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segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Grande imprensa não desencarna de Lula

Nunca antes na história deste país a imprensa se preocupou tanto com um ex-presidente. Ao que parece são os jornalistas sabujos que inundam as redações os inconformados com a aposentadoria de Lula. Como não dá para reverter a história passaram a se dedicar agora a ajudar o João Santana a construir uma imagem positiva da Dilma e isso dá uma idéia do quanto a grande imprensa brasileira rasteja de forma acrítica ao redor do poder sacrificando a lógica no altar da ideologia e do pensamento politicamente correto. 
A prova do que afirmo está portal do Estadão, onde Sonia Racy entrevista Fernando Henrique Cardoso para tentar explicar por que Lula não consegue desencarnar do poder, como se isso fosse uma coisa fundamental e importante. Ao mesmo tempo tenta dar conteúdo à imagem de Dilma por simples questão de gênero, tarefa à qual se entrega no momento a maioria dos jornalistas da grande mídia.
Entretanto, o que fica claro é que quem não desencarna de Lula é o jornalismo sabujo que de todas as formas procura resgatá-lo do natural ostracismo ao qual líderes políticos estão sujeitos pela saudável alternância do poder, algo prosaico e comum nas verdadeiras democracias.
Comparem, por exemplo, o comportamento da imprensa americana, inglesa ou alemã em relação aos ex-presidentes. Ou até mesmo recordem-se de como os jornalistas brasileiros se referiram ao Fernando Henrique Cardoso quando este deixou o poder?
A bem da verdade, o fato é que até hoje malham FHC e quando recorrem a ele é para de alguma forma obter dividendos para a malta do PT. No caso presente as respostas de Fernando Henrique às perguntas que lhe formula Sonia Racy soam como uma aula de filosofia política. Por mais que se tenha ressalvas a fazer a FHC, a verdade é que sempre foi um intelectual brilhante e dos poucos que souberam ultrapassar os umbrais da academia para o efetivo exercício da política contrastando a teoria com a prática e aprendendo a separar o delírio ideológico dos fatos. 

sábado, janeiro 15, 2011

'O PT SEMPRE FOI CONTRA TUDO', AFIRMA FHC.



Primeiro presidente reeleito do Brasil, Fernando Henrique Cardoso afirmou à Globo News, na quarta e última entrevista da série "Profissão:ex-presidente", exibida na noite desta quinta-feira (13), que um dos momentos mais importantes do período que esteve no cargo foi a aprovação do Fundo Nacional de Educação Básica (Fundeb) pelo Congresso.

"A melhor lembrança que a gente tem como governante mesmo, quando está governando, é quando você consegue, depois de muita luta, fazer alguma coisa que você acha que é importante. Por exemplo, fazer a modificação na Constituição para criar o Fundeb, da educação. Aquilo foi uma luta porque o PT sempre foi contra tudo. Quando você consegue e pensa que isso vai mudar as coisas, eu acho que você sente satisfação, se sente realizado", disse Fernando Henrique ao  jornalista Carlos Monforte.
Desde que deixou a Presidência da República, em janeiro de 2003, Fernando Henrique não concorreu mais a nehum cargo público. Segundo ele, a decisão foi tomada antes mesmo de deixar a Presidência. Sua missão, segundo ele, é construir o cargo de ex-presidente.
" Eu fui presidente duas vezes, fui senador por 12 anos, eu achei que, para mim - não quero julgar ninguém - não tinha sentido eu voltar a disputar com meus colegas de partido, disputar eleição, o voto, dando cotoveladas para cá, para lá. Eu achei que era melhor eu tentar desenvolver um outro tipo de atividade, e, quem sabe, criar a figura do ex-presidente. Não é outra coisa. Apenas ex-presidente", disse Fernando Henrique.
Segundo FHC, alguns dos momentos mais difíceis que ele enfrentou durante os oito anos de mandato foi quando precisou demitir companheiros de trabalho.
"O que é mais duro? É quando você é obrigado a demitir um companheiro, que é leal, que é trabalhador, mas que por uma razão política, que independe da vontade dele e sua, ele tem de ir embora. E você tem de chamá-lo e dizer a ele que não dá mais", disse.
O ex-presidente citou duas situações de demissões consideradas por ele como mais complicadas: a demissão do ex-chefe da Casa Civil Clóvis Barros Carvalho e a ministra de Indústria e Comércio Dorotéia Werneck .
"Mulher admirável e, por circunstância política, contra a minha, eu tive de tirar a Dorotéia. Você sabe que eu fui à casa dela depois e nós dois choramos? Pode parecer ridículo, mas é verdade. Porque é duro você dizer que não dá", afirmou. 

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sexta-feira, outubro 08, 2010

A HERANÇA BENDITA DE FHC VILIPENDIADA PELO PT


Um leitor acabou de deixar um comentário aqui no blog no post abaixo deste, dando o link para este vídeo que reporta o evento de lançamento do programa Bolsa Família. Na ocasião, Lula em seu discurso reconheceu que a idéia de juntar em um só programa todos os mecanismos de assistência social criados pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, foi do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. A idéia de um cartão magnético para identificar os beneficiados também foi idéia do tucano goiano.

Lula na época fez justiça e admitiu que a idéia da unificação das bolsas escola e alimentação e programas correlatos foi do governador tucano.

Nessa altura do campeonato o Fome Zero já tinha ido para o espaço, como de fato foi. Faço a postagem do vídeo para mostrar de forma muito clara que aquilo que Lula e o PT qualificam de herança maldita é uma herança bendita para milhares de famílias que recebem o auxílio criado pelo governo tucano de Fernando Henrique Cardoso. Só que no tempo de FHC havia uma contrapartida das famílias que seriam obrigadas a matricular os filhos na escola. Havia um caráter educativo e construtivo, sem qualquer viés eleitoreiro.

Se Lula e seus sequazes fossem honestos reconheceriam que todas as bases dosdesenvolvimento econômico e da estabilidade foram formulados no Governo de Fernando Henrique Cardoso. E quando esses projetos foram submetidos à aprovação do Congresso os petistas acusaram de "esmola". Lula os criticou e há vídeos em que ele detona FHC.

Além dos programas sociais o governo de Fernando Henrique promoveu a privatização da telefonia e hoje qualquer pessoa pode ter o seu telefone, embora o PT continue acusando FHC. Perguntem para os mais de 100 milhões de usurários do sistema de telefonia se desejam que o serviço seja reestatizado? Perguntem se querem que a Vale seja reestatizada, porquanto é hoje uma empresa que está entre os maiores contribuintes da receita fiscal do Estado e gera um montão de empregos.

É bom lembrar ainda que foi Fernando Henrique Cardoso, como Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, que criou e implantou o Plano Real acabando com a absurda inflação que corroía os salários, principalmente dos mais pobres, do dia para a noite. Muitos não se lembram ou eram ainda cranças. Mas por causa da inflação os ricaços enchiam os bolsos no chamado "over night" oferecido pelos bancos. Os ricaços aplicavam num dia para retirar no outro seu dinheiro corrigido por alto índice decorrente da inflação, o que os pobres e até a média classe média não podiam fazer e viam seus salários evaporarem da noite para o dia.

O PT foi contra o Plano Real. O PT foi contra as bolsas de auxílio, o PT foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Enfim, o PT sempre foi contra tudo.
Passada a crise econômica enfrentada pelo governo FHC, muito pior do que essa crise que quase não teve impacto no Brasil, a economia mundial experimentou uma década de bonança. E o que fez o PT? Nada. Fez apenas marketing com a idéia dos outros, quando não estava bisbilhotando o sigilo fiscal e bancário alheio, quando não estava operando o mensalão ou quando seus áulicos não estavam se divertindo e metendo a mão nos cofres públicos com cartões corporativos ou em generosas propinas em dinheiro vivo circulando dentro do Palácio do Planalto, na Casa Civil, conforme a recente denúncia da revista Veja.

Não satisfeitos com a prática de todas essas iniqüidades Lula e seus sequazes agora desejam amordaçar a imprensa, o primeiro passo para a consolidação de uma ditadura. E Lula, o 'cara' genial, pretende empurrar goela abaixo dos brasileiros a Dilma, cujo destaque biográfico é ter sido assaltante e terrorista. Dilma nunca concorreu sequer a um cargo em grêmio estudantil.

É por essas e outras que o slogan da campanha do Serra diz tudo: O Brasil pode Mais. E pode, desde que o governo seja entregue a quem tem competência, seriedade e respeito aos brasileiros e, sobretudo, que não faça da mentira e da pilhagem do Estado e dos cofres estatais a principal ação do governo.

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segunda-feira, agosto 16, 2010

FHC ADVERTE: CORAÇÃO DO PT BATE POR CHÁVEZ

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que o Brasil parece ter medo do venezuelano Hugo Chávez, "já que não exige que ele cumpra seus compromissos, como os que assinou" ao se integrar ao Mercosul.

De acordo com o ex-mandatário, que governou entre 1995 e 2002, o governo liderado por Luiz Inácio Lula da Silva --que deixará o cargo no final deste ano-- "tem uma indefinição a respeito dos valores que devem ser defendidos".

A Venezuela aguarda a aprovação do Parlamento do Paraguai ao protocolo de adesão que permite sua entrada como membro pleno do Mercosul. Brasil, Uruguai e Argentina já sancionaram o texto.

"O coração do Partido dos Trabalhadores, ao qual pertence Lula, bate por Chávez", afirmou FHC em entrevista ao jornal chileno "La Tercera". Leia mais no portal da Folha.com

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domingo, agosto 01, 2010

CARA OU COROA? Por Fernando Henrique Cardoso

Transcrevo artigo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, por considerar oportuno, bem escrito, com consistência e educação, sem no entanto ser complacente nos pontos essenciais. Está publicado no Diário Catarinense.

É importante que leiam e reflitam. Mesmo aqueles que por ventura discordem da posição política deste blog, a qual coincide em grande parte com a de FHC. Até porque tenho afirmado aqui em meus escritos que esta é uma eleição presidencial atípica porquanto implica o reforço ou a desmontagem da estrutura democrática forjada pela Constituição de 1988.

Hão de concordar os leitores que comungam com as teses que venho defendendo aqui e também pelas expressadas no artigo que segue após este prólogo, como também aqueles que possam estar em campos políticos opostos: o que está em jogo é o futuro da democracia e das liberdades, sobretudo da liberdade de expressão e de imprensa. São estes os valores mais caros aos seres humanos e que foram conquistados a duras penas por muitas gerações. Dilma Rousseff não tem a competência requerida para presidir a Nação. E o que é pior: não tem confiabilidade por encenar em suas falas o que lhes ditam os marqueteiros, sendo ela, portanto, uma incógnita. Estas são verdades incontestáveis. Eleição não é um jogo de aventureiros e oportunistas. É coisa muito séria e que não combina como discursos rasteiros vazados em lugares comuns, frases de efeito e trocadilhos vulgares.

O artigo de Fernando Henrique Cardoso joga um potente facho de luz que pode ajudar a clarear este importante debate. O título deste post é o original do artigo. Leiam:

Em pouco mais de dois meses escolheremos o próximo presidente. Tempo mais do que suficiente para um balanço da situação e, sobretudo, para assumirmos a responsabilidade pela escolha que faremos. É inegável que a popularidade de Lula e a sensação de dinheiro no bolso, materializada no aumento do consumo, podem dar aos eleitores a sensação de que é melhor ficar com o conhecido do que mudar para o incerto.

Mas o que realmente se conhece? Que nos últimos 20 anos melhorou a vida das pessoas no Brasil, com a abertura da economia, com a estabilidade da moeda trazida pelo Plano Real, com o fim dos monopólios estatais e com as políticas de distribuição de renda simbolizadas pelas bolsas. Foi nessa moldura que Lula pregou sua imagem. Arengador de méritos, independentemente do que diga (quase nada diz, mas toca em almas ansiosas por atenção), vem conseguindo confundir a opinião, como se antes dele nada houvesse e depois dele, se não houver a continuidade presumida com a eleição de sua candidata, haverá retrocesso.

Terá êxito a estratégia? Por enquanto o que chama a atenção é a disposição de bem menos da metade do eleitorado em votar no governo, enquanto a votação oposicionista se mantém consistente próxima da metade. Essa obstinação, a despeito da pressão governamental, impressiona mais do que o fato de Lula ter transferido para sua candidata 35% a 40% dos votos. Assim como impressiona que o apoio aos candidatos não esteja dividido por classes de renda, mas por regiões: pobres do Sul e do Sudeste tendem a votar mais em Serra, assim como ricos do Norte e do Nordeste, em Dilma. O empate, depois de praticamente dois anos de campanha oficial em favor da candidata governista, tem sabor de vitória para a oposição. É como se a lábia presidencial tivesse alcançado um teto. De agora para frente, a voz deverá ser a de quem o país nunca ouviu, a da candidata. Pode surpreender? Sempre é possível. Mas pelos balbucios escutados falta muito para convencer: falta história nacional, falta clareza nas posições; dá a impressão de que a palavra saiu de um manequim que não tem opiniões fortes sobre os temas e diz, meio desajeitadamente, o que os auditórios querem ouvir.

Não terá sido esta também a técnica de Lula? Até certo ponto, pois este quando esbraveja ou quando se aferra pouco à verdade, o faz “autenticamente”: sente-se que pode assumir qualquer posição porque em princípio nunca teve posição alguma. Dito em suas próprias palavras: “Sou uma metamorfose ambulante”. Ora, o caso da candidata do PT é o oposto (esta é, aliás, sua virtude). Tem opiniões firmes, com as quais podemos ou não concordar, mas ela luta pelo que crê. Este é também seu dilema: ou diz o que crê e possivelmente perde eleitores por seu compromisso com uma visão centralizadora e burocrática da economia e da sociedade, ou se metamorfoseia e vira personagem de marqueteiro, pouco convincente.

Não obstante, muitos comentaristas, como recentemente um punhado de brazilianists, quando perguntados sobre as diferenças entre as duas candidaturas, pensam que há mais convergências do que discrepâncias entre os candidatos. Será? As comparações feitas, fundadas ou não, apontam mais para o lado psicológico. O que está em jogo, entretanto, é muito mais do que a diferença ou semelhança de personalidades. O quadro fica confundido com a discussão deslocada do plano político para o pessoal e, pior, quando se aceita a confusão a que me referi inicialmente entre a situação de desafogo e bem-estar que o país vive e Lula, que dela se apossou como se fosse obra exclusiva sua. Se tudo converge nos objetivos e se estamos vivendo um bom momento na economia, podem pensar alguns, melhor não trocar o certo pelo duvidoso. Só que o certo foi uma situação herdada, que embora aperfeiçoada, tem a marca original do fabricante e o duvidoso é a disposição da herdeira eleitoral de continuar a se inspirar na matriz originária. O candidato da oposição, este sim, traz consigo a marca de origem: ajudou a construir a estabilidade, a melhorar as políticas sociais e a promover o progresso econômico.

Não nos iludamos. O voto decidirá entre dois modelos de sociedade. Um mais centralizador e burocrático, outro mais competitivo e meritocrático. No geral, ambos oponentes levarão adiante o capitalismo. Estamos longe dos dias em que o PT e sua candidata sonhavam com o que Lula nunca sonhou: o controle social dos meios de produção e uma sociedade socialista. Mas estamos mais perto do que parece de concretizar o que vem sendo esboçado neste segundo mandato petista: mais controle do estado pelo partido, mais burocratização e corporativismo na economia, mais apostas em controles não democráticos, além de maior aproximação com governos autoritários, revestidos de retórica popular.

A escolha a ser feita é, portanto, decisiva. Como tudo indica, o teatro eleitoral se está organizando para esconder o que verdadeiramente está em discussão. Há muita gente nas elites (vilipendiadas pelo lulismo nos comícios, mas amada pelos governantes e beneficiada por suas decisões econômico-financeiras) aceitando confortavelmente a tese de que tanto dá como tanto deu. Dê cara ou dê coroa, sempre haverá “um cara” para desapertar os sapatos.

Ledo engano. Há diferenças essenciais entre as duas candidaturas polares. Feitas as apostas e jogado o jogo, será tarde para choramingar, “ah, eu nunca imaginei isso”. Melhor que cada um trate de aprofundar as razões e consequências de seu voto e escolha um ou outro lado. Há argumentos para defender qualquer dos dois. Mas que não são a mesma coisa, não são. E não porque num governo haverá fartura e noutro escassez, para pobres ou ricos. E sim porque num haverá mais transparência e liberdade que noutro. Menos controle policialesco, menos ingerência de forças partidário-sindicais. E menos corrupção, que mais do que um propósito é uma consequência.

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