunião da Dilma com a bancada evangélica
Nascida em Maceió, em uma família humilde, Christiane Araújo de Oliveira mudou-se para Brasília há pouco mais de dez anos com o objetivo de se formar em Direito. Em 2007, aceitou o convite para trabalhar no governo do Distrito Federal de um certo Durval Barbosa, delegado aposentado e corrupto contumaz que ficaria famoso, pouco depois, ao dar publicidade às cenas degradantes de recebimento de propina que levaram à cadeia o governador José Roberto Arruda e arrasaram com seu círculo de apoiadores. Sob as ordens de Durval, Christiane se transformou num instrumento de traficâncias políticas. No ano passado, depois de VEJA mostrar a relação promíscua entre o petismo e o delegado, Christiane foi orientada a sumir da capital federal. Relatos detalhados de suas aventuras com poderosos, no entanto, já estavam em poder do Ministério Público e da Polícia Federal. Na edição que chega às bancas neste sábado, VEJA revela o teor de dois depoimentos feitos pela jovem advogada no final de 2010.
Em oito horas de gravações em áudio e vídeo, Christiane revelou que mantinha relações íntimas com políticos e figuras-chave da República. Ela participava de festas de embalo, viajava em aviões oficiais, aproveitava-se dos amigos e amantes influentes para obter favores em benefício da quadrilha chefiada por Durval, que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos. Ela também contou como o governo federal usou de sua proximidade com essa máfia para conseguir material que incriminaria adversários políticos.
A advogada relatou que manteve um relacionamento com o hoje ministro do Supremo Tribunal Federal José Antonio Dias Toffoli, quando ele ocupava cargo de advogado-geral da União no governo Lula. Os encontros, segundo ela, ocorriam em um apartamento onde Durval armazenava caixas de dinheiro usado para comprar políticos – e onde ele eventualmente registrava imagens dessas (e de outras) transações.
Christiane afirma que em um dos encontros entregou a Toffoli gravações do acervo de Durval Barbosa. A amostra, que Durval queria fazer chegar ao governo do PT, era uma forma de demonstrar sua capacidade de deflagrar um escândalo capaz de varrer a oposição em Brasília nas eleições de 2010. Ela também teria voado a bordo de um jato oficial do governo, por cortesia do atual ministro do STF, que na época era chefe da Advocacia Geral da União (AGU).
Por escrito, Dias Toffoli negou todas as acusações. “Nunca recebi da Dra. Christiane Araújo fitas gravadas relativas ao escândalo ocorrido no governo do Distrito Federal.” O ministro disse ainda que nunca frequentou o apartamento citado por ela ou solicitou avião oficial para servi-la. Como chefe da AGU, só a teria recebido uma única vez em seu gabinete, em audiência formal.
Nas gravações, Christiane relatou ainda que tem uma amizade íntima com Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República. No governo passado, quando Carvalho ocupava o cargo de chefe de gabinete de Lula, ela pediu a interferência do ministro para nomear o procurador Leonardo Bandarra como chefe do Ministério Público do Distrito Federal. O pedido foi atendido. Bandarra, descobriu-se depois, era também um ativo membro da máfia brasiliense – e hoje responde a cinco ações na Justiça, depois de ter sido exonerado.
Gilberto Carvalho também teria tentado obter do grupo de Durval material para alvejar os adversários políticos do PT. Ele nega todas as acusações, e disse a VEJA: “Eu não estava nesse circuito do submundo. Estou impressionado com a criatividade dessa moça.”
Há uma terceira ligação de Christiane com o petismo. Ela trabalhou no comitê central da campanha de Dilma Rousseff. Foi encarregada da relação com as igrejas evangélicas – porque é, ela mesma, evangélica e filha de Elói Freire de Oliveira, fundador da igreja Tabernáculo do Deus Vivo e figura que circula com desenvoltura entre os políticos de Brasília, sendo chamado de “profeta”. Com Dilma eleita, a advogada foi nomeada para integrar a equipe de transição. Mas foi exonerada quando veio à tona que ela teve participação na Máfia das Sanguessugas.
Segundo o procurador que tomou um dos depoimentos de Christiane, o material que ele coletou foi enviado à Polícia Federal para ser anexado aos autos da Operação Caixa de Pandora. Um segundo depoimento foi tomado pela própria PF. Mas nenhuma das revelações da advogada faz parte oficial dos autos da investigação. A reportagem de VEJA, que reproduz imagens das gravações em vídeo, conclui com uma indagação: “Por que será?” Do site da revita Veja

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sábado, janeiro 14, 2012

REDE DE ESCÂNDALOS REVELA MAIS SETE CASOS!

Clique AQUI para acessar a Rede de Escândalos
A Rede de Escândalos do site de VEJA retrata nesta sexta-feira mais sete casos: a construção da ferrovia Norte-Sul (1987); o superfaturamento de obras na prefeitura de São Paulo durante a gestão de Paulo Maluf (1993-1996); as acusações de compra de votos para a emenda da reeleição (1997); o caso do Dossiê Cayman (1998); a violação do painel do Senado (2000); os rolos do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho (2000); e a CPI do Banestado (2003).
Os escândalos abordados nesta sexta envolvem 43 personagens: ex-presidentes (Fernando Collor e José Sarney), ex-senadores (Antônio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda), ex-ministros (José Reinaldo Tavares e Sérgio Motta), ex-prefeitos (Paulo Maluf e Celso Pitta), entre outros políticos, assessores, empresários e arapongas.
Com atualizações semanais, esta rede social peculiar perfila os envolvidos nos piores escândalos da história recente do país e acompanha os desdobramentos dessas histórias. Ao todo, a ferramenta vai retratar cerca de 300 personagens, implicados em mais de 60 escândalos desde o governo Sarney.
Mais do que entender como funcionavam os esquemas por trás de cada um dos casos, a rede vai esclarecer o destino que tiveram seus personagens. O compromisso não é apenas o de revisitar o passado, ressaltando as lições que o país aprendeu (ou desperdiçou) em cada episódio. É também o de manter o leitor informado sobre o desenrolar de investigações e julgamentos – e sobre o destino daqueles que em algum momento, ou repetidamente, atentaram contra o bem público. Do site da revista Veja

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sábado, dezembro 10, 2011

URGENTE! REPORTAGEM BOMBA DA REVISTA VEJA!

Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
Em sua coluna, o jornalista Augusto Nunes antecipa que daqui a pouco a revista Veja estará começando a ser desovada nas bancas trazendo reportagem de capa arrasadora! Nunes não costuma dizer bobagens. Portando, vem coisa grande por aí. Será o escândalo do ano! Vejam o que ele diz:
O ministro Fernando Pimentel vai atravessar o fim de semana acordado em companhia de muitos militantes do PT. Duas páginas bastarão para garantir a insônia do Antonio Palocci mineiro. A reportagem de capa  induzirá uma multidão de companheiros a viver a hora do pesadelo. 
Com base em gravações feitas com autorização judicial pela Polícia Federal, informa a Carta ao Leitor, “VEJA conta, com exclusividade, a história secreta da mais ousada incursão do petismo na falsificação deslavada”. A reportagem mostra “petistas de todos os coturnos negociando com um conhecido estelionatário a montagem de uma lista falsa de tucanos que receberiam dinheiro da estatal Furnas”.
O objetivo do bando era provar que o mensalão foi inventado pelos adversários do PT. Como saberão os leitores neste sábado, acabaram produzindo outra obscena coleção de casos de polícia. Da coluna do Augusto Nunes no site de Veja

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sábado, novembro 05, 2011

VEJA REVELA NOVO ESCÂNDALO DO PT

Super-extra! A revista Veja que chega às bancas neste sábado deverá revelar um novo escândalo do governo do PT que poderá levar à lona mais um ministro. É o que informa a coluna do Augusto Nunes, conforme o texto que transcrevo na íntegra que tem por título original O sexto andor da procissão dos despejados. Leiam:
Neste sábado, pela sexta vez em dez meses, a presidente Dilma Rousseff será confrontada com evidências contundentes da presença de outro prontuário de bom tamanho no primeiro escalão. E terá de escolher: ou se livra imediatamente da abjeção ou cede à tentação de varrê-la para baixo do tapete ─ o que só servirá para retardar por alguns dias a despedida inevitável do morto-vivo.
Os amigos da coluna estão com a sensação de que já leram esse texto? Leram mesmo, com duas mudanças: “quinta” no lugar de sexta e “nove meses e meio” em vez de dez meses. Assim começava o primeiro dos dois parágrafos que comunicaram, em 14 de outubro, a iminente agonia do ministro do Esporte. O segundo parágrafo só requer a incorporação de Orlando Silva para ser repetido sem retoques:
Depois de Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais e Orlando Silva, sempre por envolvimento em bandalheiras, o ministério do Brasil Maravilha vai perder mais um. O país que presta vai ganhar mais uma.
Para o poeta T. S. Eliot, abril é o mais cruel dos meses. No Brasil, sábado costuma ser o pior dos dias para quem tem culpa no cartório. Vem aí o sexto andor da procissão dos despejados por corrupção. Carrega outro ultraje que Lula pescou no pântano e Dilma Rousseff manteve no emprego enquanto pôde. Logo saberá que não pode mais. Do coluna de Augusto Nunes

sábado, agosto 27, 2011

REPORTAGEM-BOMBA DE VEJA DENTRO DE ALGUMAS HORAS

Reinaldo Azevedo avisa em seu blog, a revista Veja vem quente, tinindo, com uma reportagem arrasadora. Em algumas horas a revista estará nas bancas e, quem sabe, um aperitivo no site da revista. Por enquanto, leiam o que adianta Reinaldo. Pelo jeito os fatos envolvem ações de um cachorro grande:
Ai, Ai... 
Quando começo um post assim, é porque vem coisa, certo?

Já falei hoje aqui sobre José Dirceu, de que o deputado Henrique Fontana (PT-RS) é mero boneco, que quer cassar dos brasileiros o direito de eleger livremente seus representantes. Naquele post, afirmei que, numa democracia convencional, Dirceu estaria na cadeia; no Brasil, está cuidando da “reforma política”.

Pois bem… O homem está mais assanhado do que lambari na sanga. E ele sabe por quê. Daqui a algumas horas, a nova edição de VEJA chega às bancas, e vocês verão o que anda fazendo o “consultor de empresas privadas” quando não está empenhado em cassar do eleitor o direito de eleger seus representantes. É coisa feia, muito feia!!!

É claro que todos estranhavam o fato de que as lambanças que vieram à luz até agora não tivessem um só petista graúdo como protagonista, né? Ocorre, queridos, que há os amadores e os profissionais, entendem? VEJA repudia os malfeitores de uns e de outros.

Dirceu está tentando fazer barulho na Intenet, acusando VEJA de ter invadido a sua privacidade ou sei lá o quê. Até fez um boletim de ocorrência. Trata-se de uma tentativa de intimidar a revista para ver se CONSEGUE IMPEDIR que a reportagem apurada seja publicada. É a famosa cortina de fumaça. Acha que, se gritar primeiro e posar (Emir Sader escreveria “pousar”) de vítima, consegue transformar um fato num não-fato.
É inútil, Zé!
Boletim de ocorrência? Em boas democracias do mundo, José Dirceu estaria na cadeia; no Brasil, ele chama a polícia. Mas que polícia poderá ir contra os fatos?

Fatos a que vocês terão acesso dentro de algumas horas. É esperar para ler.

quinta-feira, julho 07, 2011

A REVISTA VEJA E AS MOSCAS VAREJEIRAS

Analisando os principais jornais brasileiros desta quinta-feira chega-se à triste e melancólica conclusão que a imprensa brasileira foi destruída pelos próprios jornalistas pelo seu alinhamento à idiotia esquerdista e politicamente correta. 

Nesses seis meses do atual governo do PT os três principais diários brasileiros, O Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e O Globo, vêm sendo impiedosamente furados pela revista Veja que se tornou, sem mudar um milímetro de sua linha editorial fundada no seu histórico compromisso com o Estado de Direito e as liberdades democráticas, no único veículo de comunicação que pratica o jornalismo, ou seja, reporta os fatos, abominando a cantilena ideológica tão comum aos textos cometidos por esse jornalismo fiel à estratégica petista de liquidar a democracia e com isto a própria liberdade de imprensa. É paradoxal, mas é o que está ocorrendo. Já disse aqui que o Brasil é o único país do mundo em que a maioria dos jornalistas defendem a censura à imprensa.
Dois ministros foram apeados do poder em apenas seis meses em decorrência de reportagens publicadas pela revista Veja.  Sem falar no caso do dossiê dos aloprados que já colocou Aloísio Mercadante sob a areia movediça putrefata.
Os dois grandes diários desta quinta-feira correm atrás do prejuízo e suas manchetes são apenas suítes da reportagem da revista Veja sobre o caso do Ministério dos Transportes.
Enquanto isso os colunistas de editorialistas da Folha de São Paulo transformaram-se em moscas varejeiras da ideologia dando vôos em volta do esgoto que escorre do Palácio do Planalto.
No Estado de São Paulo salva-se, ainda, a equipe de editorialistas. 
Jornalismo mesmo só no próximo sábado, quando uma nova edição da revista Veja chegar às bancas. 

segunda-feira, maio 09, 2011

BOMBA! UMA DENÚNCIA QUE ABALA O SENADO!

Veja revela empresário envolvido em tráfico de influência através do grão-petista José Dirceu. É briga de cachorro grande.
PSDB, DEM e PPS deverão chamar o empresário Fernando Cavendish para depor no Senado. Reportagem publicada na edição desta semana de VEJA mostra o empresário envolvido em caso de tráfico de influência junto ao governo através do ex-ministro José Dirceu. "Com alguns milhões, seria possível até comprar um senador para conseguir um bom contrato com o governo", diz Cavendish na reportagem, intitulada "O segredo do sucesso".
Uma das propostas da oposição é tentar interpelar judicialmente Fernando Cavendish. A medida depende, no entanto, do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). "Acho que caberia até uma interpelação judicial do próprio Senado. Ele colocou todo o Senado sob suspeição, já que não diz o nome de ninguém", disse o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). "Ele é um irresponsável e ofensivo. Ele desvaloriza as pessoas honestas", completou o tucano.
"O problema é que ele é meio vago, apesar de ser afirmativo. Ele não faz acusação contra uma pessoa específica", disse o líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO). Tanto tucanos quanto democratas observaram que estão "de mãos amarradas" diante da ampla maioria do governo no Senado. A oposição não tem votos para convidar o empresário Fernando Cavendish para depor, por exemplo, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
"O DEM, o PSDB e o PPS vão analisar se há possibilidade de tomar alguma medida. O governo matou as CPIs e as comissões estão com ampla maioria governista", disse Demóstenes. Os engenheiros José Augusto Quintella e Romênio Marcelino Machado, que acusam Dirceu de tráfico de influência, eram donos da Sigma Engenharia, empresa adquirida pela Delta Construções, de Cavendish, que contratou os serviços de JD Assessoria e Consultoria, de Dirceu. Do site da revista Veja

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segunda-feira, outubro 04, 2010

REINALDO AZEVEDO, AUGUSTO NUNES E RICARDO SETTI, EM TV AO VIVO DIRETO DA REDAÇÃO DE VEJA AQUI NO BLOG


Watch live streaming video from veja at livestream.com
ATENÇÃO: VOCÊ PODE VER AS ENTREVISTAS MOSTRADAS AO VIVO AQUI LÁ NO PORTAL DA REVISTA VEJA. VALE A PENA.

Vejam que diferença do time da Rede Globo. Aí estão três craques do jornalismo político: Augusto Nunes, Reinaldo Azevedo e Ricardo Setti. Não é à toa que pertencem à revista Veja, praticamente a única publicação da grande imprensa brasileira que não sucumbiu ante Lula e seus sequazes.

Esses três ilustres colegas e mais alguns poucos salvam o jornalismo brasileiro que chafurda de forma geral numa mediocridade absurda, quando não pratica um adesismo sem qualquer pudor.

O portal de Veja bem que poderia brindar seus leitores e visitantes com um programa pelo menos semanal deste tipo e com esta qualidade. Reinaldo, Ricardo e Augusto estão fazendo a coisa certa.

Eis aí uma idéia que pode jogar um pouco de luz nessa escuridão que turva a visão de certos coleguinhas que pintam e bordam nas páginas dos jornalões, nas televisões e no rádio louvando desabusadamente o Poder, ou mais precisamente, qualquer Poder cujos métodos de ação consistem na trapaça e na corrupção.

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segunda-feira, setembro 27, 2010

ESCOLTA DA PF GARANTE DESEMBARQUE DE VEJA NO TOCANTINS. GOVERNADOR TENTOU IMPEDIR QUE REVISTA CHEGASSE ÀS BANCAS


A Polícia Federal teve de ser acionada na madrugada de ontem, como mostra o vídeo acima da TV Estadão, para garantir a distribuição dos 8 mil exemplares da revista Veja no Tocantins. Para tentar impedir que a publicação chegasse às bancas, o governo do Estado mobilizou efetivo de 30 policiais militares. Armados de fuzis, os PMs ficaram de prontidão no Aeroporto de Palmas à espera do voo que levava a revista.

Os PMs tinham a missão de localizar e apreender os exemplares de Veja. A revista, no entanto, não faz parte da lista de veículos de comunicação censurados pela liminar do desembargador Liberato Póvoa.
Acionado na madrugada, o procurador da República Álvaro Lotufo Manzano requisitou apoio da PF para escoltar o carregamento do aeroporto até a distribuidora da revista em Palmas. Uma equipe de reportagem da coligação Tocantins Levado a Sério, rival de Gaguim nas eleições, filmou toda a ação. Do portal do Estadão

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domingo, agosto 08, 2010

PREVI É FÁBRICA DE DOSSIÊS DO PT, ACUSA EX-DIRETOR DO FUNDO DE PENSÃO DO BANCO DO BRASIL

Ex-diretor e ex-assessor da presidência da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil), Gerardo Xavier Santiago diz que o fundo funciona como "fábrica de dossiês" contra a oposição do governo Lula e máquina de arrecadação para o PT.

Gerardo foi gerente-executivo da Previ entre 2003 e 2007, sendo ligado diretamente ao ex-presidente do fundo Sérgio Rosa, que deixou o cargo em junho de 2010. Gerardo saiu da Previ após brigar com Rosa em 2007, quando deixou o PT.

As declarações sobre a espionagem foram feitas à revista "Veja" desta semana. À revista ele afirma que o fundo é "um bunker de um grupo do PT" e que "a Previ está a serviço de um determinado grupo muito poderoso, comandado por Ricardo Berzoini, Sérgio Rosa, Luiz Gushiken e João Vaccari Neto".

Segundo revelou a Folha neste mês, um dossiê sobre a filha do ministro Guido Mantega foi feito por essa ala do PT, ligada ao sindicalismo bancário. O Planalto atribui o dossiê ao grupo de Rosa, que perdeu espaço na campanha de Dilma Rousseff.

"Estranharia se na minha época tivessem me pedido coisa semelhante contra o Mantega. Uma coisa é fazer com o adversário. É uma involução do PT por causa da disputa interna", afirmou Gerardo à Folha. Ele também disse que concedeu a entrevista à "Veja" há dois anos e confirmou as acusações à revista nesta semana, antes da publicação.

O ex-diretor, que também já foi do Sindicato dos Bancários do Rio, disse à Folha que, além de montar dossiês, a Previ serviu a interesses do partido para aumentar a arrecadação. Segundo ele, a Previ montou uma rede de conselheiros ligados ao PT em empresas nas quais o fundo tem participação. A intenção era influenciar as doações das companhias para beneficiar o partido.

Santiago diz que o primeiro dossiê produzido por ele na Previ é de 2002, no governo FHC. O material deveria, diz ele, comprometer a gestão tucana e provar a ingerência do governo na Previ.

"Dossiês com conteúdo ofensivo, para atingir e desmoralizar adversários políticos, só no governo Lula mesmo, na gestão do Sérgio Rosa", diz o ex-diretor à "Veja".

Santiago lista os oposicionistas que teriam sido investigados com base em dados sigilosos, cujo acesso teria sido ordenado por Rosa: o senador Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), já morto, o governador José Serra (PSDB) e o então presidente do DEM Jorge Bornhausen.

O ex-diretor diz na entrevista que reuniu denúncias sobre eles em 2005, na CPI dos Correios, e que Rosa solicitou "informações sobre investimentos problemáticos da Previ que estivessem ligados a políticos da oposição".

O PT não se manifestou. A Previ disse que "a atual cúpula desconhece essa prática e está muito tranquila em relação a suas recentes práticas de governança". Rosa não comentou o assunto. Do portal Folha.com

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domingo, julho 25, 2010

AFINAL, DIOGO MAINARDI VAI EMBORA MESMO?

UPDATE - PARA FELICIDADE GERAL DA NAÇÃO ANTI-PETRALHA, DIOGO MAINARDI CONTINUARÁ ESCREVENDO A SUA COLUNA NA VEJA

Como todos notaram houve uma série de mudanças na revista Veja e, particularmente, no seu site que impede assinantes de ter acesso online à publicação impressa. As Mudanças do site o deixaram horroroso. Mudaram para pior, como têm mudado para pior os sites dos demais veículos da grande imprensa brasileira.

Todos juntos somam um lixão. Textos de padrão ruim, jornalistas analfabetos políticos, a maioria politicamente correta e ecochata, enfim, o jornalismo brasileiro segue o padrão do mundo ocidental, bestializado, agachado, entregando o ouro para a bandidagem e o terrorismo internacional, afagando ditadores e, sobretudo, mentindo.


Alguns mentem por ignorância e burrice, outros de forma consciente, porquanto acreditam-se demiurgos. Estes são os idiotas. E, finalmente, tem os que mentem de forma oportunista para meter a mão na grana de origem incerta porém de manipulação conhecida por todos, ainda que finjam não saber de nada.

Agora acabo de ver que o Diogo Mainardi que ao lado de poucos jornalistas da grande mídia pode ser considerado o último dos moicanos da imprensa brasileira que não se ajoelha ante o pensamento único do comunismo botocudo, anuncia que vai embora. E deixa isto registrado numa crônica que está no seu blog no site da Veja e que transcrevo abaixo.

Será que o velho de guerra Civita apetralhou? Vamos aguardar.

Enquanto isso, leiam o que diz o Diogo Mainardi, na sua crônica intitulada apenas: Vou embora:


Fabiano, o retirante de Vidas Secas, é igual a um bicho. Graciliano Ramos compara-o a um cavalo. Ele compara-o também a um tatu, a um macaco, a um cachorro e a um pato. Se Fabiano é igual a um bicho, eu sou igual a Fabiano. Está lá, na primeira parte do romance:

“A sina [de Fabiano] era correr mundo, andar para cima e para baixo, à toa, como judeu errante. Um vagabundo empurrado pela seca. Achava-se ali de passagem, era hóspede. Sim senhor, hóspede que tomava amizade à casa, ao curral, ao chiqueiro das cabras”.

Oito anos depois de desembarcar no Rio de Janeiro, de passagem, estou indo embora. Um vagabundo empurrado pela vagabundagem. É uma sina: andar para cima e para baixo, à toa. Sim senhor, tomei amizade à cidade. O Rio de Janeiro — e, em particular, Ipanema, que me hospedou — tornou-se para mim um verdadeiro chiqueiro das cabras.

Os quatro protagonistas de Vidas Secas — Fabiano, Sinhá Vitória, o menino mais velho e o menino mais novo — vagam silenciosamente pela caatinga, “onde avultam as ossadas e o negrume dos urubus”. Quando o menino mais velho, sedento e faminto, cai na lama rachada, tomado por uma vertigem que o impede de dar um passo a mais, Fabiano diz:

— Anda, excomungado.

Eu, minha mulher, o menino mais velho e o menino mais novo vagamos rumorosamente pelos corredores desertos do aeroporto Tom Jobim, onde avultam as ossadas e o negrume da Air France. Quando o menino mais velho, que caminha com um andador, resolve empacar, recusando-se a dar um passo a mais, eu digo, sim senhor:

— Anda, excomungado.

Fabiano tem medo de ser preso. Eu também tenho medo de ser preso. Fabiano tinha uma cadela chamada Baleia. Eu vi uma baleia, algumas semanas atrás, no mar de Ipanema. Fabiano, para matar a fome, acaba comendo seu papagaio. Eu, antes de ir embora do Rio de Janeiro, tratei de comer todas as sobras da geladeira, inclusive um ovo de Páscoa coberto de bolor.

Nas primeiras linhas de Vidas Secas, Fabiano parte, sem saber para onde. Nas últimas linhas do romance, ele parte novamente, sonhando com “uma terra desconhecida e civilizada”, onde os meninos iriam para a escola e sua mulher nunca mais teria de lamber o focinho ensanguentado de uma cadela. Depois de comparar Fabiano a um cavalo, a um tatu, a um macaco, a um cachorro e a um pato, Graciliano Ramos, nos instantes finais, apieda-se e, bisonhamente, humaniza-o. Fabiano sonha em parar de andar para cima e para baixo, à toa. O que eu digo? Eu digo:

— Anda, excomungado.

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