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sexta-feira, fevereiro 03, 2012

ESCÂNDALO NA CASA DA MOEDA FAZ GUIDO MANTEGA BALANÇAR E AUMENTA O CACIFE DO PMDB. BRASIL É UM PAÍS ESCANDALOSO. UM LIXÃO!

As denúncias de corrupção envolvendo o ex-presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, transformam Guido Mantega no alvo da vez da oposição. Mesmo informado sobre as irregularidades em 2010, o ministro da Fazenda só tomou uma atitude quando soube que o caso havia chegado à imprensa. Ou melhor, foi a presidente Dilma Rousseff quem ordenou a demissão às pressas ao saber dos feitos de Denucci. Mantega admitiu nesta sexta-feira que sabia dos problemas. PSDB, DEM e PPS brigarão para que Mantega se explique ao Congresso.
A situação deixa o Planalto em uma situação delicada. De um lado, o governo teme que a exposição de Mantega possa abalar a credibilidade da economia brasileira. Por outro, uma blindagem total, a exemplo do que ocorreu com Antonio Palocci, pode ter um efeito ainda mais perverso: o de acirrar os ânimos no Congresso e irritar a base aliada. 
A oposição está decidida: vai apresentar um pedido de convocação para que Mantega se explique no Congresso. Para os opositores, o ministro da Fazenda deve ser tratado da mesma forma que os titulares de outras áreas. A possibilidade de a crise política ter reflexos econômicos não é suficiente para poupá-lo. "Isso não pode ser fator impeditivo de uma convocação. Pelo contrário. Essas coisas exigem cada vez mais transparência", diz Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara. Leia MAIS

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sexta-feira, janeiro 20, 2012

POLÍCIA INVESTIGA MORTE DE FUNCIONÁRIO DO MINISTÉRIO DO PLANEJAMENTO

A Polícia Civil do Distrito Federal abriu inquérito nesta sexta-feira para apurar se houve omissão de socorro por parte de dois hospitais particulares de Brasília na madrugada de quinta-feira. O secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Ferreira, morreu depois de ter o atendimento negado por dois hospitais particulares da capital - Santa Lúcia e Santa Luzia. Seu plano de saúde não tinha convênio com as unidades de saúde.
Os familiares, que não puderam arcar com as despesas médicas, alegam ter tido o atendimento negado. Ferreira, que sofreu um infarto, chegou a ser encaminhado para o Hospital do Planalto,mas os médicos não conseguiram reanimá-lo. “A exigência do cheque caução é uma prática absurda de acordo com o Código de Ética do Consumidor”, disse a delegada Alessandra Figueredo, responsável pelo caso. Segundo ela, em tese, houve omissão de socorro. “Não se pode negar socorro a uma pessoa que está em risco”, avalia. Os plantonistas do hospital, informou, podem responder pelo crime, cuja pena é de até um ano e meio de prisão.
Depoimento - Nesta sexta-feira, a diretora do Santa Luzia prestou depoimento. Ela negou que Ferreira tenha dado entrada no hospital. A diretora entregou à polícia as imagens do hospital gravadas entre meia-noite e sete horas da manhã de quinta-feira. “Pedimos as imagens da entrada das emergências dos hospitais, que vão comprovar o estado que em que o secretário chegou aos hospitais e como foi a dinâmica dos fatos”, disse a delegada.
Ela pretende ouvir os funcionários dos hospitais Planalto e Santa Luzia que estavam de plantão até terça-feira, como atendentes, médicos e porteiros. Os profissionais do Santa Lúcia serão intimados na semana que vem, depois que o hospital entregar a lista dos funcionários que estavam trabalhando na ocasião. A responsabilidade pelo crime é dos profissionais, mas o hospital pode responder por danos morais, se a família entrar com processos.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) ficará pronto em 15 dias. O relatório deve indicar a causa da morte e pode comprovar se a falta de atendimento no primeiro hospital pode ter contribuído para o falecimento do secretário. O inquérito policial será finalizado em 30 dias.
A presidente Dilma Rousseff pediu abertura de investigação sobre a conduta dos dois hospitais particulares que teriam negado atendimento ao secretário. Dilma foi informada, durante reunião com ministros na quinta, que o plano de saúde de Ferreira não tinha convênio com os hospitais, motivo pelo qual ele não teria sido atendido. A presidente mandou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apurar o fato e pediu punição exemplar em caso de comprovação de irregularidade.
Hospitais - Em nota a diretora do Hospital Santa Luzia, Marisa Makiyama, disse que o hospital iniciou um levantamento para verificar o fato relatado e não constatou a entrada de Duvanier Paiva no pronto atendimento na madrugada de quinta-feira. “Foram checadas as imagens do circuito interno de TV, bem como os registros telefônicos e feitos contatos com funcionários que estavam de plantão”, diz o texto.
O Hospital Santa Lúcia disse ao jornal Correio Braziliense que o caso está sendo avaliado pelo seu Departamento Jurídico. Em nota publicada na quinta, a Presidência disse que o secretário “teve uma trajetória política destacada, tanto no movimento sindical quanto no governo, em defesa da democracia e da justiça social no Brasil”. Ele atuava no cargo desde 2007. Do site da revista Veja

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terça-feira, janeiro 10, 2012

DILMA E OS SEIS CAVALEIROS DO PÓS-APOCALIPSE

Os seis cavaleiros do pós-apocalipse (by Augusto Nunes)
Depois de alguns dias de férias o Augusto Nunes voltou a mil por hora e tem postado em suas coluna do site da revista Veja excelentes artigos, como este que transcrevo o primeiro parágrafo como segue e que tem um título impagável e na medida certa para definir que se passa no interior do Palácio do Planalto: "A farsa-tarefa de Dilma":
São seis os cavaleiros do pós-apocalipse que aparecem na foto que deveria figurar em qualquer dicionário universal junto à palavra Cinismo. Cinco envergam ternos circunspectos, um ostenta farda verde oliva; quatro estão de cabeça baixa, fingindo assumir a vergonha que não têm; um tem o olhar perdido no infinito a dois metros de distância, mas no fundo exulta: meia hora antes, salvara o empregão; o último, o de bigode em forma de símbolo do Batman, aparentemente balbucia alguma promessa morta no berço por sua incompetência científica e tecnológica. Sem ter como inovar ─ terceira missão de sua pasta – repete o anúncio feito por algum outro mentiroso exato um ano atrás, diante da devastação da região serrana pelas chuvas do verão de 2011: “Vamos fazer um mapeamento in loco para identificar as áreas mais vulneráveis e ajudar a Defesa Civil na remoção das famílias”. Leia AQUI o artigo completo.  

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sexta-feira, outubro 14, 2011

DonR4UL, O HACKER MISTERIOSO, ATACA O BLOG DO PALÁCIO DO PLANALTO E ESCREVE PROTESTO CONTRA A CORRUPÇÃO. VEJAM!

Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
Um hacker invadiu na madrugada desta quinta-feira, 13, o blog do Palácio do Planalto O autor da invasão postou no blog uma foto em que manifestantes aparecem realizando um ato contra a corrupção, um dos vários ocorridos ontem em algumas capitais, após agendarem o protesto via redes sociais. Junto da foto, aparece a seguinte frase: “Político deve ser íntegro, incorruptível! Ficha Limpa já! Voto aberto no Congresso”.
No começo da manhã, por volta das 7h40, a página estava fora do ar. O hacker identifica-se como “@DonR4UL, o hacker beleza”, mas sua identidade ainda não é conhecida. O acesso à página foi reestabelecido às 9h00. Do portal do Estadão
De acordo com informações do site do Estadão uma equipe e "experts" do PT em tecnologia (provavelmente dirigida pelo experiente Ministro de Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante), está tentando descobrir quem é esse @DonR4UL .
Pelo texto deixado no blog do Planalto, como se pode ver no facsímile acima, é um hacker contra a corrupção, portanto é do bem, ainda que não se justifique a inavasão.

sábado, agosto 06, 2011

GILBERTINHO, O OLHEIRO DE LULA

Os 1750 funcionários que brigam por um lugar dentro do Palácio do Planalto referem-se a Gilberto Carvalho como "Gilbertinho". Ele é os olhos e ouvidos do Apedeuta, o supremo arquiteto da esculhambação geral da República que muitos ainda insistem de tipificar como governo. Com aquela cara de faxineiro de sacristia, o olheiro de Lula funciona como cordão umbilical que mantém o Chefão em ligação direta com o poder evitando a sua desencarnação. Assim, quando Gilbertinho fala exprime os sons emitidos pelo ventríloquo e já rivaliza com a presidente na exposição midiática. A propósito um editorial do Estadão, intitulado "Em nome do chefe", aborda esse fato que é o deletério retrato do Brasil entregue a um bando de incompetentes, desqualificados e permanentes protagonistas de sucessivas e escandalosas robubalheiras, às quais são designadas de "erro". Transcrevo:
Em reunião com dirigentes petistas no último fim de semana, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, na aparente tentativa de tranquilizar os aliados que andam com a pulga atrás da orelha por causa da faxina no Ministério dos Transportes, garantiu que o governo não tem a intenção de promover uma "caça às bruxas", mas, sim, "um clima de ir para cima, de cobrar sempre que houver algum tipo de erro". Traduzindo: se a mídia apresenta denúncias consistentes o governo não pode deixar de tomar providências para coibir a corrupção, a ladroagem, ou melhor, para corrigir "algum tipo de erro" e dar uma satisfação à opinião pública.
O erro, como se vê, não é cometer delitos, mas deixar-se apanhar com a boca na botija. Uma vez que Gilbertinho, como é carinhosamente chamado pela companheirada, é o seu mais fiel escudeiro e permaneceu no Palácio do Planalto exatamente para o leva e traz que interessa ao chefão, conclui-se que suas declarações traduzem exatamente o que o ex-presidente pensa a respeito dos escândalos de corrupção que têm abalado os primeiros meses do governo Dilma Rousseff. Nenhuma novidade para quem conhece a história do mensalão.
A grande novidade é a crescente visibilidade de Gilberto Carvalho, depois de oito anos de discretíssima atuação, dentro do palácio, como secretário do então presidente. Sua ligação a Lula é tão estreita e íntima, que seria natural imaginar que ele permaneceria fisicamente perto do chefe qualquer que fosse o destino deste depois de dois mandatos. Mas Gilbertinho permaneceu no Palácio, instalado em sala próxima à da nova presidente, onde tem cumprido, cada vez com maior desenvoltura, o papel de olhos, ouvidos e voz daquele que deixou de ser, mas, de fato, continua se comportando como o supremo mandachuva. Na verdade, Gilberto Carvalho foi imposto a Dilma pelo patrono de ambos, no quadro do compreensível esquema que orientou a montagem da primeira equipe de seu governo. Ou seja, a sucessora aceitaria, por dever de lealdade, algumas "sugestões" do retirante.
Como resultado desse peculiar arranjo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República sente-se à vontade para manifestar opiniões que, claramente, se opõem ao que pensa aquela que oficialmente é sua chefe. Essa é uma evidência que se vem deliberadamente revelando nos contatos informais do ministro-secretário com repórteres que cobrem o Palácio do Planalto e com outros jornalistas que têm acesso a seu gabinete. E cada vez menos os recados de Gilberto Carvalho são protegidos pelo off the record. Dias atrás, quando Dilma já havia deixado claro que pretendia afastar todos os envolvidos nas denúncias de corrupção nos Transportes, inclusive o diretor-geral do Dnit, Gilberto Carvalho manifestou de forma igualmente clara aos jornalistas a convicção de que pelo menos a demissão do notório Luiz Antonio Pagot deveria ser empurrada com a barriga até que o indigitado retornasse das férias que havia solicitado exatamente para se colocar temporariamente a salvo de punição. Dilma não cedeu à pressão e Pagot, que havia ameaçado sair atirando se sua demissão fosse confirmada, acabou regressando mais cedo das férias e pedindo ele próprio para sair - pelo menos por enquanto, com a arma no coldre.
Essa desenvoltura sem precedentes de Gilberto Carvalho se manifesta também em questões relativas ao PT. Repetindo em alto e bom som o que seu chefe tem defendido no partido - com a clara intenção de ficar livre para indicar nomes de sua preferência, como Fernando Haddad em São Paulo - o secretário-geral da Presidência condenou publicamente a realização de prévias para a escolha dos candidatos petistas à sucessão municipal do próximo ano. Com o contraditório argumento de que o partido não pode "pôr os projetos pessoais acima dos coletivos", garantiu que a realização de prévias seria, agora, "um desastre" para o PT.
O comportamento, em assuntos do governo, do colaborador que teve de aceitar certamente não deixa a presidente satisfeita. Mas ela sabe que esse é um sapo que precisa engolir.

quinta-feira, novembro 25, 2010

NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NO PALÁCIO DO PLANALTO AUMENTA E DEVE CHEGAR A 1.840

Em contraste com a pregação de responsabilidade fiscal anunciada nesta quarta-feira, 24, pela nova equipe econômica, a presidente eleita Dilma Rousseff está recebendo um reforço na estrutura da Presidência da República com a aprovação, na Câmara, de mais 90 cargos para serem preenchidos sem concurso público. 

O projeto já passou por duas comissões e será agora analisado pela Comissão de Constituição e Justiça. Depois seguirá ao Senado, sem a necessidade de ser votado pelo plenário da Casa. Os cargos serão efetivamente criados após sanção do presidente da República. 

Herdeira de uma estrutura fortalecida nestes quase oito anos de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff terá à disposição mais funcionários, com gastos anuais estimados em R$ 7,6 milhões. Além desse projeto, outros 11 aprovados ontem pela Câmara preveem a criação de mais 1.321 cargos e funções comissionadas com um impacto nas contas públicas estimado em R$ 267,2 milhões até 2012. Leia MAIS 

RELEMBRANDO: O portal do Estadão publicou no dia 31 de março de 2009, uma importante reportagem a respeito do inchaço no número de pessoal empregado no Palácio do Planalto sob o governo de Lula e seus sequazes. Há - pasmem - 1.750 funcionários dentro do Palácio do Planalto, razão pela qual o restaurante teve inclusive que ser ampliado. Essa multidão de serviçais palacianos regiamente remunerados consome anualmente elevadíssimos recursos públicos. No exercício de 2009, calculava-se um gasto anual de mais de R$ 3 bilhões. Leia MAIS

quinta-feira, outubro 28, 2010

ARTIGO: E se Erenice resolver falar? E se as fitas vierem a público?

Por Nilson Borges Filho (*) 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu entorno estão preocupadíssimos – a ponto da histeria – com duas bombas de efeito devastador, tanto para o governo como para a candidatura de Dilma Rousseff. Por enquanto, o Planalto mantém o controle da situação, só não sabe até onde poderá segurar os mais afoitos.

A ex-Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, em depoimento à Polícia Federal,assumiu que se encontrou com o consultor que fez a denúncia de tráfico de influência no governo federal, na antessala do presidente da República. Erenice recuou da primeira versão que constava de sua nota oficial, que nunca havia estado com Rubnei Quícoli, lobista da empresa EDRB. Confirmou, também, que esteve com Fábio Bacarat, representante da MTA, a aérea que fazia transporte de carga para os Correios.

As primeiras informações dão conta que foi bandalheira das grossas e que atinge diretamente familiares da ex-ministra, amigos e subordinados. A rádio corredor informa, a boca pequena, que isso não é nada perto do que está para vir a público.

O depoimento de Erenica na Polícia Federal, deixando a “questão” em aberto, foi a senha endereçada ao lulo-petismo para que fique alerta. Quando avisou que não seria um novo Delúbio Soares, Erenice Guerra quis dizer que se for abandonada pelo partido e pelo governo federal, não terá o mínimo constrangimento em falar tudo o que sabe.

Amigos não fazem segredo que Erenice se sentiu abandonada por Dilma Rousseff e pelo PT;  não cansam de propagar que a ex-ministra é uma bomba em movimento. Afirmam, ainda, que a propina recebida pelos seus filhos e amigos é café pequeno, considerando o montande que foi distribuído para pessoas próximas ao governo, que dele faziam uso de forma nada republicana.

A cada dia, surgem mais denúncias praticadas pela Casa Civil, desde quando Dilma Rousseff ocupava a titularidade do Ministério. Quando Erenice coloca o seu sigilo fiscal à disposição da polícia e da justiça ela bem sabe o que está falando, pois o dinheiro não passou por suas contas bancárias. Mas se abrirem o sigilo fiscal e bancário dos seus filhos, dos seus subordinados e de algumas pessoas que circulavam em seu entorno, pode-se ter uma vaga ideia de quem se abastecia com o dinheiro dos caixas do erário público. Erenice  sabe dessa movimentação e já avisou que pode falar, caso sinta que ela e os seus estão sendo usados como o bode na sala.

Outra bomba com efeito de uma onda tsunami é  o que existe nas gravações em poder da revista “Veja”, cujas fitas estão confinadas num cofre da Editora Abril. Os diálogos, envolvendo gente de grosso calibre dentro da esfera pública federal, atinge a candidata Dilma Rousseff, ministros, secretários e assessores presidenciais. Fica-se sabendo, ainda, que a autonomia de órgãos do Estado servia mais para comprometer homens públicos – para obter proveito da situação -  do que para suas funções constitucionais.

Nem mesmo o presidente da República foi poupado. O ódio que Lula vem destilando – me desculpem a provocação – não vem somente dos destilados e do vácuo de poder que o faz perder o equilíbrio emocional, mas porque sua privacidade se tornou pública em determinados escaninhos do serviço federal.

Lula ficou emotivo, chora por pouca coisa. Lamenta por ter que largar a teta, o aerolula, a bajulação, as mordomias palacianas e o palanque oficial. Quando, daqui a alguns dias, voltar para São Bernardo do Campo, Lula vai voltar a ser ele. E aí, minha gente, vai perceber que já foi e que agora não é mais nada. Não haverá por perto nem mesmo aqueles puxa-sacos, que se dobravam de tanto rir de suas piadas infames. Desses, o que mais lhe fará falta é o presidente da Petrobras, o mais risonho entre todos os bajuladores. 

(*) Nilson Borges Filho é mestre, doutor e pós doutor em Direito. Foi professor da UFSC e da UFMG. É articulista colaborador deste blog. 

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quinta-feira, outubro 14, 2010

PALÁCIO DE LULA TEM 1.750 FUNCIONÁRIOS

Petralhas acham Palácio pequeno. Cáspite!1.750 funcionários!
O portal do Estadão publicou no dia 31 de março de 2009, uma importante reportagem a respeito do inchaço no número de pessoal empregado no Palácio do Planalto sob o governo de Lula e seus sequazes. Há - pasmem - 1.750 funcionários dentro do Palácio do Planalto, razão pela qual o restaurante teve inclusive que ser ampliado. Essa multidão de serviçais palacianos regiamente remunerados consome anualmente elevadíssimos recursos públicos. No exercício de 2009, calculava-se um gasto anual de mais de R$ 3 bilhões. Eis aí uma pauta excelente para jornais e televisões, ou seja, verificar como está esta situação no Palácio de Lula. Afinal, quem paga esta conta são os cidadãos contribuintes. Vale a pena ler de novo. Vejam:

À semelhança do Congresso, o Palácio do Planalto é uma Casa com organograma inchado. Os salários podem não chegar às cifras do Legislativo, mas a Presidência criou no governo Luiz Inácio Lula da Silva uma série de funções para encaixar a militância. Na teia administrativa, há 67 diretores e uma centena de chefes. Só a Casa Civil, pasta comandada pela ministra Dilma Rousseff, conta com sete diretores, mesmo número da multinacional Vale do Rio Doce.

O setor que mais ganhou diretores foi o da Comunicação Social, do ministro Franklin Martins. Desde 2003, passou de 2 para 12 diretores, o dobro da Petrobrás. Há diretores de Patrocínios, Normas, Controle, Internet e Eventos, Comunicação da Área de Desenvolvimento, Mídia, Imprensa Internacional, Imprensa Nacional, Imprensa Regional, Produção e Divulgação de Imagens, Apoio Operacional e Administrativo e Comunicação da Área Social. 

Foram criadas, ainda, mais oito Diretorias de Programa para as pastas de Relações Institucionais e Assuntos Estratégicos. Um diretor geralmente ocupa cargo comissionado com salário de R$ 8.988, o DAS-5, mas há variações, caso seja servidor ou não.

Ao todo, entre cargos de chefia ou postos subalternos, cerca de 1.750 pessoas trabalham na estrutura da Presidência. Os "chefes" estão em todos os departamentos, secretarias e escalões de poder.

O gabinete de Lula tem 13 deles, com salários de R$ 6.843,76 a R$ 11.179,36. Trabalham ali também chefes adjuntos de Agenda, Informações em Apoio à Decisão, Gestão e Atendimento, sem contar os tradicionais chefes de Cerimonial e Ajudância de Ordens. O mais poderoso de todos, porém, é Gilberto Carvalho, chefe do gabinete.

Já o organograma da Vice-Presidência, mais enxuto, lembra o de uma empresa. O vice José Alencar trabalha com sete chefes, que comandam as assessorias de Comunicação, Administração, Parlamentar, Técnica, Diplomática, Militar, além do Gabinete. Não há correligionários mineiros ou amigos. 

GASTOS
O gasto anual com funcionários em toda a estrutura da Presidência deve passar de R$ 2,9 bilhões, em 2008, para R$ 3,4 bilhões, neste ano. Está incluído o gasto com pessoal das secretarias especiais de Direitos Humanos, Mulheres, Promoção Racial, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Advocacia-Geral da União (AGU) e Empresa Brasileira de Comunicação.

Os gastos com pessoal do gabinete de Lula, incluindo a Casa Civil, também devem aumentar. No ano passado, o valor gasto com os assessores mais diretos chegou a R$ 141 milhões. A previsão é gastar R$ 149 milhões neste ano. Desde janeiro, o pessoal do gabinete gerou uma despesa de R$ 25 milhões. 
É tanta gente na Presidência que o próprio Lula chegou a se queixar que o Planalto ficou apertado demais. Foi preciso dobrar as instalações do restaurante e ampliar o número de vagas no estacionamento.

Procurados desde o dia 20 para esclarecimentos, os assessores da Casa Civil se limitaram a confirmar o total de diretores. Os assessores não informaram o que fazem nem quanto ganham. Apenas repassaram leis e decretos que regulamentam as funções e gratificações. Desde 2003, essas normas sofreram alterações para garantir a acomodação dos aliados. 

Uma leitura parcial mostra que há mais de 50 chefes na Presidência. Técnicos estimam que o número passe de cem. Há ainda os subchefes, os subsecretários, os subcoordenadores e os secretários adjuntos. Do portal do Estadão 


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