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sábado, novembro 26, 2011

PAÍS DOS PETRALHAS: ASSESSORES DE LUPI PEDIAM R$ 1 MILHÃO PARA REGISTRAR SINDICATO

Nas últimas semanas, o país conheceu a extensa lista de serviços prestados pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi – não aos brasileiros, mas ao seu partido, o PDT. A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado acrescenta à relação mais uma traficância em curso na pasta: um esquema de extorsão envolvendo assessores de confiança do ministro que cobram propina para emitir o registro sindical. O governo foi alertado para o caso há nove meses por sindicalistas ligados ao PT, mas nada foi feito a respeito.
Quem relata o caso é o mecânico Irmar Silva Batista, que foi pego na engrenagem quando tentava criar o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo (Sirvesp). Em 2008, o então secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio de Medeiros, o apresentou a um assessor, Eudes Carneiro, que lhe pediu 1 milhão de reais para liberar o registro. Irmar se recusou a pagar e o registro não saiu até hoje.
Em fevereiro deste ano, Irmar enviou por e-mail uma carta para a presidente Dilma Rousseff e para o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. No documento, ele narra o caso e pede providências. O Palácio do Planalto acusou o recebimento da carta em 9 de março, mas na semana passada a assessoria de imprensa da Presidência informou que não foi possível fazer nada. Por motivos técnicos: o trecho que narrava a denúncia, estranhamente, teria chegado cortado na mensagem recebida. Ouvidos por VEJA, todos os citados por Irmar Batista negaram o pedido de propina.
Em entrevista à reportagem, Irmar Batista contou em detalhes o pedido de propina. Confira a seguir duas das respostas publicadas por VEJA:
O senhor foi achacado no Ministério do Trabalho? No fim de 2008, fui a Brasília reclamar da demora para registrar o sindicato. Procurei o Medeiros (Luiz Antonio de Medeiros, então secretário de Relação do Trabalho), que me levou a uma sala ao lado e disse: "O que o Eudes acertar, está acertado". Então ficamos a sós com o Eudes Carneiro (assessor do ministério). Antes da reunião, o Eudes mandou a gente desligar os celulares. Sentamos à mesa e veio a proposta indecente: eles pediram 1 milhão de reais para liberar o registro do sindicato.
O senhor fala em esquema, o que sugere que seu caso não foi o único. Vários sindicatos foram extorquidos, mas o pessoal tem medo site da revista do de aparecer. Há outros sindicatos que também foram vítimas disso que aceitaram pagar propina. Do site da revista Veja

sábado, novembro 12, 2011

LUPI TENTOU VAZAR REPORTAGENS COMO FEZ PETROBRAS, MAS COM VEJA ESQUEMA PIFOU. EDIÇÃO-BOMBA JÁ ESTÁ NAS BANCAS.

Carlos Lupi teatral: o homem das mil caras

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está usando um blog do ministério para vazar as reportagens que estão em apuração pelos órgãos de imprensa. Em nota, a assessoria de imprensa do ministério diz que, a pedido de Lupi, todas as demandas encaminhadas pelos jornalistas à assessoria de comunicação da pasta serão publicadas com respostas no blog http://blog.mte.gov.br/. O blog, porém, publica respostas a perguntas de apuração que ainda está em andamento.

Procurada pelo jornal o Estado de S. Paulo, a assessoria do ministério informou que a ordem de Lupi é publicar os questionamentos e as respostas no mesmo dia em que são enviados ao ministério, mesmo que a reportagem não seja publicada pelo órgão de imprensa. Ou seja, com a apuração em andamento e, na maioria dos casos, reservada. "Esta medida, decidida pelo ministro Carlos Lupi, tem o objetivo de levar mais transparência aos questionamentos feitos pela imprensa e que, muitas vezes, sequer levam em considerações as respostas do MTE", diz a nota do ministério.
A prática do Ministério do Trabalho é semelhante à adotada pela Petrobras em 2009. Na época, em meio a denúncias de desvios de recursos, a Petrobras criou um blog para publicar as respostas às demandas da imprensa. Inicialmente, o blog chegou a publicar informações sobre apurações em andamento. Entidades como a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e Associação Nacional de Jornais (ANJ) repudiaram a postura da Petrobras. A empresa então mudou de postura e hoje só divulga as respostas após a publicação da referida reportagem. Do portal do Estadão

domingo, outubro 30, 2011

DILMA SUSPENDE POR APENAS 30 DIAS REPASSE DE DINHEIRO ÀS ONGs. DEPOIS FARRA DA ROUBALHEIRA DEVE CONTINUAR!

Em vista dos recentes escândalos de corrupção envolvendo o uso de dinheiro público por Organizações Não-Governamentais (ONGs), como os que derrubaram os ex-ministros Orlando Silva (Esporte) e Pedro Novais (Turismo), a presidente Dilma Rousseff decidiu suspender pelos próximos 30 dias a transferência de verbas federais a entidades sem fins lucrativos que tenham convênios com o governo.
O objetivo da medida, que será publicada no Diário Oficial nesta segunda-feira, é avaliar a regularidade dos serviços prestados pelas ONGs, além dos contratos e termos de parcerias celebrados entre as entidades e a União. Ao fim da avaliação, segundo o texto publicado neste domingo pelo Blog do Planalto, caberá aos ministros decidir se seguem com o repasse de recursos às entidades averiguadas.
Diz o texto: “Findo o prazo, as entidades privadas sem fins lucrativos que tenham celebrado convênios, contratos de repasse ou termos de parceria cuja execução não tenha sido avaliada como regular deverão ser imediatamente comunicadas desta situação, permanecendo suspensas por até sessenta dias as transferências de recursos a tais entidades”.
Pouco após o escândalo no Turismo, a presidente Dilma Rousseff já havia alterado as regras para o repasse de verba a ONGs. O decreto, publicado na edição de 19 de setembro do Diário Oficial da União (DOU), proíbe a realização de novos contratos da União com Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) que não tenham prestado contas ao erário; que tenham descumprido os objetivos do convênio; que tenham desviado a finalidade na aplicação dos recursos ou que tenham praticado outros atos ilícitos na execução do contrato. As exigências previstas não se aplicam, contudo, aos termos de parceria firmados pelo Ministério da Saúde e destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Embora não seja uma invenção brasileira – o modelo de financiamento de ONG pelo governo é utilizado na Inglaterra e nos Estados Unidos - foi durante o governo Lula que as parcerias com essas organizações se multiplicaram. Como o próprio critério de ONG é amplo, abarcando qualquer entidade sem fins lucrativos e independente do poder público, separar o joio do trigo se torna uma tarefa difícil.
Na lógica da corrupção, contratar uma ONG é mais fácil do que realizar uma licitação para uma empresa que realiza um serviço. Em 2004, VEJA mostrou o caso Ágora: uma entidade que desviou 900.000 reais dos cofres públicos graças à falta de controle. Dinheiro que deveria ser aplicado em qualificação profissional evaporou graças a um esquema que envolvia notas fiscais falsas. A lógica se repetiria em outros escândalos nos anos seguintes.
Cerca de 5.300 entidades não-governamentais integram o cadastro do Ministério da Justiça. São ONGs elevadas à categoria de Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). As entidades não são obrigadas por lei a prestar contas, embora os órgãos públicos normalmente façam essa exigência ao firmar contratos. O número de organizações cadastradas é ínfimo diante do total de entidades que existem no país: 338.000 segundo a Associação Brasileira das ONGs.
Nos últimos anos, o Senado Federal já abriu duas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar repasses para essas organizações. Uma, em 2001, analisou a má aplicação de recursos em grupos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A outra, cinco anos depois, já captava as irregularidades que derrubariam o comunista Orlando Silva. E mostrou detalhes do montante aplicado em ONGs: entre 2000 e 2006, apenas o Ministério do Desenvolvimento Agrário já havia destinado 1 bilhão de reais às organizações. Do site da revista Veja

MEU COMENTÁRIO: São 338.000 ONGs atuando no Brasil. Repito: essa sangria escandalosa de recursos públicos para os bolsos dos ongueiros só será resolvida com o corte total e para sempre de qualquer verba pública para essas entidades.
Dilma suspende por 30 dias os repasses, faz o assunto esfriar e tudo continua a mesma coisa. 
A oposição continua claudicando e nada faz de concreto. Talvez porque foi no governo de FHC que  a lei que criou essas entidades criminosas destinadas a lavagem de dinheiro foi editada e sancionada.
Resultado: os escândalos passarão, como já passam, a fazer parte do cotidiano dos brasileiros, até que se tornem uma coisa comum. Aí teremos um estado geral de anarquia. O próximo passo será a transformação do Brasil numa República Comunista.

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terça-feira, outubro 18, 2011

MORAL DA HISTÓRIA: SE NÃO FOSSE A REVISTA VEJA NINGUÉM FICAVA SABENDO DESSA ROUBALHEIRA!

A cobrança para devolução de dinheiro de contratos irregulares de ONGs e governos com o Ministério do Esporte soma R$ 26,5 milhões.
 
Ao todo, 67 convênios da pasta são considerados irregulares pela CGU (Controladoria-Geral da União), sendo que os acordos feitos diretamente com Estados e municípios somam R$ 3 milhões.

 
Segundo o órgão, responsável por analisar os processos, os pedidos de restituição de verbas repassadas pela pasta cresceram 5.020% nos últimos cinco anos, de R$ 44 mil para R$ 10 milhões.

 
Entre as irregularidades apontadas estão compras superfaturadas, entrega de lanches em quantidades abaixo da prevista e contratação de empresas com sócios ligados às próprias ONGs que receberam recursos do ministério.

 
Em um dos casos, a CGU descobriu que um equipamento foi comprado com preço 2.700% acima do mercado. Em outro, técnicos apontaram que o governo pagava por kits de lanches com caixas de 200 ml de leite, mas elas tinham apenas 100 ml.

 
Em 2006, a CGU encaminhou pedidos de devolução de dinheiro de dois convênios do Esporte, que, juntos, somavam R$ 43,6 mil.

 
Em 2010, foram 25 convênios tidos como irregulares, num total de R$ 10,3 milhões.

 
No primeiro semestre deste ano, a CGU concluiu processos que apontam problemas em mais oito convênios e pedem a devolução de outros R$ 2,2 milhões.

 
O maior pedido de ressarcimento envolve as associações de kung fu dirigidas pelo policial João Dias, que em entrevista à revista "Veja" afirmou que o ministro Orlando Silva recebia propina proveniente dos convênios com as ONGs. O ministro nega.

 
A soma dos pedidos de devolução contra estas entidades é de R$ 3,3 milhões.
A Controladoria enviou os processos para o TCU (Tribunal de Contas da União) fazer a cobrança. No tribunal, os gestores envolvidos podem contestar as acusações.

 
Em 2006, fiscais do TCU encontraram diversas irregularidades nos projetos do ministério e determinaram que ele controlasse melhor o Programa 2º Tempo.

 
Mas em 2009 os fiscais voltaram a detectar os mesmos problemas no programa. Da Folha de S. Paulo desta terça-feira


MEU COMENTÁRIO: A Folha de São Paulo transformou-se em porta-voz do governo do PT. Só publica release do Palácio do Planalto.
Que lixo!

E como comprovar que essas ONGs devolverão mesmo essa grana? 

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terça-feira, agosto 16, 2011

ENTENDA COMO E PORQUÊ MAIORIA DOS EMPRESÁRIOS É COMPARSA DO NEO-PATRIMONIALISMO PETISTA

Um post que Reinaldo Azevedo publicou em seu blog nesta terça-feira ajuda a compreender por que há esse apoio tão sólido de empresários ao governo do PT, quando se sabe que Lula e seus sequazes sempre qualificaram os empresários de "burgueses", "exploradores", de "lixo capitalista" enquanto o programa partidário do PT postula a implantação do socialismo e a abolição da propriedade privada. Tanto é que o MST, que é uma criação do PT, invade empresas do agronegócio, destrói suas instalações e plantações e ameaça expropriar tais empreendimentos. Numa outra ponta, se vê sucessivas explosões de caixas eletrônicos para o roubo de dinheiro. Além do roubo propriamente dito, essas explosões causam altos prejuízos aos estabelecimentos bancários que têm de reconstruir os caixas eletrônicos que são equipamentos que custam milhões. Surpreendentemente, os empresários - sobretudo os grandes empresários e banqueiros - perserveram no seu apoio incontido ao petismo, tanto é que até mesmo empresas multinacionais pagam Lula a peso de ouro para fazer palestras.
O que acaba de ser descoberto no âmago do aparelho governamental petista explica muito dessa faceta diabólica da política brasileira depois que o PT chegou ao poder. Explica a razão dessa devoção bovina do grande capital a Lula e seus sequazes e, também, as generosas doações para as campanhas presidenciais do PT, cujos números mostram que as grandes empresas e principais estabelecimentos bancários doaram muito mais para o PT do que para a Oposição.
Lendo-se o escrito de Reinaldo Azevedo, que transcrevo em seguida, chega-se obrigatoriamente à conclusão que a maioria dos grandes empresários brasileiros não silenciam de graça ante esse turbilhão de iniquidades e corrupção que se abate sobre a Nação brasileira desde que o PT chegou ao poder. Por mais lamentável e triste que seja, a conclusão é uma só: os empresários brasileiros são comparsas do PT na pilhagem dos cofres públicos. Compreende-se também esse apoio monolítico ao petismo por esses empresários que encontraram nesse neo-patrimonialismo fundado em criminosos ardis para pilhar os cofres públicos o caminho mais curto e rápido para o enriquecimento sem os riscos inerentes ao verdadeiro capitalismo. Leiam o que revela Reinaldo Azevedo. Transcrevo:

"Publico abaixo dois posts sobre um sujeito chamado José Ramos Filho, secretário de Imprensa da Presidência da República. Ele resolveu ignorar o peso do cargo que ocupa para fazer baixo proselitismo no Twitter contra a… imprensa. Leiam lá. Pois é… Na primeira semana de junho, na edição nº 2.220, VEJA publicou uma reportagem de Fernando Mello que fazia a anatomia da corrupção no Brasil — o assunto foi parar na capa. Um estudo da PF servia de orientação à reportagem (publico um trecho da reportagem ao pé da página).
Pois bem… Acabo de saber: o tal Ramos telefonou para a direção da Polícia Federal. Queria saber quem havia passado as informações para o repórter. E se mostrou especialmente incomodado com o fato de ter sido a VEJA a publicá-las. Parafraseando o Chico Jabuti, que eles apreciam tanto, Ramos não gosta de VEJA, mas os leitores gostam.  Parece que ele queria esconder isto dos leitores (em azul). Volto para encerrar.

O raio X da corrupção

Peritos da Polícia Federal descobriram como se assaltam os cofres públicos sem deixar rastros e ao abrigo da lei
Uma dúvida atormentou por muito tempo as melhores cabeças da Policia Federal. Ao investigarem quadrilhas envolvidas em obras públicas, policiais deparavam frequentemente com um quadro incompreensível. Tanto nas conversas telefônicas interceptadas quanto nos e-mails apreendidos, era comum flagrar empresários e executivos falando sobre desvio de dinheiro, pagamento de propina a funcionários públicos, remessas para o exterior por meio de caixa dois e demais assuntos que compõem o repertório clássico da corrupção que emerge sempre que entre o dinheiro público e um fornecedor privado de produtos ou serviços existe um intermediário desonesto. Mas, mesmo com a certeza de estarem diante de um crime, os investigadores muitas vezes não conseguiam responder a uma pergunta crucial: de onde vinha o ganho dos criminosos? Isso porque, apesar das evidências gritantes de falcatrua, quando os agentes da policia analisavam os contratos firmados entre as empresas e os órgãos públicos, chegavam à conclusão de que os preços que elas cobravam estavam dentro dos limites legais - ou seja, não havia superfaturamento. Ora, se não havia superfaturamento, não havia ganho ilegal e; se não havia ganho ilegal, todo o resto deixava de fazer sentido.
Em março, a dúvida dos investigadores deu lugar a uma explicação cristalina. Depois de dois anos de análise minuciosa de contratos públicos, levantamento de notas fiscais, checagem de custos de 554 compras empreendidas em obras do governo e visitas in loco de algumas dezenas de canteiros de obras, peritos da PF descobriram o “pulo do gato” - ou, mais apropriadamente neste caso, do rato. O truque pode ser chamado de “superfaturamento oculto”.
Para entender essa criação genuinamente brasileira, é preciso fazer um rápido mergulho no mundo das licitações. Há muito tempo, o governo federal é cobrado a estancar o desperdício que mina dos contratos de obras públicas e corrói seus cofres. Para dar uma resposta a isso, desde 2003 a Lei de Diretrizes Orçamentárias passou a exigir que os órgãos públicos, antes de fazer qualquer pagamento, observem as tabelas oficiais de referência de preços. Essas tabelas, formuladas em conjunto por diversos órgãos do governo, contêm os valores médios dos principais materiais de construção e insumos usados em obras de engenharia civil. A primeira delas chama-se Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). A segunda, Sistema de Custos Rodoviários (Sicro). Há oito anos, seu uso é obrigatório. Muito bem. Para órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União, um preço só é classificado como “superfaturado” se estiver acima dos valores constantes do Sinapi e do Sicro. Tudo o que estiver dentro do limite das tabelas é considerado legal.
O que a PF descobriu, e que causa espanto, é que as duas tabelas oficiais já trazem preços muito superiores aos praticados pelo mercado. Uma rápida pesquisa realizada pelos peritos policiais no comércio revelou que os preços dos produtos mais usados em obras de engenharia estão, em média, 20% mais altos do que deveriam.
Se o leitor, por exemplo, for a um depósito para comprar um tijolo cerâmico do tipo “oito furos”, pagará 44 centavos a unidade. O mesmo tijolo, adquirido pelo governo. sairá por 56 centavos. A diferença, de 27%, é carregada para o ninho dos ratos da corrupção. Em produtos como a tinta látex acrílica, ela chega a 128%. No forro para teto, do tipo bandeja, as tabelas trazem valores até 145% mais altos que o usual. Ou seja, basta as empresas seguirem a tabela ao pé da letra para obter uma espécie de “superfaturamento legal”.
Os peritos da PF que descobriram o golpe fizeram registrar em seus relatórios um outro alerta: dado que o governo nunca compra só um tijolo - suas encomendas começam invariavelmente na casa do milhar - e quem compra em grande quantidade sempre tem direito a desconto, seria de esperar que nas obras públicas de grande porte os valores unitários acabassem ainda mais em conta. Ocorre que os valores registrados no Sinapi e no Sicro não levam em consideração a escala. Com isso, o governo dá de bandeja mais um motivo para as empreiteiras deitarem e rolarem. Elas cobram preços muito acima dos de mercado, fazem isso à sombra de regras estipuladas pelo próprio governo e, assim, ficam inalcançáveis pela lei - e pelas auditorias do TCU.
(…)
Encerro
José Ramos fique tranqüilo. Como secretário de Imprensa da Presidência, pago com o nosso dinheiro, ele continue no seu esforço para esconder informações dos leitores. VEJA continuará a fazer o contrário.

quinta-feira, agosto 11, 2011

PT CONTINUA MENTINDO. CRISE NÃO AFETA REPUBLIQUETAS BANANEIRAS COMO BRASIL

Se essa tal crise que proparam existe mesmo é um repeteco de 2008. Naquela oportunidade afirmei aqui no blog que seria resolvida em três dias e que os Estados Unidos e os demais países que sempre foram capitalistas e econômicamente fortes e é bom sublinhar "verdadeiramente democráticos", permaneceriam nestas condições. E agora não será diferente.
E, como em 2008, desta vez essa crise não afetará o Brasil e nem os demais países latino-americanos porque são apenas produtores e exportadores de bananas e por isso são conhecidos como republiquetas bananeiras. Estão na periferia. 
É uma crise financeira que atinge verdadeiras economias de mercado e onde a população em cerca de 90% é constituída de classe média. Nada parecido essa turba ignara que a bandalha do PT e suas estatísticas do Ipea e o IBGE, totalmente aparelhados, apontam como classe média. Nesse grandes países eminentemente capitalistas, a classe média faz poupança, aplica nas bolsas e não sofre dessa estupidez genética que tipifica a esmagadora maioria dos brasileiros.  Neste caso, turbulências no mercado atingem em cheio essasa sociedades. Não é o caso do Brasil.
Entretanto, a crise serve para que o PT e seus comparsas aproveitem para fazer marketing político. Tanto é que esse tal de Tombini, que dirige o Banco Central jactou-se afirmando que o Brasil fez a lição de casa e que por isso não será atingido. A Dilma diz a mesma coisa e o jornalismo vagabundo e sabujo do lulopetimo apresenta como verdade esse discurso fajuto e mistificador.
O Brasil com crise o sem crise continuará a ser o lixo ocidental. É um país periférico, uma republiqueta bananeira onde os agentes públicos dão aulas de como pilhar o erário através de ONGs de fachada.
O Brasil é um país constituído por uma população cuja maioria é completamente estúpida, burra e mentirosa. E, se fosse apenas isso, vá la. O pior de tudo é que a maioria desse bando de semoventes é áulico desse desgoverno e assimila e digere com naturalidade todo esse turbilhão de iniqüidades, mentiras, roubalheira e corrupção.

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quinta-feira, julho 21, 2011

COM O PT NO PODER, ROUBALHEIRA E CHANTAGEM SE TRANSFORMAM EM TRUNFOS DO JOGO POLÍTICO

Transcrevo após este prólogo uma matéria do site do jornal O Globo que dá uma idéia de como funciona o governo do PT e a dita 'base aliada' e serve também para explicar como Dilma Rousseff foi eleita Presidente da República. De quebra, também explica o nível moral da maioria do eleitorado. Sim, porque essa gente que está no poder foi sufragada nas urnas, isto é, obteve o voto dos eleitores.
Atentem para o conteúdo desta matéria. O máximo das iniqüidades é tratado por essa corja como ação política. A roubalheira e a chantagem foram transformadas em trunfo do jogo político.
É certo que o Brasil nunca passou da condição de uma república bananeira ridícula. Mas com o PT no poder todas as exceções se transformaram na regra da administração pública e a pilhagem dos cofres públicos foi banalizada a ponto de ser convertida em algo normal. Em 40 anos de jornalismo confesso que jamais testemunhei algo sequer parecido com que vem ocorrendo no Brasil depois que o PT chegou ao poder. Como escreveu dia desses o Reinaldo Azevedo, ou o Brasil acaba com o PT ou o PT acaba com o Brasil. Leiam e tirem as suas próprias conclusões:
Enfraquecido com a crise no Ministério dos Transportes e com a demissão em massa de indicados pelo partido, a cúpula do PR ameaça se antecipar e entregar os cargos que ainda tem no governo, saindo da base aliada no Congresso e, com isso, adotar uma postura de independência. A proposta está em discussão entre os dirigentes e será analisada numa reunião do partido marcada para acontecer na primeira semana de agosto. A força do partido, ao fazer essa ameaça, está nos votos de seus 41 deputados e sete senadores.
Além de cargos menores na estrutura do ministério, o PR tem ainda indicados no comando de pelo menos 12 das 23 superintendências regionais do Dnit. O partido recebeu indicações de que grande parte dessa turma deve cair.
A estratégia de entregar os cargos do partido também tem o objetivo de constranger o novo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, deixando claro que ele não é uma indicação do partido, embora filiado. Nesse caso, sua permanência no governo Dilma Rousseff não estaria mais associada à legenda.
- Atingiram o PR na cabeça e no coração. Não temos mais que ter medo de perder aquilo que já não existe. Se a gente já perdeu tudo, para que ficar mais? Entregamos tudo de uma vez e vamos para uma postura de independência - defende o vice-líder do governo, deputado Luciano de Castro (PR-RR).
Internamente, no PR muitos avaliam que o Planalto quer mesmo provocar o rompimento com a legenda. O próprio Luciano de Castro teve uma sinalização negativa nesta quarta-feira do governo: tentou uma audiência com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e não foi recebido. Também solicitou um encontro com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e não teve retorno.
Ao mesmo tempo em que falam em romper com o governo, emissários do PR fizeram chegar ao Planalto o alerta de que pode causar constrangimentos o discurso do ex-ministro e senador Alfredo Nascimento (PR-AM), na volta do recesso, no plenário do Senado.
Segundo aliados do ex-ministro, ele tem repetido que "as decisões de governo não foram decididas sozinhas". E esta será a tônica do seu discurso: dividir responsabilidades com o Palácio do Planalto e com o ministro Paulo Sérgio Passos, que foi seu secretário-executivo.
É grande o descontentamento do grupo do secretário-geral do PR, deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que teve seus afilhados políticos demitidos dos Transportes. O senador Blairo Maggi (PR-MT) é outro cacique do partido que não esconde sua contrariedade com a decisão de afastar do cargo o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot. Do portal de O Globo

sexta-feira, julho 08, 2011

NUNCA ANTES NESTE PAÍS OS LARÁPIOS FEDERAIS SE SENTIRAM TÃO À VONTADE. METEM A MÃO SEM CERIMÔNIA NO DINHEIRO PÚBLICO!

Segue excerto de excelente texto do jornalista Augusto Nunes, do site de Veja, com link para leitura completa. Vale a pena ver. Faz um sucinto inventário da malandragem que tomou conta do Brasil - que na novilingua petralha é conhecido como 'este país' - depois que Lula e seus sequazes chegaram ao poder. Enquanto essas moscas varejeiras continuarem ocupando o poder a Nação verá um permanente desfile de escândalos, falcatruas, roubalheiras e toda a sorte de vagabundagem com o dinheiro público. O texto do Augusto Nunes está supimpa e do jeito que jamais vocês lerão num desses jornalões. Leiam:
“Não foi a corrupção que aumentou; o governo Lula é que tornou as investigações mais rigorosas e eficazes”, recomeça a balir o rebanho companheiro sempre que algum sacerdote da seita se junta à interminável procissão de escândalos. O mantra malandro foi destruído  de vez pela descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio de Antonio Palocci e pelo desbaratamento da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes.
O estuprador de sigilo bancário que se converteu em traficante de influência não foi desmascarado por agentes da Polícia Federal, mas por  repórteres da Folha de S. Paulo. Os meliantes a serviço do PR foram identificados por jornalistas de VEJA, não pela Corregedoria Geral da União. Os órgãos de controle do governo não apuram nada. São coiteiros de delinquentes de estimação.
Nunca antes neste país os larápios federais roubaram tanto e tão descaradamente quanto nos últimos oito anos e meio, confirmam as revelações que precipitaram a troca do ministro Alfredo Nascimento por outro figurão do bando liderado pelo deputado federal Valdemar Costa Neto. Em junho de 2002, quando presidia o Partido Liberal, foi o parlamentar paulista quem celebrou o acordo com o PT que resultou na formação da dupla Lula e José Alencar, senador eleito pelo PL mineiro. Clique AQUI para ler o texto completo

quinta-feira, julho 07, 2011

ROUBALHEIRA DERRRUBA MAIS UM MINISTRO DO GOVERNO DO PT

Embora esta notícia esteja em todos os site e nas manchetes dos jornais desta quinta-feira, faço esta postagem até como registro aqui no blog. Em seis meses do governo da Dilma, dois ministros já caíram, sendo que Palocci caiu duas vezes. A primeira quando era o todo poderoso Ministro da Fazenda. Podem fazer um inventário: o governo do PT é o campeão absoluto em matéria de corrupção e roubalheira. O lulopetismo é o maior mal que já se abateu sobre o Brasil. E todos que apóiam esse governo corrupto são coniventes com o crime e, portanto, são também criminosos. Leiam:
Alfredo Pereira do Nascimento (PR-AM), de 58 anos, deixou o Ministério dos Transportes, pasta que ocupava desde o governo Lula, nesta quarta-feira. Ele encaminhou seu pedido de demissão à presidente Dilma Rousseff "em caráter irrevogável". Na nota, Nascimento afirma que decidiu encaminhar um requerimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. "O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos", diz o texto.
O agora ex-ministro reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR). O nome mais cotado para o posto é o do secretário-executivo, Paulo Sérgio Oliveira Passos. Passos está neste momento no Palácio do Planalto em reunião com a presidente Dilma Rousseff. Oficialmente, o encontro é para tratar da transposição do rio Sâo Franscisco. Também participam da conversa a ministra do Planejamento, Míriam Belchior, e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.
A saída de Nascimento ocorreu após reportagem de VEJA revelar o funcionamento de um esquema baseado na cobrança de propinas, feita por caciques do PR, a empreiteiras e empresas de consultoria que elaboram os projetos de obras em rodovias e ferrovias. É o segundo ministro a cair na gestão de Dilma - o primeiro foi o ex-titular da Casa Civil, Antonio Palocci, que não resistiu às revelações de seu incrível salto patrimonial.
O escândalo teve reação imediata da presidente Dilma, que, no sábado seguinte à reportagem de VEJA,  afastou o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, o presidente da Valec Engenharia, José Francisco das Neves, o chefe de gabinete do Ministério, Mauro Barbosa Silva, e o assessor Luís Tito Bonvini. Mas errou a petista ao dar sobrevida a Nascimento e prolongar a crise.
Dilma saiu em defesa de Nascimento na segunda-feira, primeiro dia útil após as revelações de VEJA. A presidente também ordenou à Controladoria Geral da União (CGU) uma investigação rigorosa nas licitações e contratos da pasta. E mandou Nascimento abrir uma sindicância no ministério - com toda a isenção que o ministério comandado pelo PR tem para investigar a si mesmo.
O ritual foi uma tentativa de evitar desgaste político semelhante ao que ocorreu no episódio Palocci . Não adiantou: os oposicionistas aumentaram a pressão: pediram investigações ao Ministério Público e passaram a recolher assinaturas no Congresso para uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A manobra da presidente revelou-se, portanto, não-produtiva.
Nesta terça-feira, o escândalo chegou à família de Nascimento. De acordo com reportagem do jornal O Globo, o filho do ministro é dono de uma empresa cujo patrimônio cresceu 86.500 % desde 2005. O caso fez com que a oposição apertasse ainda mais o cerco ao ministro, que acabou entregando o cargo. O PSDB pediu ao Ministério Público um acréscimo na representação que apresentou contra Nascimento.
Biografia - Nascimento responde a processos na Justiça por acusação de improbidade administrativa e crime de responsabilidade na época em que era prefeito de Manaus – entre 1997 e 2004. Na Justiça Eleitoral, quase teve seu mandato cassado por suspeita de compra de votos na disputa de 2006, quando conquistou uma vaga no Senado.
O ex-ministro assumiu o Ministério dos Transportes pela primeira vez no início do governo Lula, em março de 2004, cargo em que permaneceu por dois anos. Afastou-se em março de 2006 para candidatar-se a senador e, em 2007, deixou a vaga conquistada novamente para ocupar o ministério. Em março de 2010, deixou o governo federal para ser candidato ao comando do Amazonas, mas não foi eleito. Com a vitória de Dilma Rousseff, foi reconduzido à pasta - cota do PR.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), durante os anos em que esteve no ministério, o patrimônio de Nascimento dobrou. Em 2006, quando foi candidato ao Senado, ele declarou à Justiça Eleitoral ter bens no valor total de 594.723,82 reais. Nas eleições de 2010, seu patrimônio subiu para 1.092.676,35 reais. Uma das empresas da família, a Forma Construção Ltda., é alvo de uma investigação da Receita Federal sobre lavagem de dinheiro.
Sua mulher, Francisca Leonia de Morais Pereira, e o filho Gustavo Nascimento, de acordo com as investigações, chegaram a ser multados por omitir em suas declarações de Imposto de Renda um total de 7 milhões de reais.
O ex-ministro nasceu em Martins, no Rio Grande do Norte, é formado em Letras e Matemática, foi sargento da Aeronáutica e empresário. Na carreira política, também foi vice-governador do Amazonas, secretário municipal de Economia e Saúde em Manaus, secretário de Estado de Administração e da Fazenda do Amazonas, presidente da Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam) e superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa).
É o atual presidente do Partido da República, desde que seu antecessor, o deputado federal Valdemar da Costa Neto, deixou a vaga ao ser acusado de envolvimento no mensalão, o maior escândalo do governo Lula, em 2005. Do site da revista Veja

quinta-feira, maio 05, 2011

IMPOSTO DE RENDA ESTRAÇALHA SALÁRIOS EM BENEFÍCIO DE LULA, DILMA E SEUS SEQUAZES. HORA DA DESOBEDIÊNCIA CIVIL!

O jornal Nacional da Rede Globo apresentou nesta quinta-feira uma matéria sobre a ladroeira do Imposto de Renda. Transcrevo, após estre prólogo, um trecho em que é feito o cáculo dessa maldição que consome uma importância descomunal do salário dos trabalhadores que acaba sendo manipulada de forma vil e criminosa pelo governo do PT. 
Parte do dinheiro dos salário dos trabalhadores acaba financiando o Mensalão, por exemplo; as viagens internacionais de Lula e Dilma; as mordomias palacianas com verba secreta; os carões corporativos e o marketing eleitoreiro permanente do PT. 
E o dinheiro gasto em propaganda do governo do PT foi tamanho nas últimas eleições que o poste Dilma acabou eleita Presidente da República sem nunca ter disputado nem eleição para síndica de edifício! Pensem bem!
Se você tem os formulários do Imposto de Renda dos últimos anos pegue-os e faça um cálculo e verá o quanto de seu salário já foi comido pelo PT, o Partido da ética da vagabundagem. Por enquanto, veja o cáculo feito pelo Jornal Nacional:
Quem teve o salário reajustado pela inflação desde 1996 e agora ganha, por exemplo, R$ 4,2 mil por mês, pagou, no ano passado, R$ 6,5 mil de Imposto de Renda. Se a correção da tabela também estivesse sendo feita pela inflação, o valor do Imposto de Renda seria bem menor: R$ 3,35 mil.
De 1996 para 2011, o mesmo trabalhador já deixou com o Leão, em valores de hoje, quase R$ 62 mil. Se a tabela tivesse, ano a ano, acompanhado a inflação, o valor cairia muito: para R$ 38 mil.
“Isso foi gerado pelo período que ficou interrompida a tabela, que ficou congelada a tabela. Depois ele teve a correção, mas essa correção continua sendo abaixo da inflação”, explica a consultora Tatiana da Ponte. Leia MAIS e veja o vídeo

segunda-feira, novembro 15, 2010

ROUBALHEIRA AGORA É 'INCONSITÊNCIA CONTÁBIL'. BANCO CENTRAL ADOTA O DIALETO PETRALHA.

O Banco Central (BC) vai intimar até sexta-feira os ex-diretores do Banco Panamericano para que expliquem as inconsistências contábeis que levaram a instituição a acumular um rombo de R$ 2,5 bilhões.

A autoridade já encontrou indícios suficientes para abrir um processo administrativo contra os executivos. O primeiro passo é a intimação. Eles terão entre 15 e 30 dias para se defender.

Também até o fim desta semana, o BC encerrará as investigações dentro do banco. O resultado será enviado para o Ministério Público em São Paulo. Técnicos do BC entraram no Panamericano em meados de setembro, depois de identificar problemas na contabilidade.

Segundo o BC, o Panamericano tinha uma estrutura de despesas incompatível com as receitas. Com isso, apurava seguidos prejuízos, que eram mascarados pelas fraudes contábeis. A principal delas era a não contabilização da venda de carteiras de crédito para outras instituições financeiras (normalmente de grande porte, como Bradesco, Itaú, Santander e HSBC).

O Panamericano continuava computando como sua as receitas decorrentes desses empréstimos, inflando os resultados e encobrindo os prejuízos. Ainda não se sabe por que o banco acumulava perdas. Umas das hipóteses é a concessão de empréstimos em um ramo altamente arriscado: automóveis usados.

A antiga diretoria do banco era encabeçada por Rafael Palladino (diretor superintendente, primo de Íris, mulher do empresário Silvio Santos) e Wilson Roberto de Aro (diretor financeiro).

Conforme antecipou o Estado na edição de sábado, o BC também identificou indícios de desvio de dinheiro por parte dos ex-diretores do Panamericano. Oficialmente, a instituição nega a hipótese. Por meio da assessoria de imprensa, informa que o foco da investigação é a fraude nas carteiras de crédito.

O BC também já encontrou no banco Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) com taxas de remuneração elevadas para os padrões brasileiros. A informação também é negada oficialmente pela instituição.

O Panamericano foi uma das instituições que mais recorreram a um tipo de CDB regulamentado pelo BC no auge da crise de 2008, que previa um seguro anticalote para aplicações de até R$ 20 milhões. Em abril de 2009, esses CDBs chegaram a representar 50% das receitas do banco.

Fraudes escondidas. A contabilidade do Panamericano passou por vários crivos ao longo dos últimos anos. Nenhum deles detectou as fraudes. Segundo o BC, a maquiagem dos números começou em 2006. Em novembro do ano seguinte, o Panamericano emitiu ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Com a operação, arrecadou quase R$ 777 milhões.

No fim do ano passado, os auditores e negociadores da Caixa Econômica Federal também mergulharam nas contas do Panamericano quando o banco estatal comprou 49% do capital votante do banco de Silvio Santos por R$ 739 milhões. Mais uma vez, ninguém viu. Leia MAIS

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